As tecnologias digitais de informação e comunicação (TDIC) ampliaram as possibilidades de expressão, dizeres, enunciação e narrativas, desencadeando alterações nos comportamentos e nas concepções dos sujeitos, visto que elas legitimam outras formas de sentir, experienciar e compartilhar o mundo. [...] As estruturas narrativas na contemporaneidade utilizadas no ensino são sustentadas por linguagens articuladas que misturam substâncias orais, verbais, musicais, simbólicas, fixas ou móveis. Daí terem efeito multiplicador e plural sobre as produções. Trata-se de uma pluralidade semiótica viabilizada pelas novas tecnologias digitais de informação e comunicação, ao mesmo tempo em que enriquece uma ideia apresentada em diferentes semioses1 , cria mais complexidade para ser tratada pelo sujeito, por incorporar modos enunciativos que incluem palavras, imagens e sons. As construções que fazemos, portanto, são produzidas nesse movimento hiper e multimodal advindo da evolução dos meios tecnológicos, dos usos e significados que fazemos deles para nossas produções.
Antonio Carlos Xavier. Desafio do hipertexto e estratégias de sobrevivência do sujeito contemporâneo. In: A era do hipertexto: linguagem e tecnologia. Recife: Pipa Comunicação, 2013. Internet: <periodicos2.uesb.br> (com adaptações).
Vocabulário
1 processo de significação e de produção de significados. [Linguística] Processo capaz de produzir e gerar signos, com uma relação recíproca entre significado e significante.
Assinale a opção correta em relação ao texto e ao estudo dos gêneros digitais.