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Leia o capítulo 6 de Lavoura arcaica, reproduzido abaixo.
Desde minha fuga, era calando minha revolta (tinha contundência o meu silêncio! tinha textura a minha raiva!) que eu, a cada passo, me distanciava lá da fazenda, e se acaso distraído eu perguntasse “para onde estamos indo?” – não importava que eu, erguendo os olhos, alcançasse paisagens muito novas, quem sabe menos ásperas, não importava que eu, caminhando, me conduzisse para regiões cada vez mais afastadas, pois haveria de ouvir claramente de meus anseios um juízo rígido, era um cascalho, um osso rigoroso, desprovido de qualquer dúvida: “estamos indo sempre para casa”.
NASSAR, Raduan. Lavoura arcaica. 3a ed. São Paulo: Companhia das Letras, 1989. pp.35/36.
Considere as seguintes afirmativas sobre a narrativa de Raduan Nassar, publicada pela primeira vez em 1975:
- Em Lavoura arcaica, não há marcação temporal do narrado e a narração não segue uma cronologia linear. Mesmo assim, o tempo é uma das questões centrais na tensão entre pai e filho, entre a pregação da contenção, da paciência e da obediência ao curso natural e soberano do tempo pelo patriarca e a reivindicação do direito à impaciência e à urgência pelo jovem filho.
- As duas epígrafes – “Que culpa temos nós dessa planta da infância, de sua sedução, de seu viço e constância?”; “Vos são interditadas: vossas mães, vossas filhas, vossas irmãs,...” – estabelecem uma relação com as duas linhagens da família: de um lado, o excesso de afeto materno; de outro, a imposição da ordem paterna.
- A relação incestuosa com a irmã Ana e a tentativa de levá-la consigo no abandono da casa paterna representam a rejeição de todos os laços familiares por parte de André e o desejo, sempre presente, de se distanciar da repressão paterna e abandonar a lavoura arcaica em busca do diferente na cidade moderna.
- Estamos indo sempre para casa, mas o retorno é sempre diferente. A cena habitual da festa familiar da primeira parte reaparece no final, com mudança apenas do tempo verbal. Dessa vez, no entanto, o fecho é diferente e trágico: o pai, símbolo da razão e do equilíbrio, cede à paixão e à loucura ao matar a própria filha.
Assinale a alternativa correta.
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640775
Ano: 2014
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: FADURPE
Orgão: CESMAC
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: FADURPE
Orgão: CESMAC
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José de Alencar é um dos patriarcas da literatura brasileira. Sua obra vai do ensaio ao drama, da crônica ao romance urbano, do romance indigenista, passando pelo romance histórico aos tratados sobre política. Sobre os seus romances indigenistas — Iracema, O Guarani e Ubirajara —, é correto afirmar que:
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Leia o texto abaixo para responder à questão.
Alfredo Bosi, em sua História Concisa da Literatura Brasileira , sobre a escritora Clarice Lispector, reflete: Há na gênese dos seus contos e romances tal exacerbação do momento interior que, a certa altura do seu itinerário, a própria subjetividade entra em crise. O espírito, perdido no labirinto da memória e da auto análise, reclama um novo equilíbrio.”
BOSI, Alfredo. História Concisa da Literatura Brasileira . São Paulo: Cultrix, 1994. p. 424.
Qual é a alternativa que melhor exemplifica a citação acima?
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640301
Ano: 2014
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: Câm. Deputados
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: Câm. Deputados
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Confidência do Itabirano
Alguns anos vivi em Itabira.
Principalmente nasci em Itabira.
Por isso sou triste, orgulhoso: de ferro.
Noventa por cento de ferro nas calçadas.
Oitenta por cento de ferro nas almas.
E esse alheamento do que na vida é porosidade e comunicação.
Principalmente nasci em Itabira.
Por isso sou triste, orgulhoso: de ferro.
Noventa por cento de ferro nas calçadas.
Oitenta por cento de ferro nas almas.
E esse alheamento do que na vida é porosidade e comunicação.
A vontade de amar, que me paralisa o trabalho,
vem de Itabira, de suas noites brancas, sem mulheres e sem horizontes.
vem de Itabira, de suas noites brancas, sem mulheres e sem horizontes.
E o hábito de sofrer, que tanto me diverte,
é doce herança itabirana.
é doce herança itabirana.
De Itabira trouxe prendas diversas que ora te ofereço:
esta pedra de ferro, futuro aço do Brasil,
este São Benedito do velho santeiro Alfredo Duval;
este couro de anta, estendido no sofá da sala de visitas;
este orgulho, esta cabeça baixa...
esta pedra de ferro, futuro aço do Brasil,
este São Benedito do velho santeiro Alfredo Duval;
este couro de anta, estendido no sofá da sala de visitas;
este orgulho, esta cabeça baixa...
Tive ouro, tive gado, tive fazendas.
Hoje sou funcionário público.
Itabira é apenas uma fotografia na parede.
Mas como dói!
Hoje sou funcionário público.
Itabira é apenas uma fotografia na parede.
Mas como dói!
Carlos Drummond de Andrade. Sentimento do mundo. São Paulo: Cia das Letras, 2012, p.10.
Em relação ao poema acima apresentado, à obra de Carlos Drummond de Andrade e às diversas fases do Modernismo brasileiro, julgue o próximo item.
Ao retomar, de maneira acrítica, as formas e os temas poéticos tradicionais, a obra de Carlos Drummond de Andrade aproxima-se, em muitos aspectos, da produzida pela denominada Geração de 45 do Modernismo brasileiro.
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640213
Ano: 2014
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: FADURPE
Orgão: CESMAC
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: FADURPE
Orgão: CESMAC
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Manuel Bandeira não só foi o São João Batista do Modernismo brasileiro, mas também autor de alguns dos versos mais importantes da lírica brasileira no século XX. Dentre as estrofes abaixo, qual foi escrita pelo poeta recifense?
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632572
Ano: 2014
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: Câm. Deputados
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: Câm. Deputados
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Instinto de nacionalidade
Quem examina a atual literatura brasileira reconhece-lhe logo, como primeiro traço, certo instinto de nacionalidade. Poesia, romance, todas as formas literárias do pensamento buscam vestir-se com as cores do país, e não há negar que semelhante preocupação é sintoma de vitalidade e abono de futuro. As tradições de Gonçalves Dias, Porto Alegre e Magalhães são assim continuadas pela geração já feita e pela que ainda agora madruga, como aqueles continuaram as de José Basílio da Gama e Santa Rita Durão. Escusado é dizer a vantagem deste universal acordo. Interrogando a vida brasileira e a natureza americana, prosadores e poetas acharão ali farto manancial de inspiração e irão dando fisionomia própria ao pensamento nacional.
Esta outra independência não tem Sete de Setembro nem campo de Ipiranga; não se fará num dia, mas pausadamente, para sair mais duradoura; não será obra de uma geração nem duas; muitas trabalharão para ela até perfazê-la de todo. Sente-se aquele instinto até nas manifestações da opinião, aliás mal formada ainda, restrita em extremo, pouco solícita, e ainda menos apaixonada nestas questões de poesia e literatura. Há nela um instinto que leva a aplaudir principalmente as obras que trazem os toques nacionais. A juventude literária, sobretudo, faz deste ponto uma questão de legítimo amor-próprio. Nem toda ela terá meditado os poemas de Uruguai e Caramuru com aquela atenção que tais obras estão pedindo; mas os nomes de Basílio da Gama e Durão são citados e amados, como precursores da poesia brasileira.
A razão é que eles buscaram em roda de si os elementos de uma poesia nova e deram os primeiros traços de nossa fisionomia literária, enquanto que outros, Gonzaga por exemplo, respirando aliás os ares da pátria, não souberam desligar-se das faixas da Arcádia nem dos preceitos do tempo. Admira-se-lhes o talento, mas não se lhes perdoa o cajado e a pastora, e nisto há mais erro que acerto.
Dado que as condições deste escrito o permitissem, não tomaria eu sobre mim a defesa do mau gosto dos poetas arcádicos nem o fatal estrago que essa escola produziu nas literaturas portuguesa e brasileira. Não me parece, todavia, justa a censura aos nossos poetas coloniais, iscados daquele mal; nem igualmente justa a de não haverem trabalhado para a independência literária, quando a independência política jazia ainda no ventre do futuro, e mais que tudo à metrópole e à colônia criara a história da homogeneidade das tradições, dos costumes e da educação. As mesmas obras de Basílio da Gama e Durão quiseram antes ostentar certa cor local do que tornar independente a literatura brasileira, literatura que não existe ainda, que mal poderá ir alvorecendo agora.
Reconhecido o instinto de nacionalidade que se manifesta nas obras destes últimos tempos, conviria examinar se possuímos todas as condições e motivos históricos de uma nacionalidade literária, esta investigação (ponto de divergência entre literatos), além de superior às minhas forças, daria em resultado levar-me longe dos limites deste escrito. Meu principal objeto é atestar o fato atual; ora, o fato é o instinto de que falei, o geral desejo de criar uma literatura mais independente.
Machado de Assis. Crítica: notícia da atual literatura brasileira. (1.ª ed., 1873) São Paulo: Agir, 1959, p. 28-34.
A respeito da obra de Machado de Assis, julgue o item abaixo.
As narrativas naturalistas da França oitocentista são os principais modelos ficcionais de que se vale Machado de Assis para construir um de seus mais célebres romances, Memórias Póstumas de Brás Cubas.
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Contei esta história a um professor de melancolia, que me disse, abanando a cabeça: — Também eu tenho servido de agulha a muita linha ordinária! (“Um apólogo”)
Adeus, meu caro senhor. Se achar que esses apontamentos valem alguma coisa, pague-me também com um túmulo de mármore, ao qual dará por epitáfio esta emenda que faço aqui ao divino Sermão da Montanha: “Bem-aventurados os que possuem, porque eles serão consolados.” (“O enfermeiro”)
Esses são os parágrafos finais de contos do livro Várias histórias (1896), de Machado de Assis. Sobre essa obra, considere as afirmativas abaixo:
- Todos os contos de Várias histórias terminam com algum ensinamento moral, conforme preconizava a estética realista.
- Na obra machadiana, a competição acirrada que caracteriza a vida humana tende a se resolver após a morte, que serve de consolo e apaziguamento.
- A agulha de “Um apólogo” identificou-se com a reflexão do professor de melancolia: os que abrem caminho nem sempre são premiados por seus esforços.
- O protagonista de “O enfermeiro”, que cogitou não receber a herança do homem que ele matou, termina a história rico e sem arrependimentos.
Assinale a alternativa correta.
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Em relação ao romance Fogo morto, de José Lins do Rego, identifique as seguintes afirmativas como verdadeiras (V) ou falsas (F):
( ) Por razões de orgulho pessoal, o Mestre José Amaro manifesta em relação ao Coronel Lula de Holanda uma altivez inesperada, dadas suas respectivas posições de poder.
( ) Os destinos pessoais de Marta, Olívia e Neném estão diretamente associados à posição social da mulher no contexto histórico representado.
( ) Apesar das suas limitações no presente, o romance mostra que o capitão Vitorino, dada a justiça das suas opiniões, seria capaz de influenciar positivamente a vida política da região em algum momento futuro.
( ) Na última parte da obra, os cangaceiros, liderados pelo capitão Antônio Silvino, e as forças da lei, representadas pela polícia, aparecem distintamente separadas como figurações do bem e do mal.
Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta, de cima para baixo.
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Para responder à questão 14, tome como base as charges 1 e 2.

Disponível em: <http://edinanarede.webnode.com.br/atividades/>. Acesso em: 28 nov. 2014.

Disponível em:<http://edinanarede.webnode.com.br/atividades/>. Acesso em: 28 nov. 2014.
As charges podem ser relacionadas a um fato histórico do Brasil, representativo de um importante momento para a Literatura Brasileira. Considerando as charges, é correto afirmar que
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629402
Ano: 2014
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: QUADRIX
Orgão: Pref. Santo André-SP
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: QUADRIX
Orgão: Pref. Santo André-SP
Os dois excertos abaixo fazem referência a um período literário no qual a crítica a problemas brasileiros era frequente. Após a leitura dos dois trechos, assinale a alternativa correta.
Texto 1
Levantou-se e caminhou atrás do amarelo, que era autoridade e mandava. Fabiano sempre havia obedecido. Tinha muque e substância, mas pensava pouco, desejava pouco e obedecia.
RAMOS, Graciliano. Vidas Secas. Rio de Janeiro: Record,
1986, p. 27.
Texto 2
Setembro já se acabara, com seu rude calor e sua aflita miséria; e outubro chegou, com São Francisco e sua procissão sem fim, composta quase toda de retirantes, que arrastavam as pernas descarnadas, os ventres imensos, os farrapos imundos, atrás do pálio rico do bispo, e da longa teoria de frades a entoarem em belas vozes a canção em louvor do santo:
Cheio de amor, cheio de amor!
as chagas trazes
do Redentor!
QUEIROZ, Rachel de. O Quinze. São Paulo: Círculo do livro,
s.d., p. 123.
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