Rola uma química
Laboratórios reproduzem substância natural que
renova células e criam nova geração de cosméticos
anti-idade
Quando uma pessoa tem um ferimento na pele,
como corte ou queimadura, uma substância chamada
fator de crescimento, produzida pelo próprio organis-
mo, entra em ação para cicatrizar o tecido e renovar
as células. Na década de 80, após anos de pesqui-
sas, cientistas conseguiram sintetizar os elementos
dessa substância em laboratório, na tentativa de
curar feridas graves. Mas se o tal fator de crescimen-
to tem o poder de regenerar a pele, não agiria, ainda,
contra o envelhecimento cutâneo? Foi a partir dessa
interrogação que outros estudos passaram a se voltar
para tratamentos de beleza, e de forma bem-sucedi-
da. Tanto que, hoje, fórmulas manipuladas de cos-
méticos, criadas a partir desse conceito, começam
a crescer e aparecer, já sendo receitadas por espe-
cialistas em consultórios dermatológicos. Elas atuam
no rosto e contra a queda de cabelo.
Foi em 2005 que os médicos especializados em
beleza passaram a prestar mais atenção na evolução
dessas pesquisas. Muito já se falava sobre o tema,
mas a segurança do uso da substância era questio-
nada. Naquele ano, porém, o dermatologista ameri-
cano Richard Fitzpratick, muito respeitado no meio,
apresentou resultados promissores. Agora, já se
sabe que, na pele, o fator estimula o aumento da es-
pessura e também a produção de colágeno, a velha e
boa fibra responsável pela firmeza da derme.
Cientistas também já conseguiram reproduzir
os fatores responsáveis pelo crescimento do cabelo.
Não significa que foi descoberta a solução final para
os calvos, mas essas substâncias ajudam a ativar a
circulação sanguínea no couro cabeludo (logo, os fios
recebem mais oxigênio e nutrientes para nascer) e
fazem com que as madeixas cresçam mais fortes.
CABAN, Isabela. Rola uma química. O Globo, Revista O Globo, 06 maio 2012, p. 70-71. Adaptado.
“Laboratórios reproduzem substância natural que renova células."
A oração tem a função de