A “Marcha para o Oeste” proposta pelo governo Vargas era formada por um conjunto de ações governamentais bastante variadas que iam desde a implantação de colônias agrícolas, passando pela abertura de novas estradas, até obras de saneamento rural e de construção de hospitais.
LOPES, Sérgio. O Território do Iguaçu no contexto da “Marcha para Oeste”. Cascavel: Edunioeste, 2002.
No ano de 1934, o então Ministro da Guerra de Getúlio Vargas, o General de Exército Góis Monteiro, numa carta endereçada ao presidente Vargas fala, entre outras coisas, da importância do controle sobre as fronteiras brasileiras: “O desenvolvimento das ideias sociais preponderantemente nacionalistas e o combate ao estadualismo (provincialismo, regionalismo, nativismo) exagerado, não devem ser desprezados, assim como a organização racional e sindical do trabalho e da produção, o desenvolvimento das comunicações, a formação das reservas territoriais e milícias cívicas, etc.”
(Acervos - privados - fundos_Colees_Novo.pdf)
Pode-se observar, a partir da leitura dos fragmentos acima, que a ocupação dos “espaços vazios” já era uma prática recorrente do governo Vargas, e todo esse processo provocou grandes impactos na ocupação e no desenvolvimento econômico, não só do Estado de Mato Grosso, mas de boa parte da região Centro-Oeste e da Amazônia.
É correto afirmar que tais preocupações governamentais de Getúlio Vargas diziam respeito: