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Atenção: A questão refere- se ao texto abaixo transcrito,extraído do relatório Ação afirmativa na pós-graduação: o Programa Internacional de Bolsas da Fundação Ford na Fundação Carlos Chagas, redigido por Fúlvia Rosemberg (São Paulo: FCC/SEP, 2013. p. 35).
Obs.: Ações afirmativas são medidas especiais e temporárias, tomadas pelo Estado ou por instituições da sociedade civil, com o objetivo
de eliminar desigualdades historicamente acumuladas, decorrentes de motivos raciais, étnicos, religiosos, de gênero e outros.
Um equívoco recorrente no debate brasileiro refere-se à compreensão (com boa ou má-fé) de que programas de ação afirmativa eliminariam a avaliação do mérito individual, quando, de fato, programas de ação afirmativa mantêm avaliação de mérito, mas alteram as regras de seleção "do mercado". Como salienta Calvès (2004), estratégias de seleção de ação afirmativa corrigem a sub-representação de grupos em determinados nichos ou posições sociais, principalmente nas intervenções que têm por objetivo diminuir desigualdades no acesso a bens socialmente produzidos, como foi o caso deste Programa.
Porém, para o provimento de postos no mercado de trabalho, ou de vagas no ensino superior e na pós-graduação ou de bolsas de estudo, os(as) beneficiários(as) são pessoas, indivíduos. E assim sendo, processa-se também uma avaliação individual, de seu mérito ou potencial. O pressuposto metateórico é que, ao mesmo tempo em que somos produto de nossas condições de origem, somos também agentes, dentro de certos limites, dos caminhos que trilhamos, especialmente quando ultrapassamos as várias barreiras educacionais.
Ocorre, então, na implementação de experiências de ação afirmativa, uma tensão a ser enfrentada entre justiça para o grupo e justiça para o indivíduo, contornada pela preferência por pessoas que pertencem a certos grupos sub-representados, mas que, além disso, apresentam potencial ou mérito individual. A seleção das pessoas, a partir de seus méritos e potencialidades individuais, se processa, mas, agora, entre "iguais" do ponto de vista das condições sociais responsáveis pela desigualdade social. Portanto, não ocorre eliminação de avaliação centrada no indivíduo, mas sim a alteração da composição do grupo de referência. Na ação afirmativa, esta seleção se processa dentro de um grupo mais homogêneo do ponto de vista das oportunidades sociais que lhe foram disponibilizadas.
O desenvolvimento do texto, associado à observação que o acompanha, permite a correta compreensão de que as regras de seleção "do mercado" são aquelas que
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Atenção: A questão refere- se ao texto abaixo transcrito,extraído do relatório Ação afirmativa na pós-graduação: o Programa Internacional de Bolsas da Fundação Ford na Fundação Carlos Chagas, redigido por Fúlvia Rosemberg (São Paulo: FCC/SEP, 2013. p. 35).
Obs.: Ações afirmativas são medidas especiais e temporárias, tomadas pelo Estado ou por instituições da sociedade civil, com o objetivo
de eliminar desigualdades historicamente acumuladas, decorrentes de motivos raciais, étnicos, religiosos, de gênero e outros.
Um equívoco recorrente no debate brasileiro refere-se à compreensão (com boa ou má-fé) de que programas de ação afirmativa eliminariam a avaliação do mérito individual, quando, de fato, programas de ação afirmativa mantêm avaliação de mérito, mas alteram as regras de seleção "do mercado". Como salienta Calvès (2004), estratégias de seleção de ação afirmativa corrigem a sub-representação de grupos em determinados nichos ou posições sociais, principalmente nas intervenções que têm por objetivo diminuir desigualdades no acesso a bens socialmente produzidos, como foi o caso deste Programa.
Porém, para o provimento de postos no mercado de trabalho, ou de vagas no ensino superior e na pós-graduação ou de bolsas de estudo, os(as) beneficiários(as)(III) são pessoas, indivíduos. E assim sendo, processa-se também uma avaliação individual, de seu mérito ou potencial. O pressuposto metateórico é que, ao mesmo tempo em que somos produto de nossas condições de origem, somos também agentes, dentro de certos limites(I), dos caminhos que trilhamos, especialmente(II) quando ultrapassamos as várias barreiras educacionais.
Ocorre, então, na implementação de experiências de ação afirmativa, uma tensão a ser enfrentada entre justiça para o grupo e justiça para o indivíduo, contornada pela preferência por pessoas que pertencem a certos grupos sub-representados, mas que, além disso, apresentam potencial ou mérito individual. A seleção das pessoas, a partir de seus méritos e potencialidades individuais, se processa, mas, agora, entre "iguais" do ponto de vista das condições sociais responsáveis pela desigualdade social. Portanto, não ocorre eliminação de avaliação centrada no indivíduo, mas sim a alteração da composição do grupo de referência. Na ação afirmativa, esta seleção se processa dentro de um grupo mais homogêneo do ponto de vista das oportunidades sociais que lhe foram disponibilizadas.
Leia atentamente o parágrafo 2 e as afirmações abaixo.
I. No contexto em que se insere, a expressão dentro de certos limites tem presença obrigatória, pois, senão, ficaria sem sentido a referência a "grupos" do qual provêm as pessoas que podem ser contempladas em programas de ação afirmativa.
II. O emprego de especialmente releva a importância da superação de barreiras educacionais, sinalizando, ao mesmo tempo, a existência de outros obstáculos na trajetória do indivíduo.
III. Levando em conta que a forma os beneficiários poderia expressar o que se tem em os(as) beneficiários(as), justifica-se a presença desta última no texto como indicativa do ponto de vista que deseja marcar as diferenças entre grupos e respeitá-las em sua especificidade.
É correto o que se afirma em
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Atenção: A questão refere- se ao texto abaixo transcrito,extraído do relatório Ação afirmativa na pós-graduação: o Programa Internacional de Bolsas da Fundação Ford na Fundação Carlos Chagas, redigido por Fúlvia Rosemberg (São Paulo: FCC/SEP, 2013. p. 35).
Obs.: Ações afirmativas são medidas especiais e temporárias, tomadas pelo Estado ou por instituições da sociedade civil, com o objetivo
de eliminar desigualdades historicamente acumuladas, decorrentes de motivos raciais, étnicos, religiosos, de gênero e outros.
Um equívoco recorrente no debate brasileiro refere-se à compreensão (com boa ou má-fé) de que programas de ação afirmativa eliminariam a avaliação do mérito individual, quando, de fato, programas de ação afirmativa mantêm avaliação de mérito, mas alteram as regras de seleção "do mercado". Como salienta Calvès (2004), estratégias de seleção de ação afirmativa corrigem a sub-representação de grupos em determinados nichos ou posições sociais, principalmente nas intervenções que têm por objetivo diminuir desigualdades no acesso a bens socialmente produzidos, como foi o caso deste Programa.
Porém, para o provimento de postos no mercado de trabalho, ou de vagas no ensino superior e na pós-graduação ou de bolsas de estudo, os(as) beneficiários(as) são pessoas, indivíduos. E assim sendo, processa-se também uma avaliação individual, de seu mérito ou potencial. O pressuposto metateórico é que, ao mesmo tempo em que somos produto de nossas condições de origem, somos também agentes, dentro de certos limites, dos caminhos que trilhamos, especialmente quando ultrapassamos as várias barreiras educacionais.
Ocorre, então, na implementação de experiências de ação afirmativa, uma tensão a ser enfrentada entre justiça para o grupo e justiça para o indivíduo, contornada pela preferência por pessoas que pertencem a certos grupos sub-representados, mas que, além disso, apresentam potencial ou mérito individual. A seleção das pessoas, a partir de seus méritos e potencialidades individuais, se processa, mas, agora, entre "iguais" do ponto de vista das condições sociais responsáveis pela desigualdade social. Portanto, não ocorre eliminação de avaliação centrada no indivíduo, mas sim a alteração da composição do grupo de referência. Na ação afirmativa, esta seleção se processa dentro de um grupo mais homogêneo do ponto de vista das oportunidades sociais que lhe foram disponibilizadas.
Entende-se corretamente do parágrafo 1:
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Atenção: A questão refere- se ao texto abaixo transcrito,extraído do relatório Ação afirmativa na pós-graduação: o Programa Internacional de Bolsas da Fundação Ford na Fundação Carlos Chagas, redigido por Fúlvia Rosemberg (São Paulo: FCC/SEP, 2013. p. 35).
Obs.: Ações afirmativas são medidas especiais e temporárias, tomadas pelo Estado ou por instituições da sociedade civil, com o objetivo
de eliminar desigualdades historicamente acumuladas, decorrentes de motivos raciais, étnicos, religiosos, de gênero e outros.
Um equívoco recorrente no debate brasileiro refere-se à compreensão (com boa ou má-fé) de que programas de ação afirmativa eliminariam a avaliação do mérito individual, quando, de fato, programas de ação afirmativa mantêm avaliação de mérito, mas alteram as regras de seleção "do mercado". Como salienta Calvès (2004), estratégias de seleção de ação afirmativa corrigem a sub-representação de grupos em determinados nichos ou posições sociais, principalmente nas intervenções que têm por objetivo diminuir desigualdades no acesso a bens socialmente produzidos, como foi o caso deste Programa.
Porém, para o provimento de postos no mercado de trabalho, ou de vagas no ensino superior e na pós-graduação ou de bolsas de estudo, os(as) beneficiários(as) são pessoas, indivíduos. E assim sendo, processa-se também uma avaliação individual, de seu mérito ou potencial. O pressuposto metateórico é que, ao mesmo tempo em que somos produto de nossas condições de origem, somos também agentes, dentro de certos limites, dos caminhos que trilhamos, especialmente quando ultrapassamos as várias barreiras educacionais.
Ocorre, então, na implementação de experiências de ação afirmativa, uma tensão a ser enfrentada entre justiça para o grupo e justiça para o indivíduo, contornada pela preferência por pessoas que pertencem a certos grupos sub-representados, mas que, além disso, apresentam potencial ou mérito individual. A seleção das pessoas, a partir de seus méritos e potencialidades individuais, se processa, mas, agora, entre "iguais" do ponto de vista das condições sociais responsáveis pela desigualdade social. Portanto, não ocorre eliminação de avaliação centrada no indivíduo, mas sim a alteração da composição do grupo de referência. Na ação afirmativa, esta seleção se processa dentro de um grupo mais homogêneo do ponto de vista das oportunidades sociais que lhe foram disponibilizadas.
No texto, o autor
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Atenção: A questão refere-se ao texto abaixo, atribuído a um dos heterônimos de Fernando Pessoa, Álvaro de Campos.
DATILOGRAFIA
Traço, sozinho, no meu cubículo de engenheiro, o plano,
Firmo o projeto, aqui isolado,
Remoto até de quem eu sou.
Ao lado, acompanhamento banalmente sinistro,
O tique-taque estalado das máquinas de escrever.
Que náusea da vida!
Que abjeção esta regularidade!
Que sono este ser assim!
Outrora, quando fui outro, eram castelos e cavaleiros
(Ilustrações, talvez, de qualquer livro de infância),
Outrora, quando fui verdadeiro ao meu sonho,
Eram grandes paisagens do Norte, explícitas de neve,
Eram grandes palmares do Sul, opulentos de verdes.
Outrora.
Ao lado, acompanhamento banalmente sinistro,
O tique-taque estalado das máquinas de escrever.
Temos todos duas vidas:
A verdadeira, que é a que sonhamos na infância,
E que continuamos sonhando, adultos, num substrato
[de névoa;
A falsa, que é a que vivemos em convivência com outros,
Que é a prática, a útil,
Aquela em que acabam por nos meter num caixão.
Na outra não há caixões, nem mortes,
Há só ilustrações de infância:
Grandes livros coloridos, para ver mas não ler;
Grandes páginas de cores para recordar mais tarde.
Na outra somos nós,
Na outra vivemos;
Nesta morremos, que é o que viver quer dizer;
Neste momento, pela náusea, vivo na outra...
Mas ao lado, acompanhamento banalmente sinistro,
Ergue a voz o tique-taque estalado das máquinas de
[escrever.
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Atenção: A questão refere-se ao texto abaixo, atribuído a um dos heterônimos de Fernando Pessoa, Álvaro de Campos.
DATILOGRAFIA
Traço, sozinho, no meu cubículo de engenheiro, o plano,
Firmo o projeto, aqui isolado,
Remoto até de quem eu sou.
Ao lado, acompanhamento banalmente sinistro,
O tique-taque estalado das máquinas de escrever.
Que náusea da vida!
Que abjeção esta regularidade!
Que sono este ser assim!
Outrora, quando fui outro, eram castelos e cavaleiros
(Ilustrações, talvez, de qualquer livro de infância),
Outrora, quando fui verdadeiro ao meu sonho,
Eram grandes paisagens do Norte, explícitas de neve,
Eram grandes palmares do Sul, opulentos de verdes.
Outrora.
Ao lado, acompanhamento banalmente sinistro,
O tique-taque estalado das máquinas de escrever.
Temos todos duas vidas:
A verdadeira, que é a que sonhamos na infância,
E que continuamos sonhando, adultos, num substrato
[de névoa;
A falsa, que é a que vivemos em convivência com outros,
Que é a prática, a útil,
Aquela em que acabam por nos meter num caixão.
Na outra não há caixões, nem mortes,
Há só ilustrações de infância:
Grandes livros coloridos, para ver mas não ler;
Grandes páginas de cores para recordar mais tarde.
Na outra somos nós,
Na outra vivemos;
Nesta morremos, que é o que viver quer dizer;
Neste momento, pela náusea, vivo na outra...
Mas ao lado, acompanhamento banalmente sinistro,
Ergue a voz o tique-taque estalado das máquinas de
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Atenção: A questão refere-se ao texto abaixo, atribuído a um dos heterônimos de Fernando Pessoa, Álvaro de Campos.
DATILOGRAFIA
Traço, sozinho, no meu cubículo de engenheiro, o plano,
Firmo o projeto, aqui isolado,
Remoto até de quem eu sou.
Ao lado, acompanhamento banalmente sinistro,
O tique-taque estalado das máquinas de escrever.
Que náusea da vida!
Que abjeção esta regularidade!
Que sono este ser assim!
Outrora, quando fui outro, eram castelos e cavaleiros
(Ilustrações, talvez, de qualquer livro de infância),
Outrora, quando fui verdadeiro ao meu sonho,
Eram grandes paisagens do Norte, explícitas de neve,
Eram grandes palmares do Sul, opulentos de verdes.
Outrora.
Ao lado, acompanhamento banalmente sinistro,
O tique-taque estalado das máquinas de escrever.
Temos todos duas vidas:
A verdadeira, que é a que sonhamos na infância,
E que continuamos sonhando, adultos, num substrato
[de névoa;
A falsa, que é a que vivemos em convivência com outros,
Que é a prática, a útil,
Aquela em que acabam por nos meter num caixão.
Na outra não há caixões, nem mortes,
Há só ilustrações de infância:
Grandes livros coloridos, para ver mas não ler;
Grandes páginas de cores para recordar mais tarde.
Na outra somos nós,
Na outra vivemos;
Nesta morremos, que é o que viver quer dizer;
Neste momento, pela náusea, vivo na outra...
Mas ao lado, acompanhamento banalmente sinistro,
Ergue a voz o tique-taque estalado das máquinas de
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Atenção: A questão refere-se ao texto abaixo, início da crônica "Quadro na parede", de Carlos Drummond de Andrade.
- Esse quadro está torto desde o começo do mundo e ninguém se lembra de consertar sua posição − observou o Sr. Borges, levantando a cabeça, entre o primeiro e o segundo goles do café da manhã.
− Há pessoas realmente exageradas − ponderou a Sra. Borges, enquanto passava geleia no brioche. Esse quadro está assim apenas há uma semana.
− Uma semana parece tempo suficiente para alguém corrigir a posição de um quadro na parede − retrucou o Sr. Borges, sorvendo mais um gole, e desdobrando o jornal.
− Admitindo-se que assim seja, embora a colocação de um objeto de arte exija muitas experiências e tempo indeterminado de observação e crítica, até que seja atingido o resultado ideal, presume-se que a pessoa não satisfeita com a posição de um quadro...
A Sra. Borges fez uma pausa para levar aos lábios a fatia de brioche, mastigá-la e engoli-la, concluindo placidamente:
− Tome a iniciativa de modificá-la para melhor.
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Atenção: A questão refere-se ao texto abaixo, início da crônica "Quadro na parede", de Carlos Drummond de Andrade.
- Esse quadro está torto desde o começo do mundo e ninguém se lembra de consertar sua posição − observou o Sr. Borges, levantando a cabeça, entre o primeiro e o segundo goles do café da manhã.
− Há pessoas realmente exageradas − ponderou a Sra. Borges, enquanto passava geleia no brioche. Esse quadro está assim apenas há uma semana.
− Uma semana parece tempo suficiente para alguém corrigir a posição de um quadro na parede − retrucou o Sr. Borges, sorvendo mais um gole, e desdobrando o jornal.
− Admitindo-se que assim seja, embora a colocação de um objeto de arte exija muitas experiências e tempo indeterminado de observação e crítica, até que seja atingido o resultado ideal, presume-se que a pessoa não satisfeita com a posição de um quadro...
A Sra. Borges fez uma pausa para levar aos lábios a fatia de brioche, mastigá-la e engoli-la, concluindo placidamente:
− Tome a iniciativa de modificá-la para melhor.
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