Texto para responder à questão.
Ensinar música é mediar as relações das pessoas com a música, visando facilitar e promover aprendizagens musicais. Em contextos formais, como a escola, a mediação deve ser feita de modo organizado, com base em certas intenções, com o propósito de alcançar determinadas finalidades, definidas pelo próprio professor, pela escola, pelos governos ou pelos demais âmbitos da sociedade.
Há
várias
formas
de
organizar
o
ensino
de
música
nas
escolas.
Uma
delas
é
partir
de
uma
listagem
prévia
de
conteúdos.
Outro
caminho
é
definir
objetivos
de
aprendizagem
e,
com
embasamento
neles,
os
conteúdos
a
serem
ensinados.
Outra
forma
de
organizar
o
ensino
de
música
é
definir
atividades
ou
eixos
que
deverão
nortear
as
ações
do
professor
e
as
dos
alunos.
Não há nada de errado com os conteúdos, objetivos ou eixos propostos. O que parece problemático é que, nos casos acima, o ensino é pensado e organizado somente com a visão da música como área ou disciplina. O foco está no objeto, e não na pessoa ou nas pessoas a quem se destina o ensino. Nesses casos, a mediação entre aluno e música (que caracteriza o papel do professor) é organizada tomando como eixo apenas um desses elementos — a música. A relação entre aluno e música — objeto central do ensino — não é explicitada.
É importante buscar abordagens que permitam aproximar a escola e a vida, em que se ensine e se aprenda pelas experiências proporcionadas, pelos problemas criados, pela ação desencadeada. Uma das estratégias que vêm sendo discutidas por diversos educadores para concretizar esses ideais é a chamada pedagogia de projetos (que também pode ser nomeada como aprendizagem baseada em projetos: projetos de ensino, projetos pedagógicos ou projetos de aprendizagem), perspectiva desenvolvida por diversos autores. Alguns deles sugerem três etapas para a implementação dos projetos: a) problematização, que inclui escolha do tema ou do problema a ser investigado; b) desenvolvimento, que inclui definição das estratégias para resolver os problemas levantados, definição dos recursos e do cronograma; e c) síntese, que inclui a organização dos dados, a avaliação e a divulgação dos resultados.
Luciana
M
Del-ben.
(2011).
Música
nas
escolas.
In:
Educação
musical
escolar;
Programa
salto
para
o
futuro
Rio
de
Janeiro:
TV
Escola,
ano
XXI,
boletim
8,
jun./2011,
p.25-6.
Internet:
<http://tvbrasil.org.br>
(com
adaptações).
Um
exemplo
de
planejamento
de
ensino
de
música
que
parte
da
definição
dos
conteúdos
é