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A Arquitetura Bioclimática, com frequência, se referencia em estratégias tradicionais de construção, e em técnicas até então não-codificadas de produção de anteparos à insolação, filtragem da insolação direta, uso de materiais termo-isolantes e recursos de orientação e configuração de edificações para otimização da ventilação, arrefecimento e troca de calor, quando bem empregados. Consulte as ilustrações de projeto do arquiteto Severiano Porto (Uberlândia-MG, 1928), chamado Casa-Lar, parte de um conjunto construído e projetado entre 1994 e 1997, e marque a alternativa CORRETA.

Figura 6 A Casa-Lar de Severiano Porto. Fonte:NEVES, Letícia de Oliveira. Arquitetura bioclimática e a obra de Severiano Porto: estratégias de ventilação natural. 222 f. Dissertação (Mestrado em Arquitetura e Urbanismo). São Carlos, Escola de Engenharia de São Carlos, Universidade de São Paulo, Programa de Pós-Graduação em Arquitetura e Urbanismo, 2006. p. 156.

Figura 7 Planta da Casa-Lar, Severiano Porto, parte da Aldeia SOS (1994-1997). Fonte: NEVES, Letícia de Oliveira. Arquitetura bioclimática e a obra de Severiano Porto: estratégias de ventilação natural. 222 f. Dissertação (Mestrado em Arquitetura e Urbanismo). São Carlos, Escola de Engenharia de São Carlos, Universidade de São Paulo, Programa de Pós-Graduação em Arquitetura e Urbanismo, 2006. p. 157.

Figura 8 Projeção de sombra na Casa-Lar. Fonte: NEVES, Letícia de Oliveira. Arquitetura bioclimática e a obra de Severiano Porto: estratégias de ventilação natural. 222 f. Dissertação (Mestrado em Arquitetura e Urbanismo). São Carlos, Escola de Engenharia de São Carlos, Universidade de São Paulo, Programa de Pós-Graduação em Arquitetura e Urbanismo, 2006. p. 159.
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Dispositivos associados ao desempenho térmico e sanitário de edificações são relacionados com a expectativa de se produzir um ambiente construído de menor impacto físico-ambiental e socioambiental já a partir do projeto. Essas seriam as funções dos telhados verdes e da instalação de painéis destinados ao armazenamento e geração de energia solar.

Figura 4 Esquema de aproveitamento ambiental de coberturas em edificações. Fonte: Jourda, Françoise-Hélène. Pequeno manual do projeto sustentável. São Paulo: Gustavo Gili, 2013. p. 95.
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A passagem da produção arquitetônica do final do século XIX é marcada pelo modernismo. Segundo Argan:
Sob o termo genérico Modernismo resume-se correntes artísticas que, na última década do século XIX e na primeira do Século XX, propõem-se a interpretar, apoiar e acompanhar o esforço progressista, econômico tecnológico, da civilização industrial. São comuns às tendências modernistas: 1) a deliberação de fazer uma arte em conformidade com sua época e a renúncia à invocação de modelos clássicos, tanto na temática como o estilo; 2) o desejo de diminuir a distância entre as artes “maiores” (arquitetura, pintura e escultura) e as “aplicações” aos diversos campos da produção econômica (construção civil corrente, decoração, vestuário etc); 3) a busca de uma funcionalidade decorativa; 4) a aspiração a um estilo ou linguagem internacional ou europeia. 5) o esforço em interpretar a espiritualidade que se dizia (com um pouco de ingenuidade e um pouco de hipocrisia) inspirar e redimir o industrialismo. (ARGAN, G. C. Arte moderna. São Paulo: Companhia das Letras, 1992. p. 185).
Em referência às tendências modernistas definidas por Argan, assinale a alternativa em que a manifestação da tendência é associada corretamente à produção em arquitetura e urbanismo.
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II. Jardim tropical é o que resulta na forma mais natural, com ideia de que não foi planejado.
III. Jardim contemporâneo caracteriza-se pelo paisagismo aliado a arquitetura, com plantas estruturais, e mobília adaptada ao conforto.
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Sistemas de reuso de água têm sido populares em projetos de equipamentos públicos e possuem diversas aplicações e vantagens, porém são projetados com restrições e critérios específicos. Sobre o tema, assinale a alternativa CORRETA.
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O projeto de projetação em arquitetura é composto por uma metodologia em que várias fases asseguram que a forma de um edifício será capaz de cumprir as exigências para seu uso, associando necessidades reais e processos mentais para sua realização. Após ler a referência abaixo e a boa prática de projetação, assinale a alternativa CORRETA no que se refere àquilo que é exigido enquanto valores e qualidades percebidos pelos usuários, considerados insumos para a consecução de um programa de necessidades no projeto projetual.
O programa de necessidades é fundamental para a qualidade do processo de projeto e construção, e não se restringe a uma lista de ambientes e dimensões. É uma fase do processo de construção do edifício, que transforma informações e dados sobre a edificação em exigências claras que o projeto deve cumprir. Assim, espera-se da fase seguinte e de seus atores um comprometimento em relação às orientações definidas, da mesma forma que a construção deve se comprometer.
(MOREIRA e KOWALTOWSKI, O programa arquitetônico. In Kowaltowski, D.; Moreira, D.; Petreche, J e Fabrício, M. (orgs.) O processo de projeto em arquitetura da teoria à tecnologia. São Paulo: Oficina de Textos, 2011, p. 107).
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A produção do ambiente construído contemporâneo, seja no projeto urbano ou do edifício, não está isenta de implicações relacionadas ao poder, à demografia, à política, tanto no âmbito das Políticas de Estado quanto dos impactos sociais e econômicos dados pelas formas como se produzem as construções e as decorrências de implantação de suas morfologias nas cidades. Com base nesta reflexão, e no texto a seguir, considere as alternativas e marque aquela mais apropriada à ideia de justiça social na cidade.
OS DISCURSOS DO NEOLIBERALISMO ARQUITETÔNICO
Como vimos, no contexto mais geral do neoliberalismo, a arquitetura não é uma exceção: perdeu o senso crítico que teve até a década de 1970. Por isso, é preciso fomentar uma nova cultura arquitetônica crítica ao lado das novas narrativas dominantes da economia global. Também no terreno da arquitetura, a publicidade, a representação midiática e o glamour dos produtos vão além de sua própria realidade e materialidade. Portanto, é imprescindível desvelar e revelar, mostrar tudo aquilo que ela esconde. É natural que os arquitetos de prestígio no mercado global utilizem argumentos heterogêneos e contrapostos, muitas vezes afastados da arquitetura e do urbanismo que eles realmente fazem. Raciocínios polissêmicos e neoliberais dão cobertura para que se argumente a favor da sustentabilidade quando se recorre ao uso da alta tecnologia e à destruição do meio, de maneira que a experimentação formal é utilizada para legitimar a especulação ou para que se recorra a argumentos de justiça social, quando aquilo que se propõe é elitismo consumista.
Entre os profissionais do discurso duplo e da moral dupla, encontram-se aqueles que agem sob os auspícios de entidades financeiras e organizações religiosas de caráter marcadamente reacionário, promovendo eventos culturais, revistas e congressos a partir dos quais se pretende construir alternativas e mostrar arquiteturas comprometidas com o planeta e com a sociedade. A maior parte dos arquitetos-estrela praticam esse discurso duplo. Dentre estes estão Renzo Piano, Richard Rogers, Norman Foster, Jean Nouvel e Ricardo Legorreta, que, por um lado, participam dos foros em defesa do urbanismo sustentável e, por outro, prestam-se a operações de alta tecnologia e alto consumo, que não têm a ver com o meio, geram urbanizações fechadas, segregam socialmente e destroem patrimônio social, urbano e paisagístico. São estrelas que servem para legitimar processos especulativos e de expulsão dos habitantes de áreas nas quais trabalham, porém sem conhecê-las. Como bons arquitetos do príncipe contemporâneo, basta-lhes o plano ou o mapa para destruírem e construírem em qualquer lugar.
(MONTANER, Josep Maria; MUXÍ, Zaida. Arquitetura e política. Ensaios para mundos alternativos. São Paulo: Gustavo Gili, 2014. p. 313-314).
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Conforme NBR 9050/2015, existem elementos de sinalização essenciais em edificações que devem ser informados, dos quais pode-se citar, exceto:
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