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829279 Ano: 2010
Disciplina: Português
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: ANEEL

Vão surgindo novos sinais do crescente otimismo da

indústria com relação ao futuro próximo. Um deles refere-se às

exportações. “O comércio mundial já está voltando a se abrir

para as empresas”, diz o gerente executivo de pesquisas da

Confederação Nacional da Indústria (CNI), Renato da Fonseca,

para explicar a melhora das expectativas dos industriais com

relação ao mercado externo.

Quanto ao mercado interno, as expectativas da

indústria não se modificaram. Mas isso não é um mau sinal,

pois elas já eram francamente otimistas. Há algum tempo, a

pesquisa da CNI, realizada mensalmente a partir de 2010,

registra grande otimismo da indústria com relação à demanda

interna. Trata-se de um sentimento generalizado. Em todos os

setores industriais, a expressiva maioria dos entrevistados

acredita no aumento das vendas internas.

O Estado de S.Paulo, Editorial, 30/3/2010 (com adaptações).



Em relação às estruturas linguísticas do texto acima, julgue os itens
a seguir.
A substituição de “se modificaram” (L.9) por foram modificadas prejudicaria a correção gramatical do período.
 

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829278 Ano: 2010
Disciplina: Português
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: ANEEL

Vão surgindo novos sinais do crescente otimismo da

indústria com relação ao futuro próximo. Um deles refere-se às

exportações. “O comércio mundial já está voltando a se abrir

para as empresas”, diz o gerente executivo de pesquisas da

Confederação Nacional da Indústria (CNI), Renato da Fonseca,

para explicar a melhora das expectativas dos industriais com

relação ao mercado externo.

Quanto ao mercado interno, as expectativas da

indústria não se modificaram. Mas isso não é um mau sinal,

pois elas já eram francamente otimistas. Há algum tempo, a

pesquisa da CNI, realizada mensalmente a partir de 2010,

registra grande otimismo da indústria com relação à demanda

interna. Trata-se de um sentimento generalizado. Em todos os

setores industriais, a expressiva maioria dos entrevistados

acredita no aumento das vendas internas.

O Estado de S.Paulo, Editorial, 30/3/2010 (com adaptações).



Em relação às estruturas linguísticas do texto acima, julgue os itens
a seguir.
O nome próprio “Renato da Fonseca” (L.5) está entre vírgulas por tratar-se de um vocativo.
 

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829277 Ano: 2010
Disciplina: Português
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: ANEEL

Vão surgindo novos sinais do crescente otimismo da

indústria com relação ao futuro próximo. Um deles refere-se às

exportações. “O comércio mundial já está voltando a se abrir

para as empresas”, diz o gerente executivo de pesquisas da

Confederação Nacional da Indústria (CNI), Renato da Fonseca,

para explicar a melhora das expectativas dos industriais com

relação ao mercado externo.

Quanto ao mercado interno, as expectativas da

indústria não se modificaram. Mas isso não é um mau sinal,

pois elas já eram francamente otimistas. Há algum tempo, a

pesquisa da CNI, realizada mensalmente a partir de 2010,

registra grande otimismo da indústria com relação à demanda

interna. Trata-se de um sentimento generalizado. Em todos os

setores industriais, a expressiva maioria dos entrevistados

acredita no aumento das vendas internas.

O Estado de S.Paulo, Editorial, 30/3/2010 (com adaptações).



Em relação às estruturas linguísticas do texto acima, julgue os itens
a seguir.
O emprego do acento grave indicativo de crase em “refere-se às” (L.2) justifica-se pela regência do verbo referir, que exige complemento com a preposição a, e pela presença do artigo definido feminino plural.
 

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O filósofo francês Jean-Paul Sartre costumava dizer

que o homem é um projeto. Se assim for, as sociedades

humanas deveriam ter a mesma ambição.

A palavra “projeto” remete-se à antecipação e, em boa

parte, ao voluntarismo. Não se trata unicamente de prever o

futuro e, sim, de mudar o seu rumo em consequência de um

conjunto de valores e de necessidades. Porém, precisamos de

um voluntarismo responsável que se esforce por formular

propostas viáveis, sem cair na ilusão de que é possível medir as

forças pelas intenções generosas, como sugeria o poeta

romântico polonês Adam Mickiewicz. Em outras palavras, para

ganhar a guerra contra a pobreza e o atraso, devemos voltar ao

planejamento, um conceito oriundo da economia de guerra,

indispensável à ecossocioeconomia de desenvolvimento.

O planejamento caiu em descrédito com a queda do

Muro de Berlim, a implosão da União Soviética e a

contrarreforma neoliberal baseada no mito dos mercados que

se autorregulam. Seria ingênuo pensar que esse mito

desapareceu com a recente crise, mas, que ele está mal das

pernas, está. Chegou, portanto, o momento de reabilitar e

atualizar o planejamento. Até Jeffrey Sachs — diretor do Earth

Institute, da Columbia University, em Nova Iorque, e

conselheiro do secretário-geral das Nações Unidas —

pronuncia-se em favor de um planejamento flexível a longo

prazo, voltado para o enfrentamento dos três desafios

simultâneos da segurança energética, segurança alimentar e

redução da pobreza, buscando uma cooperação tripartite entre

os setores público e privado e a sociedade civil.

Para tanto, convém prever vários níveis territoriais de

planejamento, desde o nacional até o local, com um processo

interativo de cima para baixo e de baixo para cima. No nível

técnico, essa tarefa se torna hoje mais fácil por termos saído da

era do ábaco para a dos computadores.

O fenomenal crescimento da economia mundial no

decorrer dos dois últimos séculos, baseado no uso das energias

fósseis, provocou um aquecimento global de consequências

deletérias e, em parte, irreversíveis. Seria, no entanto, um erro

considerar que o clima é a bola da vez e as urgências sociais

podem esperar. Em 2007, existiam, no Brasil, 10,7 milhões de

indigentes e 46,3 milhões de pobres. E, enquanto os latifúndios

de mais de mil hectares — 3% do total das propriedades rurais

do Brasil — ocupam 57% das terras agriculturáveis,

4,8 milhões de famílias sem-terra estão à espera do chão para

plantar.

O planejamento digno deste nome deve enfrentar

simultaneamente os desafios ambientais e sociais.

Ignacy Sachs. Voltando ao planejamento. Internet: www.envolverde.com.br. (com adaptações).




.
Quanto à estrutura linguística do texto, julgue os seguintes itens.

A supressão da preposição antes dos vocábulos "antecipação" (L.4) e "voluntarismo" (L.5), com a manutenção dos artigos definidos, não acarretaria prejuízo sintático ao texto.
 

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O filósofo francês Jean-Paul Sartre costumava dizer

que o homem é um projeto. Se assim for, as sociedades

humanas deveriam ter a mesma ambição.

A palavra “projeto” remete-se à antecipação e, em boa

parte, ao voluntarismo. Não se trata unicamente de prever o

futuro e, sim, de mudar o seu rumo em consequência de um

conjunto de valores e de necessidades. Porém, precisamos de

um voluntarismo responsável que se esforce por formular

propostas viáveis, sem cair na ilusão de que é possível medir as

forças pelas intenções generosas, como sugeria o poeta

romântico polonês Adam Mickiewicz. Em outras palavras, para

ganhar a guerra contra a pobreza e o atraso, devemos voltar ao

planejamento, um conceito oriundo da economia de guerra,

indispensável à ecossocioeconomia de desenvolvimento.

O planejamento caiu em descrédito com a queda do

Muro de Berlim, a implosão da União Soviética e a

contrarreforma neoliberal baseada no mito dos mercados que

se autorregulam. Seria ingênuo pensar que esse mito

desapareceu com a recente crise, mas, que ele está mal das

pernas, está. Chegou, portanto, o momento de reabilitar e

atualizar o planejamento. Até Jeffrey Sachs — diretor do Earth

Institute, da Columbia University, em Nova Iorque, e

conselheiro do secretário-geral das Nações Unidas —

pronuncia-se em favor de um planejamento flexível a longo

prazo, voltado para o enfrentamento dos três desafios

simultâneos da segurança energética, segurança alimentar e

redução da pobreza, buscando uma cooperação tripartite entre

os setores público e privado e a sociedade civil.

Para tanto, convém prever vários níveis territoriais de

planejamento, desde o nacional até o local, com um processo

interativo de cima para baixo e de baixo para cima. No nível

técnico, essa tarefa se torna hoje mais fácil por termos saído da

era do ábaco para a dos computadores.

O fenomenal crescimento da economia mundial no

decorrer dos dois últimos séculos, baseado no uso das energias

fósseis, provocou um aquecimento global de consequências

deletérias e, em parte, irreversíveis. Seria, no entanto, um erro

considerar que o clima é a bola da vez e as urgências sociais

podem esperar. Em 2007, existiam, no Brasil, 10,7 milhões de

indigentes e 46,3 milhões de pobres. E, enquanto os latifúndios

de mais de mil hectares — 3% do total das propriedades rurais

do Brasil — ocupam 57% das terras agriculturáveis,

4,8 milhões de famílias sem-terra estão à espera do chão para

plantar.

O planejamento digno deste nome deve enfrentar

simultaneamente os desafios ambientais e sociais.

Ignacy Sachs. Voltando ao planejamento. Internet: www.envolverde.com.br. (com adaptações).




.
Quanto à estrutura linguística do texto, julgue os seguintes itens.

O vocábulo "baseada" (L.17) faz referência aos termos "implosão" (L.16) e "contrarreforma" (L.17), mas concorda apenas com o último.
 

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829274 Ano: 2010
Disciplina: Português
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: ANEEL

Os itens a seguir apresentam trechos, sucessivos e adaptados, de um texto publicado no jornal O Estado de S.Paulo em 30/3/2010. Julgue-os com relação à correção gramatical.

Também na siderurgia há otimismo com relação o mercado externo. O setor espera aumentar às exportações de derivados de aço em 14% em 2010, por causa da recuperação da demanda mundial e da entrada em operação, no segundo semestre, de uma unidade instalada no Rio de Janeiro e voltada para o mercado externo.

 

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829273 Ano: 2010
Disciplina: Português
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: ANEEL

Só agora, quase cinco meses depois do apagão que

atingiu pelo menos 1.800 cidades em 18 estados do país, surge

uma explicação oficial satisfatória para o corte abrupto e

generalizado de energia no final de 2009.

Segundo relatório da Agência Nacional de Energia

Elétrica (ANEEL), a responsabilidade recai sobre a empresa

estatal Furnas, cujas linhas de transmissão cruzam os mais de

900 km que separam Itaipu de São Paulo.

Equipamentos obsoletos, falta de manutenção e de

investimentos e também erros operacionais conspiraram para

produzir a mais séria falha do sistema de geração e distribuição

de energia do país desde o traumático racionamento de 2001.

Folha de S.Paulo, Editorial, 30/3/2010 (com adaptações)



Considerando os sentidos e as estruturas linguísticas do texto acima
apresentado, julgue os próximos itens.
A oração “que atingiu pelo menos 1.800 cidades em 18 estados do país” (L.1-2) tem, nesse contexto, valor restritivo.
 

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829272 Ano: 2010
Disciplina: Português
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: ANEEL
Os itens a seguir apresentam trechos, sucessivos e adaptados, de um
texto publicado no jornal O Estado de S.Paulo em 30/3/2010.
Julgue-os com relação à correção gramatical.

Os itens a seguir apresentam trechos, sucessivos e adaptados, de um texto publicado no jornal O Estado de S.Paulo em 30/3/2010. Julgue-os com relação à correção gramatical.

A construção está sendo impulsionada pela forte expansão dos financiamentos habitacionais e pelos investimentos em infraestrutura.

 

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O filósofo francês Jean-Paul Sartre costumava dizer

que o homem é um projeto. Se assim for, as sociedades

humanas deveriam ter a mesma ambição.

A palavra “projeto” remete-se à antecipação e, em boa

parte, ao voluntarismo. Não se trata unicamente de prever o

futuro e, sim, de mudar o seu rumo em consequência de um

conjunto de valores e de necessidades. Porém, precisamos de

um voluntarismo responsável que se esforce por formular

propostas viáveis, sem cair na ilusão de que é possível medir as

forças pelas intenções generosas, como sugeria o poeta

romântico polonês Adam Mickiewicz. Em outras palavras, para

ganhar a guerra contra a pobreza e o atraso, devemos voltar ao

planejamento, um conceito oriundo da economia de guerra,

indispensável à ecossocioeconomia de desenvolvimento.

O planejamento caiu em descrédito com a queda do

Muro de Berlim, a implosão da União Soviética e a

contrarreforma neoliberal baseada no mito dos mercados que

se autorregulam. Seria ingênuo pensar que esse mito

desapareceu com a recente crise, mas, que ele está mal das

pernas, está. Chegou, portanto, o momento de reabilitar e

atualizar o planejamento. Até Jeffrey Sachs — diretor do Earth

Institute, da Columbia University, em Nova Iorque, e

conselheiro do secretário-geral das Nações Unidas —

pronuncia-se em favor de um planejamento flexível a longo

prazo, voltado para o enfrentamento dos três desafios

simultâneos da segurança energética, segurança alimentar e

redução da pobreza, buscando uma cooperação tripartite entre

os setores público e privado e a sociedade civil.

Para tanto, convém prever vários níveis territoriais de

planejamento, desde o nacional até o local, com um processo

interativo de cima para baixo e de baixo para cima. No nível

técnico, essa tarefa se torna hoje mais fácil por termos saído da

era do ábaco para a dos computadores.

O fenomenal crescimento da economia mundial no

decorrer dos dois últimos séculos, baseado no uso das energias

fósseis, provocou um aquecimento global de consequências

deletérias e, em parte, irreversíveis. Seria, no entanto, um erro

considerar que o clima é a bola da vez e as urgências sociais

podem esperar. Em 2007, existiam, no Brasil, 10,7 milhões de

indigentes e 46,3 milhões de pobres. E, enquanto os latifúndios

de mais de mil hectares — 3% do total das propriedades rurais

do Brasil — ocupam 57% das terras agriculturáveis,

4,8 milhões de famílias sem-terra estão à espera do chão para

plantar.

O planejamento digno deste nome deve enfrentar

simultaneamente os desafios ambientais e sociais.

Ignacy Sachs. Voltando ao planejamento. Internet: www.envolverde.com.br. (com adaptações).




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Quanto à estrutura linguística do texto, julgue os seguintes itens.

O sentido da expressão "mal das pernas" (L.19-20), característica da oralidade, seria prejudicado caso se substituísse "mal" por mau.
 

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829270 Ano: 2010
Disciplina: Português
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: ANEEL

O item a seguir apresenta trechos, sucessivos e adaptados, de um texto publicado no jornal O Estado de S.Paulo em 30/3/2010. Julgue-o com relação à correção gramatical.

A indústria siderúrgica, grande fornecedora das montadoras faz projeções otimistas. No ano passado, as vendas internas das siderúrgicas nacionais, encolheram 25%.

 

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