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Foram encontradas 4.896 questões.

756674 Ano: 2018
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: MS CONCURSOS
Orgão: CRECI-14
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No interior do Ceará, na fazenda Logradouro, perto de Quixadá, Conceição fora passar suas férias com a avó, que chamava de mãe Nácia. Conceição não chegou em um momento muito feliz, pois a seca estava forte, matando a vegetação e os animais. Vicente, seu primo, que morava com seus pais e suas irmãs em outra fazenda, fazia esforços sobre-humanos para que o gado conseguisse passar pela seca sem que fosse preciso soltá-lo para morrer longe, como muitos fazendeiros faziam, devido ao desespero.
Eles se amavam, mas Conceição estava em dúvida, pois estava acostumada à cidade, havia estudado e Vicente não passava de um fazendeiro semianalfabeto.
Como não chovia, nem com todas as rezas e pedidos feitos do fundo do coração daquele povo desesperado, Conceição e sua avó foram para a cidade, deixando a fazenda. Na cidade, ela ajudava as famílias que chegavam do interior, quase mortas, com fome, doentes e sem trabalho, e crianças esquelética que causavam até horror.
No Campo de Concentração, Conceição reconhecia muitas famílias, que moravam perto da fazenda de sua avó; um dia reconheceu se compadre Chico Bento e sua família, que depois do desespero passado conseguira chegar à cidade; um dos filhos morreu envenenado, o outro desapareceu, sua mulher e o filho mais novo encontravam-se em estado lastimável. Conceição com muita pena, depois de ajudá-los, ficou com seu afilhado, que estava muito doente; tratou-o com carinho e conseguiu salvá-lo.
Depois de muito desespero, muita fome, crimes cometidos, muito horror, choveu no Ceará.
Trata-se do romance:
 

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755043 Ano: 2018
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: MS CONCURSOS
Orgão: Câm. Itaguara-MG
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Saindo criança de São Luís, no Maranhão, para Lisboa, Raimundo viaja órfão de pai, um ex-comerciante português, e afastado da mãe Domingas, uma ex-escrava do pai.

Depois de anos da Europa, Raimundo volta formado para o Brasil. Passa um ano no Rio e decide regressar a São Luís para rever seu tutor e tio, Manuel Pescada.

Bem recebido pela família do tio, Raimundo desperta logo as atenções de sua prima Ana Rosa que, em dado momento, lhe declara seu amor.

Essa paixão correspondida encontra, todavia, três obstáculos: o do pai, que queria a filha casada com um dos caixeiros da loja; o da avó Maria Bárbara, mulher racista; o do Cônego Diogo, comensal da casa e adversário de Raimundo.

Tudo aconteceu quando Raimundo nasceu, seu pai José Pedro da Silva casou-se com Quitéria Inocência de Freitas Santiago, mulher branca. Suspeitando da atenção que José Pedro dedicava ao pequeno Raimundo e à escrava Domingas, Quitéria ordena que açoitem a negra e lhe queimem as partes genitais.

Desesperado, José Pedro carrega o filho e leva-o para a casa do irmão, em São Luís. De volta à fazenda, imaginando Quitéria ainda refugiada na casa da mãe, José Pedro ouve vozes em seu quarto. Invadindo-o, o fazendeiro surpreende Quitéria e o então Padre Diogo, em pleno adultério. Desonrado, o pai de Raimundo mata Quitéria, tendo o Padre como testemunha. Graças à culpa do adultério e à culpa do homicídio, forma-se um pacto de cumplicidade entre ambos. Diante de mais essa desgraça, José Pedro abandona a fazenda, retira-se para a casa do irmão e adoece. Algum tempo depois, já restabelecido, José Pedro resolve voltar à fazenda, mas no meio do caminho, é tocaiado e morto. Por outro lado, aos poucos, o Padre Diogo começa a insinuar-se também, na casa de Manoel Pescada. Raimundo ignorava tudo isso.

Em São Luís, agora adulto, sua preocupação básica é desvendar suas origens e, por isso, insiste com o tio em visitar a fazenda onde nascera. Durante o percurso a São Brás, Raimundo começa a descobrir os primeiros dados sobre suas origens e insiste com o tio para que lhe conceda a mão de Ana Rosa. Depois de várias recusas, Raimundo fica sabendo que o motivo da proibição devia-se à cor de sua pele.

Voltando a São Luís, Raimundo muda-se da casa do tio, decide voltar para o Rio, confessa em carta à Ana Rosa, seu amor; mas acaba não viajando.

Apesar das proibições, Ana Rosa e ele planejam uma fuga. Entretanto, a carta principal é interceptada por um cúmplice do Cônego Diogo, o caixeiro Dias, empregado de Manoel Pescada e forte pretendente, sempre repelido, à mão de Ana Rosa. Na hora da fuga, os namorados são surpreendidos. Arma-se o escândalo, do qual o Cônego é o grande executor. Raimundo retira-se desolado e ao abrir a porta de casa, um tiro acerta-o pelas costas. Com uma arma que lhe emprestara o Cônego Diogo, o caixeiro Dias assassina o rival.

Ana Rosa aborta. Entretanto, seis anos depois, ela é vista saindo de uma recepção oficial, de braço com o senhor Dias e preocupada com os “três filhinhos que ficaram em casa, a dormir”.

Trata-se do romance:

 

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669406 Ano: 2018
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: IFF
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O séc. XX instaura um corte na episteme do século que o antecede ao modificar radicalmente o rumo dos estudos literários. Em vez da concepção de literatura como epifenômeno social ou como ramo de uma ciência hegemônica da qual todas as outras disciplinas derivassem, ou, ainda, como projeção narcísica do sujeito fruidor, dá-se ênfase agora à produção do discurso e às diferenciações discursivas e, em consequência, às indagações acerca da especificidade da literatura e da relação que esta mantém com a “realidade”, em contraposição a outras modalidades de discurso. Nesse contexto, surgem duas linhas de abordagem do literário, conforme a orientação teórica que as caracteriza predominantemente: as abordagens de cunho prevalentemente linguístico e as de cunho prevalentemente cultural, como as distingue Luiz Costa Lima, sem, contudo, deixar de assinalar os traços comuns que as correlacionam.

Sônia Lúcia Ramalho de Farias Graphos v 10,

n º 2 João Pessoa, dez /2008 (com adaptações)

A abordagem literária de cunho prevalentemente cultural mencionada no texto inclui

 

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669405 Ano: 2018
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: IFF
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O texto a seguir é um trecho de uma entrevista concedida por Janet M. Paterson à revista Aletria.

Aletria — Vários críticos, tais como Lacan, Derrida, Levinas, Deleuze, Lévi-Strauss, Bhabha e Spivak, têm discutido a questão da alteridade e as implicações das teorizações baseadas nas percepções do outro. Quais são as bases teóricas de sua pesquisa sobre figurações da alteridade?

Janet M. Paterson — O trabalho do sociossemioticista francês Eric Landowski forneceu o arcabouço conceitual de meu livro. Em Présences de l’Autre: essais de socio-sémiotique, Landowski estuda casos reais de alteridade em Paris, tais como os moradores de rua ou os artistas da região do Centre Pompidou. Isso lhe permitiu elaborar uma metodologia extremamente requintada e precisa que me pareceu muito útil. Mencionarei alguns de seus principais conceitos: a distinção entre diferença e alteridade (distinção que permite a Landowski conceituar alteridade); a necessidade de um grupo de referência (um grupo social dominante) para a existência de qualquer forma de alteridade; e a complexidade dos vários tipos de relações estabelecidas com o outro. Acima de tudo, eu era continuamente lembrada de que na literatura, assim como na sociedade, a alteridade é sempre uma construção.

Na teoria literária, a emergência da noção de alteridade vincula-se teoricamente de modo mais expressivo aos textos produzidos no

 

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669404 Ano: 2018
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: IFF
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Assinale a opção que apresenta corretamente duas tendências da literatura contemporânea.
 

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637263 Ano: 2018
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: Excelência
Orgão: Pref. Taubaté-SP
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Leia o texto e responda a questão.

A MÁQUINA DO MUNDO - CARLOS DRUMMOND DE
ANDRADE
E como eu palmilhasse vagamente
uma estrada de Minas, pedregosa,
e no fecho da tarde um sino rouco
se misturasse ao som de meus sapatos
que era pausado e seco; e aves pairassem
no céu de chumbo, e suas formas pretas
lentamente se fossem diluindo
na escuridão maior, vinda dos montes
e de meu próprio ser desenganado,
a máquina do mundo se entreabriu
para quem de a romper já se esquivava
e só de o ter pensado se carpia.
Abriu-se majestosa e circunspecta,
sem emitir um som que fosse impuro
nem um clarão maior que o tolerável
pelas pupilas gastas na inspeção
contínua e dolorosa do deserto,
e pela mente exausta de mentar
toda uma realidade que transcende
a própria imagem sua debuxada
no rosto do mistério, nos abismos.
Abriu-se em calma pura, e convidando
quantos sentidos e intuições restavam
a quem de os ter usado os já perdera
e nem desejaria recobrá-los,
se em vão e para sempre repetimos
os mesmos sem roteiro tristes périplos,
convidando-os a todos, em coorte,
a se aplicarem sobre o pasto inédito
da natureza mítica das coisas,
assim me disse, embora voz alguma
ou sopro ou eco ou simples percussão
atestasse que alguém, sobre a montanha,
a outro alguém, noturno e miserável,
em colóquio se estava dirigindo:
"O que procuraste em ti ou fora de
teu ser restrito e nunca se mostrou,
mesmo afetando dar-se ou se rendendo,
e a cada instante mais se retraindo,
olha, repara, ausculta: essa riqueza
sobrante a toda pérola, essa ciência
sublime e formidável, mas hermética,
essa total explicação da vida,
esse nexo primeiro e singular,
que nem concebes mais, pois tão esquivo
se revelou ante a pesquisa ardente
em que te consumiste... vê, contempla,
abre teu peito para agasalhá-lo."
As mais soberbas pontes e edifícios,
o que nas oficinas se elabora,
o que pensado foi e logo atinge
distância superior ao pensamento,
os recursos da terra dominados,
e as paixões e os impulsos e os tormentos
e tudo que define o ser terrestre
ou se prolonga até nos animais
e chega às plantas para se embeber
no sono rancoroso dos minérios,
dá volta ao mundo e torna a se engolfar,
na estranha ordem geométrica de tudo,
e o absurdo original e seus enigmas,
suas verdades altas mais que todos
monumentos erguidos à verdade:
e a memória dos deuses, e o solene
sentimento de morte, que floresce
no caule da existência mais gloriosa,
tudo se apresentou nesse relance
e me chamou para seu reino augusto,
afinal submetido à vista humana.
Mas, como eu relutasse em responder
a tal apelo assim maravilhoso,
pois a fé se abrandara, e mesmo o anseio,
a esperança mais mínima — esse anelo
de ver desvanecida a treva espessa
que entre os raios do sol inda se filtra;
como defuntas crenças convocadas
presto e fremente não se produzissem
a de novo tingir a neutra face
que vou pelos caminhos demonstrando,
e como se outro ser, não mais aquele
habitante de mim há tantos anos,
passasse a comandar minha vontade
que, já de si volúvel, se cerrava
semelhante a essas flores reticentes
em si mesmas abertas e fechadas;
como se um dom tardio já não fora
apetecível, antes despiciendo,
baixei os olhos, incurioso, lasso,
desdenhando colher a coisa oferta
que se abria gratuita a meu engenho.
A treva mais estrita já pousara
sobre a estrada de Minas, pedregosa,
e a máquina do mundo, repelida,
se foi miudamente recompondo,
enquanto eu, avaliando o que perdera,
seguia vagaroso, de mãos pensas.

Referência Bibliográfica:
ANDRADE, Carlos Drummond. Claro Enigma. 13ª ed. Rio de Janeiro: Record, 1998.
A poesia de Carlos Drummond de Andrade enquadra-se no que podemos chamar de gênero literário. Esse tipo de gênero subdividem-se em três categorias. Assinale a alternativa CORRETA que corresponda às subdivisões do gênero literário.
 

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566936 Ano: 2018
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: FUNCERN
Orgão: Pref. Santana do Matos-RN
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Sobre as concepções de linguagem, é correto afirmar:
 

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565566 Ano: 2018
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: UECE
Orgão: SECULT-CE
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Concebendo a Literatura como uma forma de apreensão do real, podemos dizer que esta capacidade de apreender o real chama-se literariedade. Assim, a literatura tem esta propriedade devido a dois fatores: a linguagem, enquanto aquilo que nos capacita dizer o que dizemos; e a ideia ou ideologia, entendida como a apreensão do real que há naquilo que dizemos. Assinale a opção que faz digressão ao conceito de Literatura e aos fatores da literariedade
 

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565565 Ano: 2018
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: UECE
Orgão: SECULT-CE
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Atente para o que se diz a seguir sobre os movimentos literários cearenses da segunda metade do Século XIX que tiveram repercussão nacional, e assinale com V o que for verdadeiro e com F o que for falso.
( ) A “Academia Francesa” do Ceará é uma das expressões da ebulição intelectual que caracterizava a época e teve vida de 1872 a 1875, fundada por jovens intelectuais da província nortista, como Rocha Lima, Tomás Pompeu, Araripe Júnior, Capistrano de Abreu, dentre outros.
( ) A “Academia Francesa” do Ceará foi um desdobramento de outra associação, de 1870, a “Padaria Espiritual”.
( ) O “Gabinete de Leitura” foi uma associação que surgiu antes da “Fênix Estudantil”.
( ) Os pontos altos dos movimentos de cunho filosófico e literário no Ceará, surgiram, na segunda metade do Século XIX, conforme a sequência: primeiramente, a “Fênix Estudantil”, depois a “Academia Francesa” do Ceará, seguida pelo “Gabinete de Leitura”, e, mais tarde, a “Padaria Espiritual”.
A sequência correta, de cima para baixo, é:
 

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565564 Ano: 2018
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: UECE
Orgão: SECULT-CE
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Considerando os pseudônimos dos membros da Padaria Espiritual, assinale com V o que for verdadeiro e com F o que for falso.
( ) Antônio Sales = o Félix Guanabarino
( ) Marcos Serrano = o Rodolfo Teófilo
( ) Manoel Sabino Batista = o Satyro Alegrete
( ) Adolfo Ferreira Caminha = o Moacyr Jurema
A sequência correta, de cima para baixo, é:
 

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