Curiosidade é uma coceira nas ideias
Eu estava com a cabeça quente. Queria descansar, parar de pensar. Para parar de pensar nada melhor que trabalhar com as mãos!$ ^{B)} !$. Peguei minha caixa de ferramentas, a serra circular e a furadeira e fui para o terceiro andar!$ ^{C)} !$, onde guardo os meus livros.
Iria fazer umas estantes. As tábuas já estavam lá. Nem bem comecei a trabalhar de carpinteiro e fui interrompido com a chegada da faxineira!$ ^{D)} !$. Com ela, sua filhinha de 7 anos, Dionéia. Carinha redonda, sorriso mostrando os dentes brancos, trancinhas estilo afro.
O que se era de esperar numa menina da idade dela era que ela ficasse com a mãe. Não ficou. Preferiu ficar comigo, vendo o que eu fazia!$ ^{A)} !$. Por que ela fez isso? Curiosidade. Curiosidade é uma coceira que dá nas ideias...Aquelas ferramentas e o que eu estava fazendo a fascinavam. Ela queria aprender. (...)
Assim se iniciou uma das mais alegres experiências de ensino e aprendizagem que tive na minha vida. A Dionéia queria saber de tudo. Não precisei fazer uso de nenhum artifício de “motivação” para que ela estivesse motivada. O que a motivava era o fascínio daquilo que eu estava fazendo e das ferramentas que eu estava usando. Seus olhos e pensamentos estavam coçando de curiosidade. Ela queria aprender para se curar da coceira...(...)
Fiquei a imaginar o que vai acontecer com a Dionéia quando, na escola, os seus olhinhos curiosos vão ser subtraídos do fascínio das coisas do mundo que a cerca, e vão ser obrigados a seguir aquilo a que os programas obrigam. Será possível aprender sem que os olhos estejam fascinados pelo objeto misterioso que os desafia?
ALVES, Rubens. O desejo de ensinar e a arte de aprender. Campinas: Fundação Educar, 2004, p. 8-9.
A relação lógico-semântica está corretamente indicada em
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