Dias de abandono
Durante a tarde procurei o telefone do veterinário, […]
Na salinha havia várias pessoas na espera, algumas com cachorro, outras com gato, até uma mulher de uns trinta anos que tinha no colo um coelho preto e o acariciava continuamente com um movimento mecânico da mão. Eu passei o tempo estudando um mural com propostas de acasalamento entre animais de nobre estirpe alternadas com descrições detalhadas de cães e gatos desaparecidos. De vez em quando chegava gente em busca de notícias de um animal amado: um perguntava do gato internado para exames, outro do cachorro que fazia quimioterapia, uma senhora sofre pelo seu poodle em agonia. Naquele lugar a dor atravessava o frágil limiar do humano e expandia-se sobre o vasto mundo dos animais domésticos.
Elena Ferrante. Dias de abandono. SP, Biblioteca Azul, 2016, p. 153. (adaptado).
Das expressões destacadas no texto, assinale a alternativa que se encontra na ordem sintática direta do português.