Pernambuco nuclear
A ideia de Pernambuco sediar uma central pode parecer sui generis, mas não é. Em primeiro lugar, mesmo importando energia de outras regiões, o consumo per capita do Nordeste é apenas 60% da média nacional (que já é baixa), sendo o menor de todas as regiões, Em segundo lugar, o potencial hidrelétrico da região já foi praticamente exaurido, não existindo outras fontes “convencionais” significativas. Finalmente, a região é rica em urânio, concentrando virtualmente todas as reservas conhecidas nacionais. Assim, se o Nordeste quiser passar de importador a autossuficiente ou até exportador de energia elétrica, só mesmo com centrais nucleares.
HPV, Recife, PE
ÉPOCA. São Paulo, Globo, n. 584, p. 12, 27 jul. 2009. Fragmento.
A opinião que o autor tem acerca do tema orienta argumentativamente todo o texto, permitindo-nos fazer várias inferências, inclusive do significado de termos. Considerando o tema abordado e a tese defendida pelo leitor HPV, assinale a alternativa com as palavras adequadas para substituir, no texto, a expressão latina sui generis.