Para a antropologia interpretativa de Geertz
(1989), o que o etnográfico produz são textos
ficcionais pelo fato de serem “interpretações de
segunda ou terceira mão, sendo apenas a
interpretação “nativa” a de primeira mão”, visto que é
a sua cultura. Assim, é correto afirmar que as
descrições feitas pelo etnógrafo devem ser:
Como resultado da violência em diversos
estados brasileiros, os agentes de segurança pública
encontram cemitérios clandestinos, com ossadas ou
corpos em estado de decomposição avançada, que
têm como finalidade a não identificação dos mortos e
das formas da morte. No âmbito da perícia e da
investigação criminal, a antropologia forense tem
ganhado espaço na identificação dos corpos e no
auxílio de resolução dos casos. Para isso, utiliza-se
de quatro principais marcadores de identificação
coletivos como primeira etapa de identificação, tendo
como principal objeto de medida, respectivamente:
Para a antropologia contemporânea, segundo
Souza Lima e Castro (2015), e Hincapié (2015), as
políticas públicas são um campo no qual as relações
entre os agentes e as agências atuantes nele são de:
“A formulação de políticas públicas é uma
ati v idade sociocultural (regida por lei s )
profundamente imersa nos processos sociais
cotidianos, nos “mundos de sentido” humanistas, nos
protocolos linguísticos e nas práticas culturais que
criam e sustentam esses mundos” (Shore, 2010).
Nesse sentido, leis como Estatuto da Criança e do
Adolescente (1990), Estatuto do Idoso (2003) e Maria
da Penha (2006) protegem determinados grupos
sociais: crianças, adolescentes, idosos e mulheres
em relações afetivas. Segundo Shore (2010), pela
perspectiva da antropologia, políticas desse tipo tem
como função simbólica:
No Brasil, três categorias, articuladamente, são
utilizadas principalmente como marcadores da
produção social das diferenças nas relações sociais e
dão significado às relações de poder entre os
indivíduos, engendram identidades, privilégios e
desigualdades estruturais. Essas categorias são:
A partir dos anos 2000, diversas ações
afirmativas foram implementadas, como a reserva de
vagas para negros, indígenas e pessoas com
deficiências para ingresso em universidades e
concursos públicos. Essas ações são fruto da
confluência de pressões externas , das
universidades, do governo e das reivindicações dos
movimentos sociais. No que tange às ações
afirmativas raciais, estas visam:
No Brasil, em 2019, o Supremo Tribunal
Superior passou a considerar crime a discriminação
por orientação sexual e identidade de gênero. Isto
porque os atos perpetrados contra os segmentos
LGBT, isto é, aqueles motivados pela orientação
sexual do outro, passam pela violência psicológica –
humilhações, chacotas e risadas em relação aos
jeitos de andar, de falar ou de vestir –, pela violação
dos direitos humanos fundamentais, como a
liberdade de expressão e a não discriminação, e pela
violência física, com ações como tortura,
espancamento e até morte. Os movimentos sociais
LGBT reivindicam a temática da diversidade sexual
nas escolas com vistas a promover prioritariamente:
Segundo dados apresentados por Lima e
Fernandes (2019), Roraima recebe imigrantes
haitianos, cubanos e venezuelanos, tendo a
migração massiva desses últimos intensificada após
2016. No contexto de fluxo migratório internacional,
as relações sociais de imigrantes e nacionais são
marcadas por conflitos e acusações, com disputas
por postos de trabalho, permeadas por situações de
xenofobia, e, ainda, muitas vezes, os imigrantes
vivenciam situações de fome e desabrigo, mas
também há acolhimento e solidariedade. Nesse
contexto, pode-se afirmar que os processos
migratórios:
Em artigo à Revista da Faculdade de Serviço Social, da Universidade do Estado do
Rio de Janeiro (UERJ), Marilda Villela Iamamoto trata da Mundialização do capital, da Questão Social
e do Serviço Social no Brasil. Sobre esse tema, é INCORRETO afirmar que:
Considere o seguinte trecho, extraído do artigo “Mundialização do capital, ‘questão
social’ e Serviço Social no Brasil” (2008), que trata, diretamente, do tema da Questão Social nos
termos de Marilda Villela Iamamoto: “Pensar a “questão social” nas particularidades brasileiras supõe
reconhecer que a transição do _________ competitivo ao monopolista no Brasil não foi presidida por
uma burguesia com forte orientação democrática e nacionalista voltada à construção de um
desenvolvimento capitalista interno autônomo. Ao contrário, essa transição foi e é marcada por uma
forma de dominação burguesa que Fernandes qualifica de “democracia restrita” – da “democracia dos
oligarcas” à “democracia do grande capital”, com clara dissociação entre desenvolvimento capitalista
e regime político democrático (FERNANDES, 1975). Foi decisivo o papel do ________ nos caminhos
trilhados pela modernização “pelo alto”, em que as classes dominantes se antecipam às pressões
populares, realizando mudanças para preservar a ordem”. (IAMAMOTO, 2008)
Assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas do trecho acima.