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3289528 Ano: 2012
Disciplina: Música
Banca: FUNIVERSA
Orgão: IFB

Texto para responder à questão.

Ensinar música é mediar as relações das pessoas com a música, visando facilitar e promover aprendizagens musicais. Em contextos formais, como a escola, a mediação deve ser feita de modo organizado, com base em certas intenções, com o propósito de alcançar determinadas finalidades, definidas pelo próprio professor, pela escola, pelos governos ou pelos demais âmbitos da sociedade.

Há várias formas de organizar o ensino de música nas escolas. Uma delas é partir de uma listagem prévia de conteúdos. Outro caminho é definir objetivos de aprendizagem e, com embasamento neles, os conteúdos a serem ensinados. Outra forma de organizar o ensino de
música é definir atividades ou eixos que deverão nortear as ações do professor e as dos alunos.

Não há nada de errado com os conteúdos, objetivos ou eixos propostos. O que parece problemático é que, nos casos acima, o ensino é pensado e organizado somente com a visão da música como área ou disciplina. O foco está no objeto, e não na pessoa ou nas pessoas a quem se destina o ensino. Nesses casos, a mediação entre aluno e música (que caracteriza o papel do professor) é organizada tomando como eixo apenas um desses elementos — a música. A relação entre aluno e música — objeto central do ensino — não é explicitada.

É importante buscar abordagens que permitam aproximar a escola e a vida, em que se ensine e se aprenda pelas experiências proporcionadas, pelos problemas criados, pela ação desencadeada. Uma das estratégias que vêm sendo discutidas por diversos educadores para concretizar esses ideais é a chamada pedagogia de projetos (que também pode ser nomeada como aprendizagem baseada em projetos: projetos de ensino, projetos pedagógicos ou projetos de aprendizagem), perspectiva desenvolvida por diversos autores. Alguns deles sugerem três etapas para a implementação dos projetos: a) problematização, que inclui escolha do tema ou do problema a ser investigado; b) desenvolvimento, que inclui definição das estratégias para resolver os problemas levantados, definição dos recursos e do cronograma; e c) síntese, que inclui a organização dos dados, a avaliação e a divulgação dos resultados.


Luciana M Del-ben. (2011). Música nas escolas. In: Educação musical escolar; Programa salto para o futuro Rio de Janeiro: TV
Escola, ano XXI, boletim 8, jun./2011, p.25-6. Internet: <http://tvbrasil.org.br> (com adaptações).

A forma de planejamento citada no texto, relacionada ao ensino da música nas escolas, baseada na definição de atividades ou de eixos norteadores para as ações de professor e alunos, pode ser identificada nos Parâmetros Curriculares Nacionais para o Ensino Fundamental, publicados em 1997, que estabelecem três eixos norteadores das práticas de ensino e aprendizagem, orientando, inclusive, a definição dos conteúdos do ensino das artes. Esses eixos são

 

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