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Texto para a questão.
ENTENDA O QUE MUDA NO CORPO DOS ASTRONAUTAS QUE FICAM MUITO TEMPO NO ESPAÇO
Médicos da Nasa monitoram retorno de astronautas após nove meses em órbita,
destacando alterações corporais desde o DNA até a altura durante missões espaciais
Os astronautas Barry Wilmore e Suni Williams estão retornando à Terra após quase nove meses no espaço e em breve vão
precisar se readaptar à vida com a gravidade.
Até em seu DNA, os corpos dos astronautas podem sofrer alterações estranhas e às vezes significativas, principalmente
durante um voo longo acima da Terra: eles começam a se alongar, frequentemente desenvolvendo uma “altura espacial” e, como os
corpos humanos são compostos principalmente de líquidos, a redistribuição de fluidos também pode lhes dar “pernas de galinha” e
“cabeça inchada”. Quando retornam, tudo isso começa a se reajustar.
Os médicos manterão tudo isso em mente enquanto os astronautas Barry Wilmore e Suni Williams retornam nesta terça-feira
(18) após quase nove meses no espaço. Os médicos da Nasa conversaram com os dois pouco antes de iniciarem sua jornada de
volta, e eles disseram que estão “muito bem” em termos de saúde, disse à CNN Joe Dervay, um dos cirurgiões de voo da Nasa.
Os cientistas ainda estão descobrindo os efeitos de longo prazo na saúde ao passar muito tempo no espaço, mas décadas
de dados mostram que os astronautas sofrem mudanças físicas, mesmo após um breve período. A maioria dessas mudanças se
reverterá pouco depois do retorno à Terra.
“Existe alguma variabilidade individual sobre a rapidez com que se recuperam, mas é bastante impressionante ver como eles
viram a página e realmente se adaptam rapidamente”, disse Dervay. “Frequentemente, se você olhar para eles alguns dias depois,
você realmente não tem ideia do que eles acabaram de fazer nos últimos meses.”
Sem a atração da Terra, os astronautas podem perder densidade óssea, e seus músculos começam a atrofiar. Eles podem
perder controle motor, coordenação e equilíbrio no espaço, desenvolvendo um tipo de enjoo, mostram os estudos.
A falta de gravidade também pode afetar seus sistemas imunológico e cardiovascular, sua visão e seu próprio DNA.
A maioria dos efeitos parece ser de curta duração — apenas alguns problemas de saúde foram encontrados até agora com
efeitos duradouros — e os astronautas podem esperar muitos exercícios de reabilitação na Terra para recuperar seus ossos e
músculos.
Embora Wilmore e Williams não fossem inicialmente esperados para permanecer na Estação Espacial Internacional por tanto
tempo – sua viagem inicial deveria durar apenas oito dias – os líderes da Nasa não acreditam que os dois terão problemas de saúde
incomuns por causa disso.
“Não vemos necessidade de nenhuma precaução especial”, disse Dina Contella, gerente adjunta do Programa da Estação
Espacial Internacional da Nasa, na sexta-feira (14). “Como qualquer astronauta que retorna, há um período de aclimatação, e isso
variará por membro da tripulação”.
Sem gravidade para o corpo se movimentar contra e com o corpo exposto à radiação no espaço, a atrofia e a disfunção muscular
podem acontecer até com o astronauta mais em forma. A Nasa descobriu que os corpos dos astronautas podem experimentar
redução de um terço no tamanho das fibras musculares em menos de duas semanas.
Em um único mês no espaço, um astronauta também pode perder até 1,5% de sua massa óssea – aproximadamente tanto
quanto uma mulher na pós-menopausa que não está em tratamento perde em cerca de um ano. Essa perda pode tornar as pessoas
vulneráveis a fraturas e levar à osteoporose prematura, mas mais pesquisas são necessárias para saber se a perda óssea persiste
muito tempo após o voo espacial.
Para ajudar a mitigar problemas ósseos e musculares, os astronautas seguem uma dieta especial e fazem cerca de 2 horas
e meia de exercícios diariamente, em média. Eles podem usar uma esteira ou uma bicicleta ergométrica, mas também têm um
Dispositivo Avançado de Exercício Resistivo especial que imita o levantamento de peso na Terra.
Disponível em: https://www.cnnbrasil.com.br/tecnologia/entenda-o-que-muda-no-corpo-dos-astronautas-que-ficam-muito-tempo-no-espaco/.
Acesso em: 18. mar. 2025.
O paralelismo sintático, por meio dos pronomes destacados, proporciona ao período em evidência uma coesão do tipo
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Texto para a questão.
ENTENDA O QUE MUDA NO CORPO DOS ASTRONAUTAS QUE FICAM MUITO TEMPO NO ESPAÇO
Médicos da Nasa monitoram retorno de astronautas após nove meses em órbita,
destacando alterações corporais desde o DNA até a altura durante missões espaciais
Os astronautas Barry Wilmore e Suni Williams estão retornando à Terra após quase nove meses no espaço e em breve vão
precisar se readaptar à vida com a gravidade.
Até em seu DNA, os corpos dos astronautas podem sofrer alterações estranhas e às vezes significativas, principalmente
durante um voo longo acima da Terra: eles começam a se alongar, frequentemente desenvolvendo uma “altura espacial” e, como os
corpos humanos são compostos principalmente de líquidos, a redistribuição de fluidos também pode lhes dar “pernas de galinha” e
“cabeça inchada”. Quando retornam, tudo isso começa a se reajustar.
Os médicos manterão tudo isso em mente enquanto os astronautas Barry Wilmore e Suni Williams retornam nesta terça-feira
(18) após quase nove meses no espaço. Os médicos da Nasa conversaram com os dois pouco antes de iniciarem sua jornada de
volta, e eles disseram que estão “muito bem” em termos de saúde, disse à CNN Joe Dervay, um dos cirurgiões de voo da Nasa.
Os cientistas ainda estão descobrindo os efeitos de longo prazo na saúde ao passar muito tempo no espaço, mas décadas
de dados mostram que os astronautas sofrem mudanças físicas, mesmo após um breve período. A maioria dessas mudanças se
reverterá pouco depois do retorno à Terra.
“Existe alguma variabilidade individual sobre a rapidez com que se recuperam, mas é bastante impressionante ver como eles
viram a página e realmente se adaptam rapidamente”, disse Dervay. “Frequentemente, se você olhar para eles alguns dias depois,
você realmente não tem ideia do que eles acabaram de fazer nos últimos meses.”
Sem a atração da Terra, os astronautas podem perder densidade óssea, e seus músculos começam a atrofiar. Eles podem
perder controle motor, coordenação e equilíbrio no espaço, desenvolvendo um tipo de enjoo, mostram os estudos.
A falta de gravidade também pode afetar seus sistemas imunológico e cardiovascular, sua visão e seu próprio DNA.
A maioria dos efeitos parece ser de curta duração — apenas alguns problemas de saúde foram encontrados até agora com
efeitos duradouros — e os astronautas podem esperar muitos exercícios de reabilitação na Terra para recuperar seus ossos e
músculos.
Embora Wilmore e Williams não fossem inicialmente esperados para permanecer na Estação Espacial Internacional por tanto
tempo – sua viagem inicial deveria durar apenas oito dias – os líderes da Nasa não acreditam que os dois terão problemas de saúde
incomuns por causa disso.
“Não vemos necessidade de nenhuma precaução especial”, disse Dina Contella, gerente adjunta do Programa da Estação
Espacial Internacional da Nasa, na sexta-feira (14). “Como qualquer astronauta que retorna, há um período de aclimatação, e isso
variará por membro da tripulação”.
Sem gravidade para o corpo se movimentar contra e com o corpo exposto à radiação no espaço, a atrofia e a disfunção muscular
podem acontecer até com o astronauta mais em forma. A Nasa descobriu que os corpos dos astronautas podem experimentar
redução de um terço no tamanho das fibras musculares em menos de duas semanas.
Em um único mês no espaço, um astronauta também pode perder até 1,5% de sua massa óssea – aproximadamente tanto
quanto uma mulher na pós-menopausa que não está em tratamento perde em cerca de um ano. Essa perda pode tornar as pessoas
vulneráveis a fraturas e levar à osteoporose prematura, mas mais pesquisas são necessárias para saber se a perda óssea persiste
muito tempo após o voo espacial.
Para ajudar a mitigar problemas ósseos e musculares, os astronautas seguem uma dieta especial e fazem cerca de 2 horas
e meia de exercícios diariamente, em média. Eles podem usar uma esteira ou uma bicicleta ergométrica, mas também têm um
Dispositivo Avançado de Exercício Resistivo especial que imita o levantamento de peso na Terra.
Disponível em: https://www.cnnbrasil.com.br/tecnologia/entenda-o-que-muda-no-corpo-dos-astronautas-que-ficam-muito-tempo-no-espaco/.
Acesso em: 18. mar. 2025.
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FÓSSEIS DESCOBERTOS NA CHINA PODEM REESCREVER A HISTÓRIA HUMANA; ENTENDA
Arqueologistas encontraram restos de hominídeos arcaicos que viveram entre 300 mil e 100 mil anos atrás.
Um conjunto de fósseis com características humanas encontrado na China tem intrigado cientistas há décadas, desafiando
explicações ou categorizações.
Os fragmentos de crânio, dentes, mandíbulas e outros restos descobertos em diferentes locais do país são claramente vestígios
de hominídeos arcaicos — nome formal para espécies da linhagem humana — que viveram entre 300 mil e 100 mil anos atrás.
Christopher Bae, professor do departamento de antropologia da Universidade do Havaí em Manoa, que esteve baseado em
Pequim por muitos anos, está entre os cientistas que revisitam esses intrigantes fósseis com um novo olhar.
Ele e sua colega Wu Xiujie, professora sênior do Instituto de Paleontologia e Paleoantropologia de Vertebrados em Pequim,
agora sugerem que pode ser hora de reconhecer formalmente um hominídeo antigo anteriormente desconhecido, e propuseram o
reconhecimento oficial de uma nova espécie para a ciência. (IT)
A característica mais marcante deste ancestral humano anteriormente desconhecido? Um cérebro extremamente grande, maior
que o de nossa espécie, Homo sapiens, o único hominídeo sobrevivente. A característica se reflete no nome proposto para a
espécie, revelado por Bae e Wu em um artigo de novembro publicado na revista científica Nature Communications: Homo juluensis,
uma referência a “ju lu”, que significa cabeça grande em chinês.
“Seus crânios são realmente muito, muito grandes, você sabe, a capacidade craniana estimada é de 1.700, 1.800 centímetros
cúbicos”, disse Bae. “Temos uma capacidade mínima de cerca de 1.350 cc, em média, somos cerca de 1.450 cc. Não é uma ordem
de magnitude maior, mas é muito mais robusto”.
A proposta está gerando controvérsia entre paleoantropólogos, e alguns cientistas discordam sobre se o novo agrupamento
se eleva ao nível de uma nova espécie. Mas, se a análise de Bae e Wu estiver correta, esses fósseis podem conter a chave para
resolver um dos maiores mistérios da evolução humana: um quebra-cabeça que começou com a descoberta de um osso de dedo
mindinho na Caverna Denisova, nas Montanhas Altai, no sul da Sibéria.
A análise de DNA desse pequeno fóssil levou à descoberta em 2010 de que ele representava uma população humana antiga
distinta, que os cientistas chamaram de denisovanos. Muitas pessoas vivas hoje carregam traços do DNA denisovano, mas — como
os fósseis desses ancestrais extintos ainda são poucos — os especialistas em origens humanas ainda não sabem exatamente
como eles eram, onde viviam ou por que desapareceram.
Os restos chineses difíceis de classificar incluem 21 fósseis encontrados na década de 1970 no sítio de Xujiayao (Houjiayao),
localizado na fronteira das províncias de Shanxi e Hebei, no norte da China. Os espécimes representam 16 indivíduos que viveram
entre 200 mil e 160 mil anos atrás.
Muitos desses fósseis haviam sido negligenciados porque, quando foram descobertos pela primeira vez nas décadas de 1970
e 1980, as crenças comuns sobre as origens humanas eram vastamente diferentes das teorias atuais.
Na época, muitos paleoantropólogos pensavam que as populações humanas atuais evoluíram regionalmente de hominídeos
arcaicos como o Homo erectus, que deixou a África há cerca de 2 milhões de anos. Com efeito, esse modelo científico conhecido
como multirregionalismo, agora amplamente rejeitado, sugeria que havia apenas uma espécie de hominídeo que evoluiu ao longo
do tempo para se tornar Homo sapiens.
Nesse cenário, os fósseis de Xujiayao e outros com características incomuns descobertos na China foram classificados como
intermediários entre hominídeos mais primitivos, como o Homo erectus, e os mais modernos. O modelo científico multirregional, que
sugeria raízes ancestrais distintas para o povo chinês, alinhava-se com sentimentos nacionalistas e já foi particularmente enraizado
entre acadêmicos chineses (...).
“Os Denisovanos não têm um nome taxonômico formal intencionalmente porque há uma falta de material comparativo para
nomear uma nova espécie”, explicou McCrae. “Isso é bom por um lado porque dá tempo ao campo para descobrir mais evidências
fósseis dos Denisovanos antes de nomear uma nova espécie, mas é ruim por outro lado porque deixa esses importantes fósseis
‘disponíveis’ para que pessoas atribuam prematuramente um nome taxonômico.”
Existe esperança entre alguns paleoantropólogos de que, quando os Denisovanos receberem um nome formal de espécie,
“ele reflita o local tipo da Caverna Denisova e o agora ubíquo nome coloquial ‘Denisovanos’”, disse McCrae, admitindo que “não há
garantia de que isso acontecerá.”
O período está repleto de hominídeos fósseis que morfologicamente são “um tanto confusos”, acrescentou ele. Alguns parecem
distintos, mas alguns têm características Neandertais, e outros têm características do Homo sapiens, e muitos têm ambas, disse
McCrae.
“Dividir prematuramente os fósseis em espécies poderia obscurecer a verdadeira história do que está acontecendo no mundo
neste momento, e é, de uma perspectiva logística, muito difícil voltar atrás em uma decisão uma vez que os nomes das espécies
são divulgados, independentemente de haver bom suporte para isso ou não”, disse ele.
Disponível em: https://www.cnnbrasil.com.br/tecnologia/fosseis-descobertos-na-china-podem-reescrever-a-historia-humana-entenda/.
Acesso em: 14 fev. 2025.
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FÓSSEIS DESCOBERTOS NA CHINA PODEM REESCREVER A HISTÓRIA HUMANA; ENTENDA
Arqueologistas encontraram restos de hominídeos arcaicos que viveram entre 300 mil e 100 mil anos atrás.
Um conjunto de fósseis com características humanas encontrado na China tem intrigado cientistas há décadas, desafiando
explicações ou categorizações.
Os fragmentos de crânio, dentes, mandíbulas e outros restos descobertos em diferentes locais do país são claramente vestígios
de hominídeos arcaicos — nome formal para espécies da linhagem humana — que viveram entre 300 mil e 100 mil anos atrás.
Christopher Bae, professor do departamento de antropologia da Universidade do Havaí em Manoa, que esteve baseado em
Pequim por muitos anos, está entre os cientistas que revisitam esses intrigantes fósseis com um novo olhar.
Ele e sua colega Wu Xiujie, professora sênior do Instituto de Paleontologia e Paleoantropologia de Vertebrados em Pequim,
agora sugerem que pode ser hora de reconhecer formalmente um hominídeo antigo anteriormente desconhecido, e propuseram o
reconhecimento oficial de uma nova espécie para a ciência. (IT)
A característica mais marcante deste ancestral humano anteriormente desconhecido? Um cérebro extremamente grande, maior
que o de nossa espécie, Homo sapiens, o único hominídeo sobrevivente. A característica se reflete no nome proposto para a
espécie, revelado por Bae e Wu em um artigo de novembro publicado na revista científica Nature Communications: Homo juluensis,
uma referência a “ju lu”, que significa cabeça grande em chinês.
“Seus crânios são realmente muito, muito grandes, você sabe, a capacidade craniana estimada é de 1.700, 1.800 centímetros
cúbicos”, disse Bae. “Temos uma capacidade mínima de cerca de 1.350 cc, em média, somos cerca de 1.450 cc. Não é uma ordem
de magnitude maior, mas é muito mais robusto”.
A proposta está gerando controvérsia entre paleoantropólogos, e alguns cientistas discordam sobre se o novo agrupamento
se eleva ao nível de uma nova espécie. Mas, se a análise de Bae e Wu estiver correta, esses fósseis podem conter a chave para
resolver um dos maiores mistérios da evolução humana: um quebra-cabeça que começou com a descoberta de um osso de dedo
mindinho na Caverna Denisova, nas Montanhas Altai, no sul da Sibéria.
A análise de DNA desse pequeno fóssil levou à descoberta em 2010 de que ele representava uma população humana antiga
distinta, que os cientistas chamaram de denisovanos. Muitas pessoas vivas hoje carregam traços do DNA denisovano, mas — como
os fósseis desses ancestrais extintos ainda são poucos — os especialistas em origens humanas ainda não sabem exatamente
como eles eram, onde viviam ou por que desapareceram.
Os restos chineses difíceis de classificar incluem 21 fósseis encontrados na década de 1970 no sítio de Xujiayao (Houjiayao),
localizado na fronteira das províncias de Shanxi e Hebei, no norte da China. Os espécimes representam 16 indivíduos que viveram
entre 200 mil e 160 mil anos atrás.
Muitos desses fósseis haviam sido negligenciados porque, quando foram descobertos pela primeira vez nas décadas de 1970
e 1980, as crenças comuns sobre as origens humanas eram vastamente diferentes das teorias atuais.
Na época, muitos paleoantropólogos pensavam que as populações humanas atuais evoluíram regionalmente de hominídeos
arcaicos como o Homo erectus, que deixou a África há cerca de 2 milhões de anos. Com efeito, esse modelo científico conhecido
como multirregionalismo, agora amplamente rejeitado, sugeria que havia apenas uma espécie de hominídeo que evoluiu ao longo
do tempo para se tornar Homo sapiens.
Nesse cenário, os fósseis de Xujiayao e outros com características incomuns descobertos na China foram classificados como
intermediários entre hominídeos mais primitivos, como o Homo erectus, e os mais modernos. O modelo científico multirregional, que
sugeria raízes ancestrais distintas para o povo chinês, alinhava-se com sentimentos nacionalistas e já foi particularmente enraizado
entre acadêmicos chineses (...).
“Os Denisovanos não têm um nome taxonômico formal intencionalmente porque há uma falta de material comparativo para
nomear uma nova espécie”, explicou McCrae. “Isso é bom por um lado porque dá tempo ao campo para descobrir mais evidências
fósseis dos Denisovanos antes de nomear uma nova espécie, mas é ruim por outro lado porque deixa esses importantes fósseis
‘disponíveis’ para que pessoas atribuam prematuramente um nome taxonômico.”
Existe esperança entre alguns paleoantropólogos de que, quando os Denisovanos receberem um nome formal de espécie,
“ele reflita o local tipo da Caverna Denisova e o agora ubíquo nome coloquial ‘Denisovanos’”, disse McCrae, admitindo que “não há
garantia de que isso acontecerá.”
O período está repleto de hominídeos fósseis que morfologicamente são “um tanto confusos”, acrescentou ele. Alguns parecem
distintos, mas alguns têm características Neandertais, e outros têm características do Homo sapiens, e muitos têm ambas, disse
McCrae.
“Dividir prematuramente os fósseis em espécies poderia obscurecer a verdadeira história do que está acontecendo no mundo
neste momento, e é, de uma perspectiva logística, muito difícil voltar atrás em uma decisão uma vez que os nomes das espécies
são divulgados, independentemente de haver bom suporte para isso ou não”, disse ele.
Disponível em: https://www.cnnbrasil.com.br/tecnologia/fosseis-descobertos-na-china-podem-reescrever-a-historia-humana-entenda/.
Acesso em: 14 fev. 2025.
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FÓSSEIS DESCOBERTOS NA CHINA PODEM REESCREVER A HISTÓRIA HUMANA; ENTENDA
Arqueologistas encontraram restos de hominídeos arcaicos que viveram entre 300 mil e 100 mil anos atrás.
Um conjunto de fósseis com características humanas encontrado na China tem intrigado cientistas há décadas, desafiando
explicações ou categorizações.
Os fragmentos de crânio, dentes, mandíbulas e outros restos descobertos em diferentes locais do país são claramente vestígios
de hominídeos arcaicos — nome formal para espécies da linhagem humana — que viveram entre 300 mil e 100 mil anos atrás.
Christopher Bae, professor do departamento de antropologia da Universidade do Havaí em Manoa, que esteve baseado em
Pequim por muitos anos, está entre os cientistas que revisitam esses intrigantes fósseis com um novo olhar.
Ele e sua colega Wu Xiujie, professora sênior do Instituto de Paleontologia e Paleoantropologia de Vertebrados em Pequim,
agora sugerem que pode ser hora de reconhecer formalmente um hominídeo antigo anteriormente desconhecido, e propuseram o
reconhecimento oficial de uma nova espécie para a ciência. (IT)
A característica mais marcante deste ancestral humano anteriormente desconhecido? Um cérebro extremamente grande, maior
que o de nossa espécie, Homo sapiens, o único hominídeo sobrevivente. A característica se reflete no nome proposto para a
espécie, revelado por Bae e Wu em um artigo de novembro publicado na revista científica Nature Communications: Homo juluensis,
uma referência a “ju lu”, que significa cabeça grande em chinês.
“Seus crânios são realmente muito, muito grandes, você sabe, a capacidade craniana estimada é de 1.700, 1.800 centímetros
cúbicos”, disse Bae. “Temos uma capacidade mínima de cerca de 1.350 cc, em média, somos cerca de 1.450 cc. Não é uma ordem
de magnitude maior, mas é muito mais robusto”.
A proposta está gerando controvérsia entre paleoantropólogos, e alguns cientistas discordam sobre se o novo agrupamento
se eleva ao nível de uma nova espécie. Mas, se a análise de Bae e Wu estiver correta, esses fósseis podem conter a chave para
resolver um dos maiores mistérios da evolução humana: um quebra-cabeça que começou com a descoberta de um osso de dedo
mindinho na Caverna Denisova, nas Montanhas Altai, no sul da Sibéria.
A análise de DNA desse pequeno fóssil levou à descoberta em 2010 de que ele representava uma população humana antiga
distinta, que os cientistas chamaram de denisovanos. Muitas pessoas vivas hoje carregam traços do DNA denisovano, mas — como
os fósseis desses ancestrais extintos ainda são poucos — os especialistas em origens humanas ainda não sabem exatamente
como eles eram, onde viviam ou por que desapareceram.
Os restos chineses difíceis de classificar incluem 21 fósseis encontrados na década de 1970 no sítio de Xujiayao (Houjiayao),
localizado na fronteira das províncias de Shanxi e Hebei, no norte da China. Os espécimes representam 16 indivíduos que viveram
entre 200 mil e 160 mil anos atrás.
Muitos desses fósseis haviam sido negligenciados porque, quando foram descobertos pela primeira vez nas décadas de 1970
e 1980, as crenças comuns sobre as origens humanas eram vastamente diferentes das teorias atuais.
Na época, muitos paleoantropólogos pensavam que as populações humanas atuais evoluíram regionalmente de hominídeos
arcaicos como o Homo erectus, que deixou a África há cerca de 2 milhões de anos. Com efeito, esse modelo científico conhecido
como multirregionalismo, agora amplamente rejeitado, sugeria que havia apenas uma espécie de hominídeo que evoluiu ao longo
do tempo para se tornar Homo sapiens.
Nesse cenário, os fósseis de Xujiayao e outros com características incomuns descobertos na China foram classificados como
intermediários entre hominídeos mais primitivos, como o Homo erectus, e os mais modernos. O modelo científico multirregional, que
sugeria raízes ancestrais distintas para o povo chinês, alinhava-se com sentimentos nacionalistas e já foi particularmente enraizado
entre acadêmicos chineses (...).
“Os Denisovanos não têm um nome taxonômico formal intencionalmente porque há uma falta de material comparativo para
nomear uma nova espécie”, explicou McCrae. “Isso é bom por um lado porque dá tempo ao campo para descobrir mais evidências
fósseis dos Denisovanos antes de nomear uma nova espécie, mas é ruim por outro lado porque deixa esses importantes fósseis
‘disponíveis’ para que pessoas atribuam prematuramente um nome taxonômico.”
Existe esperança entre alguns paleoantropólogos de que, quando os Denisovanos receberem um nome formal de espécie,
“ele reflita o local tipo da Caverna Denisova e o agora ubíquo nome coloquial ‘Denisovanos’”, disse McCrae, admitindo que “não há
garantia de que isso acontecerá.”
O período está repleto de hominídeos fósseis que morfologicamente são “um tanto confusos”, acrescentou ele. Alguns parecem
distintos, mas alguns têm características Neandertais, e outros têm características do Homo sapiens, e muitos têm ambas, disse
McCrae.
“Dividir prematuramente os fósseis em espécies poderia obscurecer a verdadeira história do que está acontecendo no mundo
neste momento, e é, de uma perspectiva logística, muito difícil voltar atrás em uma decisão uma vez que os nomes das espécies
são divulgados, independentemente de haver bom suporte para isso ou não”, disse ele.
Disponível em: https://www.cnnbrasil.com.br/tecnologia/fosseis-descobertos-na-china-podem-reescrever-a-historia-humana-entenda/.
Acesso em: 14 fev. 2025.
Considere o trecho extraído do texto, caso trocássemos o nome do professor Christopher Bae pelo da sua colega, “Wu Xiujie”. Identifique qual das seguintes opções apresenta a adaptação com a concordância nominal correta.
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FÓSSEIS DESCOBERTOS NA CHINA PODEM REESCREVER A HISTÓRIA HUMANA; ENTENDA
Arqueologistas encontraram restos de hominídeos arcaicos que viveram entre 300 mil e 100 mil anos atrás.
Um conjunto de fósseis com características humanas encontrado na China tem intrigado cientistas há décadas, desafiando
explicações ou categorizações.
Os fragmentos de crânio, dentes, mandíbulas e outros restos descobertos em diferentes locais do país são claramente vestígios
de hominídeos arcaicos — nome formal para espécies da linhagem humana — que viveram entre 300 mil e 100 mil anos atrás.
Christopher Bae, professor do departamento de antropologia da Universidade do Havaí em Manoa, que esteve baseado em
Pequim por muitos anos, está entre os cientistas que revisitam esses intrigantes fósseis com um novo olhar.
Ele e sua colega Wu Xiujie, professora sênior do Instituto de Paleontologia e Paleoantropologia de Vertebrados em Pequim,
agora sugerem que pode ser hora de reconhecer formalmente um hominídeo antigo anteriormente desconhecido, e propuseram o
reconhecimento oficial de uma nova espécie para a ciência. (IT)
A característica mais marcante deste ancestral humano anteriormente desconhecido? Um cérebro extremamente grande, maior
que o de nossa espécie, Homo sapiens, o único hominídeo sobrevivente. A característica se reflete no nome proposto para a
espécie, revelado por Bae e Wu em um artigo de novembro publicado na revista científica Nature Communications: Homo juluensis,
uma referência a “ju lu”, que significa cabeça grande em chinês.
“Seus crânios são realmente muito, muito grandes, você sabe, a capacidade craniana estimada é de 1.700, 1.800 centímetros
cúbicos”, disse Bae. “Temos uma capacidade mínima de cerca de 1.350 cc, em média, somos cerca de 1.450 cc. Não é uma ordem
de magnitude maior, mas é muito mais robusto”.
A proposta está gerando controvérsia entre paleoantropólogos, e alguns cientistas discordam sobre se o novo agrupamento
se eleva ao nível de uma nova espécie. Mas, se a análise de Bae e Wu estiver correta, esses fósseis podem conter a chave para
resolver um dos maiores mistérios da evolução humana: um quebra-cabeça que começou com a descoberta de um osso de dedo
mindinho na Caverna Denisova, nas Montanhas Altai, no sul da Sibéria.
A análise de DNA desse pequeno fóssil levou à descoberta em 2010 de que ele representava uma população humana antiga
distinta, que os cientistas chamaram de denisovanos. Muitas pessoas vivas hoje carregam traços do DNA denisovano, mas — como
os fósseis desses ancestrais extintos ainda são poucos — os especialistas em origens humanas ainda não sabem exatamente
como eles eram, onde viviam ou por que desapareceram.
Os restos chineses difíceis de classificar incluem 21 fósseis encontrados na década de 1970 no sítio de Xujiayao (Houjiayao),
localizado na fronteira das províncias de Shanxi e Hebei, no norte da China. Os espécimes representam 16 indivíduos que viveram
entre 200 mil e 160 mil anos atrás.
Muitos desses fósseis haviam sido negligenciados porque, quando foram descobertos pela primeira vez nas décadas de 1970
e 1980, as crenças comuns sobre as origens humanas eram vastamente diferentes das teorias atuais.
Na época, muitos paleoantropólogos pensavam que as populações humanas atuais evoluíram regionalmente de hominídeos
arcaicos como o Homo erectus, que deixou a África há cerca de 2 milhões de anos. Com efeito, esse modelo científico conhecido
como multirregionalismo, agora amplamente rejeitado, sugeria que havia apenas uma espécie de hominídeo que evoluiu ao longo
do tempo para se tornar Homo sapiens.
Nesse cenário, os fósseis de Xujiayao e outros com características incomuns descobertos na China foram classificados como
intermediários entre hominídeos mais primitivos, como o Homo erectus, e os mais modernos. O modelo científico multirregional, que
sugeria raízes ancestrais distintas para o povo chinês, alinhava-se com sentimentos nacionalistas e já foi particularmente enraizado
entre acadêmicos chineses (...).
“Os Denisovanos não têm um nome taxonômico formal intencionalmente porque há uma falta de material comparativo para
nomear uma nova espécie”, explicou McCrae. “Isso é bom por um lado porque dá tempo ao campo para descobrir mais evidências
fósseis dos Denisovanos antes de nomear uma nova espécie, mas é ruim por outro lado porque deixa esses importantes fósseis
‘disponíveis’ para que pessoas atribuam prematuramente um nome taxonômico.”
Existe esperança entre alguns paleoantropólogos de que, quando os Denisovanos receberem um nome formal de espécie,
“ele reflita o local tipo da Caverna Denisova e o agora ubíquo nome coloquial ‘Denisovanos’”, disse McCrae, admitindo que “não há
garantia de que isso acontecerá.”
O período está repleto de hominídeos fósseis que morfologicamente são “um tanto confusos”, acrescentou ele. Alguns parecem
distintos, mas alguns têm características Neandertais, e outros têm características do Homo sapiens, e muitos têm ambas, disse
McCrae.
“Dividir prematuramente os fósseis em espécies poderia obscurecer a verdadeira história do que está acontecendo no mundo
neste momento, e é, de uma perspectiva logística, muito difícil voltar atrás em uma decisão uma vez que os nomes das espécies
são divulgados, independentemente de haver bom suporte para isso ou não”, disse ele.
Disponível em: https://www.cnnbrasil.com.br/tecnologia/fosseis-descobertos-na-china-podem-reescrever-a-historia-humana-entenda/.
Acesso em: 14 fev. 2025.
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Questão presente nas seguintes provas
FÓSSEIS DESCOBERTOS NA CHINA PODEM REESCREVER A HISTÓRIA HUMANA; ENTENDA
Arqueologistas encontraram restos de hominídeos arcaicos que viveram entre 300 mil e 100 mil anos atrás.
Um conjunto de fósseis com características humanas encontrado na China tem intrigado cientistas há décadas, desafiando
explicações ou categorizações.
Os fragmentos de crânio, dentes, mandíbulas e outros restos descobertos em diferentes locais do país são claramente vestígios
de hominídeos arcaicos — nome formal para espécies da linhagem humana — que viveram entre 300 mil e 100 mil anos atrás.
Christopher Bae, professor do departamento de antropologia da Universidade do Havaí em Manoa, que esteve baseado em
Pequim por muitos anos, está entre os cientistas que revisitam esses intrigantes fósseis com um novo olhar.
Ele e sua colega Wu Xiujie, professora sênior do Instituto de Paleontologia e Paleoantropologia de Vertebrados em Pequim,
agora sugerem que pode ser hora de reconhecer formalmente um hominídeo antigo anteriormente desconhecido, e propuseram o
reconhecimento oficial de uma nova espécie para a ciência. (IT)
A característica mais marcante deste ancestral humano anteriormente desconhecido? Um cérebro extremamente grande, maior
que o de nossa espécie, Homo sapiens, o único hominídeo sobrevivente. A característica se reflete no nome proposto para a
espécie, revelado por Bae e Wu em um artigo de novembro publicado na revista científica Nature Communications: Homo juluensis,
uma referência a “ju lu”, que significa cabeça grande em chinês.
“Seus crânios são realmente muito, muito grandes, você sabe, a capacidade craniana estimada é de 1.700, 1.800 centímetros
cúbicos”, disse Bae. “Temos uma capacidade mínima de cerca de 1.350 cc, em média, somos cerca de 1.450 cc. Não é uma ordem
de magnitude maior, mas é muito mais robusto”.
A proposta está gerando controvérsia entre paleoantropólogos, e alguns cientistas discordam sobre se o novo agrupamento
se eleva ao nível de uma nova espécie. Mas, se a análise de Bae e Wu estiver correta, esses fósseis podem conter a chave para
resolver um dos maiores mistérios da evolução humana: um quebra-cabeça que começou com a descoberta de um osso de dedo
mindinho na Caverna Denisova, nas Montanhas Altai, no sul da Sibéria.
A análise de DNA desse pequeno fóssil levou à descoberta em 2010 de que ele representava uma população humana antiga
distinta, que os cientistas chamaram de denisovanos. Muitas pessoas vivas hoje carregam traços do DNA denisovano, mas — como
os fósseis desses ancestrais extintos ainda são poucos — os especialistas em origens humanas ainda não sabem exatamente
como eles eram, onde viviam ou por que desapareceram.
Os restos chineses difíceis de classificar incluem 21 fósseis encontrados na década de 1970 no sítio de Xujiayao (Houjiayao),
localizado na fronteira das províncias de Shanxi e Hebei, no norte da China. Os espécimes representam 16 indivíduos que viveram
entre 200 mil e 160 mil anos atrás.
Muitos desses fósseis haviam sido negligenciados porque, quando foram descobertos pela primeira vez nas décadas de 1970
e 1980, as crenças comuns sobre as origens humanas eram vastamente diferentes das teorias atuais.
Na época, muitos paleoantropólogos pensavam que as populações humanas atuais evoluíram regionalmente de hominídeos
arcaicos como o Homo erectus, que deixou a África há cerca de 2 milhões de anos. Com efeito, esse modelo científico conhecido
como multirregionalismo, agora amplamente rejeitado, sugeria que havia apenas uma espécie de hominídeo que evoluiu ao longo
do tempo para se tornar Homo sapiens.
Nesse cenário, os fósseis de Xujiayao e outros com características incomuns descobertos na China foram classificados como
intermediários entre hominídeos mais primitivos, como o Homo erectus, e os mais modernos. O modelo científico multirregional, que
sugeria raízes ancestrais distintas para o povo chinês, alinhava-se com sentimentos nacionalistas e já foi particularmente enraizado
entre acadêmicos chineses (...).
“Os Denisovanos não têm um nome taxonômico formal intencionalmente porque há uma falta de material comparativo para
nomear uma nova espécie”, explicou McCrae. “Isso é bom por um lado porque dá tempo ao campo para descobrir mais evidências
fósseis dos Denisovanos antes de nomear uma nova espécie, mas é ruim por outro lado porque deixa esses importantes fósseis
‘disponíveis’ para que pessoas atribuam prematuramente um nome taxonômico.”
Existe esperança entre alguns paleoantropólogos de que, quando os Denisovanos receberem um nome formal de espécie,
“ele reflita o local tipo da Caverna Denisova e o agora ubíquo nome coloquial ‘Denisovanos’”, disse McCrae, admitindo que “não há
garantia de que isso acontecerá.”
O período está repleto de hominídeos fósseis que morfologicamente são “um tanto confusos”, acrescentou ele. Alguns parecem
distintos, mas alguns têm características Neandertais, e outros têm características do Homo sapiens, e muitos têm ambas, disse
McCrae.
“Dividir prematuramente os fósseis em espécies poderia obscurecer a verdadeira história do que está acontecendo no mundo
neste momento, e é, de uma perspectiva logística, muito difícil voltar atrás em uma decisão uma vez que os nomes das espécies
são divulgados, independentemente de haver bom suporte para isso ou não”, disse ele.
Disponível em: https://www.cnnbrasil.com.br/tecnologia/fosseis-descobertos-na-china-podem-reescrever-a-historia-humana-entenda/.
Acesso em: 14 fev. 2025.
Provas
Questão presente nas seguintes provas
FÓSSEIS DESCOBERTOS NA CHINA PODEM REESCREVER A HISTÓRIA HUMANA; ENTENDA
Arqueologistas encontraram restos de hominídeos arcaicos que viveram entre 300 mil e 100 mil anos atrás.
Um conjunto de fósseis com características humanas encontrado na China tem intrigado cientistas há décadas, desafiando
explicações ou categorizações.
Os fragmentos de crânio, dentes, mandíbulas e outros restos descobertos em diferentes locais do país são claramente vestígios
de hominídeos arcaicos — nome formal para espécies da linhagem humana — que viveram entre 300 mil e 100 mil anos atrás.
Christopher Bae, professor do departamento de antropologia da Universidade do Havaí em Manoa, que esteve baseado em
Pequim por muitos anos, está entre os cientistas que revisitam esses intrigantes fósseis com um novo olhar.
Ele e sua colega Wu Xiujie, professora sênior do Instituto de Paleontologia e Paleoantropologia de Vertebrados em Pequim,
agora sugerem que pode ser hora de reconhecer formalmente um hominídeo antigo anteriormente desconhecido, e propuseram o
reconhecimento oficial de uma nova espécie para a ciência. (IT)
A característica mais marcante deste ancestral humano anteriormente desconhecido? Um cérebro extremamente grande, maior
que o de nossa espécie, Homo sapiens, o único hominídeo sobrevivente. A característica se reflete no nome proposto para a
espécie, revelado por Bae e Wu em um artigo de novembro publicado na revista científica Nature Communications: Homo juluensis,
uma referência a “ju lu”, que significa cabeça grande em chinês.
“Seus crânios são realmente muito, muito grandes, você sabe, a capacidade craniana estimada é de 1.700, 1.800 centímetros
cúbicos”, disse Bae. “Temos uma capacidade mínima de cerca de 1.350 cc, em média, somos cerca de 1.450 cc. Não é uma ordem
de magnitude maior, mas é muito mais robusto”.
A proposta está gerando controvérsia entre paleoantropólogos, e alguns cientistas discordam sobre se o novo agrupamento
se eleva ao nível de uma nova espécie. Mas, se a análise de Bae e Wu estiver correta, esses fósseis podem conter a chave para
resolver um dos maiores mistérios da evolução humana: um quebra-cabeça que começou com a descoberta de um osso de dedo
mindinho na Caverna Denisova, nas Montanhas Altai, no sul da Sibéria.
A análise de DNA desse pequeno fóssil levou à descoberta em 2010 de que ele representava uma população humana antiga
distinta, que os cientistas chamaram de denisovanos. Muitas pessoas vivas hoje carregam traços do DNA denisovano, mas — como
os fósseis desses ancestrais extintos ainda são poucos — os especialistas em origens humanas ainda não sabem exatamente
como eles eram, onde viviam ou por que desapareceram.
Os restos chineses difíceis de classificar incluem 21 fósseis encontrados na década de 1970 no sítio de Xujiayao (Houjiayao),
localizado na fronteira das províncias de Shanxi e Hebei, no norte da China. Os espécimes representam 16 indivíduos que viveram
entre 200 mil e 160 mil anos atrás.
Muitos desses fósseis haviam sido negligenciados porque, quando foram descobertos pela primeira vez nas décadas de 1970
e 1980, as crenças comuns sobre as origens humanas eram vastamente diferentes das teorias atuais.
Na época, muitos paleoantropólogos pensavam que as populações humanas atuais evoluíram regionalmente de hominídeos
arcaicos como o Homo erectus, que deixou a África há cerca de 2 milhões de anos. Com efeito, esse modelo científico conhecido
como multirregionalismo, agora amplamente rejeitado, sugeria que havia apenas uma espécie de hominídeo que evoluiu ao longo
do tempo para se tornar Homo sapiens.
Nesse cenário, os fósseis de Xujiayao e outros com características incomuns descobertos na China foram classificados como
intermediários entre hominídeos mais primitivos, como o Homo erectus, e os mais modernos. O modelo científico multirregional, que
sugeria raízes ancestrais distintas para o povo chinês, alinhava-se com sentimentos nacionalistas e já foi particularmente enraizado
entre acadêmicos chineses (...).
“Os Denisovanos não têm um nome taxonômico formal intencionalmente porque há uma falta de material comparativo para
nomear uma nova espécie”, explicou McCrae. “Isso é bom por um lado porque dá tempo ao campo para descobrir mais evidências
fósseis dos Denisovanos antes de nomear uma nova espécie, mas é ruim por outro lado porque deixa esses importantes fósseis
‘disponíveis’ para que pessoas atribuam prematuramente um nome taxonômico.”
Existe esperança entre alguns paleoantropólogos de que, quando os Denisovanos receberem um nome formal de espécie,
“ele reflita o local tipo da Caverna Denisova e o agora ubíquo nome coloquial ‘Denisovanos’”, disse McCrae, admitindo que “não há
garantia de que isso acontecerá.”
O período está repleto de hominídeos fósseis que morfologicamente são “um tanto confusos”, acrescentou ele. Alguns parecem
distintos, mas alguns têm características Neandertais, e outros têm características do Homo sapiens, e muitos têm ambas, disse
McCrae.
“Dividir prematuramente os fósseis em espécies poderia obscurecer a verdadeira história do que está acontecendo no mundo
neste momento, e é, de uma perspectiva logística, muito difícil voltar atrás em uma decisão uma vez que os nomes das espécies
são divulgados, independentemente de haver bom suporte para isso ou não”, disse ele.
Disponível em: https://www.cnnbrasil.com.br/tecnologia/fosseis-descobertos-na-china-podem-reescrever-a-historia-humana-entenda/.
Acesso em: 14 fev. 2025.
Provas
Questão presente nas seguintes provas
FÓSSEIS DESCOBERTOS NA CHINA PODEM REESCREVER A HISTÓRIA HUMANA; ENTENDA
Arqueologistas encontraram restos de hominídeos arcaicos que viveram entre 300 mil e 100 mil anos atrás.
Um conjunto de fósseis com características humanas encontrado na China tem intrigado cientistas há décadas, desafiando
explicações ou categorizações.
Os fragmentos de crânio, dentes, mandíbulas e outros restos descobertos em diferentes locais do país são claramente vestígios
de hominídeos arcaicos — nome formal para espécies da linhagem humana — que viveram entre 300 mil e 100 mil anos atrás.
Christopher Bae, professor do departamento de antropologia da Universidade do Havaí em Manoa, que esteve baseado em
Pequim por muitos anos, está entre os cientistas que revisitam esses intrigantes fósseis com um novo olhar.
Ele e sua colega Wu Xiujie, professora sênior do Instituto de Paleontologia e Paleoantropologia de Vertebrados em Pequim,
agora sugerem que pode ser hora de reconhecer formalmente um hominídeo antigo anteriormente desconhecido, e propuseram o
reconhecimento oficial de uma nova espécie para a ciência. (IT)
A característica mais marcante deste ancestral humano anteriormente desconhecido? Um cérebro extremamente grande, maior
que o de nossa espécie, Homo sapiens, o único hominídeo sobrevivente. A característica se reflete no nome proposto para a
espécie, revelado por Bae e Wu em um artigo de novembro publicado na revista científica Nature Communications: Homo juluensis,
uma referência a “ju lu”, que significa cabeça grande em chinês.
“Seus crânios são realmente muito, muito grandes, você sabe, a capacidade craniana estimada é de 1.700, 1.800 centímetros
cúbicos”, disse Bae. “Temos uma capacidade mínima de cerca de 1.350 cc, em média, somos cerca de 1.450 cc. Não é uma ordem
de magnitude maior, mas é muito mais robusto”.
A proposta está gerando controvérsia entre paleoantropólogos, e alguns cientistas discordam sobre se o novo agrupamento
se eleva ao nível de uma nova espécie. Mas, se a análise de Bae e Wu estiver correta, esses fósseis podem conter a chave para
resolver um dos maiores mistérios da evolução humana: um quebra-cabeça que começou com a descoberta de um osso de dedo
mindinho na Caverna Denisova, nas Montanhas Altai, no sul da Sibéria.
A análise de DNA desse pequeno fóssil levou à descoberta em 2010 de que ele representava uma população humana antiga
distinta, que os cientistas chamaram de denisovanos. Muitas pessoas vivas hoje carregam traços do DNA denisovano, mas — como
os fósseis desses ancestrais extintos ainda são poucos — os especialistas em origens humanas ainda não sabem exatamente
como eles eram, onde viviam ou por que desapareceram.
Os restos chineses difíceis de classificar incluem 21 fósseis encontrados na década de 1970 no sítio de Xujiayao (Houjiayao),
localizado na fronteira das províncias de Shanxi e Hebei, no norte da China. Os espécimes representam 16 indivíduos que viveram
entre 200 mil e 160 mil anos atrás.
Muitos desses fósseis haviam sido negligenciados porque, quando foram descobertos pela primeira vez nas décadas de 1970
e 1980, as crenças comuns sobre as origens humanas eram vastamente diferentes das teorias atuais.
Na época, muitos paleoantropólogos pensavam que as populações humanas atuais evoluíram regionalmente de hominídeos
arcaicos como o Homo erectus, que deixou a África há cerca de 2 milhões de anos. Com efeito, esse modelo científico conhecido
como multirregionalismo, agora amplamente rejeitado, sugeria que havia apenas uma espécie de hominídeo que evoluiu ao longo
do tempo para se tornar Homo sapiens.
Nesse cenário, os fósseis de Xujiayao e outros com características incomuns descobertos na China foram classificados como
intermediários entre hominídeos mais primitivos, como o Homo erectus, e os mais modernos. O modelo científico multirregional, que
sugeria raízes ancestrais distintas para o povo chinês, alinhava-se com sentimentos nacionalistas e já foi particularmente enraizado
entre acadêmicos chineses (...).
“Os Denisovanos não têm um nome taxonômico formal intencionalmente porque há uma falta de material comparativo para
nomear uma nova espécie”, explicou McCrae. “Isso é bom por um lado porque dá tempo ao campo para descobrir mais evidências
fósseis dos Denisovanos antes de nomear uma nova espécie, mas é ruim por outro lado porque deixa esses importantes fósseis
‘disponíveis’ para que pessoas atribuam prematuramente um nome taxonômico.”
Existe esperança entre alguns paleoantropólogos de que, quando os Denisovanos receberem um nome formal de espécie,
“ele reflita o local tipo da Caverna Denisova e o agora ubíquo nome coloquial ‘Denisovanos’”, disse McCrae, admitindo que “não há
garantia de que isso acontecerá.”
O período está repleto de hominídeos fósseis que morfologicamente são “um tanto confusos”, acrescentou ele. Alguns parecem
distintos, mas alguns têm características Neandertais, e outros têm características do Homo sapiens, e muitos têm ambas, disse
McCrae.
“Dividir prematuramente os fósseis em espécies poderia obscurecer a verdadeira história do que está acontecendo no mundo
neste momento, e é, de uma perspectiva logística, muito difícil voltar atrás em uma decisão uma vez que os nomes das espécies
são divulgados, independentemente de haver bom suporte para isso ou não”, disse ele.
Disponível em: https://www.cnnbrasil.com.br/tecnologia/fosseis-descobertos-na-china-podem-reescrever-a-historia-humana-entenda/.
Acesso em: 14 fev. 2025.
Provas
Questão presente nas seguintes provas
FÓSSEIS DESCOBERTOS NA CHINA PODEM REESCREVER A HISTÓRIA HUMANA; ENTENDA
Arqueologistas encontraram restos de hominídeos arcaicos que viveram entre 300 mil e 100 mil anos atrás.
Um conjunto de fósseis com características humanas encontrado na China tem intrigado cientistas há décadas, desafiando
explicações ou categorizações.
Os fragmentos de crânio, dentes, mandíbulas e outros restos descobertos em diferentes locais do país são claramente vestígios
de hominídeos arcaicos — nome formal para espécies da linhagem humana — que viveram entre 300 mil e 100 mil anos atrás.
Christopher Bae, professor do departamento de antropologia da Universidade do Havaí em Manoa, que esteve baseado em
Pequim por muitos anos, está entre os cientistas que revisitam esses intrigantes fósseis com um novo olhar.
Ele e sua colega Wu Xiujie, professora sênior do Instituto de Paleontologia e Paleoantropologia de Vertebrados em Pequim,
agora sugerem que pode ser hora de reconhecer formalmente um hominídeo antigo anteriormente desconhecido, e propuseram o
reconhecimento oficial de uma nova espécie para a ciência. (IT)
A característica mais marcante deste ancestral humano anteriormente desconhecido? Um cérebro extremamente grande, maior
que o de nossa espécie, Homo sapiens, o único hominídeo sobrevivente. A característica se reflete no nome proposto para a
espécie, revelado por Bae e Wu em um artigo de novembro publicado na revista científica Nature Communications: Homo juluensis,
uma referência a “ju lu”, que significa cabeça grande em chinês.
“Seus crânios são realmente muito, muito grandes, você sabe, a capacidade craniana estimada é de 1.700, 1.800 centímetros
cúbicos”, disse Bae. “Temos uma capacidade mínima de cerca de 1.350 cc, em média, somos cerca de 1.450 cc. Não é uma ordem
de magnitude maior, mas é muito mais robusto”.
A proposta está gerando controvérsia entre paleoantropólogos, e alguns cientistas discordam sobre se o novo agrupamento
se eleva ao nível de uma nova espécie. Mas, se a análise de Bae e Wu estiver correta, esses fósseis podem conter a chave para
resolver um dos maiores mistérios da evolução humana: um quebra-cabeça que começou com a descoberta de um osso de dedo
mindinho na Caverna Denisova, nas Montanhas Altai, no sul da Sibéria.
A análise de DNA desse pequeno fóssil levou à descoberta em 2010 de que ele representava uma população humana antiga
distinta, que os cientistas chamaram de denisovanos. Muitas pessoas vivas hoje carregam traços do DNA denisovano, mas — como
os fósseis desses ancestrais extintos ainda são poucos — os especialistas em origens humanas ainda não sabem exatamente
como eles eram, onde viviam ou por que desapareceram.
Os restos chineses difíceis de classificar incluem 21 fósseis encontrados na década de 1970 no sítio de Xujiayao (Houjiayao),
localizado na fronteira das províncias de Shanxi e Hebei, no norte da China. Os espécimes representam 16 indivíduos que viveram
entre 200 mil e 160 mil anos atrás.
Muitos desses fósseis haviam sido negligenciados porque, quando foram descobertos pela primeira vez nas décadas de 1970
e 1980, as crenças comuns sobre as origens humanas eram vastamente diferentes das teorias atuais.
Na época, muitos paleoantropólogos pensavam que as populações humanas atuais evoluíram regionalmente de hominídeos
arcaicos como o Homo erectus, que deixou a África há cerca de 2 milhões de anos. Com efeito, esse modelo científico conhecido
como multirregionalismo, agora amplamente rejeitado, sugeria que havia apenas uma espécie de hominídeo que evoluiu ao longo
do tempo para se tornar Homo sapiens.
Nesse cenário, os fósseis de Xujiayao e outros com características incomuns descobertos na China foram classificados como
intermediários entre hominídeos mais primitivos, como o Homo erectus, e os mais modernos. O modelo científico multirregional, que
sugeria raízes ancestrais distintas para o povo chinês, alinhava-se com sentimentos nacionalistas e já foi particularmente enraizado
entre acadêmicos chineses (...).
“Os Denisovanos não têm um nome taxonômico formal intencionalmente porque há uma falta de material comparativo para
nomear uma nova espécie”, explicou McCrae. “Isso é bom por um lado porque dá tempo ao campo para descobrir mais evidências
fósseis dos Denisovanos antes de nomear uma nova espécie, mas é ruim por outro lado porque deixa esses importantes fósseis
‘disponíveis’ para que pessoas atribuam prematuramente um nome taxonômico.”
Existe esperança entre alguns paleoantropólogos de que, quando os Denisovanos receberem um nome formal de espécie,
“ele reflita o local tipo da Caverna Denisova e o agora ubíquo nome coloquial ‘Denisovanos’”, disse McCrae, admitindo que “não há
garantia de que isso acontecerá.”
O período está repleto de hominídeos fósseis que morfologicamente são “um tanto confusos”, acrescentou ele. Alguns parecem
distintos, mas alguns têm características Neandertais, e outros têm características do Homo sapiens, e muitos têm ambas, disse
McCrae.
“Dividir prematuramente os fósseis em espécies poderia obscurecer a verdadeira história do que está acontecendo no mundo
neste momento, e é, de uma perspectiva logística, muito difícil voltar atrás em uma decisão uma vez que os nomes das espécies
são divulgados, independentemente de haver bom suporte para isso ou não”, disse ele.
Disponível em: https://www.cnnbrasil.com.br/tecnologia/fosseis-descobertos-na-china-podem-reescrever-a-historia-humana-entenda/.
Acesso em: 14 fev. 2025.
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