Em 1517, o explorador espanhol Francisco Hernández de Córdoba chegou à península de Yucatán, perto da atual cidade mexicana de Cancun. As comunidades pelas quais passou a expedição de Hernández faziam parte do que restava de uma complexa sociedade que, durante 700 anos, dominara a América Central: os maias. Embora ainda haja muitas perguntas a ser respondidas, a estrutura política centralizada em torno de uma pequena aristocracia improdutiva pode ter acelerado a decadência dos maias. Os achados arqueológicos indicam que, a partir do ano 900, suas principais cidades foram abandonadas. Sabe-se que a área foi assolada por longos períodos de seca. Mas não há sinais de que a seca tenha provocado mortes em massa. O mais provável é que os camponeses tenham abandonado as cidades e se retirado para regiões mais isoladas, onde viveriam do que plantavam, sem prestar contas a reis e sem sustentá-los. O biólogo norte-americano Jared Diamond argumenta que a falta de visão de futuro e a ausência de cuidado com o meio ambiente é que teriam provocado o declínio da civilização maia. Os governantes estavam ocupados demais na construção de obras grandiosas e não foram capazes de lidar com as necessidades do povo.
Tiago Cordeiro. O raio X dos maias. In: Aventuras
na História, ed. 43, mar./2007, p. 30-1 (com adaptações).
Julgue o seguinte item, a respeito da organização das estruturas linguísticas e das ideias do texto acima.
O uso do tempo verbal em “teriam provocado” ressalta que a afirmação do biólogo não se baseia em verdades históricas e sugere que essa seria a interpretação provável dos “camponeses” para o fim da civilização maia.