E. B. C., 62 anos, sexo feminino, hipertensa há 8 anos, em tratamento medicamentoso e acompanhada regularmente pelo cardiologista, está eutrófica e nega outras morbidades. Realiza caminhada cinco vezes por semana, durante aproximadamente 30 minutos, associada à musculação, três vezes por semana, sob orientação de um profissional de educação física. Porém, apresenta frequentemente picos hipertensivos, identificados com auxílio do exame MAPA (Monitorização Ambulatorial da Pressão Arterial). A paciente realizou uma consulta com uma nutricionista, buscando a melhoria da sua alimentação. Levando em consideração a 8ª Diretriz Brasileira de Hipertensão Arterial (2020), analise, abaixo, as indicações para a elaboração de um plano alimentar e as orientações nutricionais adequadas ao tratamento da hipertensão arterial sistêmica dessa paciente.
I | A implementação da dieta do Mediterrâneo não seria uma estratégia adequada para a paciente, pois, apesar de ser rica em frutas, hortaliças e cereais integrais, trata-se de uma dieta que possui quantidades generosas de azeite de oliva e outras fontes de gorduras saturadas, como as oleaginosas. |
II | A adoção do modelo dietético DASH (Dietary Approaches to Stop Hypertension), que enfatiza o consumo de frutas, hortaliças, cereais integrais, laticínios com baixo teor de gordura, frango, peixe e frutas oleaginosas e redução da ingestão de carne vermelha, doces e bebidas com açúcar, pode ser benéfica para a paciente. |
III | As dietas vegetarianas seriam uma opção para a paciente, pois preconizam o consumo de alimentos de origem vegetal, como frutas, hortaliças, grãos e leguminosas. |
IV | As estratégias que envolvem dietas ricas em proteínas, como a dieta low-carb, cetogênica e jejum intermitente, podem ser eficientes para a paciente, pois se caracterizam pela redução do consumo de sódio e gorduras na dieta, resultando na redução e controle da pressão arterial. |
Em relação ao caso exposto, estão corretas as indicações