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A Cinza das Horas

Desencanto

Eu faço versos como quem chora

De desalento... de desencanto...

Fecha o meu livro, se por agora

Não tens motivo nenhum de pranto.

Meu verso é sangue. Volúpia ardente...

Tristeza esparsa... remorso vão...

Dói-me nas veias. Amargo e quente,

Cai, gota a gota, do coração.

E nestes versos de angústia rouca,

Assim dos lábios a vida corre,

Deixando um acre sabor na boca.

— Eu faço versos como quem morre.

Disponível em: <https://www.pensador.com/frase/MzIzNTQ5/>. Acesso em: 12 jan. 2023.

No poema de Manuel Bandeira, tem-se a ocorrência da função poética da linguagem, que é percebida nas combinações sonoras e rítmicas. Ao analisar o texto, entretanto, percebe-se também a presença da função expressiva. Em quais dos versos essa função se manifesta?

 

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