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3529430 Ano: 2024
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: Pref. Aracaju-SE
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Para os teóricos românticos, o Classicismo (que para eles engloba o que depois se chamou Barroco) teria sido expressão do colonizador português, perturbando o desenvolvimento original da literatura brasileira. Inversamente, o Romantismo representaria o espírito nacional, permitindo com a sua liberdade criadora a manifestação do gênio brasileiro inspirado pelas características da terra, da sociedade, dos ideais. Esta noção nitidamente ideológica correspondia a um estádio da consciência nacional em plena euforia. Historicamente a literatura do período colonial foi algo imposto, inevitavelmente imposto, como o resto do equipamento cultural dos portugueses. E este fato nada tem de negativo em si, desde que focalizemos a colonização, não pelo que poderia ter sido, mas pelo que realmente foi como processo de criação do País, com todas as suas misérias e grandezas. Certos traços que sempre foram censurados no Classicismo tornam-se fatores positivos, como a “artificialidade” das suas tendências. Quando Cláudio Manuel da Costa transforma em Polifemos as rochas da Capitania de Minas, e em Galateias os ribeirões cheios de ouro, está dando nome ao mundo e incorporando a realidade que o cerca a um sistema inteligível para os homens cultos da época, em qualquer país de civilização ocidental. Gregório de Matos pôs nos rigorosos limites convencionais do soneto não apenas a expressão dos padecimentos do amor e toda a inquietação do pecado (isto é, algo normal dentro da tradição), mas os costumes da sociedade em formação, com os seus preconceitos, as suas querelas, a sonoridade dos seus nomes indígenas. O importante é que através dessa convenção livresca manifestaram implicitamente, de maneira original, o contraste entre a civilização da Europa, que os fascinava e na qual se haviam formado intelectualmente, e a rusticidade da terra onde viviam, que amavam e desejavam exprimir. Na sociedade duramente estratificada, submetida à brutalidade de uma dominação baseada na escravidão, se de um lado os escritores e intelectuais reforçaram os valores impostos, puderam muitas vezes, de outro, usar a ambiguidade do seu instrumento e da sua posição para fazer o que é possível nesses casos: dar a sua voz aos que não poderiam nem saberiam falar em tais níveis de expressão.
Antonio Candido. Literatura de dois gumes. In: A educação pela noite e outros ensaios.
Rio de Janeiro: Ouro sobre Azul, 2006, p. 212-216 (com adaptações).
Considerando o fragmento de texto precedente e os contextos literários a que ele remete, julgue o item subsequente.
Dar “voz aos que não poderiam nem saberiam falar”, tal como mencionado ao final do texto, é tarefa artística que só os poetas românticos, na euforia da pós-independência, puderam cumprir.
 

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3529429 Ano: 2024
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: Pref. Aracaju-SE
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Para os teóricos românticos, o Classicismo (que para eles engloba o que depois se chamou Barroco) teria sido expressão do colonizador português, perturbando o desenvolvimento original da literatura brasileira. Inversamente, o Romantismo representaria o espírito nacional, permitindo com a sua liberdade criadora a manifestação do gênio brasileiro inspirado pelas características da terra, da sociedade, dos ideais. Esta noção nitidamente ideológica correspondia a um estádio da consciência nacional em plena euforia. Historicamente a literatura do período colonial foi algo imposto, inevitavelmente imposto, como o resto do equipamento cultural dos portugueses. E este fato nada tem de negativo em si, desde que focalizemos a colonização, não pelo que poderia ter sido, mas pelo que realmente foi como processo de criação do País, com todas as suas misérias e grandezas. Certos traços que sempre foram censurados no Classicismo tornam-se fatores positivos, como a “artificialidade” das suas tendências. Quando Cláudio Manuel da Costa transforma em Polifemos as rochas da Capitania de Minas, e em Galateias os ribeirões cheios de ouro, está dando nome ao mundo e incorporando a realidade que o cerca a um sistema inteligível para os homens cultos da época, em qualquer país de civilização ocidental. Gregório de Matos pôs nos rigorosos limites convencionais do soneto não apenas a expressão dos padecimentos do amor e toda a inquietação do pecado (isto é, algo normal dentro da tradição), mas os costumes da sociedade em formação, com os seus preconceitos, as suas querelas, a sonoridade dos seus nomes indígenas. O importante é que através dessa convenção livresca manifestaram implicitamente, de maneira original, o contraste entre a civilização da Europa, que os fascinava e na qual se haviam formado intelectualmente, e a rusticidade da terra onde viviam, que amavam e desejavam exprimir. Na sociedade duramente estratificada, submetida à brutalidade de uma dominação baseada na escravidão, se de um lado os escritores e intelectuais reforçaram os valores impostos, puderam muitas vezes, de outro, usar a ambiguidade do seu instrumento e da sua posição para fazer o que é possível nesses casos: dar a sua voz aos que não poderiam nem saberiam falar em tais níveis de expressão.
Antonio Candido. Literatura de dois gumes. In: A educação pela noite e outros ensaios.
Rio de Janeiro: Ouro sobre Azul, 2006, p. 212-216 (com adaptações).
Considerando o fragmento de texto precedente e os contextos literários a que ele remete, julgue o item subsequente.
O caráter duplo da literatura brasileira no período de sua formação — Classicismo e Romantismo — expressa-se no fato de que a literatura foi, ao mesmo tempo, imposição do colonizador e expressão nativista e nacional.
 

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Leia o excerto a seguir.

“A história da literatura brasileira é em grande parte a história de uma imposição cultural que foi aos poucos gerando expressão literária diferente, embora em correlação estreita com os centros civilizadores da Europa. [...] Com efeito, além de sua função própria de criar formas expressivas, a literatura serviu para celebrar e inculcar os valores cristãos e a concepção metropolitana de vida social, consolidando não apenas a presença de Deus e do rei, mas o monopólio da língua. [...] Em suma, desqualificou a possibilidade de expressão e visão de mundo dos povos subjugados.”
CANDIDO, Antonio. Iniciação à literatura brasileira. 5ª ed. Rio de Janeiro: Ouro sobre Azul, 2007.
Qual das obras listadas nas alternativas NÃO corresponde a uma manifestação literária do período histórico brasileiro descrito nesse excerto?
 

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3522780 Ano: 2024
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: AMEOSC
Orgão: Pref. Santa Helena-SC
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Olavo Bilac é conhecido como um dos principais representantes da literatura brasileira. Sobre Olavo Bilac, assinale a alternativa CORRETA.
 

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3522779 Ano: 2024
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: AMEOSC
Orgão: Pref. Santa Helena-SC
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No estudo da versificação, conceitos como métrica, rima e ritmo são fundamentais para a compreensão da estrutura poética. Sobre esses elementos, considere as afirmações abaixo e analise:

I) A métrica refere-se à contagem das sílabas poéticas, sendo o decassílabo um dos tipos mais comuns na poesia em língua portuguesa, caracterizado pela predominância de 12 sílabas poéticas em cada verso.
II) A rima pode ser classificada de acordo com sua posição e sua combinação dentro de uma estrofe, podendo ocorrer de forma alternada, emparelhada ou interpolada, e contribui para a sonoridade do poema.
III) O ritmo em um poema é determinado pelo arranjo de acentos e pausas que produzem uma cadência ao longo dos versos, independente da métrica e da rima, sendo mais evidente na leitura oral do poema.
IV) Na poesia clássica, a rima era um recurso indispensável para garantir a musicalidade e harmonia dos versos, enquanto na poesia moderna, o ritmo é priorizado, dispensando frequentemente a rima e até mesmo a métrica fixa.

Assinale a alternativa correta:
 

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TEXTO VIII

Soneto de Fidelidade

De tudo, ao meu amor serei atento

Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto

Que mesmo em face do maior encanto

Dele se encante mais meu pensamento.

Quero vivê-lo em cada vão momento

E em louvor hei de espalhar meu canto

E rir meu riso e derramar meu pranto

Ao seu pesar ou seu contentamento.

E assim, quando mais tarde me procure

Quem sabe a morte, angústia de quem vive

Quem sabe a solidão, fim de quem ama

Eu possa me dizer do amor (que tive):

Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure.

DE MORAES, V. Soneto de Fidelidade., 1939. Disponível em: https://www.culturagenial.com/poema-soneto-de-fidelidade-de-vinicius-de-moraes/. Acesso em: 11 abr. 2024.

Tendo em vista o Soneto de Fidelidade (Texto VIII) e os estudos clássicos sobre Gêneros Literários, identifique qual alternativa possui uma análise plenamente correta:

 

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TEXTO VI

Caramuru: poema épico

Canto I

De um varão em mil casos agitado,
que as praias discorrendo do Ocidente,
descobriu o Recôncavo afamado
da capital brasílica potente:
do Filho do Trovão denominado,
que o peito domar soube à fera gente;
o valor cantarei na adversa sorte,
pois só conheço herói quem nela é forte.

Santo Esplendor, que do grão-Padre manas
ao seio intacto de uma Virgem bela;
se da enchente de luzes Soberanas
tudo dispensas pela Mãe Donzela;
rompendo as sombras de ilusões humanas,
tu do grão caso! a pura luz revela
faze que em ti comece, e em ti conclua
esta grande Obra, que por fim foi tua.

E vós, Príncipe excelso, do Céu dado
para base imortal do Luso Trono;
vós, que do Áureo Brasil no Principado
da Real sucessão sois alto abono:
Enquanto o Império tendes descansado
sobre o seio da paz com doce sono,
não queirais de dignar-vos no meu metro
de pôr os olhos, e admiti-lo ao cetro.

Nele vereis Nações desconhecidas,
que em meio dos Sertões a Fé não doma;
e que puderam ser-vos convertidas
Maior Império, que houve em Grécia, ou Roma:
Gentes vereis, e Terras escondidas,
onde se um raio da verdade assoma,
amansando-as, tereis na turba imensa
outro Reino maior que a Europa extensa.
[...]

DE SANTA RITA DURÃO, J. Caramuru: poema épico. Canto I. Disponível em: https://www.cervantesvirtual.com/obra-visor/caramuru-poema-epico--0/html/ffce7bbe-82b1-11df-acc7-002185ce6064_2.html. Acesso em: 11 abr. 2024. (Fragmento).

Tendo em vista o poema Caramuru (Texto VI), identifique a Escola Literária à qual a obra pertence:

 

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A obra machadiana, representada por seus romances e contos, possui duas fases e o livro “Quincas Borba” se encontra na fase da maturidade de Machado, a qual se estabelece, essencialmente, por possuir um teor problematizador, levantando indagações sobre a existência humana, que acaba por ampliar os limites criativos da própria literatura. Nesse contexto, a partir de discussões de vários críticos literários, é muito limitador estabelecer uma Escola Literária única para o autor em questão, contudo, tendo em vista os fatores históricos e características pontuais como as mencionadas, deve-se depreender que a obra é:

 

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Texto

Hino à Bandeira

Letra: Olavo Bilac

Música: Francisco Braga

Salve, lindo pendão da esperança,

Salve, símbolo augusto da paz!

Tua nobre presença à lembrança

A grandeza da Pátria nos traz.

Recebe o afeto que se encerra

Em nosso peito juvenil,

Querido símbolo da terra,

Da amada terra do Brasil!

Em teu seio formoso retratas

Este céu de puríssimo azul,

A verdura sem par destas matas,

E o esplendor do Cruzeiro do Sul.

Recebe o afeto que se encerra

Em nosso peito juvenil,

Querido símbolo da terra,

Da amada terra do Brasil!

Contemplando o teu vulto sagrado,

Compreendemos o nosso dever;

E o Brasil, por seus filhos amado,

Poderoso e feliz há de ser.

Recebe o afeto que se encerra

Em nosso peito juvenil,

Querido símbolo da terra,

Da amada terra do Brasil!

Sobre a imensa Nação Brasileira,

Nos momentos de festa ou de dor,

Paira sempre, sagrada bandeira,

Pavilhão da Justiça e do Amor!

Recebe o afeto que se encerra

Em nosso peito juvenil,

Querido símbolo da terra,

Da amada terra do Brasil!

Disponível em: https://plenarinho.leg.br/index.php/2018/10/hino-a-bandeira-nacional/. Acesso em 17 de janeiro de 2023.

Considerando o texto acima, as características principais da obra pertencem a qual Escola Literária?

 

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3500636 Ano: 2024
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: AMEOSC
Orgão: Pref. Anchieta-SC
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A literatura passou por muitas transformações ao longo da história, sendo, por isso, organizada em movimentos literários que correspondem a diferentes épocas. Cada movimento apresenta características próprias, refletindo as particularidades dos contextos históricos em que se desenvolveu.
Nesse contexto, assinale a alternativa que apresenta um afirmação correta:
 

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