“Pombal, através de uma modalidade de instituição mercantilista, as companhias de comércio, introduziu no Estado do Grão-Pará, mudanças estruturais de grande significado. Tiveram como pontos centrais a política relativa à mão-de-obra indígena [...] O governo lusitano embora tenha declarado juridicamente livre os índios, permitia com maior freqüência que os diretores das vilas promovessem “descimentos” e resgates para seu uso próprio ou para uso dos moradores, que resistiam à importação de mão de obra escrava africana.” (Texto adaptado do artigo de RAVENA, Nírvia. O Abastecimento no Século XVIII no Grão- Pará: Macapá e Vilas Circunvizinhas. In: ACEVEDO MARIN, Rosa Elizabeth. A Escrita da História Paraense. Belém: UFPA, 1998. p. 37).
Considerando o fragmento acima, pode-se afirmar em relação ao trabalho indígena durante o diretório pombalino na Amazônia, na segunda metade do século XVIII, em especial na região que compreende o atual estado do Amapá.
I – Entre as mudanças significativas ocorridas durante o governo pombalino encontra-se a expulsão dos missionários da Amazônia, retirando-se o poder temporal dos Jesuítas sobre os índios.
II – O “Diretório dos Índios” foi o instrumento utilizado pelo governo lusitano para romper com a escravização dos índios, declarando-os juridicamente livres.
III – Os diretores e outros agentes coloniais das vilas resistiram à importação de mão de obra escrava africana impedindo a entrada de negros na região que compreende o atual estado do Amapá.
IV – A promoção de “descimentos” e resgates foram práticas utilizadas para aprisionar indígenas durante a política pombalina.
Estão CORRETAS