Foram encontradas 175 questões.
Um homem do século XVI ou XVII ficaria espantado com as exigências de identidade civil a que nós nos submetemos com naturalidade. Assim que nossas crianças começam a falar, ensinamos-lhes seu nome, o nome de seus pais e sua idade. Quando arranjarem seu primeiro emprego, junto com sua carteira de trabalho, receberão um número de inscrição que passará a acompanhar seu nome. Um dia chegará em que todos os cidadãos terão seu número de registro: esta é a meta dos serviços de identidade. Nossa personalidade civil já se exprime com maior precisão mediante nossas coordenadas de nascimento do que mediante nosso sobrenome. Este, com o tempo, poderia muito bem não desaparecer, mas ficar reservado à vida particular, enquanto um número de identidade, em que a data de nascimento seria um dos elementos, o substituiria para uso civil. O nome pertence ao mundo da fantasia, enquanto o sobrenome pertence ao mundo da tradição. A idade, quantidade legalmente mensurável com uma precisão quase de horas, é produto de um outro mundo, o da exatidão e do número. Hoje, nossos hábitos de identidade civil estão ligados, ao mesmo tempo, a esses três mundos.
Philippe Ariès. História social da criança e da família. Dora Flaksman (Trad.), p. 1-2 (com adaptações).
Com base no texto acima, julgue o item.
A idéia de suposição expressa na forma verbal "ficaria" permite o emprego de submetermos, forma verbal no modo subjuntivo, em lugar de "submetemos", sem que se prejudiquem a coerência e a correção gramatical do texto.
Provas
Um homem do século XVI ou XVII ficaria espantado com as exigências de identidade civil a que nós nos submetemos com naturalidade. Assim que nossas crianças começam a falar, ensinamos-lhes seu nome, o nome de seus pais e sua idade. Quando arranjarem seu primeiro emprego, junto com sua carteira de trabalho, receberão um número de inscrição que passará a acompanhar seu nome. Um dia chegará em que todos os cidadãos terão seu número de registro: esta é a meta dos serviços de identidade. Nossa personalidade civil já se exprime com maior precisão mediante nossas coordenadas de nascimento do que mediante nosso sobrenome. Este, com o tempo, poderia muito bem não desaparecer, mas ficar reservado à vida particular, enquanto um número de identidade, em que a data de nascimento seria um dos elementos, o substituiria para uso civil. O nome pertence ao mundo da fantasia, enquanto o sobrenome pertence ao mundo da tradição. A idade, quantidade legalmente mensurável com uma precisão quase de horas, é produto de um outro mundo, o da exatidão e do número. Hoje, nossos hábitos de identidade civil estão ligados, ao mesmo tempo, a esses três mundos.
Philippe Ariès. História social da criança e da família. Dora Flaksman (Trad.), p. 1-2 (com adaptações).
Com base no texto acima, julgue o item.
A argumentação do texto se organiza em torno da idéia de que o cidadão do tempo atual recebe diferentes identificações nos mundos da fantasia, da tradição e da personalidade civil.
Provas
A hipótese dos campos mórficos, criada pelo inglês Rupert Sheldrake, representa uma salutar sacudida na biologia, com conseqüências em vários outros ramos da ciência.
Nos seres humanos, a ressonância mórfica pode ser uma ferramenta utilíssima para explicar o aprendizado, em especial o de idiomas. Pela teoria, em geral é mais fácil aprender o que outros já aprenderam antes, graças à memória coletiva acessível a todos os indivíduos da mesma espécie. Assim, os campos mórficos podem representar um novo ponto de partida para compreendermos nossa herança cultural e a influência de nossos ancestrais. O próprio biólogo reconhece, porém, que sua concepção tem um espaço em branco a ser preenchido. Se, por um lado, ela ajuda a explicar o modo como os padrões de organização são repetidos, por outro, não explicita como eles se colocam em primeiro lugar. Mas essa lacuna é estratégica, revela Sheldrake: "Isso deixa aberta a questão da criatividade evolucionária."
Planeta, ago./ 2005 (com adaptações).
No que se refere à organização das idéias no texto acima, julgue o próximo item.
A conjunção "Se" inicia uma oração que apresenta uma condição para a realização do que se afirma na oração principal.
Provas
A hipótese dos campos mórficos, criada pelo inglês Rupert Sheldrake, representa uma salutar sacudida na biologia, com conseqüências em vários outros ramos da ciência.
Nos seres humanos, a ressonância mórfica pode ser uma ferramenta utilíssima para explicar o aprendizado, em especial o de idiomas. Pela teoria, em geral é mais fácil aprender o que outros já aprenderam antes, graças à memória coletiva acessível a todos os indivíduos da mesma espécie. Assim, os campos mórficos podem representar um novo ponto de partida para compreendermos nossa herança cultural e a influência de nossos ancestrais. O próprio biólogo reconhece, porém, que sua concepção tem um espaço em branco a ser preenchido. Se, por um lado, ela ajuda a explicar o modo como os padrões de organização são repetidos, por outro, não explicita como eles se colocam em primeiro lugar. Mas essa lacuna é estratégica, revela Sheldrake: "Isso deixa aberta a questão da criatividade evolucionária."
Planeta, ago./ 2005 (com adaptações).
No que se refere à organização das idéias no texto acima, julgue o próximo item.
A flexão de primeira pessoa do plural em "compreendermos" indica que o sujeito da oração em que esse verbo ocorre é diferente do sujeito da oração anterior.
Provas
A hipótese dos campos mórficos, criada pelo inglês Rupert Sheldrake, representa uma salutar sacudida na biologia, com conseqüências em vários outros ramos da ciência.
Nos seres humanos, a ressonância mórfica pode ser uma ferramenta utilíssima para explicar o aprendizado, em especial o de idiomas. Pela teoria, em geral é mais fácil aprender o que outros já aprenderam antes, graças à memória coletiva acessível a todos os indivíduos da mesma espécie. Assim, os campos mórficos podem representar um novo ponto de partida para compreendermos nossa herança cultural e a influência de nossos ancestrais. O próprio biólogo reconhece, porém, que sua concepção tem um espaço em branco a ser preenchido. Se, por um lado, ela ajuda a explicar o modo como os padrões de organização são repetidos, por outro, não explicita como eles se colocam em primeiro lugar. Mas essa lacuna é estratégica, revela Sheldrake: "Isso deixa aberta a questão da criatividade evolucionária."
Planeta, ago./ 2005 (com adaptações).
No que se refere à organização das idéias no texto acima, julgue o próximo item.
Na articulação dos argumentos do texto, o termo "os indivíduos" retoma, por coesão, o mesmo conjunto de seres antes designados como "seres humanos".
Provas
A hipótese dos campos mórficos, criada pelo inglês Rupert Sheldrake, representa uma salutar sacudida na biologia, com conseqüências em vários outros ramos da ciência.
Nos seres humanos, a ressonância mórfica pode ser uma ferramenta utilíssima para explicar o aprendizado, em especial o de idiomas. Pela teoria, em geral é mais fácil aprender o que outros já aprenderam antes, graças à memória coletiva acessível a todos os indivíduos da mesma espécie. Assim, os campos mórficos podem representar um novo ponto de partida para compreendermos nossa herança cultural e a influência de nossos ancestrais. O próprio biólogo reconhece, porém, que sua concepção tem um espaço em branco a ser preenchido. Se, por um lado, ela ajuda a explicar o modo como os padrões de organização são repetidos, por outro, não explicita como eles se colocam em primeiro lugar. Mas essa lacuna é estratégica, revela Sheldrake: "Isso deixa aberta a questão da criatividade evolucionária."
Planeta, ago./ 2005 (com adaptações).
No que se refere à organização das idéias no texto acima, julgue o próximo item.
Infere-se da argumentação do texto que Sheldrake, em sua teoria, revoluciona os conceitos da biologia, utilizando-se da própria hipótese de ressonância dos conhecimentos de outros ramos da ciência na própria biologia.
Provas
Uma vez pesquisado, determinado assunto agrega novos elementos ao pensamento de seu observador e, portanto, modifica-o. Mudado seu modo de pensar, o pesquisador já não concebe aquele tema da mesma forma e, assim, já não é capaz de estabelecer uma relação exatamente igual à do experimento original. Não se podendo repetir a relação sujeito-objeto, é forçoso afirmar que seria impossível a reprodução exata de qualquer situação de pesquisa, o que ressalta a importância da descrição do fenômeno e o caráter vivo dos postulados teóricos. Em uma visão fenomenológica, os chamados estados da mente perante a verdade podem ser descritos como o tipo de experiência vivida pelo analista de inteligência no contato com o fenômeno acompanhado. Assim sendo, os fatos analisados não podem ser dissociados daquele que produz o conhecimento. Quando a mente se posiciona perante a verdade, o que de fato ocorre é um processo ativo de auto-regulação entre uma pessoa, seus conhecimentos preexistentes (a priori) e um novo fato que se apresenta.
Guilherme Augusto Rosito. Abordagem fenomenológica e metodologia de produção de conhecimentos. In: Revista Brasileira de Inteligência. Brasília: ABIN, v. 2, n.º 3, set./2008 (com adaptações).
Com referência ao texto acima, julgue o item subseqüente.
Subentende-se, pelas relações de sentido que se estabelecem no texto, que "daquele" retoma, por coesão, "fenômeno", precedido pela preposição de, exigida por "dissociados".
Provas
Uma vez pesquisado, determinado assunto agrega novos elementos ao pensamento de seu observador e, portanto, modifica-o. Mudado seu modo de pensar, o pesquisador já não concebe aquele tema da mesma forma e, assim, já não é capaz de estabelecer uma relação exatamente igual à do experimento original. Não se podendo repetir a relação sujeito-objeto, é forçoso afirmar que seria impossível a reprodução exata de qualquer situação de pesquisa, o que ressalta a importância da descrição do fenômeno e o caráter vivo dos postulados teóricos. Em uma visão fenomenológica, os chamados estados da mente perante a verdade podem ser descritos como o tipo de experiência vivida pelo analista de inteligência no contato com o fenômeno acompanhado. Assim sendo, os fatos analisados não podem ser dissociados daquele que produz o conhecimento. Quando a mente se posiciona perante a verdade, o que de fato ocorre é um processo ativo de auto-regulação entre uma pessoa, seus conhecimentos preexistentes (a priori) e um novo fato que se apresenta.
Guilherme Augusto Rosito. Abordagem fenomenológica e metodologia de produção de conhecimentos. In: Revista Brasileira de Inteligência. Brasília: ABIN, v. 2, n.º 3, set./2008 (com adaptações).
Com referência ao texto acima, julgue o item subseqüente.
Preservam-se as relações argumentativas e a correção gramatical do texto ao se substituir o trecho "os chamados estados da mente perante a verdade podem ser descritos" por podem serem descritos os chamados estados da mente em face à verdade.
Provas
Uma vez pesquisado, determinado assunto agrega novos elementos ao pensamento de seu observador e, portanto, modifica-o. Mudado seu modo de pensar, o pesquisador já não concebe aquele tema da mesma forma e, assim, já não é capaz de estabelecer uma relação exatamente igual à do experimento original. Não se podendo repetir a relação sujeito-objeto, é forçoso afirmar que seria impossível a reprodução exata de qualquer situação de pesquisa, o que ressalta a importância da descrição do fenômeno e o caráter vivo dos postulados teóricos. Em uma visão fenomenológica, os chamados estados da mente perante a verdade podem ser descritos como o tipo de experiência vivida pelo analista de inteligência no contato com o fenômeno acompanhado. Assim sendo, os fatos analisados não podem ser dissociados daquele que produz o conhecimento. Quando a mente se posiciona perante a verdade, o que de fato ocorre é um processo ativo de auto-regulação entre uma pessoa, seus conhecimentos preexistentes (a priori) e um novo fato que se apresenta.
Guilherme Augusto Rosito. Abordagem fenomenológica e metodologia de produção de conhecimentos. In: Revista Brasileira de Inteligência. Brasília: ABIN, v. 2, n.º 3, set./2008 (com adaptações).
Com referência ao texto acima, julgue o item subseqüente.
Logo após "pesquisa", estaria gramaticalmente correto e coerente com o desenvolvimento das idéias do texto o emprego do travessão simples no lugar da vírgula.
Provas
Uma vez pesquisado, determinado assunto agrega novos elementos ao pensamento de seu observador e, portanto, modifica-o. Mudado seu modo de pensar, o pesquisador já não concebe aquele tema da mesma forma e, assim, já não é capaz de estabelecer uma relação exatamente igual à do experimento original. Não se podendo repetir a relação sujeito-objeto, é forçoso afirmar que seria impossível a reprodução exata de qualquer situação de pesquisa, o que ressalta a importância da descrição do fenômeno e o caráter vivo dos postulados teóricos. Em uma visão fenomenológica, os chamados estados da mente perante a verdade podem ser descritos como o tipo de experiência vivida pelo analista de inteligência no contato com o fenômeno acompanhado. Assim sendo, os fatos analisados não podem ser dissociados daquele que produz o conhecimento. Quando a mente se posiciona perante a verdade, o que de fato ocorre é um processo ativo de auto-regulação entre uma pessoa, seus conhecimentos preexistentes (a priori) e um novo fato que se apresenta.
Guilherme Augusto Rosito. Abordagem fenomenológica e metodologia de produção de conhecimentos. In: Revista Brasileira de Inteligência. Brasília: ABIN, v. 2, n.º 3, set./2008 (com adaptações).
Com referência ao texto acima, julgue o item subseqüente.
No desenvolvimento da argumentação, a oração "Não se podendo repetir a relação sujeito-objeto" expressa a causa que desencadeia as idéias do trecho "é forçoso afirmar (...) pesquisa".
Provas
Caderno Container