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4032892 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: COTEC
Orgão: Pref. Jequitaí-MG
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INSTRUÇÃO: Leia, com atenção, o texto 01 e, a seguir, responda à questão, que a ele se refere. 
Texto 01 
Porta aberta


Havia muitos e-mails à minha espera, a propósito da minha crônica sobre os telefones celulares. Vocês se lembram de que terminei dizendo: “Tenho medo do e-mail. Tenho medo do celular”. Pois um dos meus leitores me sugeria (com uma pitadinha de ironia...) uma fórmula simples de pôr fim ao meu medo do e-mail: bastava que eu o desativasse. Isso, jamais. Se eu fosse movido a medo, há muito teria me mudado para um mosteiro no alto de uma montanha, para fugir do medo que a cidade me dá. Não há dúvidas de que a vida transcorre com mais tranquilidade na solidão dos mosteiros. Mas o preço de não ter medo é o tédio. Continuarei com o meu e-mail aberto a todos, mesmo correndo o risco das invasões de intrusos. As alegrias compensam. As cartas – que ainda continuam válidas quando o que está em jogo é o amor – nunca serão substituídas por um e-mail, pela simples razão de que não é possível por um e-mail debaixo do travesseiro – somente questões graves e compridas mereciam a trabalheira. Com o e-mail, entretanto, ficou fácil dizer coisas leves e rápidas que, no tempo das cartas, não eram ditas. [...]
Fonte: ALVES, Rubem. Porta aberta. Disponível em: https://www.opergaminho.com.br/opiniaoporta-aberta. Acesso em: 2
Em “Pois um dos meus leitores me sugeria (com uma pitadinha de ironia...) uma fórmula simples de pôr fim ao meu medo do e-mail [...]”, o objetivo do trecho colocado entre parênteses é
 

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4032891 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: COTEC
Orgão: Pref. Jequitaí-MG
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INSTRUÇÃO: Leia, com atenção, o texto 01 e, a seguir, responda à questão, que a ele se refere. 
Texto 01 
Porta aberta


Havia muitos e-mails à minha espera, a propósito da minha crônica sobre os telefones celulares. Vocês se lembram de que terminei dizendo: “Tenho medo do e-mail. Tenho medo do celular”. Pois um dos meus leitores me sugeria (com uma pitadinha de ironia...) uma fórmula simples de pôr fim ao meu medo do e-mail: bastava que eu o desativasse. Isso, jamais. Se eu fosse movido a medo, há muito teria me mudado para um mosteiro no alto de uma montanha, para fugir do medo que a cidade me dá. Não há dúvidas de que a vida transcorre com mais tranquilidade na solidão dos mosteiros. Mas o preço de não ter medo é o tédio. Continuarei com o meu e-mail aberto a todos, mesmo correndo o risco das invasões de intrusos. As alegrias compensam. As cartas – que ainda continuam válidas quando o que está em jogo é o amor – nunca serão substituídas por um e-mail, pela simples razão de que não é possível por um e-mail debaixo do travesseiro – somente questões graves e compridas mereciam a trabalheira. Com o e-mail, entretanto, ficou fácil dizer coisas leves e rápidas que, no tempo das cartas, não eram ditas. [...]
Fonte: ALVES, Rubem. Porta aberta. Disponível em: https://www.opergaminho.com.br/opiniaoporta-aberta. Acesso em: 2
O autor considera que a vida
 

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4032890 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: COTEC
Orgão: Pref. Jequitaí-MG
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INSTRUÇÃO: Leia, com atenção, o texto 01 e, a seguir, responda à questão, que a ele se refere. 
Texto 01 
Porta aberta


Havia muitos e-mails à minha espera, a propósito da minha crônica sobre os telefones celulares. Vocês se lembram de que terminei dizendo: “Tenho medo do e-mail. Tenho medo do celular”. Pois um dos meus leitores me sugeria (com uma pitadinha de ironia...) uma fórmula simples de pôr fim ao meu medo do e-mail: bastava que eu o desativasse. Isso, jamais. Se eu fosse movido a medo, há muito teria me mudado para um mosteiro no alto de uma montanha, para fugir do medo que a cidade me dá. Não há dúvidas de que a vida transcorre com mais tranquilidade na solidão dos mosteiros. Mas o preço de não ter medo é o tédio. Continuarei com o meu e-mail aberto a todos, mesmo correndo o risco das invasões de intrusos. As alegrias compensam. As cartas – que ainda continuam válidas quando o que está em jogo é o amor – nunca serão substituídas por um e-mail, pela simples razão de que não é possível por um e-mail debaixo do travesseiro – somente questões graves e compridas mereciam a trabalheira. Com o e-mail, entretanto, ficou fácil dizer coisas leves e rápidas que, no tempo das cartas, não eram ditas. [...]
Fonte: ALVES, Rubem. Porta aberta. Disponível em: https://www.opergaminho.com.br/opiniaoporta-aberta. Acesso em: 2
Analise as afirmativas, tendo em vista as ideias que se podem depreender do texto.

I - O autor recebeu muitos e-mails motivados pela crônica que havia escrito antes sobre os telefones celulares.
II - O autor considera que as pessoas que leram o texto “Porta aberta” também leram o outro texto referido sobre os telefones celulares.
III - O autor revela ter medo de e-mail, por esse motivo irá desativá-lo, assim como fez com o celular.
IV - O autor reconhece a necessidade do uso do e-mail, o qual substituiu totalmente as cartas.
V - O autor afirma que continuará usando e-mail, mesmo que ele não seja tão prático quanto as cartas.

Estão CORRETAS apenas as afirmativas
 

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4032861 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: Fênix
Orgão: Pref. União Oeste-SC

TEXTO PARA A QUESTÃO.


No ritmo das lembranças


Às vezes, eu acordo com uma música tocando por dentro, como se alguém tivesse deixado um rádio ligado, esquecido, no último quarto da memória. Hoje comecei o dia com aquela velha sensação de que a música Nada será como antes sussurrava um verso só pra mim, lembrando que nem tudo o que se viveu merece, de fato, ser lembrado. Mas a gente lembra mesmo assim. A cabeça é teimosa e o coração, então, nem se fala. Ele arquiva o que deveria jogar fora e toca, sem parar, aquilo que já não pertence a lugar algum.

Eu caminhava pelas ruas da cidade quando Djavan cantou Azul. Uma espécie de carinho do destino. Porque não estava tudo azul, coisa nenhuma. Mas a música insistia com aquele otimismo que só as canções antigas sabem sustentar, mesmo quando o mundo insiste em armar tempestades. E, como quem atravessa a cena com outra luz, Todo cambia surge como lembrança de que a vida é inconstante: nem tudo o que aconteceu precisa permanecer, e nem tudo o que permanece precisa doer.

No meio da tarde, sem aviso, Voyage, Voyage pulou da memória, aquele clima de viagem inventada, de fuga planejada só dentro da cabeça. Lembrei de verões que não vivi e dos tempos em que quis, ao menos, fingir que vivia, apenas para ter histórias para contar. E, como a vida às vezes começa num compasso de samba, peço socorro à Cartola, afinal, até “as rosas que não falam” parecem entender certos silêncios.

Mas a trilha virou de repente quando ouvi, lá no fundo, Madredeus com Haja o que houver e a melancolia se instalou novamente. A música, que eu não pedi para lembrar, me trouxe um sentimento que também não pedi para sentir. Há canções que são chaves, e basta um verso para abrir uma porta que levamos anos tentando manter fechada.

À noite, quando já parecia que a nostalgia tinha se acalmado, surgiu Love Theme, do filme Blade Runner. Aquele jeito de lembrança insistente batendo à porta, a sensação de que alguém vai voltar e não volta, um truque da mente, um filme repetido, um flash que engana.

E, por fim, quando o silêncio quase venceu, entrou The Boxer, tão calma e tão cheia de força disfarçada. The fighter still remains. Acho que foi aí que entendi. Talvez a minha cabeça toque músicas, ________ ainda estou lutando, não contra alguém, mas por mim mesma, pelos pedaços que quero guardar e pelos que preciso deixar ir embora.

No fim, é sempre assim: cada canção acende uma lembrança, cada lembrança acende uma história, e cada história me devolve um pouco do que fui. Música na cabeça, memória no corpo, Paroles, paroles. E sigo, como quem muda de faixa, mas não perde o ritmo.

Autora: Helô Bacichette – GZH (adaptado). 

Quanto à sua estrutura, a palavra otimismo é formada por:
 

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4032860 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: Fênix
Orgão: Pref. União Oeste-SC

TEXTO PARA A QUESTÃO.


No ritmo das lembranças


Às vezes, eu acordo com uma música tocando por dentro, como se alguém tivesse deixado um rádio ligado, esquecido, no último quarto da memória. Hoje comecei o dia com aquela velha sensação de que a música Nada será como antes sussurrava um verso só pra mim, lembrando que nem tudo o que se viveu merece, de fato, ser lembrado. Mas a gente lembra mesmo assim. A cabeça é teimosa e o coração, então, nem se fala. Ele arquiva o que deveria jogar fora e toca, sem parar, aquilo que já não pertence a lugar algum.

Eu caminhava pelas ruas da cidade quando Djavan cantou Azul. Uma espécie de carinho do destino. Porque não estava tudo azul, coisa nenhuma. Mas a música insistia com aquele otimismo que só as canções antigas sabem sustentar, mesmo quando o mundo insiste em armar tempestades. E, como quem atravessa a cena com outra luz, Todo cambia surge como lembrança de que a vida é inconstante: nem tudo o que aconteceu precisa permanecer, e nem tudo o que permanece precisa doer.

No meio da tarde, sem aviso, Voyage, Voyage pulou da memória, aquele clima de viagem inventada, de fuga planejada só dentro da cabeça. Lembrei de verões que não vivi e dos tempos em que quis, ao menos, fingir que vivia, apenas para ter histórias para contar. E, como a vida às vezes começa num compasso de samba, peço socorro à Cartola, afinal, até “as rosas que não falam” parecem entender certos silêncios.

Mas a trilha virou de repente quando ouvi, lá no fundo, Madredeus com Haja o que houver e a melancolia se instalou novamente. A música, que eu não pedi para lembrar, me trouxe um sentimento que também não pedi para sentir. Há canções que são chaves, e basta um verso para abrir uma porta que levamos anos tentando manter fechada.

À noite, quando já parecia que a nostalgia tinha se acalmado, surgiu Love Theme, do filme Blade Runner. Aquele jeito de lembrança insistente batendo à porta, a sensação de que alguém vai voltar e não volta, um truque da mente, um filme repetido, um flash que engana.

E, por fim, quando o silêncio quase venceu, entrou The Boxer, tão calma e tão cheia de força disfarçada. The fighter still remains. Acho que foi aí que entendi. Talvez a minha cabeça toque músicas, ________ ainda estou lutando, não contra alguém, mas por mim mesma, pelos pedaços que quero guardar e pelos que preciso deixar ir embora.

No fim, é sempre assim: cada canção acende uma lembrança, cada lembrança acende uma história, e cada história me devolve um pouco do que fui. Música na cabeça, memória no corpo, Paroles, paroles. E sigo, como quem muda de faixa, mas não perde o ritmo.

Autora: Helô Bacichette – GZH (adaptado). 

Qual alternativa preenche, corretamente, a lacuna do trecho a seguir?

Talvez a minha cabeça toque músicas, ________ ainda estou lutando

 

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4032859 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: Fênix
Orgão: Pref. União Oeste-SC

TEXTO PARA A QUESTÃO.


No ritmo das lembranças


Às vezes, eu acordo com uma música tocando por dentro, como se alguém tivesse deixado um rádio ligado, esquecido, no último quarto da memória. Hoje comecei o dia com aquela velha sensação de que a música Nada será como antes sussurrava um verso só pra mim, lembrando que nem tudo o que se viveu merece, de fato, ser lembrado. Mas a gente lembra mesmo assim. A cabeça é teimosa e o coração, então, nem se fala. Ele arquiva o que deveria jogar fora e toca, sem parar, aquilo que já não pertence a lugar algum.

Eu caminhava pelas ruas da cidade quando Djavan cantou Azul. Uma espécie de carinho do destino. Porque não estava tudo azul, coisa nenhuma. Mas a música insistia com aquele otimismo que só as canções antigas sabem sustentar, mesmo quando o mundo insiste em armar tempestades. E, como quem atravessa a cena com outra luz, Todo cambia surge como lembrança de que a vida é inconstante: nem tudo o que aconteceu precisa permanecer, e nem tudo o que permanece precisa doer.

No meio da tarde, sem aviso, Voyage, Voyage pulou da memória, aquele clima de viagem inventada, de fuga planejada só dentro da cabeça. Lembrei de verões que não vivi e dos tempos em que quis, ao menos, fingir que vivia, apenas para ter histórias para contar. E, como a vida às vezes começa num compasso de samba, peço socorro à Cartola, afinal, até “as rosas que não falam” parecem entender certos silêncios.

Mas a trilha virou de repente quando ouvi, lá no fundo, Madredeus com Haja o que houver e a melancolia se instalou novamente. A música, que eu não pedi para lembrar, me trouxe um sentimento que também não pedi para sentir. Há canções que são chaves, e basta um verso para abrir uma porta que levamos anos tentando manter fechada.

À noite, quando já parecia que a nostalgia tinha se acalmado, surgiu Love Theme, do filme Blade Runner. Aquele jeito de lembrança insistente batendo à porta, a sensação de que alguém vai voltar e não volta, um truque da mente, um filme repetido, um flash que engana.

E, por fim, quando o silêncio quase venceu, entrou The Boxer, tão calma e tão cheia de força disfarçada. The fighter still remains. Acho que foi aí que entendi. Talvez a minha cabeça toque músicas, ________ ainda estou lutando, não contra alguém, mas por mim mesma, pelos pedaços que quero guardar e pelos que preciso deixar ir embora.

No fim, é sempre assim: cada canção acende uma lembrança, cada lembrança acende uma história, e cada história me devolve um pouco do que fui. Música na cabeça, memória no corpo, Paroles, paroles. E sigo, como quem muda de faixa, mas não perde o ritmo.

Autora: Helô Bacichette – GZH (adaptado). 

No trecho final, ao afirmar que “sigo, como quem muda de faixa, mas não perde o ritmo”, a narradora sintetiza a reflexão construída ao longo do texto. À luz do percurso narrativo e reflexivo apresentado, essa metáfora indica que:
 

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4032858 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: Fênix
Orgão: Pref. União Oeste-SC

TEXTO PARA A QUESTÃO.


No ritmo das lembranças


Às vezes, eu acordo com uma música tocando por dentro, como se alguém tivesse deixado um rádio ligado, esquecido, no último quarto da memória. Hoje comecei o dia com aquela velha sensação de que a música Nada será como antes sussurrava um verso só pra mim, lembrando que nem tudo o que se viveu merece, de fato, ser lembrado. Mas a gente lembra mesmo assim. A cabeça é teimosa e o coração, então, nem se fala. Ele arquiva o que deveria jogar fora e toca, sem parar, aquilo que já não pertence a lugar algum.

Eu caminhava pelas ruas da cidade quando Djavan cantou Azul. Uma espécie de carinho do destino. Porque não estava tudo azul, coisa nenhuma. Mas a música insistia com aquele otimismo que só as canções antigas sabem sustentar, mesmo quando o mundo insiste em armar tempestades. E, como quem atravessa a cena com outra luz, Todo cambia surge como lembrança de que a vida é inconstante: nem tudo o que aconteceu precisa permanecer, e nem tudo o que permanece precisa doer.

No meio da tarde, sem aviso, Voyage, Voyage pulou da memória, aquele clima de viagem inventada, de fuga planejada só dentro da cabeça. Lembrei de verões que não vivi e dos tempos em que quis, ao menos, fingir que vivia, apenas para ter histórias para contar. E, como a vida às vezes começa num compasso de samba, peço socorro à Cartola, afinal, até “as rosas que não falam” parecem entender certos silêncios.

Mas a trilha virou de repente quando ouvi, lá no fundo, Madredeus com Haja o que houver e a melancolia se instalou novamente. A música, que eu não pedi para lembrar, me trouxe um sentimento que também não pedi para sentir. Há canções que são chaves, e basta um verso para abrir uma porta que levamos anos tentando manter fechada.

À noite, quando já parecia que a nostalgia tinha se acalmado, surgiu Love Theme, do filme Blade Runner. Aquele jeito de lembrança insistente batendo à porta, a sensação de que alguém vai voltar e não volta, um truque da mente, um filme repetido, um flash que engana.

E, por fim, quando o silêncio quase venceu, entrou The Boxer, tão calma e tão cheia de força disfarçada. The fighter still remains. Acho que foi aí que entendi. Talvez a minha cabeça toque músicas, ________ ainda estou lutando, não contra alguém, mas por mim mesma, pelos pedaços que quero guardar e pelos que preciso deixar ir embora.

No fim, é sempre assim: cada canção acende uma lembrança, cada lembrança acende uma história, e cada história me devolve um pouco do que fui. Música na cabeça, memória no corpo, Paroles, paroles. E sigo, como quem muda de faixa, mas não perde o ritmo.

Autora: Helô Bacichette – GZH (adaptado). 

O texto organiza-se como uma sucessão de referências musicais que atravessam diferentes momentos do dia e estados emocionais da narradora. Considerando essa construção, assinale a alternativa que interpreta corretamente a função desse encadeamento musical na argumentação do texto.
 

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4032857 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: Fênix
Orgão: Pref. União Oeste-SC

TEXTO PARA A QUESTÃO.


No ritmo das lembranças


Às vezes, eu acordo com uma música tocando por dentro, como se alguém tivesse deixado um rádio ligado, esquecido, no último quarto da memória. Hoje comecei o dia com aquela velha sensação de que a música Nada será como antes sussurrava um verso só pra mim, lembrando que nem tudo o que se viveu merece, de fato, ser lembrado. Mas a gente lembra mesmo assim. A cabeça é teimosa e o coração, então, nem se fala. Ele arquiva o que deveria jogar fora e toca, sem parar, aquilo que já não pertence a lugar algum.

Eu caminhava pelas ruas da cidade quando Djavan cantou Azul. Uma espécie de carinho do destino. Porque não estava tudo azul, coisa nenhuma. Mas a música insistia com aquele otimismo que só as canções antigas sabem sustentar, mesmo quando o mundo insiste em armar tempestades. E, como quem atravessa a cena com outra luz, Todo cambia surge como lembrança de que a vida é inconstante: nem tudo o que aconteceu precisa permanecer, e nem tudo o que permanece precisa doer.

No meio da tarde, sem aviso, Voyage, Voyage pulou da memória, aquele clima de viagem inventada, de fuga planejada só dentro da cabeça. Lembrei de verões que não vivi e dos tempos em que quis, ao menos, fingir que vivia, apenas para ter histórias para contar. E, como a vida às vezes começa num compasso de samba, peço socorro à Cartola, afinal, até “as rosas que não falam” parecem entender certos silêncios.

Mas a trilha virou de repente quando ouvi, lá no fundo, Madredeus com Haja o que houver e a melancolia se instalou novamente. A música, que eu não pedi para lembrar, me trouxe um sentimento que também não pedi para sentir. Há canções que são chaves, e basta um verso para abrir uma porta que levamos anos tentando manter fechada.

À noite, quando já parecia que a nostalgia tinha se acalmado, surgiu Love Theme, do filme Blade Runner. Aquele jeito de lembrança insistente batendo à porta, a sensação de que alguém vai voltar e não volta, um truque da mente, um filme repetido, um flash que engana.

E, por fim, quando o silêncio quase venceu, entrou The Boxer, tão calma e tão cheia de força disfarçada. The fighter still remains. Acho que foi aí que entendi. Talvez a minha cabeça toque músicas, ________ ainda estou lutando, não contra alguém, mas por mim mesma, pelos pedaços que quero guardar e pelos que preciso deixar ir embora.

No fim, é sempre assim: cada canção acende uma lembrança, cada lembrança acende uma história, e cada história me devolve um pouco do que fui. Música na cabeça, memória no corpo, Paroles, paroles. E sigo, como quem muda de faixa, mas não perde o ritmo.

Autora: Helô Bacichette – GZH (adaptado). 

No período Eu caminhava pelas ruas da cidade, o sujeito é classificado como:
 

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4032841 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: Fênix
Orgão: Pref. União Oeste-SC
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TEXTO PARA A QUESTÃO.


Chupeta e dedo: o que diz a Odontopediatria? 


A sucção é um reflexo essencial para recém-nascidos, sendo fundamental para a alimentação e desenvolvimento orofacial, além de contribuir para fortalecer o vínculo materno. Por outro lado, o uso de bicos artificiais é desaconselhado, pois pode promover o desmame precoce, privando a criança de todos os benefícios do aleitamento materno.

Muitas crianças acabam substituindo a sucção no seio materno por chupetas, quando estas são oferecidas pelos pais ou responsáveis, ou por chupar dedo. Embora tenham o efeito de acalmar os bebês, esses hábitos são deletérios, ou seja, comportamentos repetitivos que podem causar danos à saúde bucal das crianças.

Por isso, o Sistema Conselhos de Odontologia, composto pelo Conselho Federal de Odontologia (CFO) e os 27 Conselhos Regionais de Odontologia de todo país, faz um alerta, através do programa CFO Esclarece, para que pais e cuidadores se atentem aos prejuízos da utilização de chupetas e do hábito de chupar dedo, sendo fundamental que observem o momento ideal para intervenções.

A professora e vice-presidente da Associação Brasileira de Odontopediatria Nacional (ABOPED), Letícia Vieira Pereira, destaca que a primeira infância é um período decisivo para o desenvolvimento bucal, exigindo atenção especial aos hábitos que podem influenciar a saúde oral das crianças.

A cirurgiã-dentista e professora universitária Elisa Maria Rosa de Barros Coelho, especialista, mestre e doutora em Odontopediatria, explica que o uso precoce da chupeta pode reduzir o tempo do aleitamento materno das crianças e favorecer o estabelecimento de padrões respiratórios inadequados, como a respiração bucal.

O uso prolongado interfere no desenvolvimento da musculatura orofacial e no crescimento da face, podendo levar à mordida aberta anterior, mordida cruzada posterior e posicionamento incorreto da língua, com impacto direto na função e harmonia orofacial da criança.

Já o hábito de chupar o dedo pode causar alterações semelhantes às provocadas pela chupeta, mas a principal diferença é que o comportamento costuma ser mais difícil de cessar, pois o dedo faz parte do próprio corpo da criança e, portanto, está sempre disponível.

Embora sejam completamente contraindicados, os comportamentos de chupar dedos ou de usar chupeta devem ser desestimulados pela família até, no máximo, os três anos de vida da criança. Essa medida pode minimizar os impactos do hábito deletério, reduzindo o risco de alterações da arcada.

Fonte: https://website.cfo.org.br (adaptado).

No período A sucção é um reflexo essencial, o tempo e modo do verbo é classifica-se como:
 

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4032840 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: Fênix
Orgão: Pref. União Oeste-SC
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TEXTO PARA A QUESTÃO.


Chupeta e dedo: o que diz a Odontopediatria? 


A sucção é um reflexo essencial para recém-nascidos, sendo fundamental para a alimentação e desenvolvimento orofacial, além de contribuir para fortalecer o vínculo materno. Por outro lado, o uso de bicos artificiais é desaconselhado, pois pode promover o desmame precoce, privando a criança de todos os benefícios do aleitamento materno.

Muitas crianças acabam substituindo a sucção no seio materno por chupetas, quando estas são oferecidas pelos pais ou responsáveis, ou por chupar dedo. Embora tenham o efeito de acalmar os bebês, esses hábitos são deletérios, ou seja, comportamentos repetitivos que podem causar danos à saúde bucal das crianças.

Por isso, o Sistema Conselhos de Odontologia, composto pelo Conselho Federal de Odontologia (CFO) e os 27 Conselhos Regionais de Odontologia de todo país, faz um alerta, através do programa CFO Esclarece, para que pais e cuidadores se atentem aos prejuízos da utilização de chupetas e do hábito de chupar dedo, sendo fundamental que observem o momento ideal para intervenções.

A professora e vice-presidente da Associação Brasileira de Odontopediatria Nacional (ABOPED), Letícia Vieira Pereira, destaca que a primeira infância é um período decisivo para o desenvolvimento bucal, exigindo atenção especial aos hábitos que podem influenciar a saúde oral das crianças.

A cirurgiã-dentista e professora universitária Elisa Maria Rosa de Barros Coelho, especialista, mestre e doutora em Odontopediatria, explica que o uso precoce da chupeta pode reduzir o tempo do aleitamento materno das crianças e favorecer o estabelecimento de padrões respiratórios inadequados, como a respiração bucal.

O uso prolongado interfere no desenvolvimento da musculatura orofacial e no crescimento da face, podendo levar à mordida aberta anterior, mordida cruzada posterior e posicionamento incorreto da língua, com impacto direto na função e harmonia orofacial da criança.

Já o hábito de chupar o dedo pode causar alterações semelhantes às provocadas pela chupeta, mas a principal diferença é que o comportamento costuma ser mais difícil de cessar, pois o dedo faz parte do próprio corpo da criança e, portanto, está sempre disponível.

Embora sejam completamente contraindicados, os comportamentos de chupar dedos ou de usar chupeta devem ser desestimulados pela família até, no máximo, os três anos de vida da criança. Essa medida pode minimizar os impactos do hábito deletério, reduzindo o risco de alterações da arcada.

Fonte: https://website.cfo.org.br (adaptado).

No trecho fortalecer o vínculo materno, as palavras sublinhadas são classificadas, gramaticalmente, como:
 

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