Paciente, 47 anos, sexo feminino, relata episódios de
disfonia leve nos últimos 4 meses. Realizou laringoscopia que identificou a presença de pseudossulcovocal em
ambas pregas vocais.
Paciente, 25 anos, refere dor e calor local em pavilhão
auricular à direita há 3 dias. Relata ter tido trauma local
em treino de jiu-jitsu há 1 semana. Ao exame físico, observa-se edema moderado e hiperemia intensa do pavilhão
auditivo direito, sem pontos de flutuação.
Considerando a principal diagnóstica, qual a medicação
indicada?
Paciente refere quadro recorrente de aftas nos últimos
anos, que acontecem de 3 a 4 vezes por ano. Foi feita a
hipótese diagnóstica de doença de Mikulicz.
Sobre essa doença, assinale a alternativa correta.
Mulher de 70 anos é diagnosticada há dois meses com
dermatomiosite com base em fraqueza muscular proximal, elevação de creatina quinase (CPK), miopatia irritável na eletroneuromiografia e erupção cutânea característica (sinais de Gottron e heliotrópio). O diagnóstico
foi corroborado por anticorpo anti-TIF1gama positivo.
Ela foi submetida a doses decrescentes de esteroides e
micofenolato, com melhora da doença. Um ano depois,
a paciente apresenta piora da fraqueza muscular e da
erupção cutânea, associada à perda de peso de 9 kg nos
últimos seis meses e novo início de tosse não produtiva.
O tratamento com prednisona é iniciado novamente, mas
não houve resposta. Os exames laboratoriais são significativos para marcadores inflamatórios elevados e anemia microcítica.
Constitui a causa mais provável para o quadro dessa
paciente:
Homem de 45 anos, com colangite esclerosante primária
e cirrose, apresenta piora do prurido e da icterícia de início recente. Ele relata perda de peso de aproximadamente 7 kg no último mês. Está afebril e nega qualquer dor
abdominal significativa. Exames séricos atuais: fosfatase
alcalina: 644 U/L; bilirrubina total: 5,8 mg/dL; aspartato
aminotransferase: 122 U/L; alanina aminotransferase:
120 U/L; razão internacional normalizada: 1,3; hematócrito: 32%; contagem de leucócitos: 5.000/mm3
. Marcadores tumorais: CA 19–9: 533 U/mL (normal: até 37); alfa-fetoproteína: 23 ng/mL (normal: até 10).
Homem de 81 anos é levado ao pronto-socorro devido
à “fala arrastada”. Ao exame físico, apresenta discreta
hemiparesia esquerda. A escala de AVC do National
Institutes of Health (NIHSS) é 3. A ressonância magnética do encéfalo revela um único infarto lacunar antigo,
sem evidência de isquemia aguda ou sangramento. Eletrocardiograma: ritmo sinusal, frequência de 62 bpm, hipertrofia ventricular esquerda e alterações inespecíficas
do segmento ST. Angiotomografia de vasos cervicais e
cranianos: estenose < 50% das artérias carótidas internas bilaterais. Ecocardiograma mostra fração de ejeção
de ventrículo esquerdo normal e hipertrofia ventricular
esquerda leve.
Quanto a esse paciente, a estratégia de longo prazo mais
apropriada para prevenção secundária de AVC é
Mulher de 72 anos é atendida em consulta de retorno. O
histórico é positivo para tabagismo de 25 anos-maço e
DPOC (grau 3; grupo B). Recentemente, ela teve pneumonia com infiltrado persistente no lobo inferior direito
observado na radiografia de tórax. A paciente foi tratada
com antibiótico. Seu peso permaneceu estável, e ela não
apresentou febre ou sudorese noturna. Após seis semanas, uma radiografia de tórax de acompanhamento não
apresentou alterações. Uma tomografia é então realizada
e mostrada a seguir (a parte sólida do nódulo é de 7 mm):
(Arquivo pessoal; imagem usada com autorização)
Quanto a essa paciente, o próximo passo mais apropriado é
Mulher de 38 anos, sem histórico médico prévio, procura
o pronto-socorro com queixa de falta de ar e palpitações
há dois dias. O eletrocardiograma mostra bloqueio do
ramo direito e bloqueio fascicular anterior esquerdo. A angiotomografia de tórax é negativa para embolia pulmonar.
O ecocardiograma revela: disfunção ventricular esquerda
(VE) com fração de ejeção de 35%; tamanho normal de
VE; espessura septal de VE de 1,4 cm. Ela é internada
e inicia o tratamento com inibidor da ECA oral e furosemida intravenosa. Nos dois dias subsequentes, apesar
da diurese, a dispneia piora. A telemetria mostra vários
episódios de taquicardia ventricular não sustentada, e a
troponina I é de 0,81 ng/mL (normal: < 0,03 ng/mL). No
quarto dia de internação, ela desenvolve hipotensão progressiva, o que leva à transferência para a unidade de
terapia intensiva. Um novo ecocardiograma mostra uma
fração de ejeção de VE de 20%.
O teste diagnóstico mais apropriado nesse momento é
Mulher de 25 anos é avaliada por causa de uma mudança
de personalidade nos últimos seis meses, relatada pelo
marido. Ele afirma que ela frequentemente fica excessivamente preocupada com um único tema, muitas vezes
de natureza religiosa (não era uma pessoa religiosa anteriormente). Refere que ela frequentemente persevera em
um tema enquanto fala e que é excessivamente inclusiva
em suas descrições. Por fim, ele observa que, embora
antes os dois tivessem uma vida sexual satisfatória, agora a paciente parece não ter nenhum desejo sexual. O
médico também considera a paciente muito intensa emocionalmente. O exame físico é normal.
Quanto a essa paciente, a principal hipótese diagnóstica
é
Homem de 55 anos, com histórico de abuso de álcool,
apresenta piora da dor epigástrica nos últimos dois dias.
O abdome está sensível à palpação no epigástrio. Os
exames laboratoriais revelam elevação da amilase e da
lipase. A tomografia revela pancreatite intersticial com
alterações inflamatórias peripancreáticas sem necrose. O paciente é internado, recebe fluidos intravenosos,
analgesia e é mantido sem outra medicação. Ele melhora
nas 72 horas seguintes e recebe alta. Dois meses após, é
atendido em consulta de retorno e relata desconforto epigástrico leve, sem náuseas, vômitos ou perda de peso.
Uma nova tomografia revela uma nova lesão cística de
baixa atenuação, com uma parede fina adjacente ao
corpo do pâncreas, medindo 7 cm.
O próximo passo mais apropriado na condução clínica
desse paciente é