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A avaliação vocal em casos de disfonia infantil envolve uma série de procedimentos destinados a esclarecer como se dá a comunicação da criança. Devem ser identificados e descritos tanto os aspectos positivos quanto os negativos, a fim de que a reabilitação vocal contribua para a promoção de um padrão de comunicação mais saudável. Com relação aos parâmetros avaliados na disfonia, julgue as seguintes afirmações como verdadeiras (V) ou falsas (F):
(__) Em pacientes com voz soprosa, observa-se um excesso de tensão e esforço fonatório, com pitch geralmente mais elevado, frequentes quebras de frequência e sinais visíveis de esforço, como tensão facial e postura anteriorizada da cabeça. A fadiga vocal costuma estar presente e é bastante comum em casos de disfonia funcional ou organofuncional.
(__) O tempo máximo fonatório esperado em crianças é de cerca de 1 segundo por ano de vida até a puberdade, mas elas tendem a interromper a emissão antes de atingir sua capacidade máxima. O uso de apoio visual pode facilitar a emissão mais precisa e confiável.
(__) A criança disfônica raramente se queixa de dores, mas o esforço fonatório constante pode causar compensações corporais, resultando em uma fala hiperfuncional. O fonoaudiólogo deve observar áreas como face, pescoço, cintura escapular e a postura dos ombros e cabeça durante a fala.
Assinale a alternativa cuja respectiva ordem de julgamento está correta:
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I. É composto por sete ondas, sendo as ondas I, II e V as mais visíveis e de maiores valores clínicos. Quanto aos sítios geradores dessas ondas, pode-se citar: I – porção proximal do nervo auditivo; II – núcleo vestibular; III – núcleo coclear; IV – complexo olivar superior; V – lemnisco medial; VI – colículo inferior e VII – corpo geniculado lateral.
II. É considerado um potencial de longa latência, pois ocorre nos trinta primeiros milissegundos após a apresentação do estímulo sonoro. Vários autores investigaram a interferência de alguns fatores fisiológicos sobre o registro do PEATE. Assim, tem-se estabelecido que algumas características relacionadas ao próprio indivíduo, como idade, sexo e alteração hormonal, não interferem nos achados.
III. Seu registro pode ser analisado por diversos parâmetros: morfologia; latência absoluta e amplitude das ondas I, III e V; latências dos intervalos interpicos I-III, I-V e III-V; relação da amplitude e latência I-V e diferença interaural do intervalo I-V ou da latência absoluta da onda V. As medidas de latências absolutas e intervalos interpicos são as mais extensivamente utilizadas para os propósitos clínicos.
IV. De acordo com a literatura, seus principais objetivos clínicos são: determinação do nível mínimo de resposta auditiva, caracterização do tipo de perda auditiva, avaliação da maturação do sistema auditivo central em neonatos, localização topográfica da lesão em nervo auditivo ou em troncoencefálico, monitorização de cirurgias de fossa posterior e monitorização de pacientes em Unidade de Terapia Intensiva (UTI).
Está correto o que se afirma apenas em
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I. As fissuras labiopalatinas têm etiologia multifatorial, associada ou não aos fatores de hereditariedade e aos aspectos clínicos maternos como estresse, infecções, medicamentos e/ou irradiações. A classificação das fissuras labiopalatinas envolve características anatômicas e a região acometida. Considera-se o forame incisivo como referência morfológica e embrionária, podendo ser classificadas em pré, pós ou transforme incisivo. Podem ser, ainda, unilaterais ou bilaterais, completas ou incompletas.
II. A amamentação do recém-nascido com fissuras labiopalatinas tende a ser mais laboriosa, prolongada, com pouca extração de leite. Frequentemente são observadas dificuldades na pega da mama, associadas a não oclusão do lado fissurado, com escape do mamilo ou parte da aréola. Dessa forma, a pressão intraoral torna-se menos negativa, fazendo com que a mamada provoque cansaço e irritabilidade ao bebê.
III. Em relação à fala, podem ser observados movimentos compensatórios na tentativa de aumentar a nasalidade, podendo ocorrer modificações nas mímicas faciais e dilatação das narinas durante a fala de forma intencional, visando à utilização dos músculos faciais na tentativa de aumentar as dimensões da abertura das narinas e expandir o fluxo aéreo nasal.
Está correto o que se afirma em
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( ) Para o adulto, são dois os marcadores diferenciais no diagnóstico da apraxia: 1 – Melhor desempenho na produção de fala automática do que na executada voluntariamente; 2 – Alta variabilidade de erros que não recaem sempre na mesma posição no interior da palavra e nas diferentes tentativas de correção da mesma.
( ) A apraxia interfere nos aspectos segmentais da fala não repercutindo em seus aspectos suprassegmentais, mantendo, portanto, a extensão discursiva. O indivíduo pode, então, apesar da inabilidade articulatória, apresentar o discurso adequado quanto ao sentido, assim como em relação ao padrão de entonação e ritmo, sem quebras na fluência.
( ) Apraxia de fala se diferencia da disartria, uma vez que se trata de um quadro pontual associado a alterações quanto ao tônus muscular orofacial e global, incidindo na coarticulação dos movimentos da fala, podendo se associar a algum tipo de alteração neurofuncional.
( ) Dentre as características da apraxia de fala, há a repetição de fonemas e de sílabas, a autocorreção e o ensaio articulatório. Manifestações como prolongamento de vogais, aumento da distância interssilábica, distorção fonêmica e chuá intrusivo estão também diretamente relacionadas. A substituição, a omissão e a adição também podem ser observadas nos pacientes apráxicos.
( ) Além da descrição das manifestações, recomenda-se utilizar modelos linguísticos de produção de fala para análise dos tipos de erros, a fim de entender os processos envolvidos nos distúrbios de fala e melhor caracterizá-los. O modelo de produção da fala mais aceito atualmente identifica quatro níveis de processamento: o primeiro nível é o pré-motor, também chamado de planejamento linguístico-simbólico, no qual ocorre a seleção dos fonemas e a aplicação das regras linguísticas; o segundo nível é o do planejamento motor, que é responsável pelas memórias motoras e ordenação têmporo- -espacial dos fonemas a serem emitidos; no terceiro nível, da programação motora, ocorre a seleção de músculos na sequência apropriada para a produção dos fonemas selecionados; e, no quarto nível, há a execução da sequência de fala produzida pelos articuladores envolvidos na ação.
A sequência está correta em
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I. A identificação precoce das alterações auditivas possibilita a intervenção ainda no “período crítico” e de estimulação da linguagem e da audição. A maturação do sistema auditivo central ocorre durante os primeiros anos de vida. O desenvolvimento da linguagem e da audição acontece nesse período de maior plasticidade neural. Assim, a experiência auditiva nessa época é imprescindível, e quanto mais precoce o diagnóstico e intervenção mais favorece o desenvolvimento da linguagem.
II. São considerados indicadores de risco para deficiência auditiva: preocupação dos pais com o desenvolvimento da criança, audição, fala ou linguagem; antecedentes familiares para surdez; prematuridade; peso ao nascimento menor que 1.500 gramas; permanência em Unidade de Terapia Intensiva (UTI) por mais de cinco dias; uso de ototóxicos; ventilação mecânica; hiperbilirrubinemia; anomalias craniofaciais envolvendo orelha e osso temporal; síndromes associadas à perda auditiva; infecções congênitas (sífilis, toxoplasmose, rubéola, citomegalovírus e vírus da imunodeficiência humana-HIV); traumatismo craniano; quimioterapia; infecções bacterianas ou virais pós-natais (citomegalovírus, herpes, sarampo, varicela e meningite); Apgar de 0 a 4 no primeiro minuto ou de 0 a 6 no quinto minuto, além de alcoolismo ou uso de drogas durante a gestação.
III. É essencial que os neonatos e lactentes com indicadores de risco para deficiência auditiva recebam acompanhamento e monitoramento do desenvolvimento da audição, visando reduzir agravos à saúde, bem como favorecer o desenvolvimento de linguagem. Considerando a vulnerabilidade dos bebês de risco, a saúde auditiva infantil vem trabalhando na implantação de programas que contemplem ações de promoção, avaliação, diagnóstico e intervenção precoce.
Está correto o que se afirma em
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