A centopeia e o gafanhoto
Conta-se que, um dia, um gafanhoto encontrou-se!$ ^{I)} !$ com uma centopeia que descansava no meio da folhagem.
– Dona Centopeia, eu tenho pela senhora a maior admiração. Deus Todo-Poderoso me deu apenas seis pernas. Para a senhora ele deu cem. Assombra-me a elegância tranquila do seu andar. Todas se movem na ordem certa. Jamais vi uma centopeia tropeçar. Mas, por isso mesmo!$ ^{IV)} !$, tenho uma curiosidade: quando a senhora vai começar a andar, qual é a perna que!$ ^{IV)} !$ a senhora mexe primeiro?
– Obrigada pelos elogios, senhor Gafanhoto - respondeu a Centopeia. - Sua pergunta é muito interessante porque!$ ^{II)} !$ eu mesma, até hoje, nunca pensei no assunto!$ ^{IV)} !$. Sempre andei sem pensar. Perdoe minha ignorância. Jamais fui à escola do andar certo. Não fui conscientizada. Andei sempre um andar ignorante. Mas agora vou prestar atenção...
Conta-se que, desde esse dia, a Centopeia ficou paralítica!$ ^{III)} !$.
ALVES, Rubens. Do universo à jabuticaba. São Paulo: Editora Planeta do Brasil, 2010, p. 242.
Julgue com base nos fatos de língua as afirmações abaixo:
I. O verbo “encontrou-se” está na voz passiva sintética.
II. O vocábulo “porque” introduz uma pergunta indireta.
III. Não haveria mudança de sentido caso as vírgulas fossem suprimidas no trecho “Conta-se que, desde esse dia, a Centopeia ficou paralítica”.
IV. Poderíamos fazer, no texto, sem qualquer prejuízo para o sentido e para a correção gramatical, as seguintes substituições: “por isso mesmo” por “por essa mesma razão”; “qual é a perna que” por “que perna”; “no assunto” por “nisso”.
- Está correto o que se afirma em
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