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Eis o ensinamento de minha doutrina: “Viva de forma a ter de desejar reviver — é o dever —, pois, em todo caso, você reviverá! Aquele que ama antes de tudo se submeter, obedecer e seguir, que obedeça! Mas que saiba para o que dirige sua preferência, e não recue diante de nenhum meio! É a eternidade que está em jogo!”.
NIETZSCHE apud FERRY, L. Aprender a viver: filosofia para os
novos tempos. Rio de Janeiro: Objetiva, 2010 (adaptado).
Qual conduta se mostra alinhada à proposta nietzscheana apresentada no texto?
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TEXTO I
É muito importante entender que a significatividade do mundo, constituída pelas estruturas linguístico-conceituais, não se reduz a uma significatividade apenas cognitiva. Proporcionar uma significação para o mundo pode também consistir em lidar com ele no sentido do “padecer”.
CABRERA, J. Margens das filosofias da linguagem.
Brasília: UnB, 2003 (adaptado).
TEXTO II
Mundo, mundo, vasto mundo
se eu me chamasse Raimundo
seria uma rima, não seria uma solução.
Mundo, mundo, vasto mundo
Mais vasto é meu coração.
ANDRADE, C. D. Antologia poética. Rio de Janeiro:
Record, 1996 (fragmento).
Com base nas informações presentes no Texto I, a consideração sobre o mundo no Texto II tem uma significação:
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TEXTO I
A partir da Segunda Guerra Mundial o cenário europeu se altera com o progressivo aumento de um sentimento democrático e de compreensão do poder público e das suas modalidades de ação e de relação com a sociedade, que passa a exercer de modo um pouco mais articulado algum controle social, o qual era visto até então como de exclusividade do poder público. Essa nova perspectiva também altera significativamente a percepção da arte e, por óbvio, da historicidade da mesma.
MARZADRO, F. Revista NAU Social, n. 5, maio-out. 2013 (adaptado).
TEXTO II
A liberdade artística é termômetro democrático dos mais sensíveis. Nela encontram-se o pensamento, a expressão e a criatividade. É o espaço do novo e da diversidade. Não espanta que incomode quem não deseja um mundo plural e livre. Ainda mais quando extremismos e ódio sufocam o convívio das diferenças. É preciso cultivar a liberdade artística. Cerceá-la, por imposturas que semeiam a discórdia e se valem da confusão, do medo e do preconceito, não é novidade. O nazismo se valeu disso contra a “arte degenerada” para instaurar uma sociedade fascista. Essa repressão não é inocente. Ela afronta o direito à cultura, que é de todos, e discrimina particularmente certos grupos, como no caso em que atinge pessoas LGBTQIAPN+. Abre as portas para a violência, como já vivenciam os adeptos de religiões afro-brasileiras, que são apedrejados e que têm suas casas de religião incendiadas, ou quando atendimento médico é negado a crianças por motivação ideológica.
RIOS, R. R. Arte e democracia. Disponível em:
https://gauchazh.clicrbs.com.br. Acesso em:
26 out. 2023 (adaptado).
Os textos enfatizam a importância histórica da manifestação artística como um instrumento de
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Ubuntu é um sistema de crenças, uma epistemologia, uma ética coletiva e uma filosofia humanista espiritual do sul da África. É mais um fundamento ético coletivo do que qualquer outra coisa, embora também seja considerado uma forma de filosofia e epistemologia africanas nativas. É uma forma ética de conhecer e de ser em comunidade. É muito menos um conceito abstrato do que uma expressão coletiva cotidiana de experiências vividas, centradas em uma ética comunitária do que significa ser humano. Ubuntu é uma abreviação de um provérbio da África do Sul: uma pessoa é uma pessoa por meio de seu relacionamento com outros.
SWANSON, D. Ubuntu, uma alternativa ecopolítica à globalização
econômica neoliberal. IHU Revista do Instituto
Humanitas Unisinos, n. 353, dez. 2010.
A perspectiva filosófica africana apresentada no texto contrasta com as formulações éticas da tradição eurocêntrica porque
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Woodstock surpreendeu porque esperava reunir bem menos pessoas. Foram vendidos cerca de 180 mil ingressos, mas, diante do intenso fluxo de pessoas chegando à fazenda onde o evento estava acontecendo, os organizadores decidiram torná-lo gratuito. A multidão fez sua própria música, compartilhou comida, convivendo por três dias com sujeira, lama e falta de estrutura. Woodstock foi pensado como um evento lucrativo. Era a irresistível comunhão entre pop rock e a indústria cultural. Mas a multidão, em sua criatividade e ilusões, fez parecer que 1969 era o ano zero de uma nova civilização. Transformado em filme, o festival recuperou facilmente os lucros perdidos com a derrubada das cercas. A indústria cultural não deixou de vencer e absorver, pouco a pouco, a criatividade juvenil expressa na música pop rock do final dos anos 1970.
MARIUZZO, P. Woodstock. 40 anos do festival que marcou a música
e as gerações. Ciência e Cultura, n. 4, 2009 (adaptado).
O caráter contraditório mencionado no texto relaciona-se ao(à)
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Entendo por barbárie algo muito simples, ou seja, que, estando na civilização do mais alto desenvolvimento tecnológico, as pessoas se encontrem atrasadas de um modo peculiarmente disforme em relação à sua própria civilização, tomadas por uma agressividade primitiva, um ódio primitivo ou, na terminologia culta, um impulso de destruição, que contribui para aumentar ainda mais o perigo de que toda esta civilização venha a explodir.
ADORNO, T. W. Educação e emancipação. Rio de Janeiro:
Paz e Terra, 2006 (adaptado).
Ao refletir sobre a crise civilizatória vivida com a Segunda Guerra Mundial, o autor aponta como uma das condições de possibilidade da barbarização o(a)
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Resumamos os principais caracteres de um rizoma: diferentemente das árvores ou de suas raízes, o rizoma conecta um ponto qualquer com outro ponto qualquer e cada um de seus traços não remete necessariamente a traços de mesma natureza. Contra os sistemas centrados (e mesmo policentrados), de comunicação hierárquica e ligações preestabelecidas, o rizoma é um sistema a-centrado não hierárquico e não significante, sem general, sem memória organizadora ou autômato central, unicamente definido por uma circulação de estados.
DELEUZE, G.; GUATTARI, F. Mil platôs. São Paulo: Editora 34, 1995 (adaptado).
Qual elemento da cultura contemporânea se relaciona às características do conceito de rizoma, conforme descrito no texto?
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A regra de ouro, popularmente conhecida pelo provérbio “Trate os outros como gostaria de ser tratado”, é um dos princípios morais mais onipresentes. A noção subjacente, que apela para o senso ético mais básico, se expressa de uma forma ou de outra em praticamente todas as tradições religiosas, e poucos filósofos morais deixaram de invocar a regra ou pelo menos de tecer comentários a respeito da relação com seus próprios princípios.
DUPRÉ, B. 50 grandes ideias da humanidade. São Paulo: Planeta do Brasil, 2016.
O princípio ético apresentado no texto, como elemento estruturante da vida em sociedade, se traduz pela seguinte formulação teórica:
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Bertrand Russell conta a história de um peru que descobrira, em sua primeira manhã na fazenda de perus, que fora alimentado às 9 da manhã. Contudo, ele não tirou conclusões apressadas. Esperou até recolher um grande número de observações do fato de que era alimentado às 9 da manhã e fez essas observações sob uma ampla variedade de circunstâncias, às quartas e quintas-feiras, em dias quentes e dias frios, em dias chuvosos e dias secos. A cada dia acrescentava uma outra proposição de observação à sua lista. Finalmente, sua consciência ficou satisfeita e ele concluiu. “Eu sou alimentado sempre às 9 da manhã”.
CHALMERS, A. O que é ciência, afinal? São Paulo: Brasiliense, 1993 (adaptado).
Qual tipo de raciocínio corresponde ao padrão de pensamento exibido pelo personagem do texto?
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A alma funciona no meu corpo de maneira maravilhosa. Nele se aloja, certamente, mas sabe bem dele escapar: escapa para ver as coisas através da janela dos meus olhos, escapa para sonhar quando durmo, para sobreviver quando morro. Minha alma durará muito tempo e mais que muito tempo, quando meu corpo vier a apodrecer. Viva minha alma! É meu corpo luminoso, purificado, virtuoso, ágil, móvel, tépido, viçoso; é meu corpo liso, castrado, arredondado como uma bolha de sabão.
FOUCAULT, M. O corpo utópico, as heterotopias. São Paulo: Edições N-1, 2013.
Esse texto reforça uma concepção metafísica clássica que remete a um(a)
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