Foram encontradas 626 questões.
O filósofo francês Jean-Paul Sartre costumava dizer
que o homem é um projeto. Se assim for, as sociedades
humanas deveriam ter a mesma ambição.
A palavra “projeto” remete-se à antecipação e, em boa
parte, ao voluntarismo. Não se trata unicamente de prever o
futuro e, sim, de mudar o seu rumo em consequência de um
conjunto de valores e de necessidades. Porém, precisamos de
um voluntarismo responsável que se esforce por formular
propostas viáveis, sem cair na ilusão de que é possível medir as
forças pelas intenções generosas, como sugeria o poeta
romântico polonês Adam Mickiewicz. Em outras palavras, para
ganhar a guerra contra a pobreza e o atraso, devemos voltar ao
planejamento, um conceito oriundo da economia de guerra,
indispensável à ecossocioeconomia de desenvolvimento.
O planejamento caiu em descrédito com a queda do
Muro de Berlim, a implosão da União Soviética e a
contrarreforma neoliberal baseada no mito dos mercados que
se autorregulam. Seria ingênuo pensar que esse mito
desapareceu com a recente crise, mas, que ele está mal das
pernas, está. Chegou, portanto, o momento de reabilitar e
atualizar o planejamento. Até Jeffrey Sachs — diretor do Earth
Institute, da Columbia University, em Nova Iorque, e
conselheiro do secretário-geral das Nações Unidas —
pronuncia-se em favor de um planejamento flexível a longo
prazo, voltado para o enfrentamento dos três desafios
simultâneos da segurança energética, segurança alimentar e
redução da pobreza, buscando uma cooperação tripartite entre
os setores público e privado e a sociedade civil.
Para tanto, convém prever vários níveis territoriais de
planejamento, desde o nacional até o local, com um processo
interativo de cima para baixo e de baixo para cima. No nível
técnico, essa tarefa se torna hoje mais fácil por termos saído da
era do ábaco para a dos computadores.
O fenomenal crescimento da economia mundial no
decorrer dos dois últimos séculos, baseado no uso das energias
fósseis, provocou um aquecimento global de consequências
deletérias e, em parte, irreversíveis. Seria, no entanto, um erro
considerar que o clima é a bola da vez e as urgências sociais
podem esperar. Em 2007, existiam, no Brasil, 10,7 milhões de
indigentes e 46,3 milhões de pobres. E, enquanto os latifúndios
de mais de mil hectares — 3% do total das propriedades rurais
do Brasil — ocupam 57% das terras agriculturáveis,
4,8 milhões de famílias sem-terra estão à espera do chão para
plantar.
O planejamento digno deste nome deve enfrentar
simultaneamente os desafios ambientais e sociais.
Ignacy Sachs. Voltando ao planejamento. Internet: www.envolverde.com.br. (com adaptações).
.
Embora o texto apresente passagens que denotam imparcialidade do autor, determinadas escolhas vocabulares feitas por ele vão de encontro a essa imparcialidade.
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Só agora, quase cinco meses depois do apagão que
atingiu pelo menos 1.800 cidades em 18 estados do país, surge
uma explicação oficial satisfatória para o corte abrupto e
generalizado de energia no final de 2009.
Segundo relatório da Agência Nacional de Energia
Elétrica (ANEEL), a responsabilidade recai sobre a empresa
estatal Furnas, cujas linhas de transmissão cruzam os mais de
900 km que separam Itaipu de São Paulo.
Equipamentos obsoletos, falta de manutenção e de
investimentos e também erros operacionais conspiraram para
produzir a mais séria falha do sistema de geração e distribuição
de energia do país desde o traumático racionamento de 2001.
Folha de S.Paulo, Editorial, 30/3/2010 (com adaptações)
Considerando os sentidos e as estruturas linguísticas do texto acima
apresentado, julgue os próximos itens.
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O filósofo francês Jean-Paul Sartre costumava dizer
que o homem é um projeto. Se assim for, as sociedades
humanas deveriam ter a mesma ambição.
A palavra “projeto” remete-se à antecipação e, em boa
parte, ao voluntarismo. Não se trata unicamente de prever o
futuro e, sim, de mudar o seu rumo em consequência de um
conjunto de valores e de necessidades. Porém, precisamos de
um voluntarismo responsável que se esforce por formular
propostas viáveis, sem cair na ilusão de que é possível medir as
forças pelas intenções generosas, como sugeria o poeta
romântico polonês Adam Mickiewicz. Em outras palavras, para
ganhar a guerra contra a pobreza e o atraso, devemos voltar ao
planejamento, um conceito oriundo da economia de guerra,
indispensável à ecossocioeconomia de desenvolvimento.
O planejamento caiu em descrédito com a queda do
Muro de Berlim, a implosão da União Soviética e a
contrarreforma neoliberal baseada no mito dos mercados que
se autorregulam. Seria ingênuo pensar que esse mito
desapareceu com a recente crise, mas, que ele está mal das
pernas, está. Chegou, portanto, o momento de reabilitar e
atualizar o planejamento. Até Jeffrey Sachs — diretor do Earth
Institute, da Columbia University, em Nova Iorque, e
conselheiro do secretário-geral das Nações Unidas —
pronuncia-se em favor de um planejamento flexível a longo
prazo, voltado para o enfrentamento dos três desafios
simultâneos da segurança energética, segurança alimentar e
redução da pobreza, buscando uma cooperação tripartite entre
os setores público e privado e a sociedade civil.
Para tanto, convém prever vários níveis territoriais de
planejamento, desde o nacional até o local, com um processo
interativo de cima para baixo e de baixo para cima. No nível
técnico, essa tarefa se torna hoje mais fácil por termos saído da
era do ábaco para a dos computadores.
O fenomenal crescimento da economia mundial no
decorrer dos dois últimos séculos, baseado no uso das energias
fósseis, provocou um aquecimento global de consequências
deletérias e, em parte, irreversíveis. Seria, no entanto, um erro
considerar que o clima é a bola da vez e as urgências sociais
podem esperar. Em 2007, existiam, no Brasil, 10,7 milhões de
indigentes e 46,3 milhões de pobres. E, enquanto os latifúndios
de mais de mil hectares — 3% do total das propriedades rurais
do Brasil — ocupam 57% das terras agriculturáveis,
4,8 milhões de famílias sem-terra estão à espera do chão para
plantar.
O planejamento digno deste nome deve enfrentar
simultaneamente os desafios ambientais e sociais.
Ignacy Sachs. Voltando ao planejamento. Internet: www.envolverde.com.br. (com adaptações).
.
A conservação ambiental e as desigualdades sociais são matérias cuja relevância se encontra no mesmo nível nos dias atuais.
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Os itens a seguir apresentam trechos, sucessivos e adaptados, de um texto publicado no jornal O Estado de S.Paulo em 30/3/2010. Julgue-os com relação à correção gramatical.
Em 2010, o setor espera aumentar suas vendas internas em 34%, sustentadas, principalmente, pela construção civil, pela indústria de bens de capital e, claro, pelas montadoras.
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Os itens a seguir apresentam trechos, sucessivos e adaptados, de um texto publicado no jornal O Estado de S.Paulo em 30/3/2010. Julgue-os com relação à correção gramatical.
A indústria de bens de capital deve crescer 18% em relação à 2009, por causa do aumento da utilização da capacidade instalada ao longo do ano e o aumento da confiança dos empresários.
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Só agora, quase cinco meses depois do apagão que
atingiu pelo menos 1.800 cidades em 18 estados do país, surge
uma explicação oficial satisfatória para o corte abrupto e
generalizado de energia no final de 2009.
Segundo relatório da Agência Nacional de Energia
Elétrica (ANEEL), a responsabilidade recai sobre a empresa
estatal Furnas, cujas linhas de transmissão cruzam os mais de
900 km que separam Itaipu de São Paulo.
Equipamentos obsoletos, falta de manutenção e de
investimentos e também erros operacionais conspiraram para
produzir a mais séria falha do sistema de geração e distribuição
de energia do país desde o traumático racionamento de 2001.
Folha de S.Paulo, Editorial, 30/3/2010 (com adaptações)
Considerando os sentidos e as estruturas linguísticas do texto acima
apresentado, julgue os próximos itens.
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Resolvidos os entraves técnicos e ambientais da usina de Belo Monte, o governo se esforça agora para desenvolver a próxima fronteira energética do país: o complexo Tapajós, no Pará, com potência estimada de 10,7 mil MW. A previsão é a construção de cinco usinas, duas delas no rio Tapajós, que seguirão um conceito inovador, qual seja, o de usinas-plataformas. O inventário da bacia do complexo de Tapajós já foi entregue à ANEEL e a ideia é terminar os estudos até o final de 2010, para que o primeiro leilão possa ser realizado no ano seguinte. A ELETROBRÁS já tem seus argumentos para evitar críticas sobre os impactos ambientais. Segundo dados da empresa, o complexo terá capacidade para gerar 50,9 milhões de MWh por ano, o equivalente ao consumo de 30,5 milhões de barris de petróleo. A preços de hoje, portanto, há uma economia estimada em cerca de US$ 2,1 bilhões em petróleo.
Internet:<www.ihu.unisinos.br>
Tendo o texto acima como referência, julgue o item seguinte.
O cálculo da vantagem econômica compara duas modalidades de energia, a renovável com a não renovável, ambas integrantes da matriz energética brasileira e potenciais geradoras de gases de efeito estufa.
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Vão surgindo novos sinais do crescente otimismo da
indústria com relação ao futuro próximo. Um deles refere-se às
exportações. “O comércio mundial já está voltando a se abrir
para as empresas”, diz o gerente executivo de pesquisas da
Confederação Nacional da Indústria (CNI), Renato da Fonseca,
para explicar a melhora das expectativas dos industriais com
relação ao mercado externo.
Quanto ao mercado interno, as expectativas da
indústria não se modificaram. Mas isso não é um mau sinal,
pois elas já eram francamente otimistas. Há algum tempo, a
pesquisa da CNI, realizada mensalmente a partir de 2010,
registra grande otimismo da indústria com relação à demanda
interna. Trata-se de um sentimento generalizado. Em todos os
setores industriais, a expressiva maioria dos entrevistados
acredita no aumento das vendas internas.
O Estado de S.Paulo, Editorial, 30/3/2010 (com adaptações).
Em relação às estruturas linguísticas do texto acima, julgue os itens
a seguir.
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O filósofo francês Jean-Paul Sartre costumava dizer
que o homem é um projeto. Se assim for, as sociedades
humanas deveriam ter a mesma ambição.
A palavra “projeto” remete-se à antecipação e, em boa
parte, ao voluntarismo. Não se trata unicamente de prever o
futuro e, sim, de mudar o seu rumo em consequência de um
conjunto de valores e de necessidades. Porém, precisamos de
um voluntarismo responsável que se esforce por formular
propostas viáveis, sem cair na ilusão de que é possível medir as
forças pelas intenções generosas, como sugeria o poeta
romântico polonês Adam Mickiewicz. Em outras palavras, para
ganhar a guerra contra a pobreza e o atraso, devemos voltar ao
planejamento, um conceito oriundo da economia de guerra,
indispensável à ecossocioeconomia de desenvolvimento.
O planejamento caiu em descrédito com a queda do
Muro de Berlim, a implosão da União Soviética e a
contrarreforma neoliberal baseada no mito dos mercados que
se autorregulam. Seria ingênuo pensar que esse mito
desapareceu com a recente crise, mas, que ele está mal das
pernas, está. Chegou, portanto, o momento de reabilitar e
atualizar o planejamento. Até Jeffrey Sachs — diretor do Earth
Institute, da Columbia University, em Nova Iorque, e
conselheiro do secretário-geral das Nações Unidas —
pronuncia-se em favor de um planejamento flexível a longo
prazo, voltado para o enfrentamento dos três desafios
simultâneos da segurança energética, segurança alimentar e
redução da pobreza, buscando uma cooperação tripartite entre
os setores público e privado e a sociedade civil.
Para tanto, convém prever vários níveis territoriais de
planejamento, desde o nacional até o local, com um processo
interativo de cima para baixo e de baixo para cima. No nível
técnico, essa tarefa se torna hoje mais fácil por termos saído da
era do ábaco para a dos computadores.
O fenomenal crescimento da economia mundial no
decorrer dos dois últimos séculos, baseado no uso das energias
fósseis, provocou um aquecimento global de consequências
deletérias e, em parte, irreversíveis. Seria, no entanto, um erro
considerar que o clima é a bola da vez e as urgências sociais
podem esperar. Em 2007, existiam, no Brasil, 10,7 milhões de
indigentes e 46,3 milhões de pobres. E, enquanto os latifúndios
de mais de mil hectares — 3% do total das propriedades rurais
do Brasil — ocupam 57% das terras agriculturáveis,
4,8 milhões de famílias sem-terra estão à espera do chão para
plantar.
O planejamento digno deste nome deve enfrentar
simultaneamente os desafios ambientais e sociais.
Ignacy Sachs. Voltando ao planejamento. Internet: www.envolverde.com.br. (com adaptações).
.
O emprego do sinal indicativo de crase na expressão "à espera" (L.43) é obrigatório; portanto, sua retirada acarretaria prejuízo ao sentido do texto.
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Só agora, quase cinco meses depois do apagão que
atingiu pelo menos 1.800 cidades em 18 estados do país, surge
uma explicação oficial satisfatória para o corte abrupto e
generalizado de energia no final de 2009.
Segundo relatório da Agência Nacional de Energia
Elétrica (ANEEL), a responsabilidade recai sobre a empresa
estatal Furnas, cujas linhas de transmissão cruzam os mais de
900 km que separam Itaipu de São Paulo.
Equipamentos obsoletos, falta de manutenção e de
investimentos e também erros operacionais conspiraram para
produzir a mais séria falha do sistema de geração e distribuição
de energia do país desde o traumático racionamento de 2001.
Folha de S.Paulo, Editorial, 30/3/2010 (com adaptações)
Considerando os sentidos e as estruturas linguísticas do texto acima
apresentado, julgue os próximos itens.
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