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Francis Bacon é considerado, juntamente com Descartes, um dos iniciadores do pensamento moderno, por sua defesa do método experimental contra a ciência teórica e especulativa clássica, por sua rejeição da escolástica, bem como por sua concepção de um pensamento crítico e do progresso da ciência e da técnica. Embora não tenha sido um cientista, Bacon teve grande influência enquanto defensor de uma determinada concepção de método científico que valoriza a experiência e a experimentação. A Royal Society considerou-o um de seus inspiradores, e Kant dedicou-lhe a Crítica da razão pura.
(Danilo Marcondes. Iniciação à história da Filosofia: dos pré-socráticos a Wittgenstein, 2010. Adaptado)
O método desenvolvido por Bacon e a Crítica kantiana mencionada convergem ao chamar a atenção para a constatação
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A modernidade traz à luz o poder do ser humano de sexo masculino burguês branco europeu. Emancipar-se e fazer-se soberano a todas as coisas era o princípio norteador do pensar. Homem distante de humus. Homem próximo ao sapiens (rationale) que, como se evidencia pela História, a razão como uma faculdade do intelecto pode ser usada de n formas. Descartes explicou: “conhecendo as forças e as ações do fogo, da água, do ar, dos astros, dos céus e de todos os outros corpos que nos cercam, poderíamos nos tornar como senhores e possuidores da natureza”.
(Diogenes Rafael de Camargo e Kátia Vanessa Tarantini Silvestri. “As diferentes concepções de natureza na sociedade ocidental: da physis ao desenvolvimento sustentável”. Filosofia e História da Biologia, 2021. Adaptado)
No texto, os autores abordam a distinção entre homem humus e homem sapiens a partir
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O potencial apocalíptico da técnica – sua capacidade para pôr em perigo a sobrevivência do gênero humano ou corromper sua integridade genética, ou alterá-la arbitrariamente, ou até mesmo destruir as condições de uma vida mais elevada sobre a terra – coloca a questão metafísica com a qual a ética nunca fora anteriormente confrontada, qual seja: se e por que deve haver uma humanidade; por que, portanto, o homem deve ser mantido tal como a evolução o produziu; por que deve ser respeitada sua herança genética; sim, porque, em geral, deve haver vida. A pergunta não é ociosa como parece, pois a resposta a ela é significativa acerca do quanto, permitidamente, nos é lícito arriscar em nossas grandes apostas tecnológicas e quais riscos são inteiramente inadmissíveis. Todo jogo suicida com essa existência está categoricamente proibido, e ousadias técnicas, nas quais esta é a aposta, ainda que apenas remotíssima, devem ser desde o início excluídas.
(Oswaldo Giacoia Junior. “Hans Jonas: Porque a técnica moderna é um objeto para a ética”. Natureza Humana, 1999. Adaptado)
O trecho consiste na tradução da obra de Hans Jonas pelo filósofo Oswaldo Giacoia Junior. O conceito proposto por Jonas, que subjaz sua abordagem ética para responder à questão metafísica colocada, consiste no
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O desenvolvimento da ideia do valor da transformação da natureza, da produção, guiada pela teoria e pela ciência, prolonga-se pelos séculos XVI e XVII. O século XVIII marca, nesse processo, uma reviravolta decisiva: os enciclopedistas – filósofos franceses ideólogos do humanismo burguês, também chamados de iluministas – louvam a técnica, as artes mecânicas, a indústria do homem; exaltam o domínio do homem sobre a natureza, graças ao trabalho e à técnica. O homem se afirma por dois caminhos – teórico e prático – que se uniriam na técnica. Em diversos tons, os pensadores iluministas e enciclopedistas do século XVIII afirmam a positividade da cultura, da ciência, da técnica e do trabalho humano. Apenas uma voz destoa: a de Jean-Jacques Rousseau.
(Susana Albornoz. O que é trabalho, 2008. Adaptado)
Ao discorrer sobre o desenvolvimento filosófico da noção de trabalho na obra “O que é trabalho”, a autora argumenta que Rousseau destoa, pois entende que os avanços mencionados
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– Qual o papel do filósofo na sociedade?
– O filósofo não tem papel na sociedade. Não se pode situar seu pensamento em relação ao movimento atual do grupo. Sócrates é um excelente exemplo: a sociedade ateniense pôde apenas lhe atribuir um papel subversivo, seus questionamentos não podiam ser admitidos pela ordem estabelecida. Na verdade, é ao cabo de um certo número de anos que se toma consciência do lugar de um filósofo: em suma, atribuímos a ele um papel retrospectivo.
– Mas, então, como você se integra na sociedade?
– Podemos considerar dois tipos de filósofos, aquele que abre de novo os caminhos para o pensamento, e aquele que desempenha de alguma forma um papel de arqueólogo.
(Michel Foucault. Ditos e escritos, 2005. Adaptado)
No texto, Michel Foucault argumenta sobre o papel do filósofo na sociedade a partir do método arqueológico, que consiste em
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(MAQUIAVEL, 2019, p. 93.)
Considerando a teoria de Nicolau Maquiavel e, ainda, analisando o trecho apresentado, assinale o significado subjacente desta afirmação.
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Trata-se de uma crítica aos raciocínios de tipo
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Entre os aprendizados previstos para ela, inclui-se
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