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2238505 Ano: 2015
Disciplina: Teologia
Banca: CETAP
Orgão: Pref. Ananindeua-PA
O mais universal dos valores
A vida é um valor. É a fonte que dá sentido e suporte para a significação de todos outros valores. Sem a vida, os valores não existiriam; sem os valores, a vida seria destituída de sentido.
A vida é o mais universal dos valores e o mais precioso bem da humanidade e não há, portando, uma vida que seja mais valiosa que outra, assim como não existe um momento em que a nossa vida valha mais e em outro, menos. O valor da vida é o mesmo na saúde ou na doença, na infância ou na velhice, do início ao fim, aqui ou em qualquer outro lugar do planeta. O valor da vida é o mesmo para homens e mulheres, para pais e filhos, para negros ou brancos, para cristãos ou judeus. A pessoa tem valor pelo fato de ser pessoa.
Contudo, diante de tantos episódios de desrespeito e de violência contra a vida, registrados nos diferentes segmentos da sociedade, colocamo-nos a refletir e nos questionar sobre o valor atribuído à vida humana. Seja pela ação ou omissão, a humanidade inteira se contorna como vítima quando testemunha silenciosamente o desrespeito à vida humana. Um desrespeito que não poupa pais e filhos; professores e alunos; um desrespeito que não está só nas ruas, mas, por vezes, corrompe as relações humanas na escola e na família - espaços que deveriam ser sagrados e destinados à proteção da vida.
Fonte: ROVERE, Maria Helena Marques. Escola de valor. 2. ed. São Paulo: Paulus, 2009. pp. 57 e 58.
O texto faz uma relação entre vida e valor. Analise as alternativas abaixo e marque a alternativa INCORRETA sobre esta relação.
 

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2238494 Ano: 2015
Disciplina: Teologia
Banca: CETAP
Orgão: Pref. Ananindeua-PA
Na atualidade, o corpo humano passou a ser cultuado como uma espécie de parâmetro para designar um padrão de beleza e, consequentemente um ideal de felicidade. Leia o texto seguinte e marque as questão.
A dimensão humana da corporeidade.
Vivemos hoje uma espécie de "culto ao corpo". Todos são pressionados para serem magros, sarados e bronzeados. Todos são estimulados a parecer jovens, com aspectos saudáveis. Esse desejo nem sempre tem algo a ver com a ideia de saúde e bem-estar, que envolve a prática de uma atividade física regular e uma alimentação saudável, além de harmonia nos relacionamentos pessoais. Em geral, o que predomina é a preocupação estética.
Para o filósofo Gilles Lipovetsky, essa onda de preocupação com o corpo é parte daquilo que ele denomina uma "sociedade pós-moralista". Em vez da antiga sociedade moralista, na qual a ética e a virtude impunham uma série de deveres, vive-se hoje em uma sociedade que valoriza principalmente o bem-estar individual. Em lugar dos deveres, há agora "tarefas" para alcançar a felicidade, que envolve opção sexual, práticas de higiene traduzidas como "amor ao corpo", campanha antifumo e antidroga, a prática de esportes radicais e "ecológicos", bem como as academias de ginástica e os tratamentos estéticos.
Para os gregos, o ser humano é constituído de soma, matéria (que traduzimos por corpo), uma psique (que traduzimos por alma), o "sopro" que anima a matéria, que dá vida ao corpo. Na mitologia, encontramos uma história da criação do homem por Prometeu, que fez bonecos de barro e começou a brincar com eles, porém, eram seres inanimados. Zeus soprou nos bonecos, e eles ganharam vida.
Para entender a complexidade do corpo e da sexualidade, precisamos recorrer a uma visão não mecanicista do corpo. O corpo não é apenas matéria, nem somente funcionamento fisiológico, pois existe em uma cultura. A sexualidade está relacionada à dinâmica da vida humana. Não é um mero traço físico ou biológico. O sexo é biológico, mas as maneiras de vivê-lo são culturais, por isso se modificam de pessoa para pessoa, de cultura para cultura, de uma época para outra.
Fonte: GALLO, Silvio. Filosofia: experiência do pensamento. São Paulo: Scipione, 2013. pp. 95 e 101.
A questão da sexualidade sempre levantou polêmica. As ciências humanas e as religiões estão em conflito o tempo todo. O texto mostra que a sexualidade está entre definições biológicas e culturais. Qual o entendimento do texto sobre o que considera visão não mecanicista do corpo?
 

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2238491 Ano: 2015
Disciplina: Teologia
Banca: CETAP
Orgão: Pref. Ananindeua-PA
Com a Constituição da República em 1988, muita coisa mudou na vida dos brasileiros, entre elas, a mobilidade religiosa. Leia o texto a seguir:
A religiosidade no Brasil
O Brasil é um Estado laico, ou seja, legalmente o Estado é independente e não está submetido aos desígnios de qualquer confissão religiosa. Além disso, os cidadãos têm a garantia constitucional de poderem professar a religião que desejarem, sem discriminações. Diz o inciso VI do artigo 5° da Constituição Brasileira (1988): É inviolável a liberdade de consciência e de crença, sendo assegurado o livre exercício dos cultos religiosos e garantida, na forma da lei, a proteção aos locais de culto e suas liturgias".
No Brasil e no mundo, tem aumentado o número de grupos religiosos, que em sua maioria representam cisões nas denominações religiões mais antigas. É o caso, na América Latina e no Brasil, da expansão de grupos de caráter protestante e pentecostal. Embora os católicos ainda sejam a maioria da população brasileira, a proporção com relação ao total caiu de 73,6% em 2000 para 64,6% em 2010 (IBGE-2010). Já os seguidores de denominações evangélicas, que representavam 15,4% da população em 2000, chegou a 22,2% em 2010, um aumento de cerca de 16 milhões de pessoas. Algumas pesquisas antropológicas discutem a tese de que a conversão a esses novos grupos religiosos seria, em parte, uma reação à situação de pobreza e de marginalização da população.
O censo 2010 também aponta um aumento do número de pessoas que se declararam sem religião, no mesmo período, de 7,3% para 8% da população brasileira. Para a antropóloga brasileira Regina Novaes, uma explicação possível para esse crescimento, sobretudo entre os jovens, está menos relacionada ao ateísmo e mais a formas de ligação com o sagrado e com o religioso, desvinculadas de instituições religiosas. Essas formas se expressam numa espiritual idade individualizada e também na participação em manifestação coletivas, como festas religiosas e seus símbolos. Ainda de acordo com o Censo, os seguidores da umbanda e do candomblé mantiveram-se em 0,3% em 2010, enquanto a população que se declara espírita passou de 1,3%, em 2000, para 2%, em 2010. Embora sejam contingentes populacionais pequenos, a presença dessas religiões nas representações sociais e nas manifestações culturais e artísticas no Brasil é significativa, o que revela sua influência vai além daqueles que se declaram adeptos desses grupos religiosos.
Fonte: ARAÚJO, Sílvia Maria de. Sociologia para o ensino médio. São Paulo: Scipione, 2013. p. 164.
Com a Constituição da Republica, o Estado Brasileiro se.tornou laico. O que representou.essa mudança nas relações religiosas e no cenário religioso brasileiro?
 

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2238451 Ano: 2015
Disciplina: Teologia
Banca: CETAP
Orgão: Pref. Ananindeua-PA
Leia o texto seguinte.
Crise migratória na Europa
A União Europeia (UE) admite que seu procedimento para lidar com pedidos de asilo é inadequado diante do maior fluxo de imigrantes experimentado pela Europa desde a Guerra dos Bálcãs, na década de 90.
A Europa e o mundo estão em choque com as tragédias que têm acontecido no Mediterrâneo e com o desespero dos refugiados - a maioria deles vinda da Síria -, que são explorados por traficantes de pessoas.
Há uma grande discussão sobre uma proposta da UE para a criação de "cotas nacionais de asilo" para dividir o "fardo" do acolhimento dos refugiados igualmente entre os países do bloco. A Comissão Europeia tentou, sem sucesso, convencer seus estados membros a aceitarem uma cota obrigatória de 40 mil Sírios e eritreus nos próximos dois anos. Em Julho, eles concordaram em aceitar 32,5 mil de forma voluntária. A Grã- Bretanha rejeitou qualquer cota, exercendo um direito que o país havia negociado. A Irlanda poderia ter optado pelo mesmo caminho, mas não o fez. Os governos do Leste Europeu se opõem às cotas, se "eximindo de qualquer culpa", ao afirmarem que os imigrantes não gostariam de ficar em seus países, o que não se confirma, pela situação desumana que chegam esses seres humanos. Em uma nota conjunta divulgada nesta sexta-feira (4), os líderes da República Checa, Hungria, Polônia e Eslováquia disseram que "qualquer proposta estipulando a introdução de cotas obrigatórias e permanentes como medidas solidárias seriam inaceitáveis." A Comissão Europeia deve anunciar um mecanismo permanente para distribuir os refugiados pelos 28 países do bloco.
Ações no ponto de saída dos imigrantes também têm sido tomadas. A União Europeia intensificou a ação de patrulhas navais perto da costa da Líbia - de onde saíram muitos imigrantes que acabaram mortos em tragédias no oceano. Também há planos para destruir barcos de traficantes de pessoas.
Mas as razões que estão levando tantas pessoas a tentar entrar em território europeu são múltiplas e complexas - e para lidar com elas é necessário um esforço de longo prazo. Vejamos. O fim da guerra na Síria, por exemplo, faria uma grande diferença - já que os sírios formam o maior grupo de imigrantes que buscam asilo na Europa. Mas hoje não parece haver esperança de um fim do conflito no curto prazo. Mais de 4 milhões de refugiados do país já migraram para a Turquia, Líbano e outros vizinhos da Síria. Os países ricos do Golfo receberam pouquíssimos sírios - e críticos dizem que poderiam fazer mais para ajudar. Também há uma imigração massiva para a Europa da Eritreia, onde há uma grave situação de abuso aos direitos humanos. O fim do conflito com a Etiópia reduziria esses números. Mas a União Europeia também está dividida sobre como atuar nesse conflito.
Na África Subsaariana, mais ajuda externa poderia criar empregos locais e reduzir o fluxo de imigrantes buscando melhores condições econômicas no velho continente. Mas muitos africanos também fogem de conflitos - na Nigéria, no Sudão, na Somália e na República Democrática do Congo. Mais uma vez, conter esses fluxos migratórios iria requerer soluções políticas, além de econômicas.
Os governantes europeus poderiam se unir para acabar com a crise, em vez de ficarem trocando acusações.
Fonte: UOL notícias. Data: 05/09/15.
Entre os fatores que o texto menciona, existem os de ordem humanitária. Leia as afirmativas abaixo e marque a alternativa CORRETA.
I- A União Europeia está encontrando resistência por parte dos imigrantes, pois esses não querem acolhida em qualquer país europeu.
II- Os países da União Europeia criam barreiras para aceitar os acordos do grupo (UE, agravando ainda mais o sofrimento de milhares de seres humanos expatriados.
III- Os imigrantes que invadem a Europa são refugiados políticos, conservadores que não aceitam em seus países ideias democráticas.
IV- As crianças, os idosos e as mulheres são os primeiros a serem permitidos a entrarem na Europa e, a receberem todas as regalias que um exilado tem direito, por isso, é quase zero o índice de tragédias com esse grupo.
V- O fenômeno imigratório na Europa tem revelado o quanto o ser humano tem seus direitos violados, sua dignidade e cidadania desrespeitadas em sua própria nação e, um mundo onde as pessoas estão insensíveis à dor e ao sofrimento do seu semelhante.
 

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2238439 Ano: 2015
Disciplina: Teologia
Banca: CETAP
Orgão: Pref. Ananindeua-PA
Historicamente, deuses e deusas de ancestralidade afro-brasileira estão mais próximos de seus adoradores. Não estão no céu. Nessa cosmovisão, qualidades e defeitos aproximam deuses de seres humanos. Leia o texto a seguir e marque a questão.
Politeismo também é sagrado
No período pré-judaico, pré-cristão e pré-islâmico, a África já possuía diversificados sistemas socioculturais, diferentes crenças religiosas originais, estabelecia trocas político-econômicas e intercâmbios linguísticos em espaços geocivilizatórios próprios. O espaço do sagrado era dominante, estava presente em tudo.
E já que o sagrado está em tudo, aqui no Brasil, nas senzalas, os negros e as negras adaptaram, criaram condições sociais internas para perpetuarem elementos da matriz africana, essencialmente de forma espiritual. Noite a noite, as cerimônias comunitárias envolviam as mitologias, as lendas, as comidas, a música e as danças, as pinturas corporais, as máscaras esculpidas, os artefatos, as vestimentas, os instrumentos. Tudo em festas que traduziam a simbologia e faziam uma síntese da cosmovisão africana na recriação de ritos religiosos.
A maioria da população do Brasil se diz cristã, mas a cultura das religiões afro-brasileiras seduz boa parte dos brasileiros. Em situações de problemas que afligem as pessoas, essas procuram soluções e, muitas vezes recorrem às práticas religiosas das tradições afro-brasileiras. Até porque as tradições afro-brasileiras apresentam um universo sincrético muito rico, acolhe a todos. Basta lembrar-se das devotas de Nossa Senhora do Rosário, São Benedito, Santo Elesbão, Santa Efigênia, entre outros, que se organizavam em irmandades ou confrarias, ajudando muitos africanos
escravizados, forros e livres.
Se observarmos, o universo religioso no Brasil é diversificado, isso mostra a liberdade religiosa que as pessoas têm para fazer sua opção religiosa dentro da universalidade das divindades. É lamentável que, no Brasil, as religiões de matriz africana ainda sejam as mais perseguidas, sofrendo de intolerância religiosa marcada por violência, mortes e atitudes correlatas.
Fonte: MACHADO, Sátira Pereira. Politeismo também é sagrado. Jornal Mundo Jovem. Setembro/2015. Encarte vI. 7. n032.
"Politeísmo também é sagrado", título deste texto assim se refere por considerar, nesse caso, o politeísmo como:
 

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2238415 Ano: 2015
Disciplina: Teologia
Banca: CETAP
Orgão: Pref. Ananindeua-PA
O mais universal dos valores
A vida é um valor. É a fonte que dá sentido e suporte para a significação de todos outros valores. Sem a vida, os valores não existiriam; sem os valores, a vida seria destituída de sentido.
A vida é o mais universal dos valores e o mais precioso bem da humanidade e não há, portando, uma vida que seja mais valiosa que outra, assim como não existe um momento em que a nossa vida valha mais e em outro, menos. O valor da vida é o mesmo na saúde ou na doença, na infância ou na velhice, do início ao fim, aqui ou em qualquer outro lugar do planeta. O valor da vida é o mesmo para homens e mulheres, para pais e filhos, para negros ou brancos, para cristãos ou judeus. A pessoa tem valor pelo fato de ser pessoa.
Contudo, diante de tantos episódios de desrespeito e de violência contra a vida, registrados nos diferentes segmentos da sociedade, colocamo-nos a refletir e nos questionar sobre o valor atribuído à vida humana. Seja pela ação ou omissão, a humanidade inteira se contorna como vítima quando testemunha silenciosamente o desrespeito à vida humana. Um desrespeito que não poupa pais e filhos; professores e alunos; um desrespeito que não está só nas ruas, mas, por vezes, corrompe as relações humanas na escola e na família - espaços que deveriam ser sagrados e destinados à proteção da vida.
Fonte: ROVERE, Maria Helena Marques. Escola de valor. 2. ed. São Paulo: Paulus, 2009. pp. 57 e 58.
O texto alega que, tanto a família, como a escola deveriam ser espaços sagrados destinados à proteção da vida. Marque a alternativa CORRETA sobre o motivo que impede essas duas instituições de cumprirem seus papeis.
 

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2238413 Ano: 2015
Disciplina: Teologia
Banca: CETAP
Orgão: Pref. Ananindeua-PA
O planejamento e a avaliação no espaço da escola são imprescindíveis para que o trabalho no nível de ensino e aprendizagem tenha êxito. Leia o texto a seguir sobre o ensino religioso na escola.
O ensino religioso no cotidiano da sala de aula
A escola é a instituição criada para a transmissão do saber considerado socialmente útil e historicamente produzido e acumulado. Não basta à escola assegurar a criação- recriação do saber. "Este saber como todo conhecimento humano é sempre patrimônio da humanidade e como tal deve estar disponível a todos os que a ele queiram ter acesso; não poderia ser diferente com o conhecimento religioso, que também deve estar da mesma forma disponível." (cf. PCNER p. 21).
Na escola o estudo do fenômeno religioso perpassa, não! pelo conhecimento da codificação (conhecimento como produto I através de doutrina, leis, ensinamentos, ritos, mitos etc. de cada! Tradição Religiosa), mas pela metodologia da decodificação! (interpretar, analisar, entender como, por que, para que), em que I se deu esta codificação.
No cotidiano da sala de aula, você entra em contato com • essas realidades na convivência com os alunos. Eles vêm "carregados" dessas experiências, com respostas diferenciadas para cada uma dessas situações, conforme seu grupo social, sua cultura e sua Tradição Religiosa. Além do mais, esse conhecimento é partilhado entre os colegas, de forma espontânea, assistemática, desarticulada.
A abordagem didática deve respeitar uma sequência cognitiva, para que o processo de aprendizagem se dê numa I continuidade. Por isso, é necessário que o ensino religioso, na sua prática pedagógica deve considerar: os conhecimentos anteriores dos educandos; a complexidade da pluralidade e diversidade cultural-religiosa brasileira; a possibilidade de aprofundamento que o processo escolar desencadeia.
O modo como o professor trata didaticamente os conteúdos permite que o educando estabeleça relações, interações, conexões entre os conhecimentos que traz do seu meio social com os conhecimentos religiosos correntes na escola, num processo continuo de informação, observação, reflexão. Esse ambiente pedagógico proporciona elementos para a emergência do questionamento existencial, a busca do sentido da existência e a sensibilização para o mistério.
Fonte: FONAPER. O tratamento didático no Ensino Religioso.
Capacitação para um novo milênio. Ensino Religioso no cotidiano da sala de aula. 2000. pp. 14 e 17.
O texto chama atenção para o cuidado com o planejamento! escolar, por isso, na sua prática pedagógica, o professor de ensino religioso deve estar atento:
 

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Questão presente nas seguintes provas
2238355 Ano: 2015
Disciplina: Teologia
Banca: CETAP
Orgão: Pref. Ananindeua-PA
Historicamente, deuses e deusas de ancestralidade afro-brasileira estão mais próximos de seus adoradores. Não estão no céu. Nessa cosmovisão, qualidades e defeitos aproximam deuses de seres humanos. Leia o texto a seguir e marque a questão.
Politeismo também é sagrado
No período pré-judaico, pré-cristão e pré-islâmico, a África já possuía diversificados sistemas socioculturais, diferentes crenças religiosas originais, estabelecia trocas político-econômicas e intercâmbios linguísticos em espaços geocivilizatórios próprios. O espaço do sagrado era dominante, estava presente em tudo.
E já que o sagrado está em tudo, aqui no Brasil, nas senzalas, os negros e as negras adaptaram, criaram condições sociais internas para perpetuarem elementos da matriz africana, essencialmente de forma espiritual. Noite a noite, as cerimônias comunitárias envolviam as mitologias, as lendas, as comidas, a música e as danças, as pinturas corporais, as máscaras esculpidas, os artefatos, as vestimentas, os instrumentos. Tudo em festas que traduziam a simbologia e faziam uma síntese da cosmovisão africana na recriação de ritos religiosos.
A maioria da população do Brasil se diz cristã, mas a cultura das religiões afro-brasileiras seduz boa parte dos brasileiros. Em situações de problemas que afligem as pessoas, essas procuram soluções e, muitas vezes recorrem às práticas religiosas das tradições afro-brasileiras. Até porque as tradições afro-brasileiras apresentam um universo sincrético muito rico, acolhe a todos. Basta lembrar-se das devotas de Nossa Senhora do Rosário, São Benedito, Santo Elesbão, Santa Efigênia, entre outros, que se organizavam em irmandades ou confrarias, ajudando muitos africanos
escravizados, forros e livres.
Se observarmos, o universo religioso no Brasil é diversificado, isso mostra a liberdade religiosa que as pessoas têm para fazer sua opção religiosa dentro da universalidade das divindades. É lamentável que, no Brasil, as religiões de matriz africana ainda sejam as mais perseguidas, sofrendo de intolerância religiosa marcada por violência, mortes e atitudes correlatas.
Fonte: MACHADO, Sátira Pereira. Politeismo também é sagrado. Jornal Mundo Jovem. Setembro/2015. Encarte vI. 7. n032.
A resistência marcante das tradições africanas, segundo o texto, foi graças:
 

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1908460 Ano: 2015
Disciplina: Teologia
Banca: IBFC
Orgão: PM-MG

Em nosso país se faz necessária a superação de seu padrão histórico e também de sua identificação irreal entre liberdade e privatismo. Fazer isso equivale a deixar para trás certos traços personalistas e abrir mão de muitos interesses particularistas. Por ser tão marcante nas relações sociais brasileiras, curiosamente é essa identificação equivocada entre liberdade e privatismo que tem assegurado a presença do Ensino Religioso nas escolas públicas brasileiras. É a Igreja tem justificado sua luta pela presença dessa disciplina na escola pública em nome do princípio de liberdade religiosa. Mas, esse preceito apenas assegura a possibilidade legal de cada indivíduo procurar a realização de seus interesses religiosos, não devendo, dessa forma, ser entendido como um direito de impor de forma coercitiva regras de conduta pautadas em visões de mundo religiosas particulares. Isso é, na melhor das hipóteses, a negação desse princípio constitucional (AMARAL, 2003, p. 15). Com esta reflexão, analise as afirmativas que se seguem:

I. Por mais convincente que pareça ser, não há razão que justifique a presença do Ensino Religioso nas escolas públicas em um país cuja separação entre o Estado e a Igreja é determinada constitucionalmente.

II. Para evitar que cidadãos sejam discriminados, o poder público deve permanecer laico e pautar-se por critérios jurídicos.

III. Por se tratar de política pública, a educação deve pautarse em critérios técnicos e científicos e não morais, e muito menos, religiosos.

Estão corretas as afirmativas:

 

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1908459 Ano: 2015
Disciplina: Teologia
Banca: IBFC
Orgão: PM-MG

Há um problema sempre comum nas discussões dos projetos educacionais e que vem carregado de discussões intensas em torno de sua presença e factibilidade em um país laico e multicultural: como um Estado pode ser laico e, ao mesmo tempo, presidir a uma sociedade mais ou menos secular, mais ou menos religiosa? (CURY, 1993, p. 183). Há grupos sociais que se professam agnósticos ou ateus; outros preferem o reencantamento do mundo e muitos deles continuarão seguindo várias e variadas confissões religiosas e todos podem convergir na busca da paz (Zanone, 1986 apud Bobbio et al., p. 670-674). Também se pode observar muitas polêmicas com fundo religioso explícito: a proposta de afirmação do cristianismo na Constituição da União Europeia, cujo texto não incluiu o patrimônio cristão como um valor da Europa; na Itália há a presença dos crucifixos em prédios públicos e, nas escolas francesas, há a questão dos véus das moças de grupos islâmicos. E, no Brasil, houve uma recente polêmica entre criacionismo e evolucionismo nos currículos das escolas estaduais. Tudo isso torna o ensino religioso problemático, envolvendo o necessário distanciamento do Estado laico ante o particularismo próprio dos credos religiosos.

Avalie as afirmativas a seguir:

I. Não se deve envolver outras questões como a secularização da cultura, nem mesmo da realidade socioantropológica dos múltiplos credos e da face existencial de cada indivíduo.

II. O ensino religioso nas escolas públicas envolve a questão da laicidade do Estado.

III. O ensino religioso tornou-se uma questão de alta complexidade e de profundo teor polêmico.

IV. O ensino religioso é legalmente aceito como parte dos currículos das escolas oficiais do ensino fundamental no Brasil.

Estão corretas as afirmativas:

 

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