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Leia o texto a seguir para responder à questão:
As Sombras da IA Vem Causando frisson o estudo divulgado pelo MIT dando conta de uma "atrofia cognitiva" ligada ao uso da inteligência artificial (IA). O experimento comparou três grupos escrevendo redações. Um dos grupos usava o ChatGPT; outro pesquisava no Google; e o terceiro usava apenas a própria cabeça. Ao final de três rodadas, a turma que usou IA apresentou uma "atividade cerebral significativamente menor de memória, cognição e criatividade", comparada às demais. A IA era conveniente no curto prazo, mas a um alto custo cognitivo. De um observador, li a frase: "O cérebro é como um músculo. Ou você usa, ou você perde". O estudo é preliminar, mas o sinal é claro: abusar da IA quando se deveria estar treinando o cérebro para criar coisas e pensar criticamente pode ser desastroso. Me lembrei de quando peço aos alunos para ler Dostoievski. Ler as 600 páginas de Crime e Castigo pode não ter utilidade. E quando peço um artigo a respeito, ou um retrato psíquico de Raskólnikov, isso pode ser obtido em alguns segundos no ChatGPT. Se alguém fizer isso, terá economizado um bom tempo de leitura. Mas terá perdido um universo de sutilezas e imaginação humana.
O estudo do MIT vai em linha com o declínio recente nos testes de QI. Até o final do século passado funcionava o "efeito Flynn". A cada geração, havia algum avanço cognitivo. Até a reversão, nos anos 1990. Muita gente associa isso ao "efeito Google", ao fato de "terceirizarmos" parte de nossa memória e esforço cognitivo. Parece lógico. Ainda me lembro quando estudava em Barcelona, meados dos 1990, e o professor nos explicava sobre o buscador AltaVista. Não existia Google ainda, mas na hora compreendi que ia ficando para trás o mundo de enciclopédias e bibliotecas no qual havia sido criado. Um mundo lento e trabalhoso, ainda que sedutor, trocado por um universo instantâneo. E incrivelmente mais fácil, ainda que carente de cheiros e mistérios. Trinta anos depois, a IA dobra a aposta. Nos entrega uma carga de facilidade de uma outra ordem: em vez de informação, traz junto a inteligência. Aquilo que até então era nosso traço distintivo, como espécie, e não é mais. [...]
SCHULER, Fernando. As Sombras da IA. Revista Veja. Editora Abril, São Paulo, v. 2950, ano 58, n. 26, p. 34, 27 de junho de 2025 (Adaptado).
Releia o trecho:

“Me lembrei de quando peço aos alunos para ler Dostoievski. Ler as 600 páginas de Crime e Castigo pode não ter utilidade. E quando peço um artigo a respeito, ou um retrato psíquico de Raskólnikov, isso pode ser obtido em alguns segundos no ChatGPT [...]’’

A relação entre esse trecho e a afirmação anterior a ele no texto é de
 

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