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Texto I
O texto a seguir é uma circular, datada de 1794, dirigida aos funcionários públicos da França, após a Revolução Francesa.
O funcionário público, acima de tudo, deve desfazer-se da roupagem antiga e abandonar a polidez forçada(a), tão inconsistente com a postura de homens livres, e que é uma relíquia do tempo em que alguns homens eram ministros e outros, seus escravos. Sabemos que as velhas formas de governo já desapareceram: devemos até esquecer como eram(b). As maneiras simples e naturais devem substituir a dignidade artificial que frequentemente constituía a única virtude de um chefe de departamento(c) ou outro funcionário graduado. Decência e genuína seriedade são os requisitos exigidos de homens dedicados à coisa pública. A qualidade essencial do Homem na Natureza consiste em ficar de pé(d). O jargão ininteligível dos velhos ministérios deve dar lugar ao estilo claro, conciso, isento de expressões de servilismo, de formas obsequiosas, indiretas e pedantes, ou de qualquer insinuação no sentido de que existe autoridade superior à razão e à ordem estabelecida pelas leis(e) – um estilo que adote atitude natural em relação às autoridades subalternas. Não deve haver frases convencionais, nem desperdício de palavras.
(Apud LASSWELL, Harold & Kaplan, Abraham. A linguagem da política, Brasília, EUB, 1979)
Texto II
Leia o texto a seguir e responda à questão.
A VELHA GUERRA
Goethe teve um romance passageiro com a Revolução Francesa, que liberou mais demônios do que ele estava disposto a aceitar.(a) Vem daí sua famosa declaração de que preferia a injustiça à desordem(b). Goya foi um entusiasta de primeira hora de Napoleão mas horrorizou-se com as atrocidades da guerra da Espanha, que retratou com ácido e asco na sua série de gravuras “Desastres de la Guerra”(c). Acabou desencantado também(d).
Mas o desencanto de Goethe e Goya não é o mesmo dos que lamentaram o fim da velha ordem, para os quais a Revolução Francesa significou não a derrota do nepotismo e da injustiça mas um crime contra a natureza do homem. Confundir ordem e normalidade com seus próprios privilégios é um velho hábito de castas dominantes(e).
(Veríssimo, Jornal O Globo, 15 de setembro de 2011)
Em cada uma das alternativas abaixo foram transcritos trechos dos textos I e II, respectivamente. A proposta estabelecida no segmento do texto I que contraria explicitamente as ideias contidas no segmento do texto II é apresentada na alternativa:
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O emprego do conector é considerado correto no segmento:
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Respeitou-se o Acordo Ortográfico quanto à grafia das palavras e expressões destacadas no trecho:
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O verbo foi empregado indevidamente como pronominal no segmento:
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No segmento “O palácio do Planalto impediu, o quanto possível, a votação na Câmara, porque temia a retomada do texto original do Senado” (O Globo, 03/09/2011), a concordância está correta, mas está incorreta na frase:
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Leia o texto a seguir e responda à questão.
ELOQUÊNCIA SINGULAR
Mal iniciara seu discurso, o deputado embatucou:
– Senhor Presidente: eu não sou daqueles que...
O verbo ia para o singular ou para o plural? Tudo indicava o plural. No entanto, podia perfeitamente ser o singular.
– Não sou daqueles que...
Não sou daqueles que recusam...No plural soava melhor. Mas era preciso precaver-se contra essas armadilhas da linguagem – que recusa? – ele que tão facilmente caía nelas, e era logo massacrado por um aparte. Não sou daqueles que... Resolveu ganhar tempo:
– ...embora perfeitamente cônscio das minhas altas responsabilidades, como representante do povo nesta Casa, não sou...
Daqueles que recusa, evidentemente. Como é que podia ter pensado no plural? Era um desses casos que os gramáticos registram nas suas questiúnculas de português; ia para o singular, não tinha dúvida. Idiotismo de linguagem, devia ser – daqueles que, em momentos de extrema gravidade, como este que o Brasil atravessa...
(...)
– Muito embora...sabendo perfeitamente...os imperativos de minha consciência cívica...senhor Presidente...e o declaro peremptoriamente... não sou daqueles que...
– Muito embora...sabendo perfeitamente...os imperativos de minha consciência cívica...senhor Presidente...e o declaro peremptoriamente... não sou daqueles que...
O Presidente voltou a adverti-lo de que seu tempo se esgotara. Não havia mais por que fugir:
– Senhor Presidente, meus nobres colegas!
Resolveu arrematar de qualquer maneira. Encheu o peito e desfechou:
– Em suma: não sou daqueles. Tenho dito.
Houve um suspiro de alívio em todo o plenário, as palmas romperam. Muito bem!Muito bem! O orador foi vivamente cumprimentado.
(Fernando Sabino – A companheira de viagem, crônicas, Editora do Autor, 1965, adaptado)
Considerando a correção gramatical, o verbo que não apresenta duas formas de igual valor e função é:
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Leia o texto a seguir e responda à questão.
Texto
O texto a seguir é uma circular, datada de 1794, dirigida aos funcionários públicos da França, após a Revolução Francesa.
O funcionário público, acima de tudo, deve desfazer-se da roupagem antiga e abandonar a polidez forçada, tão inconsistente com a postura de homens livres, e que é uma relíquia do tempo em que alguns homens eram ministros e outros, seus escravos. Sabemos que as velhas formas de governo já desapareceram: devemos até esquecer como eram. As maneiras simples e naturais devem substituir a dignidade artificial que frequentemente constituía a única virtude de um chefe de departamento ou outro funcionário graduado. Decência e genuína seriedade são os requisitos exigidos de homens dedicados à coisa pública. A qualidade essencial do Homem na Natureza consiste em ficar de pé. O jargão ininteligível dos velhos ministérios deve dar lugar ao estilo claro, conciso, isento de expressões de servilismo, de formas obsequiosas, indiretas e pedantes, ou de qualquer insinuação no sentido de que existe autoridade superior à razão e à ordem estabelecida pelas leis – um estilo que adote atitude natural em relação às autoridades subalternas. Não deve haver frases convencionais, nem desperdício de palavras.
(Apud LASSWELL, Harold & Kaplan, Abraham. A linguagem da política, Brasília, EUB, 1979)
No segmento “Não deve haver frases convencionais...’, a substituição da locução verbal pode ser corretamente feita do seguinte modo:
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Apresenta regência correta o(s) verbo(s) do segmento:
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A concordância apresenta-se correta no seguinte segmento:
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Leia o texto a seguir e responda à questão.
Texto
O texto a seguir é uma circular, datada de 1794, dirigida aos funcionários públicos da França, após a Revolução Francesa.
O funcionário público, acima de tudo, deve desfazer-se da roupagem antiga e abandonar a polidez forçada, tão inconsistente com a postura de homens livres, e que é uma relíquia do tempo em que alguns homens eram ministros e outros, seus escravos. Sabemos que as velhas formas de governo já desapareceram: devemos até esquecer como eram. As maneiras simples e naturais devem substituir a dignidade artificial que frequentemente constituía a única virtude de um chefe de departamento ou outro funcionário graduado. Decência e genuína seriedade são os requisitos exigidos de homens dedicados à coisa pública. A qualidade essencial do Homem na Natureza consiste em ficar de pé. O jargão ininteligível dos velhos ministérios deve dar lugar ao estilo claro, conciso, isento de expressões de servilismo, de formas obsequiosas, indiretas e pedantes, ou de qualquer insinuação no sentido de que existe autoridade superior à razão e à ordem estabelecida pelas leis – um estilo que adote atitude natural em relação às autoridades subalternas. Não deve haver frases convencionais, nem desperdício de palavras.
(Apud LASSWELL, Harold & Kaplan, Abraham. A linguagem da política, Brasília, EUB, 1979)
A mesma regra de acentuação da palavra “genuína” determina a acentuação da palavra:
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