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Foram encontradas 4.896 questões.

1994410 Ano: 2020
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: Col.Mil. Belém
Orgão: Col.Mil. Belém

TEXTO II

AÇAÍ Poético

(Roseane Namastê)

Alimentas meus desejos despertos

Suprindo ânsias: de ti, de poesia

Por isso a ti oferto meus versos

Quero dizer da tua inegável magia ...

Tua cor, ah como atrai

Linda, forte, vibrante

Vinho vivo, cor alegre

AÇAÍ, que cor marcante ...

E a textura? Cremosa!

Sumo grosso, consistente!

Sorvo-te, te como, contente

Fruta esperta e formosa ...

Teus caroços são lindos

Gostosa tua polpa é

A população nutrindo

De qualquer jeito é bem-vindo!

Aqui no Norte te deliciamos

Com peixe frito, carne-seca

Pirarucu, camarão, degustamos

Farinhas d'água ou tapioca, cá estamos!

Teu sorvete é divino, especial

Lá no Sudeste é só sucesso

Mas bom mesmo é te ter puro

Depois atar a rede, no quintal!

Confessa por ti meu gosto

Aos teus atrativos entrego-me

É fruto de mil encantos

Sou louca por ti, não nego!

AÇAÍ, fruta imensamente rica

Alimento, sabores e alegrias

Do povo, a fome sacias

Quem te toma por aqui fica!

(Texto adaptado) Disponível em: <https://www.recantodasletras.eom.br/poesias-regionais/1756014>. Acesso em: 1° set.2020.

Conforme análise do texto II, em que estrofe o eu poético enfatiza uma forma de consumo do açaí diante de outra?

 

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1993241 Ano: 2020
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: FAFIPA
Orgão: Pref. Piraquara-PR
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Escritora, jornalista, professora e pintora, considerada uma das mais importantes poetisas do Brasil. Sua obra de caráter intimista possui forte influência da psicanálise com foco na temática social. Embora sua obra apresente características simbolistas, a escritora destacou-se na segunda fase do modernismo no Brasil, no grupo de poetas que consolidaram a "Poesia de 30". Assinale a alternativa que apresenta o nome desta famosa escritora brasileira:

 

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1993229 Ano: 2020
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: FAFIPA
Orgão: Pref. Piraquara-PR
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TEXTO 01


O texto abaixo servirá de base para responder as questões de 01 a 04.


O verão e as mulheres


Talvez tenha acabado o verão. Há um grande vento frio cavalgando as ondas, mas o céu está limpo e o sol é muito claro. Duas aves dançam sobre as espumas assanhadas. As cigarras cantam mais. Talvez tenha acabado o verão.

Estamos tranquilos. Fizemos este verão com paciência e firmeza, como os veteranos fazem a guerra. Estivemos atentos à luz e ao mar; suamos nosso corpo; contemplamos as evoluções de nossas mulheres, pois sabemos o quanto é perigoso para elas o verão.

Sim, as mulheres estão sujeitas a uma grande influência do verão; no bojo do mês de janeiro elas sentem o coração lânguido, e se espreguiçam de um modo especial; seus olhos brilham devagar, elas começam a dizer uma coisa e param no meio, ficam olhando as folhas das amendoeiras como se tivessem acabado de descobrir um estranho passarinho. Seus cabelos tornam-se mais claros e às vezes os olhos também; algumas crescem imperceptivelmente meio centímetro. Estremecem quando de súbito defrontam um gato; são assaltadas por uma remota vontade de miar; e certamente, quando a tarde cai, ronronam para si mesmas.

Entregam-se a redes; é sabido, ao longo de toda a faixa tropical do globo, que as mulheres não habituadas a rede e que nelas se deitam ao crepúsculo, no estio, são perseguidas por fantasias e algumas imaginam que podem voar de uma nuvem a outra nuvem com facilidade. Sendo embaladas, elas se comprazem nesse jogo passivo e às vezes tendem a se deixar raptar, por deleite ou preguiça.

Observei uma dessas pessoas na véspera do solstício, em 20 de dezembro, quando o sol ia atingindo o primeiro ponto do Capricórnio, e a acompanhei até as imediações do Carnaval. Sentia-se que ia acontecer algo, no segundo dia da lua cheia de fevereiro; sua boca estava entreaberta: fiz um sinal aos interessados, e ela pôde ser salva.

Se realmente já chegou o outono, embora não o dia 22, me avisem. Sucederam muitas coisas; é tempo de buscar um pouco de recolhimento e pensar em fazer um poema. Vamos atenuar os acontecimentos, e encarar com mais doçura e confiança as nossas mulheres. As que sobreviveram a este verão.


Rubem Braga Disponível em: https://contobrasileiro.com.br/o-verao-e-as-mulheres-cronica-de-rubem-braga/. Acesso em 31 de março de 2020.

Assinale (V) para verdadeiro e (F) para falso nas afirmativas sobre o texto:

( )O título do texto faz referência à comparação que o autor faz das mulheres com a estação do ano mais alegre.

( )Na crônica, há uma visão subjetiva do autor em relação à figura da mulher.

( )Embora escrito em prosa, o texto traz uma linguagem lírica, assim como nos poemas.

A ordem CORRETA, de cima para baixo, é:

 

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1992762 Ano: 2020
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: Consulplan
Orgão: UNEC-MG
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Pré-História

Mamãe vestida de rendas

Tocava piano no caos.

Uma noite abriu as asas

Cansada de tanto som,

Equilibrou-se no azul,

De tonta não mais olhou

Para mim, para ninguém!

Cai no álbum de retratos.

(MENDES, Murilo. Poesia Completa e Prosa. Organização, preparação do texto e notas, por

Luciana Stegagno Picchio. Rio de Janeiro: Nova. Aguilar, 1995.)

Acerca do poema de Murilo Mendes, poeta que apresenta uma visão transfiguradora do Surrealismo, pode-se afirmar que:

 

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1992761 Ano: 2020
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: Consulplan
Orgão: UNEC-MG
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O céu, transparente que doía, vibrava tremendo feito uma gaze repuxada.

Vicente sentia por toda parte uma impressão ressequida de calor e aspereza.

Verde, na monotonia cinzenta da paisagem, só algum juazeiro ainda escapo à devastação da rama; mas em geral as pobres árvores apareciam lamentáveis, mostrando os cotos dos galhos como membros amputados e a casca toda raspada em grandes zonas brancas.

E o chão, que em outro tempo a sombra cobria, era uma confusão desolada de galhos secos, cuja agressividade ainda mais se acentuava pelos espinhos.

(QUEIROZ. Rachel de. O quinze. São Paulo: Círculo do Livro, 1992. p. 17-18.)

O trecho anterior pode ser identificado como um exemplo, na literatura brasileira, de:

 

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1992760 Ano: 2020
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: Consulplan
Orgão: UNEC-MG
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Quanto à mãe de Ofélia, ela temia que à força de morarmos no mesmo andar houvesse intimidade e, sem saber que também eu me resguardava, evitava-me. A única intimidade fora a do banco do jardim, onde, com olheiras e boca fina, falara sobre enfeitar bolos.

Eu não soubera o que retrucar e terminara dizendo para que soubesse que eu gostava dela, que o curso dos bolos me agradaria. Esse único momento mútuo afastaranos ainda mais, por receio de um abuso de compreensão. A mãe de Ofélia chegara mesmo a ser grosseira no elevador: no dia seguinte eu estava com um dos meninos pela mão, o elevador descia devagar, e eu, opressa pelo silêncio que, à outra, fortificava – dissera num tom de agrado que no mesmo instante também a mim repugnara: – Estamos indo para a casa da avó dele. E ela, para meu espanto: – Não perguntei nada, nunca me meto na vida dos vizinhos.

(Clarice Lispector, no livro “Felicidade clandestina”. Rio de Janeiro: Rocco, 1998.)

O contexto de produção literária que abrange a terceira fase do Modernismo no Brasil aponta aspectos que podem ser evidenciados no trecho da obra de Clarice Lispector, como:

 

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1992759 Ano: 2020
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: Consulplan
Orgão: UNEC-MG
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Considerando as características do gênero épico ou narrativo, pode-se afirmar que, de acordo com o posicionamento do narrador, a obra literária poderá apresentar:

 

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1992758 Ano: 2020
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: Consulplan
Orgão: UNEC-MG
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Vestidos modernos

Nunca foi da minha vocação ser cronista elegante; entretanto, às vezes, me dá na telha olhar os vestidos e atavios das senhoras e moças, quando venho à Avenida. Isto acontece principalmente nos dias em que estou sujo e barbado.

A razão é simples. É que sinto uma grande volúpia em comparar os requintes de aperfeiçoamentos na indumentária, tanto cuidado de tecidos caros que mal encobrem o corpo das “nossas castas esposas e inocentes donzelas”, como diz não sei que clássico que o Costa Rego citou outro dia, com o meu absoluto relaxamento.

Há dias, saindo de meu subúrbio, vim à Avenida e à rua do Ouvidor e pus-me a olhar os trajes das damas.

Olhei, notei e concluí: estamos em pleno Carnaval.

Uma dama passava com um casaco preto, muito preto, e mangas vermelhas; outra, tinha uma espécie de capote que parecia asas de morcego; ainda outra vestia uma saia patriótica verde e amarelo; enfim, era um dia verdadeiramente dedicado a Momo.

Nunca fui ao clube dos Democráticos, nem ao dos Fenianos, nem ao dos Tenentes; mas estou disposto a apostar que em dias de bailes entusiásticos nesses templos de folia, os seus salões não se apresentam tão carnavalescos como a Avenida e adjacências nas horas que correm.

(Lima Barreto. Disponível em: http://www.portalsaofrancisco.com.br/alfa/lima-barreto/vestidosmodernos. php)

Os autores pré-modernistas empenharam-se na compreensão da realidade nacional; foi um grupo de transição que não chegou a caracterizar uma “escola literária”.

Entre os pré-modernistas destaca-se Lima Barreto; em sua crônica “Vestidos modernos” pode-se afirmar que:

 

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1989341 Ano: 2020
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: AV MOREIRA
Orgão: Câm. Campo Maior-PI

Leia o texto e responda as questões a seguir.


Happy end

O meu amor e eu

nascemos um para o outro

agora só falta quem nos apresente

Casaco. Poesia Marginal. São Paulo: Ática, 2006.

O poema fala de duas pessoas, as palavras usadas para se referir a elas são:

 

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1988191 Ano: 2020
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: SELECON
Orgão: Pref. São José Quatro Marcos-MT
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Leia o texto I para responderás questões de 13 a 20.

Texto I

Machado de Assis é mesmo realista?

O aluno tem essa dúvida quando lê que o marco da fundação do realismo no Brasil se deu em 1881, quando se publicaram “O mulato”, de Aluísio de Azevedo, e “Memórias póstumas de Brás Cubas”, de Machado de Assis. A informação aparece em muitos manuais didáticos.

O romance de Aluísio de Azevedo de fato se encaixa bem no formato realista. Mas, sabendo que o personagem Brás Cubas escreveu as suas memórias depois de morto e que no século XIX não havia evidências de vida depois da morte (como não as há até hoje, aliás), o jovem leitor se pergunta: como pode ser realista um livro que se chama “Memórias póstumas”?

A pergunta do aluno é inteligente. A obra de Machado nos oferece várias ocasiões para duvidar do realismo que lhe imputam, como a personagem do doutor Simão Bacamarte, o protagonista de “O alienista”: ele é o cientista que se vê sempre prestes a revelar a verdade verdadeira aos incautos e não arreda desta auto ilusão nem mesmo quando encontra tão somente o seu próprio erro, mostrando-se então a caricatura do realista de carteirinha, daquele que quer nos mostrar “a vida como ela é”.

Não contente em atacar a concepção realista com seus personagens e metáforas, Machado de Assis a combateu explícita e frontalmente em vários textos críticos.

Na dura crítica que fez a “O primo Basílio”, romance de Eça de Queiroz, o escritor brasileiro afirmou categoricamente: "voltemos os olhos para a realidade, mas excluamos o realismo; assim não sacrificarem os a verdade estética” . Machado ordenou a exclusão do realismo do campo da arte para não sacrificar a verdade estética, isto é, aquela verdade que não esconde do leitor que inventa realidades de papel.

No ensaio “A Nova Geração”, Machado de Assis afirmou, de maneira mais categórica ainda: “a realidade é boa, o realismo é que não presta para nada”. Creio que ele não podia ser mais claro. Segundo o autor, o realismo “não presta para nada” porque sobrepõe à vida um ideal com o qual a vida mesma não concorda.

O realismo quer dobrar a vida à sua perspectiva, mas com isso termina por recusá-la e não por afirmá-la. O realismo quer descrever a vida como ela é, mas faz apenas uma “reprodução fotográfica e servil das cousas mínimas e ignóbeis” para as tratar com uma “exação de inventário”, ou seja, para as dispor em gavetas uniformes como se cada acontecimento se reduzisse à dimensão de todos os outros.

Por isso, Machado não perde a chance de reduzir o realismo a uma ironia divertida: “porque a nova poética é isto e só chegará à perfeição no dia em que nos disser o número exato dos fios de que se compõe um lenço de cambraia ou um esfregão de cozinha”.

Mas por que, se o próprio Machado de Assis reduziu o realismo a pó de traque, há tantos que ainda insistem em considerá-lo realista?

Gustavo Bernardo

(Disponível em: http://www.revista.vestibular.uerj.br/coluna/ coluna.php?seq_coluna=16)

A pergunta formulada no título do texto se baseia no seguinte aspecto, entre outros, da escrita de Machado de Assis:

 

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