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Atenção: Para responder à questão, considere o texto abaixo.
A primeira vez que vi o mar eu não estava sozinho. Estava no meio de um bando enorme de meninos. Nós tínhamos viajado para ver o mar. No meio de nós havia apenas um menino que já o tinha visto. Ele nos contava que havia três espécies de mar: o mar mesmo, a maré, que é menor que o mar, e a marola, que é menor que a maré. Logo a gente fazia ideia de um lago enorme e duas lagoas. Mas o menino explicava que não. O mar entrava pela maré e a maré entrava pela marola. A marola vinha e voltava. A maré enchia e vazava. O mar às vezes tinha espuma e às vezes não tinha. Isso perturbava ainda mais a imagem. Três lagoas mexendo, esvaziando e enchendo, com uns rios no meio, às vezes uma porção de espumas, tudo isso muito salgado, azul, com ventos.
Fomos ver o mar. Era de manhã, fazia sol. De repente houve um grito: o mar! Era qualquer coisa de largo, de inesperado. Estava bem verde perto da terra, e mais longe estava azul. Nós todos gritamos, numa gritaria infernal, e saímos correndo para o lado do mar. As ondas batiam nas pedras e jogavam espuma que brilhava ao sol. Ondas grandes, cheias, que explodiam com barulho. Ficamos ali parados, com a respiração apressada, vendo o mar...
(Fragmento de crônica de Rubem Braga, Mar, Santos, julho, 1938)
As menções a rios e lagoas no primeiro parágrafo apontam para
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Atenção: Para responder à questão, considere o texto abaixo.
O sonho de voar alimenta o imaginário do homem desde que ele surgiu sobre a Terra. A inveja dos pássaros e as lendas de homens alados, como Dédalo e Ícaro (considerado o primeiro mártir da aviação), levaram a um sem-número de experiências, a maioria fatal.
A história dos homens voadores é a mesma, desde a mitologia até o século XXI. Na antiguidade grega e latina, assim como em várias religiões asiáticas, africanas e pré-colombianas, os heróis tinham asas. Entre o imaginário e o voo real, as ideias mais absurdas trouxeram, às vezes, elementos para o progresso. A verdadeira compreensão da energia desenvolvida para voar passa por essa relação histórica e os seus pontos fortes.
Em 1903, um autor francês estava convencido de que a história de Ícaro não era uma lenda, mas sim o relato de uma experiência autêntica de voo. O cuidado com que Dédalo dispôs as penas, rígidas na base, soltas nas extremidades, e o fato de ter decolado do alto de uma colina lhe pareceram provas de uma profunda reflexão. Mas o poeta latino Ovídio cometeu um erro ao afirmar que a cera se derreteu ao se aproximar do sol. De fato, quanto mais alto se voa, mais baixa é a temperatura. Portanto, é necessário procurar outra causa para o acidente.
Passaram-se os anos e chegamos ao avião, que para os homens-pássaros foi uma decepção. Encontrou-se o que não se procurava. Viajar dentro de uma caixa voadora não corresponde ao que o homem quis durante milênios, nem ao ideal que contribuiu para animá-lo no seu inconsciente e nos seus sonhos.
(Xaropin Sotto. Céu Azul, n. 36. São Paulo: Grupo Editorial Spagat. p. 62-65, com adaptações)
No 3º parágrafo,
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Atenção: Para responder à questão, considere o texto abaixo.
Na prática, não é lei, e não há nenhuma obrigatoriedade. Mesmo assim, 140 países se comprometeram a aumentar o acesso à água potável, ao tratamento de esgoto e a promover o uso inteligente da água, na conclusão do último Fórum Mundial da Água.
Os acordos firmados no Fórum não têm caráter vinculante. Isso significa que as promessas não serão cobradas de ninguém. A ideia, no entanto, é levar esse documento para a Rio+20, conferência da ONU para o desenvolvimento sustentável, que acontecerá em junho no país.
Hoje, cerca de 28 agências ligadas à ONU lidam com a água sob várias abordagens, como produção de energia e agricultura. Mas a água, por si só, não é o foco do trabalho de nenhuma delas. O Ministério do Meio Ambiente, o das Relações Internacionais e a ANA (Agência Nacional de Águas) propuseram durante o encontro mundial a criação de um Conselho de Desenvolvimento Sustentável na ONU para tratar desse tema.
O Brasil possui 12% da água doce do planeta, mas há problemas: 70% dela estão na bacia amazônica, longe dos maiores centros urbanos. E só 45% dos brasileiros têm água tratada.
(Sabine Righetti. Folha de S.Paulo, 19 de março de 2012, C11, com adaptações)
Outra redação clara e correta para o 1º parágrafo do texto, mantendo-se, em linhas gerais, o sentido original, está em:
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Atenção: A questão refere-se ao texto abaixo.
A morte das celebridades
Quando morre uma dessas duvidosas celebridades que povoam os espaços da mídia, uma chusma de outras duvidosas celebridades é convidada a manifestar-se diante das câmeras. Os óculos escuros ocultam a lágrima inexistente. Esbanja-se criatividade: “É uma perda irreparável”, “O Brasil está mais pobre”, “Continuará vivo em nossos corações” etc.
A morte de Chico Anysio (uma celebridade por mérito) teve uma repercussão singular: cada lembrança de colega, amigo ou fã, cada imagem recuperada na TV lembrava, em pleno velório, o riso aberto, que foi o sentido de sua vida e de seu trabalho. Ficava difícil se apoiar em algum chavão. As inúmeras personagens que ele criou iam aparecendo na tela, suas vozes eram ouvidas em seus bordões, verdadeiras e vivas, como sempre. Todas as personalidades morrem, mas há personagens que recusam o silêncio. É mentira, Terta?
(Bonifácio Mourinho, inédito)
Ficava difícil se apoiar em algum chavão.
O período acima passa de composto a simples caso se substitua o elemento sublinhado por
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