Patrice Pavis (2008) percebe o tempo da representação teatral de três formas diferentes. A primeira apresenta um tempo concebido como dado externo, mensurável e divisível: tempo matemático dos relógios, dos metrônomos, do calendário, é o tempo da duração do espetáculo no teatro. A segunda forma de perceber o tempo é entendendo-o como próprio de cada indivíduo, como cada espectador que vivencia intuitivamente a duração do espetáculo ou de uma atuação, sem poder, no entanto, medi-la objetivamente. Pavis denomina esses dois tempos, respectivamente, de