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Os indicadores básicos de controle ambiental para a conservação de bens culturais materiais são temperatura, humidade relativa do ar, luz e qualidade do ar.
Sobre a luz e a qualidade do ar, analise as afirmativas abaixo:
I. Nem todos os comprimentos de onda causam deterioração; apenas a radiação ultravioleta (UV) causa danos para os objetos. Por esse motivo, deve-se evitar o uso de lâmpadas fluorescentes e a incidência da luz solar direta nas reservas técnicas dos museus.
II. A luz atua como catalisadora da oxidação; desse modo, qualquer exposição dos objetos à luz é, em princípio, prejudicial à conservação e causa danos irreversíveis.
III. A qualidade do ar influencia diretamente na velocidade das reações químicas que causam deterioração dos materiais. Os poluentes gasosos mais comuns, presentes nas grandes cidades, induzem à formação de ácidos nos materiais.
IV. Também há poluentes em forma de partículas, que também causam problemas de acidificação, além de sujarem, arranharem e desfigurarem os materiais.
V. Apesar de ser uma providência de difícil consecução, é importante vedar completamente os espaços físicos das reservas técnicas, bem como as vitrines das exposições, a fim de evitar a degradação causada pela luz e, principalmente, pela má qualidade do ar.
VI. A alocação de reservas técnicas e áreas expositivas em uma edificação deve considerar sua localização em relação às possíveis fontes de poluentes e circulação de ar e entrada de luz natural, atentando-se, também, para as variações climáticas sazonais.
Assinale a alternativa CORRETA.
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Os indicadores básicos de controle ambiental para conservação de bens culturais materiais são: temperatura, humidade relativa do ar, luz e qualidade do ar.
Sobre a temperatura e a umidade relativa do ar, analise as afirmativas abaixo:
I. As altas temperaturas e os altos níveis de umidade são danosos tanto para a conservação física de materiais mais higroscópicos, como a madeira, e menos higroscópicos, como o metal.
II. A grande variação de temperatura e umidade, causada, por exemplo, por equipamentos de ar-condicionado que são ligados e desligados ao longo do dia, pode ser mais danosa para os materiais higroscópicos do que a manutenção constante de altos índices de temperatura e umidade.
III. As autoridades não estabelecem um valor normativo fixo e exato para os níveis de temperatura e umidade do ar adequados para as reservas técnicas, visto que esses devem ser estabelecidos de acordo com o tipo de material armazenado e as condições institucionais de cada museu, devendo-se evitar as variações extremas.
IV. Uma recomendação frequente é a manutenção constante de temperaturas de 21ºC ou menos e índices de umidade constantes em algum valor entre 30% e 50%.
V. Os níveis de temperatura e umidade recomendados para reservas técnicas não visitáveis são inferiores àqueles recomendados para áreas de exposição e de administração.
VI. Os altos índices de temperatura aceleram sensivelmente os índices de deterioração. Estima-se que, a cada aumento de 10ºC, se dobra a velocidade da maioria das reações químicas que causam a deterioração.
Assinale a alternativa CORRETA.
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“Recomendação referente à proteção e promoção dos museus e coleções, sua diversidade e seu papel na sociedade”, publicada pela UNESCO em 2015 entende que a preservação do patrimônio “compreende atividades relacionadas à aquisição e gestão de coleções, incluindo análise de risco e o desenvolvimento de capacidades de prevenção e de planos de emergência, além de segurança, conservação preventiva e curativa, e a restauração de objetos musealizados, garantindo a integridade das coleções quando usadas e armazenadas”.
Partindo desse conceito, pode-se considerar que a preservação nos museus compreende as atividades listadas abaixo, EXCETO:
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De acordo com a lei 11.904/2009, o Estatuto dos Museus, “Os museus deverão formular, aprovar ou, quando cabível, propor, para aprovação da entidade de que dependa, uma política de aquisições e descartes de bens culturais, atualizada periodicamente”.
A política de aquisições e descartes tem como finalidade
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Sobre o Inventário Nacional dos Bens Culturais Musealizados (INBCM), instituído pelo Instituto Brasileiro de Museus (IBRAM) através do Decreto nº 8.124, de 17 de outubro de 2013 e das Resoluções Normativas nº 1, de 31 de julho de 2014 e nº 2, de 29 de agosto de 2014, é CORRETO afirmar que o INBCM é um instrumento de inserção periódica de dados sobre os bens culturais musealizados que integram os acervos
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Sobre os tesauros aplicados à documentação em museus, analise as afirmativas abaixo:
I. São linguagens documentárias específicas associadas a um domínio específico do conhecimento.
II. Utilizam-se da linguagem natural para organizar/indexar os termos.
III. Os termos apresentados em um tesauro são unívocos e possuem relações entre si; essas relações podem ser de hierarquia e todo-parte.
IV. Apresentam termos preferidos e não preferidos, os quais podem ser termos não autorizados ou equivalentes, sinônimos ou quase sinônimos dos preferidos.
V. O Tesauro de Objetos do Patrimônio Cultural nos Museus Brasileiros (2016), coordenado tecnicamente por Helena Dodd Ferrez, produzido no contexto nacional e consiste em uma revisão e ampliação do Thesaurus para Acervos Museológicos (1987), de autoria de Maria Helena S. Bianchini e Helena Dodd Ferrez.
VI. O Tesauro de Objetos do Patrimônio Cultural nos Museus Brasileiros (2016) é regulamentado pelo Inventário Nacional dos Bens Culturais Musealizados - INBCM, instituído pelo Instituto Brasileiro de Museus (IBRAM), através da Instrução Normativa nº 2, de 29 de agosto de 2014, em consonância com o Decreto nº 8.124, de 17 de outubro de 2013 e com a Resolução Normativa nº 1, de 31 de julho de 2014.
Estão CORRETAS apenas
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Segundo o Comitê Internacional de Documentação (CIDOC) do Conselho Internacional de Museus (ICOM), o “Object ID é uma norma internacional para descrição de objetos culturais, resultado de pesquisas feitas em colaboração com a comunidade museológica, a UNESCO, a polícia internacional – incluindo o FBI, a Scotland Yard e a Interpol –, agências aduaneiras, o comércio de arte, a indústria de seguros e avaliadores de arte e antiguidades. O uso dessa norma ajuda a combater a apropriação ilegal de objetos de arte, facilitando a documentação dos bens culturais e reunindo organizações ao redor do mundo que podem incentivar a sua implementação”.
Acerca do Object ID, analise as afirmativas abaixo:
I. O Object ID é a norma mais completa para documentação em museus e deve ser adotada como norma base para a elaboração de inventários de bens culturais materiais.
II. O Object ID é a norma que sistematiza as informações mínimas para a descrição e a identificação de um bem cultural material, por isso é universalmente recomendada pelo ICOM para o combate ao tráfico ilícito de bens culturais.
III. O Object ID é a norma reconhecida internacionalmente pelas polícias internacionais e, por esse motivo, deve ser adotada como única norma para a documentação em museus.
IV. A lista de controle da norma Object ID é composta pelas seguintes orientações: Tire fotografias, Responda estas questões (Número do objeto, Local no prédio, Outras Numerações, Classificação, Tipo do objeto, Materiais e técnicas, Medidas, Inscrições e marcas, Características particulares, Título, Assunto ou tema, Data ou período, Autor ou fabricante, Observações), Escreva uma breve descrição, Proteja as informações.
V. A lista de controle da norma Object ID é composta pelas seguintes orientações: Tire fotografias, Responda estas questões (Tipo do objeto, Materiais e técnicas, Medidas, Inscrições e marcas, Características particulares, Título, Assunto ou tema, Data ou período, Autor ou fabricante), Escreva uma breve descrição, Proteja as informações.
VI. O Object ID é reconhecido pelo ICOM e pelo Instituto Brasileiro de Museus (IBRAM) como norma de controle que comprova a propriedade dos bens culturais materiais pelos museus brasileiros, de acordo com o disposto na Lei 11904/2009, o Estatuto dos Museus.
Está CORRETO, apenas, o que se afirma em
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A relação das exposições com os objetos é perpassada por um conjunto de referenciais teóricos, que estão relacionados não apenas com o conteúdo a ser transmitido na exposição mas também com os conceitos de museu e de museologia, que orientam as práticas institucionais. Nesse sentido, Ángela García Blanco propõe uma classificação para as exposições, de acordo com o estatuto epistemológico do objeto: Museologia do objeto versus Museologia da ideia.
Sobre essa classificação, analise as afirmativas abaixo:
I. Para a exposição do tipo “Museologia do objeto”, selecionam-se as peças em função de suas qualidades individuais ou por sua inserção e representatividade em um grupo taxonômico, favorecendo sua contemplação.
II. Para a exposição do tipo “Museologia da ideia”, selecionam-se as peças em função de suas qualidades individuais ou por sua inserção e representatividade em um grupo taxonômico, favorecendo sua contemplação.
III. A exposição do tipo “Museologia do objeto” não exclui os objetos, porém os utiliza para desenvolver, com eles, um conceito, a fim de contar alguma coisa em relação com que os objetos são relevantes.
IV. A exposição do tipo “Museologia da ideia” não exclui os objetos, porém os utiliza para desenvolver, com eles, um conceito, a fim de contar alguma coisa em relação com que os objetos são relevantes
V. A exposição do tipo “Museologia do objeto” utiliza objetos contextualizados que são geradores de conhecimentos, descobrimentos e problemas que se querem transmitir, os quais são explicitados para o público.
VI. A exposição do tipo “Museologia da ideia” utiliza objetos contextualizados, que são geradores de conhecimentos, descobrimentos e problemas que se querem transmitir, os quais são explicitados para o público.
Estão INCORRETAS
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Acerca da Educação Museal, tal como está proposta no Caderno da Política Nacional de Educação Museal, editado pelo Instituto Brasileiro de Museus (IBRAM), analise as afirmativas abaixo:
I. Tem como foco os sujeitos que interagem com os museus e não as peças do acervo da instituição.
II. Engloba não apenas o visitante mas os profissionais de museus e a própria experiência da visita ao museu.
III. Visa, em última instância, à formação crítica e integral dos indivíduos bem como sua emancipação e atuação consciente com o objetivo de transformar a sociedade
IV. Visa ampliar os públicos dos museus através da alfabetização criativa, que envolve o ensino não formal.
V. Difere das ações de comunicação e mediação cultural tradicionais, posto que é teórica e metodologicamente embasada nos pressupostos da interatividade proporcionada pelas novas tecnologias para os museus e seus públicos.
VI. Baseia-se no princípio da acessibilidade emocional, que deve considerar não apenas as barreiras de acesso físico mas também aspectos emocionais, afetivos e intelectuais de seus usuários.
Estão CORRETAS apenas
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Acerca dos conceitos de musealização e musealia propostos por François Mairesse e André Desvallées, baseados em Stránský, é CORRETO afirmar que
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