Artigo recentemente publicado na revista Science revela que a mudança climática prejudicará, nos próximos 20 anos, a produtividade de culturas importantes para a alimentação humana em algumas das áreas mais pobres da Terra. Os pesquisadores estudaram doze regiões onde, de acordo com a Organização das Nações Unidas, vive a maior parte da população desnutrida do mundo. As áreas abrangem grande parte da Ásia, a África Subsaariana, o Caribe, a América Central e a do Sul e são povoadas por 825 milhões de pessoas desnutridas, 95% do total mundial.
Foram analisados vinte modelos teóricos sobre os efeitos do aquecimento global e concluiu-se que, até 2030, a temperatura média, na maioria dessas regiões, terá aumentado 1 ºC, enquanto as chuvas sazonais, em alguns locais, como no sul da África e no Brasil, poderão diminuir. A redução mais intensa de chuvas é prevista para o sul da África, chegando a 10%. A análise, que combinou dados sobre o clima e tipos de cultivos, revelou que a principal cultura do sul da África, o milho, poderá sofrer perdas de mais de 30% nas próximas duas décadas. No caso do Brasil, as maiores perdas previstas, de 15%, afetariam as culturas de trigo e soja; isso ocorreria no mesmo prazo, mas em proporção menor do que no caso africano. Se governos e organizações internacionais não direcionarem investimentos para adaptarem a produção agrícola à mudança climática, a fome poderá dizimar os que vivem nessas áreas.
In: O Estado de S.Paulo, 1.º/2/2008, A19 (com adaptações).
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As palavras “África” e “América” são acentuadas de acordo com a mesma regra gramatical.