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Mulher, 35 anos de idade, gerente bancária, possuía a guarda das chaves da Agência bancária e do cofre. Durante a madrugada foi sequestrada, sendo obrigada a abrir a agência e o cofre, em um assalto ao banco. Poucas semanas após o ocorrido, começou com quadro de ansiedade, angústia, medo de sair de casa, sensação persistente de entorpecimento emocional, insônia e isolamento. Iniciou tratamento psiquiátrico e psicológico, sendo afastada do trabalho e encaminhada para o Instituto Nacional de Seguro Social (INSS).
Em relação ao nexo causal, a doença da segurada
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Atenção: A questão refere-se ao texto abaixo.
Da solidão
Há muitas pessoas que sofrem do mal da solidão. Basta que em redor delas se arme o silêncio, que não se manifeste aos seus olhos nenhuma presença humana, para que delas se apodere imensa angústia: como se o peso do céu desabasse sobre a sua cabeça, como se dos horizontes se levantasse o anúncio do fim do mundo.
No entanto, haverá na terra verdadeira solidão? Tudo é vivo e tudo fala, em redor de nós, embora com vida e voz que não são humanas, mas que podemos aprender a escutar, porque muitas vezes essa linguagem secreta ajuda a esclarecer o nosso próprio mistério.
Pintores e fotógrafos andam em volta dos objetos à procura de ângulos, jogos de luz, eloquência de formas, para revelarem aquilo que lhes parece não o mais estático dos seus aspectos, mas o mais comunicável, o mais rico de sugestões, o mais capaz de transmitir aquilo que excede os limites físicos desses objetos, constituindo, de certo modo, seu espírito e sua alma.
Façamo-nos também desse modo videntes: olhemos devagar para a cor das paredes, o desenho das cadeiras, a transparência das vidraças, os dóceis panos tecidos sem maiores pretensões. Não procuremos neles a beleza que arrebata logo o olhar: muitas vezes seu aspecto – como o das criaturas humanas – é inábil e desajeitado. Amemos nessas humildes coisas a carga de experiências que representam, a repercussão, nelas sensível, de tanto trabalho e história humana. Concentradas em sua essência, só se revelam quando nossos sentidos estão aptos para as descobrirem. Em silêncio, nos oferecerão sua múltipla companhia, generosa e quase invisível.
(Adaptado de Cecília Meireles, Escolha o seu sonho)
Considerando-se o contexto, traduz-se adequadamente o sentido de um segmento em:
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Atenção: A questão refere-se ao texto abaixo.
A morte das celebridades
Quando morre uma dessas duvidosas celebridades que povoam os espaços da mídia, uma chusma de outras duvidosas celebridades é convidada a manifestar-se diante das câmeras. Os óculos escuros ocultam a lágrima inexistente. Esbanja-se criatividade: “É uma perda irreparável”, “O Brasil está mais pobre”, “Continuará vivo em nossos corações” etc.
A morte de Chico Anysio (uma celebridade por mérito) teve uma repercussão singular: cada lembrança de colega, amigo ou fã, cada imagem recuperada na TV lembrava, em pleno velório, o riso aberto, que foi o sentido de sua vida e de seu trabalho. Ficava difícil se apoiar em algum chavão. As inúmeras personagens que ele criou iam aparecendo na tela, suas vozes eram ouvidas em seus bordões, verdadeiras e vivas, como sempre. Todas as personalidades morrem, mas há personagens que recusam o silêncio. É mentira, Terta?
(Bonifácio Mourinho, inédito)
A singularidade da repercussão provocada pela morte de Chico Anysio está no fato de que o adeus ao humorista foi marcado
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| Atividades | Ruídos dB (A) | Calor (°C) | ||
| T bulbo úmido | T globo | T bulbo seco | ||
| 1 | 85 | 26,6 | 30,8 | 28,4 |
| 2 | 93 | 20,2 | 25,1 | 23,0 |
| 3 | 70 | 25,7 | 28,2 | 26,5 |
| 4 | 103 | 28,5 | 35,4 | 30,2 |
Para o trabalhador que desenvolve a atividade 2, a máxima exposição diária permissível ao ruído é de
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Atenção: Para responder à questão, considere o texto abaixo.
A primeira vez que vi o mar eu não estava sozinho. Estava no meio de um bando enorme de meninos. Nós tínhamos viajado para ver o mar. No meio de nós havia apenas um menino que já o tinha visto. Ele nos contava que havia três espécies de mar: o mar mesmo, a maré, que é menor que o mar, e a marola, que é menor que a maré. Logo a gente fazia ideia de um lago enorme e duas lagoas. Mas o menino explicava que não. O mar entrava pela maré e a maré entrava pela marola. A marola vinha e voltava. A maré enchia e vazava. O mar às vezes tinha espuma e às vezes não tinha. Isso perturbava ainda mais a imagem. Três lagoas mexendo, esvaziando e enchendo, com uns rios no meio, às vezes uma porção de espumas, tudo isso muito salgado, azul, com ventos.
Fomos ver o mar. Era de manhã, fazia sol. De repente houve um grito: o mar! Era qualquer coisa de largo, de inesperado. Estava bem verde perto da terra, e mais longe estava azul. Nós todos gritamos, numa gritaria infernal, e saímos correndo para o lado do mar. As ondas batiam nas pedras e jogavam espuma que brilhava ao sol. Ondas grandes, cheias, que explodiam com barulho. Ficamos ali parados, com a respiração apressada, vendo o mar...
(Fragmento de crônica de Rubem Braga, Mar, Santos, julho, 1938)
De repente houve um grito: o mar! Era qualquer coisa de largo, de inesperado.
Mantendo-se o sentido da frase, o elemento grifado acima poderia ser substituído por:
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Atenção: A questão refere-se ao texto abaixo.
Da solidão
Há muitas pessoas que sofrem do mal da solidão. Basta que em redor delas se arme o silêncio, que não se manifeste aos seus olhos nenhuma presença humana, para que delas se apodere imensa angústia: como se o peso do céu desabasse sobre a sua cabeça, como se dos horizontes se levantasse o anúncio do fim do mundo.
No entanto, haverá na terra verdadeira solidão? Tudo é vivo e tudo fala, em redor de nós, embora com vida e voz que não são humanas, mas que podemos aprender a escutar, porque muitas vezes essa linguagem secreta ajuda a esclarecer o nosso próprio mistério.
Pintores e fotógrafos andam em volta dos objetos à procura de ângulos, jogos de luz, eloquência de formas, para revelarem aquilo que lhes parece não o mais estático dos seus aspectos, mas o mais comunicável, o mais rico de sugestões, o mais capaz de transmitir aquilo que excede os limites físicos desses objetos, constituindo, de certo modo, seu espírito e sua alma.
Façamo-nos também desse modo videntes: olhemos devagar para a cor das paredes, o desenho das cadeiras, a transparência das vidraças, os dóceis panos tecidos sem maiores pretensões. Não procuremos neles a beleza que arrebata logo o olhar: muitas vezes seu aspecto – como o das criaturas humanas – é inábil e desajeitado. Amemos nessas humildes coisas a carga de experiências que representam, a repercussão, nelas sensível, de tanto trabalho e história humana. Concentradas em sua essência, só se revelam quando nossos sentidos estão aptos para as descobrirem. Em silêncio, nos oferecerão sua múltipla companhia, generosa e quase invisível.
(Adaptado de Cecília Meireles, Escolha o seu sonho)
Depreende-se do texto que, para a autora, o sentimento humano da solidão mais profunda só se justificaria se
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Atenção: Para responder à questão, considere o texto abaixo.
No casarão dos Vianna no Catumbi, que no fim do século XIX era um bucólico bairro carioca, o som do choro preenchia todos os espaços. Quem comandava o sarau era o patriarca, um flautista amador. Ainda pequeno para se juntar ao grupo instalado na sala, o 12o de 14 irmãos resignava-se a espiadelas pela porta entreaberta do quarto. Não tardaria, entretanto, a revelar seu talento e conquistar o direito de fazer parte da foto em que toda a família aparece junta, cada qual com seu instrumento. O ano era 1865 e o garoto de 11 anos, Alfredo da Rocha Vianna Júnior, o Pixinguinha. Na imagem desbotada, ele empunha um cavaquinho. Pouco depois viria a flauta de prata presenteada pelo pai, as aulas de música e os convites para tocar nas festas de família. O raro domínio técnico como intérprete, o talento para compor e arranjar e a permeabilidade às novas sonoridades acabaram por fazer de Pixinguinha um artista inigualável.
“O Brasil jamais produziu um músico popular dessa envergadura”, atesta o maestro Caio Cezar. Ele divide com o neto de Pixinguinha, Marcelo Vianna, a direção musical da exposição que o Centro Cultural Banco do Brasil de Brasília apresenta de terça 13 de março a 6 de maio – Pixinguinha. Para a produtora Lu Araújo, curadora da exposição e coordenadora do livro Pixinguinha – O gênio e seu tempo, de André Diniz, a ser lançado na mostra, o músico “uniu o saber das notas musicais à riqueza da cultura popular. Pixinguinha incorporou elementos brasileiros às técni-cas de orquestração. Fator fundamental para isso foi sua expe-riência nas diversas formações em que atuou: bandas, orques-tras regionais e conjuntos de choro e samba”. E acrescenta: “As orquestras dos teatros de revista também foram fundamentais para a formação dele como arranjador”.
(Fragmento adaptado de Ana Ferraz, O mago do Catumbi, CartaCapital, 14 de março de 2012, n. 688. p. 52-4)
No primeiro parágrafo do texto, a autora enfatiza
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