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Em O novo espírito científico, o filósofo francês Gaston Bachelard propõe que nem realismo imediato, nem racionalismo fechado podem subsistir diante dos avanços científicos e dos problemas que este apresenta à filosofia da ciência. O vetor da investigação parte do racional para o real, porém sem se fixar num dos polos (subjetivo ou objetivo). O filósofo insere-se, assim, na corrente muito variada de pensadores que operam a reflexão sobre a natureza da filosofia a partir do predomínio mundial da investigação científica e de suas conquistas. É correto dizer que, segundo Bachelard,
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“Além disso, se por exemplo a ética e a estética e, por vezes, até a psicologia surgem hoje como ramos da filosofia, então estas disciplinas mostram que ainda não dispõem de conceitos fundamentais assaz claros; que, pelo contrário, os seus esforços se dirigem sobretudo para o sentido das suas proposições. E por fim: se no seio da ciência firmemente consolidada sobressai de súbito, num ponto qualquer, a necessidade de reflectir de novo sobre o verdadeiro significado dos conceitos fundamentais, e de se chegar assim a uma clarificação mais profunda do sentido, então essa operação apreende-se logo como eminentemente filosófica (...)”.
SCHLICK, Moritz. A viragem da filosofia. Trad.: Carlos Morujão. Disponível em: http://www.lusosofia.net/textos/moritz_schlick_a_viragem_da_filosofia.pdf.
A propósito do pensamento de Schlick acerca de filosofia e ciência, é correto afirmar que
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Ciência, economia, ética e política são integradas, em questionamentos relativos, entre outros, a democracia, meio ambiente, privacidade e medicina, por meio da unidade disciplinar entre ciência, tecnologia e sociedade (CTS). Trazer o exame dessa unidade disciplinar para o estudo das ciências sociais é um dos desafios contemporâneos.
No que se refere a ensino de ciência e tecnologia, é correto afirmar que
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Em Valores e atividade científica (LACEY, Hugh. 2. edição. São Paulo: Associação Filosófica Scientiae Studia/Editora 34, 2008) Hugh Lacey afirma que “o controle ocupa um lugar elevado na estrutura de valores que é parte das matrizes disciplinares das práticas científicas modernas”. De fato, para o autor, o “léxico estruturado da ciência moderna foi restringido de modo que as coisas são representadas nele da maneira exigida pelos objetivos de controle, e isso molda a interpretação dos valores cognitivos” (idem).
A respeito dessa posição de Lacey e de suas teses acerca da relação entre ciência e valores, é correto afirmar que
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Afirma Kant, em Primeiros princípios da metafísica da ciência da natureza, que, em cada teoria particular, só se encontra ciência autêntica se nela está a matemática. Martin Heidegger, filósofo alemão que atuou no século XX, diz, a propósito, em Que é uma coisa (HEIDEGGER, M. Trad. Carlos Morujão. Lisboa: Edições 70, s.d.), que o decisivo é descobrir o sentido próprio da caracterização matemática proposta por Kant. E ele esclarece: matemático diz-se daquilo que levamos conosco até as coisas, isto é, aquilo que antecipadamente conhecemos. Não é a matemática que é numérica: os números são exemplo privilegiado da matemática porque não os encontramos “por aí”, senão que os levamos até as coisas.
Sobre a fundamentação de uma filosofia da ciência, conforme o que se diz aqui desde Heidegger, é correto depreender que,
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No que tange à ideia de progresso científico e à noção de objetivo, assinale a alternativa correta.
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“Certa vez, em 1919, informei-o de um caso que não me parecia ser particularmente adleriano, mas que ele não teve qualquer dificuldade em analisar nos termos de sua teoria do sentimento de inferioridade, embora nem mesmo tivesse visto a criança em questão. Ligeiramente, chocado, perguntei como podia ter tanta certeza.”. “Porque já tive mil experiências desse tipo – respondeu (...).”.
POPPER, Karl. Conjecturas e refutações. Brasília: Editora da UnB, 1980.
O trecho anterior pertence a uma consideração crítica popperiana que se coaduna com sua concepção positiva sobre a cientificidade. Com base nesse trecho, é correto afirmar que
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Contra o Método, publicado em 1975, trouxe a noção de “anarquismo”, comumente associada à política, para um notável lugar nas discussões sobre ciência e método. Acerca do pensamento de seu autor, Paul Feyerabend, é correto afirmar que
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Em A lógica da pesquisa científica (São Paulo: Cultrix, 2013), escreve Karl Popper: “(...) as pessoas que dizem que é com base na experiência que conhecemos a verdade de um enunciado universal querem normalmente dizer que a verdade desse enunciado universal pode, de uma forma ou de outra, reduzir-se à verdade de enunciados singulares.”. O filósofo combate, assim, a identificação da lógica da pesquisa científica com a lógica indutiva. É correto afirmar que, para Popper,
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Aristóteles, cujas investigações estão na origem de impulsos científicos fundamentais, entendia que os processos e as ações, assim como os seres, desenvolvem-se ou desdobram-se orientados por seu telos, isto é, pelo fim ou pela finalidade a eles intrínseco. O filósofo também estabeleceu distinções entre saberes teóricos, práticos e produtivos. Considerando essa perspectiva aristotélica e a visão tradicional sobre ciência, em parte advinda dessas distinções antigas quanto a seu caráter básico (puro) ou aplicado, assinale a alternativa correta.
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