Magna Concursos
1367719 Ano: 2010
Disciplina: Português
Banca: CEC
Orgão: Pref. Palmeira-PR
Combate à gripe
Foram exagerados, mas compreensíveis em retrospecto, os receios provocados em escala global pela irrupção de um novo subtipo do vírus da gripe, em abril do ano passado. Quando os primeiros casos da gripe A (ou “suína”) surgiram no México, em 2009, sua letalidade era desconhecida, e mesmo especialistas temiam que o vírus mutante pudesse trazer riscos comparáveis aos de grandes pandemias do passado, como a gripe espanhola.
Embora imprecisos, os dados atualmente disponíveis indicam, transcorridos quase dez meses do início da propagação, que a letalidade do vírus H1N1 não é muito maior do que aquela normalmente provocada pela gripe comum. O fato de os temores iniciais não terem sido comprovados provoca agora reação inversa, que também deve ser evitada. Campanhas de prevenção na Europa não surtiram os efeitos desejados e, em alguns países, menos de 10% dos habitantes acorreram aos postos de vacinação.
É preciso lembrar que tanto a gripe comum quanto sua nova versão provocam mortes que podem ser evitadas. São bem-vindos e necessários, portanto, os esforços do Ministério da Saúde para imunizar cerca de um terço da população brasileira contra o novo vírus, a partir de março.
Dividida em quatro fases, a vacinação se concentrará nos grupos mais atingidos pela nova gripe, como grávidas, recém-nascidos e jovens na faixa dos 20 anos.
Entre pessoas acima de 60 anos, no entanto, a imunização contra o H1N1 será restrita àquelas que têm doenças crônicas. Idosos em geral apresentam riscos distintos em relação à nova gripe e aos vírus mais antigos – baixa letalidade no primeiro caso, e alta concentração de vítimas no último.
É preciso evitar, no caso específico dos cidadãos acima de 60 anos, que os esforços corretamente voltados para o combate à gripe A terminem por esvaziar a atenção dedicada às campanhas tradicionais contra os vírus mais corriqueiros, diminuindo o alcance e a eficácia da vacinação contra a gripe comum. Caberá ao governo esforço adicional de comunicação para evitar tal risco.
Folha – 28/1/2010.
O trecho “O fato de os temores iniciais não terem sido comprovados provoca agora reação inversa, que também deve ser evitada.” poderia ser reescrito, ainda de acordo com a norma culta, da seguinte maneira:
 

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