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3970567
Ano: 2025
Disciplina: Português
Banca: Instituto Seletiva
Orgão: Câm. Independência-CE
Disciplina: Português
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TEXTO 1
Cidades inteligentes e inteligência artificial: como a inovação tem transformado serviços públicos
Publicado em 22/11/2025 – Por Régis de Oliveira Júnior*
O uso da inteligência artificial (IA) já se consolidou nas cidades brasileiras. O objetivo é claro: qualificar os serviços públicos e
entregar uma experiência melhor para o cidadão. Num país com tanta burocracia barrando o acesso a direitos, qualquer avanço
tecnológico impacta demais o nosso dia a dia. A pergunta principal mudou. Já não se discute quando a IA vai chegar, mas, sim, como
vamos usá-la. A chave é garantir que essa aplicação seja feita com responsabilidade, eficácia e, o mais importante, focada na população.
Desde 2023, a digitalização das prefeituras acelerou bastante. Isso rolou por causa da internet que melhorou, das políticas de
smart cities que ganharam força e porque os municípios agora têm mais capacidade de analisar um volume enorme de dados. A IA está
em tudo: saúde, mobilidade urbana, segurança, educação e zeladoria. O cidadão, que vivia em longas filas, se deslocando muito ou preso
em processos chatos, agora consegue respostas bem mais rápidas e vê menos obstáculos no caminho.
Curitiba é a prova viva dessa inovação. A Muralha Digital tem cerca de 1.600 câmeras e usa visão computacional para ajudar
no trânsito e na segurança. O 156 também mudou graças à IA: o sistema consegue reconhecer fotos que os moradores mandam (tipo
uma árvore que caiu ou lixo acumulado) e encaminha o pedido certo na hora. A capital paranaense mostra uma integração clara entre
tecnologia, planejamento e governança.
Paralelamente, cidades de todos os portes estão testando soluções preditivas para problemas graves. No Recife, o Conecta
Recife já tem mais de 650 serviços digitais. Lá, a IA analisa exames e dados de pacientes para avisar sobre riscos, diminuir as faltas e
organizar melhor as consultas. Em Rio do Sul, Santa Catarina, um sistema de previsão acertou quase 100% dos casos de evasão escolar,
dando tempo para a prefeitura agir antes.
Pessoas que entendem de governança digital dizem que os modelos de machine learning (até os mais básicos) analisam padrões
em prontuários, frequência, infraestrutura e mobilidade. Quando operados com a devida supervisão humana, esses algoritmos têm a
capacidade de antecipar riscos, organizar melhor as filas, cortar desperdícios e aprimorar significativamente a gestão pública. No entanto,
o desafio crucial reside na transparência sobre o funcionamento desses sistemas, exigindo uma prestação de contas contínua à
população.
Para ilustrar a amplitude dessas aplicações, listamos dez municípios que já colocam a IA em prática: Curitiba, com a Muralha
Digital e o 156 inteligente; Recife, usando o Conecta Recife e a análise de exames; São Paulo, com o SP156 e reconhecimento de
imagem; Rio Grande do Sul, com o sistema preditivo contra evasão escolar; Cascavel, que automatiza a triagem de documentos; Porto
Alegre, com IA para identificar buracos nas ruas; Belo Horizonte, monitorando pontes com sensores inteligentes; São Caetano do Sul,
oferecendo assistentes virtuais 24 horas; Vitória, otimizando o trabalho e cortando custos; e Mogi das Cruzes, que aplica a análise
preditiva em segurança e mobilidade.
O avanço das cidades inteligentes impõe, por consequência, novas responsabilidades. A inclusão digital segue como um
obstáculo imenso para milhões de brasileiros, especialmente em regiões periféricas ou rurais. Para que a IA seja uma ferramenta
democrática, é imperativo ampliar o acesso à internet, promover a alfabetização digital e esclarecer, de forma simples e acessível, como
os dados do cidadão serão de fato utilizados.
A privacidade se configura como um dos pontos mais sensíveis da discussão. Sistemas que mexem com dados sensíveis, como
histórico de saúde ou de onde a pessoa se desloca, precisam seguir protocolos de proteção e auditoria muito rigorosos. O viés algorítmico
também é motivo de preocupação: se os dados usados para alimentar os modelos tiverem falhas ou virem de um histórico de
desigualdades, a IA corre o risco de reforçar injustiças sociais ou raciais.
Além disso, a regulação da IA ainda está crua no Brasil. Isso cria lacunas que a gente precisa debater: não tem legislação
específica, não dá para prever direito os custos a longo prazo e a dependência de empresas privadas é uma dor de cabeça. É
importantíssimo que universidades, gestores públicos, gente da ética e a sociedade civil se envolvam na construção de políticas públicas
para a IA.
Olhar para fora só mostra o quanto precisamos disso. Países como Estônia, Coreia do Sul e Reino Unido avançaram muito
porque juntaram tecnologia com leis fortes. Por lá, as cidades inteligentes não são só sobre inovar; elas também exigem governança
aberta e participação das pessoas. O Brasil pode ir por um caminho parecido, desde que a aplicação da IA no setor público seja guiada
por dados concretos, tenha metas claras e, claro, um forte compromisso humano.
A IA está transformando o serviço público no Brasil. Se for usada com responsabilidade, ela diminui a burocracia, melhora o
acesso, aumenta a eficiência e, no fim das contas, devolve tempo para o cidadão. O que vai definir o jogo não é só a tecnologia. É a
governança de como ela é aplicada. Prefeituras têm que digitalizar mais rápido, treinar o pessoal, serem transparentes e abraçar a
responsabilidade ética que vem com essa inovação.
A inteligência artificial pode virar o jogo na relação entre o povo e o governo. Para que essa promessa saia do papel, a inovação
precisa ser guiada por dados confiáveis, ética e pelas necessidades reais de quem mora na cidade. O futuro urbano do Brasil não será
determinado pelo código dos algoritmos, mas sim pela qualidade do compromisso ético e prático de quem administra o setor público.
* Jornalista e especialista em Inteligência Artificial pela ESPM Tech
Disponível em: https://www.hojeemdia.com.br/opiniao/opiniao/cidades-inteligentes-e-inteligencia-artificial-como-a-inovac-o-tem-transformado-servicos-publicos-1.1093671. Acessado em
09.12.2025.
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Com relação aos tipos de gramática no ensino de
Língua Portuguesa, assinale a afirmação que alinha
finalidade e objeto de estudo.
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Com relação à intertextualidade, assinale a afirmação
que caracteriza procedimentos e efeitos de reescritura.
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Com relação à fonética e à fonologia no português
brasileiro, assinale a assertiva que associa, fenômeno e
efeito.
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Com relação à coerência macroestrutural em textos
argumentativos, assinale a afirmação que sintetiza um
arranjo sólido de tese, razões e fecho.
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Com relação à colocação pronominal em contexto real
de escrita, assinale a justificativa que apresenta arranjos
compatíveis com as regras de uso.
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Com relação à regência e à escolha preposicional,
assinale a afirmativa que apresenta construções adequadas
ao padrão de referência.
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Observando concordância e regência em usos
correntes, analise as afirmativas.
I. “Faltam cadeiras na sala” apresenta verbo que concorda com o sujeito posposto no plural.
II. “Assistir ao filme” no sentido de ver exige preposição a e introduz complemento indireto.
III. “Visar melhorias” admite, como forma preferencial na escrita formal, a construção “visar em melhorias”.
IV. “Implica atraso no cronograma” no sentido de acarretar admite complemento direto sem preposição.
V. “Custa lidar com isso” exemplifica verbo que impede reconhecimento de sujeito oracional na análise sintática.
Marque a opção que apresenta as afirmativas CORRETAS.
I. “Faltam cadeiras na sala” apresenta verbo que concorda com o sujeito posposto no plural.
II. “Assistir ao filme” no sentido de ver exige preposição a e introduz complemento indireto.
III. “Visar melhorias” admite, como forma preferencial na escrita formal, a construção “visar em melhorias”.
IV. “Implica atraso no cronograma” no sentido de acarretar admite complemento direto sem preposição.
V. “Custa lidar com isso” exemplifica verbo que impede reconhecimento de sujeito oracional na análise sintática.
Marque a opção que apresenta as afirmativas CORRETAS.
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Com relação ao Acordo Ortográfico vigente e a padrões
morfológicos de formação, assinale a proposição em
conformidade com a norma.
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Com relação a figuras de linguagem, assinale a
assertiva que estabelece vínculo CORRETO entre fenômeno
expressivo e efeito de construção.
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