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Leia o texto a seguir e responda à questão
ESTRANHAMENTO E ADAPTAÇÃO
A nossa vida, do nascimento até pelo menos o fim da adolescência, é constituída por uma sequência de mudanças(a) que vai deixando um rastro(b) de lembranças quase sempre sentidas como desconforto.
Sabemos que poucas crianças aceitam(c) o sabor salgado com facilidade. A passagem do líquido para o sólido é amenizada pelos mingaus; a introdução do alimento pastoso intermedeia e facilita essa transição.
O incômodo de algumas passagens pode deixar marcas menos acentuadas, principalmente quando geram ampliação de horizontes.
Por exemplo, ninguém aprende a andar sem perder o equilíbrio e cair várias vezes. Em compensação, enxergamos mais longe(d) na posição vertical para a qual estamos nos preparando.
Aprender a ler também pode ser desagradável, mas tem a promessa de fazer(e) a criança entender os garranchos que estão nos livros.
(Ana Verônica Mautner, Folha de S. Paulo, 12 de julho de 2011)
Transgrediu-se a norma culta por emprego de termo inadequado à situação de comunicação no segmento:
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Texto
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A VELHA GUERRA
Goethe teve um romance passageiro com a Revolução Francesa, que liberou mais demônios do que ele estava disposto a aceitar. Vem daí sua famosa declaração de que preferia a injustiça à desordem. Goya foi um entusiasta de primeira hora de Napoleão mas horrorizou-se com as atrocidades da guerra da Espanha, que retratou com ácido e asco na sua série de gravuras “Desastres de la Guerra”. Acabou desencantado também.
Mas o desencanto de Goethe e Goya não é o mesmo dos que lamentaram o fim da velha ordem, para os quais a Revolução Francesa significou não a derrota do nepotismo e da injustiça mas um crime contra a natureza do homem. Confundir ordem e normalidade com seus próprios privilégios é um velho hábito de castas dominantes.
(Veríssimo, Jornal O Globo, 15 de setembro de 2011)
No texto, a palavra privilégio está corretamente grafada. A vogal i completa adequadamente a lacuna da palavra:
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Leia o texto a seguir e responda à questão.
Texto
O texto a seguir é uma circular, datada de 1794, dirigida aos funcionários públicos da França, após a Revolução Francesa.
O funcionário público(a), acima de tudo(b), deve desfazer-se da roupagem antiga e abandonar a polidez forçada(c), tão inconsistente com a postura de homens livres(d, e), e que é uma relíquia do tempo em que alguns homens eram ministros e outros, seus escravos. Sabemos que as velhas formas de governo já desapareceram: devemos até esquecer como eram. As maneiras simples e naturais devem substituir a dignidade artificial que frequentemente constituía a única virtude de um chefe de departamento ou outro funcionário graduado. Decência e genuína seriedade são os requisitos exigidos de homens dedicados à coisa pública. A qualidade essencial do Homem na Natureza consiste em ficar de pé. O jargão ininteligível dos velhos ministérios deve dar lugar ao estilo claro, conciso, isento de expressões de servilismo, de formas obsequiosas, indiretas e pedantes, ou de qualquer insinuação no sentido de que existe autoridade superior à razão e à ordem estabelecida pelas leis – um estilo que adote atitude natural em relação às autoridades subalternas. Não deve haver frases convencionais, nem desperdício de palavras.
(Apud LASSWELL, Harold & Kaplan, Abraham. A linguagem da política, Brasília, EUB, 1979)
No segmento “...e que é...”, o pronome relativo tem como referente:
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Leia o texto a seguir e responda à questão.
ELOQUÊNCIA SINGULAR
Mal iniciara seu discurso, o deputado embatucou:
– Senhor Presidente: eu não sou daqueles que...
O verbo ia para o singular ou para o plural? Tudo indicava o plural. No entanto, podia perfeitamente ser o singular.
– Não sou daqueles que...
Não sou daqueles que recusam...No plural soava melhor. Mas era preciso precaver-se contra essas armadilhas da linguagem – que recusa? – ele que tão facilmente caía nelas, e era logo massacrado por um aparte. Não sou daqueles que... Resolveu ganhar tempo:
– ...embora perfeitamente cônscio das minhas altas responsabilidades, como representante do povo nesta Casa, não sou...
Daqueles que recusa, evidentemente. Como é que podia ter pensado no plural? Era um desses casos que os gramáticos registram nas suas questiúnculas de português; ia para o singular, não tinha dúvida. Idiotismo de linguagem, devia ser – daqueles que, em momentos de extrema gravidade, como este que o Brasil atravessa...
(...)
– Muito embora...sabendo perfeitamente...os imperativos de minha consciência cívica...senhor Presidente...e o declaro peremptoriamente... não sou daqueles que...
– Muito embora...sabendo perfeitamente...os imperativos de minha consciência cívica...senhor Presidente...e o declaro peremptoriamente... não sou daqueles que...
O Presidente voltou a adverti-lo de que seu tempo se esgotara. Não havia mais por que fugir:
– Senhor Presidente, meus nobres colegas!
Resolveu arrematar de qualquer maneira. Encheu o peito e desfechou:
– Em suma: não sou daqueles. Tenho dito.
Houve um suspiro de alívio em todo o plenário, as palmas romperam. Muito bem!Muito bem! O orador foi vivamente cumprimentado.
(Fernando Sabino – A companheira de viagem, crônicas, Editora do Autor, 1965, adaptado)
É acentuada pelo mesmo motivo que “eloquência” a palavra:
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Ao dirigir-se e ao referir-se a um ministro e a um cardeal, as formas de tratamento apresentam, respectivamente, as seguintes abreviaturas:
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Leia o texto a seguir, transcrito da revista Veja, de 22 de janeiro de 1986, e responda à questão.
Quando era ministro da Educação, Passarinho recebeu correspondência de um reitor de uma universidade, solicitando verbas ao “iminente ministro”, que não pestanejou. Colocou de volta no correio, dizendo ao solicitante que já havia sido nomeado...
A oração reduzida “solicitando verbas ao ‘iminente ministro’” tem valor semântico de:Provas
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Leia as frases abaixo.
“Preconceito e campanhas antipreconceito são o item da moda. Porque tudo é moda, mania, às vezes obsessão passageira.”
(Revista Veja, 08/06/2011)
A autora é obcecada pela luta contra a desonestidade, a arrogância, a irresponsabilidade.
A grafia das palavras em destaque nas frases apresentadas se deve às suas respectivas origens. Está grafado corretamente o seguinte par de palavras:
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Leia o texto a seguir e responda à questão.
ELOQUÊNCIA SINGULAR
Mal iniciara seu discurso, o deputado embatucou:
– Senhor Presidente: eu não sou daqueles que...
O verbo ia para o singular ou para o plural? Tudo indicava o plural. No entanto, podia perfeitamente ser o singular.
– Não sou daqueles que...
Não sou daqueles que recusam...No plural soava melhor. Mas era preciso precaver-se contra essas armadilhas da linguagem – que recusa? – ele que tão facilmente caía nelas, e era logo massacrado por um aparte. Não sou daqueles que... Resolveu ganhar tempo:
– ...embora perfeitamente cônscio das minhas altas responsabilidades, como representante do povo nesta Casa, não sou...
Daqueles que recusa, evidentemente. Como é que podia ter pensado no plural? Era um desses casos que os gramáticos registram nas suas questiúnculas de português; ia para o singular, não tinha dúvida. Idiotismo de linguagem, devia ser – daqueles que, em momentos de extrema gravidade, como este que o Brasil atravessa...
(...)
– Muito embora...sabendo perfeitamente...os imperativos de minha consciência cívica...senhor Presidente...e o declaro peremptoriamente... não sou daqueles que...
– Muito embora...sabendo perfeitamente...os imperativos de minha consciência cívica...senhor Presidente...e o declaro peremptoriamente... não sou daqueles que...
O Presidente voltou a adverti-lo de que seu tempo se esgotara. Não havia mais por que fugir:
– Senhor Presidente, meus nobres colegas!
Resolveu arrematar de qualquer maneira. Encheu o peito e desfechou:
– Em suma: não sou daqueles. Tenho dito.
Houve um suspiro de alívio em todo o plenário, as palmas romperam. Muito bem!Muito bem! O orador foi vivamente cumprimentado.
(Fernando Sabino – A companheira de viagem, crônicas, Editora do Autor, 1965, adaptado)
Dentre os vícios de linguagem, pode-se citar a redundância ou tautologia, que não se encontra na frase.
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Leia o texto a seguir e responda à questão.
ELOQUÊNCIA SINGULAR
Mal iniciara seu discurso, o deputado embatucou:
– Senhor Presidente: eu não sou daqueles que...
O verbo ia para o singular ou para o plural? Tudo indicava o plural. No entanto, podia perfeitamente ser o singular.
– Não sou daqueles que...
Não sou daqueles que recusam...No plural soava melhor. Mas era preciso precaver-se contra essas armadilhas da linguagem – que recusa? – ele que tão facilmente caía nelas, e era logo massacrado por um aparte. Não sou daqueles que... Resolveu ganhar tempo:
– ...embora perfeitamente cônscio das minhas altas responsabilidades, como representante do povo nesta Casa, não sou...
Daqueles que recusa, evidentemente. Como é que podia ter pensado no plural? Era um desses casos que os gramáticos registram nas suas questiúnculas de português; ia para o singular, não tinha dúvida. Idiotismo de linguagem, devia ser – daqueles que, em momentos de extrema gravidade, como este que o Brasil atravessa...
(...)
– Muito embora...sabendo perfeitamente...os imperativos de minha consciência cívica...senhor Presidente...e o declaro peremptoriamente... não sou daqueles que...
– Muito embora...sabendo perfeitamente...os imperativos de minha consciência cívica...senhor Presidente...e o declaro peremptoriamente... não sou daqueles que...
O Presidente voltou a adverti-lo de que seu tempo se esgotara. Não havia mais por que fugir:
– Senhor Presidente, meus nobres colegas!
Resolveu arrematar de qualquer maneira. Encheu o peito e desfechou:
– Em suma: não sou daqueles. Tenho dito.
Houve um suspiro de alívio em todo o plenário, as palmas romperam. Muito bem!Muito bem! O orador foi vivamente cumprimentado.
(Fernando Sabino – A companheira de viagem, crônicas, Editora do Autor, 1965, adaptado)
“Mal iniciara seu discurso, o deputado embatucou.” –
Apresenta, segundo a norma culta, correspondência incorreta quanto ao emprego dos tempos verbais, a frase:
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ESTRANHAMENTO E ADAPTAÇÃO
A nossa vida, do nascimento até pelo menos o fim da adolescência, é constituída por uma sequência de mudanças que vai deixando(a) um rastro(b) de lembranças quase sempre sentidas(b) como desconforto.
Sabemos(c) que poucas crianças(c) aceitam o sabor salgado com facilidade. A passagem do líquido(d) para o sólido é amenizada(d) pelos mingaus; a introdução do alimento pastoso intermedeia e facilita essa transição.
O incômodo de algumas passagens pode deixar marcas menos acentuadas, principalmente quando geram ampliação de horizontes.
Por exemplo, ninguém aprende a andar sem perder o equilíbrio e cair várias vezes. Em compensação, enxergamos mais longe na posição vertical para a qual estamos nos preparando.
Aprender a ler também pode ser desagradável, mas tem a promessa de fazer a criança entender os garranchos que estão nos livros(e).
(Ana Verônica Mautner, Folha de S. Paulo, 12 de julho de 2011)
No texto apresentado, respeitando-se a norma culta, acerca da concordância e da regência, pode-se afirmar que:
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