Instrução: Leia atentamente o texto e responda à questão.
Meu povo seguiu rumando de um canto para outro, procurando trabalho. Buscando terra e morada. Um lugar
onde pudesse plantar e colher. Onde tivesse uma tapera para chamar de casa. Os donos já não podiam ter
mais escravos, por causa da lei, mas precisavam deles. Então, foi assim que passaram a chamar os escravos
de trabalhadores e moradores. Não poderiam arriscar, fingindo que nada mudou, porque os homens da lei
poderiam criar caso. Passaram a lembrar para seus trabalhadores como eram bons, porque davam abrigo aos
pretos sem casa, que andavam de terra em terra procurando onde morar. Como eram bons, porque não havia
mais chicote para castigar o povo. Como eram bons, por permitirem que plantassem seu próprio arroz e
feijão, o quiabo e a abóbora. A batata-doce do café da manhã. "Mas vocês precisam pagar esse pedaço de
chão onde plantam seu sustento, o prato que comem, porque saco vazio não fica em pé. Então, vocês
trabalham nas minhas roças e, com o tempo que sobrar, cuidam do que é de vocês. Ah, mas não pode
construir casa de tijolo, nem colocar telha de cerâmica. Vocês são trabalhadores, não podem ter casa igual a
dono. Podem ir embora quando quiserem, mas pensem bem, está difícil morada em outro canto."
(VIERIA JÚNIOR, Itamar. Torto arado. São Paulo: Todavia, 2019.)
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