Foi a teoria, e não a prática, dos gregos que afetou a música da Europa Ocidental na Idade Média. Temos muito mais informação acerca das teorias musicais gregas do que da música propriamente dita. Essas teorias eram de dois tipos: doutrinas sobre a natureza da música, o seu lugar no cosmos, os seus efeitos e a forma conveniente de usá-la na sociedade humana; e descrições sistemáticas dos modelos e materiais da composição musical.
Nos ensinamentos de Pitágoras, a música e a aritmética não eram disciplinas separadas: os números eram considerados a chave de todo o universo espiritual e físico, e, assim, o sistema de sons e ritmos musicais, regido pelos números, exemplificava a harmonia do cosmo.
Para pensadores como Claudio Ptolomeu, o mais sistemático dos teóricos antigos da música, a astronomia e o estudo dos corpos celestes estavam diretamente relacionados ao estudo dos intervalos musicais.
Donald J. Grout e Claude V. Palisca. História da música ocidental. Lisboa: Gradiva, 1994 (com adaptações).
Tendo como referência o texto acima e as ideias por ele suscitadas, julgue o item a seguir.
Como sons de timbres iguais e frequências diferentes são ondas sonoras de formatos distintos, é possível identificar se uma mesma nota foi emitida por lira ou flauta.