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2421099 Ano: 2011
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: DECEx
Orgão: EsPCEx
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Sobre a segunda fase do Modernismo no Brasil, é correto afirmar que

 

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2420383 Ano: 2011
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: DECEx
Orgão: EsFCEx
Segundo Zila Bernd, o poema épico é o gênero mais propício para descrever os acontecimentos históricos fundadores. Na literatura brasileira, há dois poemas épicos, do século XVIII: O Uraguai, de José Basílio da Gama e Caramuru, de Santa Rita Durão. Sobre tais poemas é correto afirmar que:
 

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2420150 Ano: 2011
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: DECEx
Orgão: EsFCEx
Analise as afirmativas abaixo, sobre o clássico romance de Machado de Assis e, em seguida, assinale a alternativa correta.
“Não, não, a minha memoria não é boa. Ao contrário, é comparável a alguém que tivesse vivido por hospedarias, sem guardar delas nem caras nem nomes, e somente raras circustâncias. (...) Como eu invejo os que não esqueceram a cor das primeiras calças que vestiram! Eu não atino com a das que enfiei ontem. Juro só que não eram amarelas porque execro essa cor; mas isso mesmo pode ser olvido e confusão. (...) É que tudo se acha fora de um livro falho, leitor amigo. Assim preencho as lacunas alheias; assim podes também preencher as minhas.” (Dom Casmurro, Machado de Assis, capitulo LIX)
I. Escrito em terceira pessoa, constrói uma narrativa de onisciência narrativa, na qual não há espaço para dúvidas sobre os motivos da separação entre Bento e Capitolina;
II. A famosa expressão “olhos de ressaca” é atribuída aos olhos de Capitu, quando observava o cadáver de Escobar, supostamente com expressão de dor tal qual a de Sancha, viúva do morto.
III.Quando o narrador diz: “Eu confessarei tudo que importar à minha história”colabora para reforçar a ambiguidade da afirmação sobre a infidelidade de Capitu, posto que o romance é escrito pelo narrador que é também personagem, portanto, implicado subjetivamente em todos os acontecimentos relatados.
 

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2419966 Ano: 2011
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: DECEx
Orgão: EsPCEx
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Reconstruir a cultura brasileira sobre bases nacionais; promover uma revisão crítica de nosso passado histórico e de nossas tradições culturais; eliminar de vez o nosso complexo de colonizados, apegados a valores estrangeiros” foram propostas defendidas, dentre outros, pelos modernistas da Primeira Fase,

 

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2419715 Ano: 2011
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: UnB
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(...) Que sou eu senão um selvagem, ligeiramente polido, com uma tênue camada de verniz por fora? Quatrocentos anos de civilização, outras raças, outros costumes. E eu disse que não sabia o que se passava na alma de um caeté! Provavelmente o que se passa na minha, com algumas diferenças. Um caeté de olhos azuis, que fala português ruim, sabe escrituração mercantil, lê jornais, ouve missas. É isto, um caeté. Estes desejos excessivos que desaparecem bruscamente... (...) Admiração exagerada às coisas brilhantes, ao período sonoro, às miçangas literáriasC, o que me induz a pendurar no que escrevo adjetivos de enfeite, que depois risco... (...) Um caeté, sem dúvida. (...) Agradam-me os desregramentos da imaginação. Um caeté.

Para os lados dos Xucuru, meia dúzia de luzes indecisas, espalhadas. Aquilo há pouco tempo era dos índios. Outras luzes na Lagoa, que foi uma taba. No Tanque, montes negros como piche. Ali encontraram, em escavações, vasos de barro e pedras talhadas à feição de meia-lua. Negra também, a Cafurna, onde se arrastam, miseráveis, os remanescentes da tribo que lá existiu.

Que semelhanças não haverá entre mim e eles! Por que procurei os brutos de 1556 para personagens da novela que nunca pude acabar?

(...)
Diferenças também, é claro. Outras raças, outros costumes, quatrocentos anos. Mas, no íntimo, um caeté. Um caeté descrente.

Descrente? Engano. Não há ninguém mais crédulo que eu. E esta exaltação, quase veneração, com que ouço falar em artistas que não conheço, filósofos que não sei se existiram!

Ateu! Não é verdade. Tenho passado a vida a criar deuses que morrem logo, ídolos que depois derrubo — Uma estrela no céu, algumas mulheres na Terra...

Graciliano Ramos. Caetés. Rio de Janeiro: Record; São Paulo: Martins, 1975, p. 215-7 (com adaptações).

Julgue os itens subsequentes, relativos ao trecho do romance Caetés, obra de Graciliano Ramos em que o narrador é um personagem que pretende escrever, no século XX, uma novela sobre os indígenas que habitavam a região de Alagoas no século XVI.

O processo de criação do personagem escritor assemelha-se à admiração dos indígenas por espelhos, sons, miçangas e enfeites trazidos pelos colonizadores, a qual, no texto, se traduz como “Admiração exagerada às coisas brilhantes, ao período sonoro, às miçangas literárias” (l.9-10).

 

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2419714 Ano: 2011
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: UnB
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(...) Que sou eu senão um selvagem, ligeiramente polido, com uma tênue camada de verniz por fora? Quatrocentos anos de civilização, outras raças, outros costumes. E eu disse que não sabia o que se passava na alma de um caeté! Provavelmente o que se passa na minha, com algumas diferenças. Um caeté de olhos azuis, que fala português ruim, sabe escrituração mercantil, lê jornais, ouve missas. É isto, um caeté. Estes desejos excessivos que desaparecem bruscamente... (...) Admiração exagerada às coisas brilhantes, ao período sonoro, às miçangas literárias, o que me induz a pendurar no que escrevo adjetivos de enfeite, que depois risco... (...) Um caeté, sem dúvida. (...) Agradam-me os desregramentos da imaginação. Um caeté.

Para os lados dos Xucuru, meia dúzia de luzes indecisas, espalhadas. Aquilo há pouco tempo era dos índios. Outras luzes na Lagoa, que foi uma taba. No Tanque, montes negros como piche. Ali encontraram, em escavações, vasos de barro e pedras talhadas à feição de meia-lua. Negra também, a Cafurna, onde se arrastam, miseráveis, os remanescentes da tribo que lá existiu.

Que semelhanças não haverá entre mim e eles! Por que procurei os brutos de 1556 para personagens da novela que nunca pude acabar?

(...)
Diferenças também, é claro. Outras raças, outros costumes, quatrocentos anos. Mas, no íntimo, um caeté. Um caeté descrente.

Descrente? Engano. Não há ninguém mais crédulo que eu. E esta exaltação, quase veneração, com que ouço falar em artistas que não conheço, filósofos que não sei se existiram!

Ateu! Não é verdade. Tenho passado a vida a criar deuses que morrem logo, ídolos que depois derrubo — Uma estrela no céu, algumas mulheres na Terra...

Graciliano Ramos. Caetés. Rio de Janeiro: Record; São Paulo: Martins, 1975, p. 215-7 (com adaptações).

Julgue os itens subsequentes, relativos ao trecho do romance Caetés, obra de Graciliano Ramos em que o narrador é um personagem que pretende escrever, no século XX, uma novela sobre os indígenas que habitavam a região de Alagoas no século XVI.

A linha narrativa do romance está apoiada na relação de identificação e diferenciação entre o personagem-narrador, um escritor do século XX, e os índios Caetés no Brasil de 1556.

 

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2419713 Ano: 2011
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: UnB
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(...) Que sou eu senão um selvagem, ligeiramente polido, com uma tênue camada de verniz por fora? Quatrocentos anos de civilização, outras raças, outros costumes. E eu disse que não sabia o que se passava na alma de um caeté! Provavelmente o que se passa na minha, com algumas diferenças. Um caeté de olhos azuis, que fala português ruim, sabe escrituração mercantil, lê jornais, ouve missas. É isto, um caeté. Estes desejos excessivos que desaparecem bruscamente... (...) Admiração exagerada às coisas brilhantes, ao período sonoro, às miçangas literárias, o que me induz a pendurar no que escrevo adjetivos de enfeite, que depois risco... (...) Um caeté, sem dúvida. (...) Agradam-me os desregramentos da imaginação. Um caeté.

Para os lados dos Xucuru, meia dúzia de luzes indecisas, espalhadas. Aquilo há pouco tempo era dos índios. Outras luzes na Lagoa, que foi uma taba. No Tanque, montes negros como piche. Ali encontraram, em escavações, vasos de barro e pedras talhadas à feição de meia-lua. Negra também, a Cafurna, onde se arrastam, miseráveis, os remanescentes da tribo que lá existiu.

Que semelhanças não haverá entre mim e eles! Por que procurei os brutos de 1556 para personagens da novela que nunca pude acabar?

(...)
Diferenças também, é claro. Outras raças, outros costumes, quatrocentos anos. Mas, no íntimo, um caeté. Um caeté descrente.

Descrente? Engano. Não há ninguém mais crédulo que eu. E esta exaltação, quase veneração, com que ouço falar em artistas que não conheço, filósofos que não sei se existiram!

Ateu! Não é verdade. Tenho passado a vida a criar deuses que morrem logo, ídolos que depois derrubo — Uma estrela no céu, algumas mulheres na Terra...

Graciliano Ramos. Caetés. Rio de Janeiro: Record; São Paulo: Martins, 1975, p. 215-7 (com adaptações).

Julgue os itens subsequentes, relativos ao trecho do romance Caetés, obra de Graciliano Ramos em que o narrador é um personagem que pretende escrever, no século XX, uma novela sobre os indígenas que habitavam a região de Alagoas no século XVI.

O personagem escritor diferencia-se dos Caetés por ser descrente e incapaz de sofrer ao ver morrer os deuses em que acreditou.

 

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2419711 Ano: 2011
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: UnB
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Maíra é o livro de um antropólogo que assume plenamente a condição de escritor, ao fundir o conhecimento da vida primitiva com a experiência da civilização, combinando os ângulos de visão dos dois mundos, sem qualquer exotismo pitoresco. Maíra foi produzido por um homem que conhece a fundo a sociedade do índio e a sociedade do branco, que sabe qual é o resultado catastrófico do seu encontro, mas que supera a tentação de mostrá-lo como espetáculo, porque o seu alvo é uma visão em profundidade.

(...)

Enquanto antropólogo, Darcy Ribeiro põe em movimento tudo o que conhece por observação direta e por informação a respeito da vida indígena e dos efeitos do seu contato com o branco. Graças a isto, penetra fundo no universo do índio, esposando o seu modo de ver e sentir, falando a partir da sua maneira de falar, numa contaminação fecunda entre observador e coisa observada (...).

Passando à natureza do livro, uma observação inicial: se pudermos dizer que Maíra é a seu modo um romance de tipo indianista, isto só terá sentido se for para mostrar sua originalidade. Não há mais nele a redução lírica ou heroica de José de Alencar, que fala dos índios, e por eles, com a sua plena voz de civilizado que os quer embelezar. Não há tampouco a voz cheia de sarcasmo e humor com que Mário de Andrade desenrola a sátira de Macunaíma. Há diversas vozes que instituem a narrativa, cada uma conforme seu ângulo (...), sobretudo o ângulo próprio do narrador oculto, que rege o livro e é capaz de ver tanto como índio quanto como branco.

Antonio Candido. Mundos cruzados. In: O albatroz e o chinês. Rio de Janeiro: Ouro sobre azul, 2004, p. 140-2 (com adaptações).

Com base nas ideias do crítico literário Antonio Candido sobre o romance Maíra, do antropólogo Darcy Ribeiro, julgue os itens seguintes.

Em Maíra, romance indianista original, ao mesmo tempo em que se idealiza o indígena, tal como ocorreu no indianismo romântico de José de Alencar, propõem-se inovações modernistas inspiradas no caráter satírico da obra Macunaíma.

 

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2419706 Ano: 2011
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: UnB
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Tupã, ó Deus grande! Cobriste o teu rosto
Com denso velame de penas gentis;
E jazem teus filhos clamando vingança
Dos bens que lhes deste da perda infeliz!

(...)

Anhangá impiedoso nos trouxe de longe
Os homens que o raio manejam cruentos,
Que vivem sem pátria, que vagam sem tino
Trás do ouro correndo, vorazes, sedentos.

E a terra em que pisam, e os campos e os rios
Que assaltam são nossos; tu és nosso Deus:
Por que lhes concedes tão alta pujança,
Se os raios de morte, que vibram, são teus?

(...)

Teus filhos valentes, temidos na guerra,
No albor da manhã quão fortes que os vi!
A morte pousava nas plumas da frecha,
No gume da maça, no arco Tupi!

E hoje em que apenas a enchente do rio.
Cem vezes hei visto crescer e baixar...
Já restam bem poucos dos teus qu'inda possam
Dos seus, que já dormem, os ossos levar.

Teus filhos valentes causavam terror,
Teus filhos enchiam as bordas do mar,
As ondas coalhavam de estreitas igaras,
De frechas cobrindo os espaços do ar.

Já hoje não caçam nas matas frondosas
A corça ligeira, o trombudo quati...
A morte pousava nas plumas da frecha,
No gume da maça, no arco Tupi!

O Piaga nos disse que breve seria,
A que nos infliges cruel punição;
E os teus inda vagam por serras, por vales,
Buscando um asilo por ínvio sertão!

Tupã, ó Deus grande! Descobre o teu rosto:
Bastante sofremos com tua vingança!
Já lágrimas tristes choraram teus filhos,
Teus filhos que choram tão grande tardança.

Descobre o teu rosto, ressurjam os bravos,
Que eu vi combatendo no albor da manhã;
Conheçam-te os feros, confessem vencidos
Que és grande e te vingas, qu'és Deus, ó Tupã!

Gonçalves Dias. Deprecação. In: Poesia lírica e indianista. São Paulo: Ática, 2003, p. 89-91 (com adaptações).

Julgue os itens a seguir, com base na leitura do texto poético de Gonçalves Dias, poeta indianista do Romantismo brasileiro (século XIX).

O poeta apresenta a figura do indígena de forma heroica e histórica, ressaltando tanto a bravura dos guerreiros tupis quanto a dominação e o extermínio desse povo pelos colonizadores.

 

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2419705 Ano: 2011
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: UnB
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Tupã, ó Deus grande! Cobriste o teu rosto
Com denso velame de penas gentis;
E jazem teus filhos clamando vingança
Dos bens que lhes deste da perda infeliz!

(...)

Anhangá impiedoso nos trouxe de longe
Os homens que o raio manejam cruentos,
Que vivem sem pátria, que vagam sem tino
Trás do ouro correndo, vorazes, sedentos.

E a terra em que pisam, e os campos e os rios
Que assaltam são nossos; tu és nosso Deus:
Por que lhes concedes tão alta pujança,
Se os raios de morte, que vibram, são teus?

(...)

Teus filhos valentes, temidos na guerra,
No albor da manhã quão fortes que os vi!
A morte pousava nas plumas da frecha,
No gume da maça, no arco Tupi!

E hoje em que apenas a enchente do rio.
Cem vezes hei visto crescer e baixar...
Já restam bem poucos dos teus qu'inda possam
Dos seus, que já dormem, os ossos levar.

Teus filhos valentes causavam terror,
Teus filhos enchiam as bordas do mar,
As ondas coalhavam de estreitas igaras,
De frechas cobrindo os espaços do ar.

Já hoje não caçam nas matas frondosas
A corça ligeira, o trombudo quati...
A morte pousava nas plumas da frecha,
No gume da maça, no arco Tupi!

O Piaga nos disse que breve seria,
A que nos infliges cruel punição;
E os teus inda vagam por serras, por vales,
Buscando um asilo por ínvio sertão!

Tupã, ó Deus grande! Descobre o teu rosto:
Bastante sofremos com tua vingança!
Já lágrimas tristes choraram teus filhos,
Teus filhos que choram tão grande tardança.

Descobre o teu rosto, ressurjam os bravos,
Que eu vi combatendo no albor da manhã;
Conheçam-te os feros, confessem vencidos
Que és grande e te vingas, qu'és Deus, ó Tupã!

Gonçalves Dias. Deprecação. In: Poesia lírica e indianista. São Paulo: Ática, 2003, p. 89-91 (com adaptações).

Julgue os itens a seguir, com base na leitura do texto poético de Gonçalves Dias, poeta indianista do Romantismo brasileiro (século XIX).

Embora o texto tenha sido escrito por um poeta romântico do século XIX, a voz que fala no texto é a de um representante dos indígenas: um índio da tribo Tupi.

 

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