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O Homem e o Universo
Somos criaturas espirituais num cosmo que só
mostra indiferença
Algo paradoxal ocorre quando nos deparamos com nossa “pequenez” perante a Natureza.
Por um lado, vemo-nos como seres especiais, superiores, capazes de construir tantas coisas, de criar o belo, de transformar o mundo através da manipulação de matéria-prima, da pedra bruta ao diamante, da terra inerte ao monumento cheio de significado, dos elementos químicos a plásticos, aviões, bolas e pontes. Somos artesãos, meio como as formigas(a), que constroem seus formigueiros aos poucos, trazendo coisas daqui e dali, erigindo seus abrigos contra as intempéries do mundo.
Por outro lado, vemos nossas obras destruídas em segundos por cataclismas naturais(b), prédios que desabam, cidades submersas por rios e oceanos ou por cinzas e lava, nossas criações arruinadas em segundos, feito os formigueiros que são achatados sob as sandálias de uma criança, causando pânico geral entre os insetos.
O paradoxo se intensifica mais quando olhamos para o céu e vemos a escuridão da noite ou o azul vago do dia, aparentemente estendendo-se ao infinito, uma casa sem paredes ou teto, sem uma fronteira demarcada. E se pensamos que cada estrela é um sol, e que tantas delas têm sua corte de planetas, fica difícil evitar a questão da nossa existência cósmica(c), se estamos aqui por algum motivo, se existem outros seres como nós – ou talvez muito diferentes – mas que, por pensar, também se inquietam com essas questões, buscando significado num cosmo que só mostra indiferença.
O que sabemos dos nossos vizinhos cósmicos, os outros planetas do Sistema Solar, não inspira muito calor humano. Vemos mundos belíssimos e hostis à vida, borbulhantes ou frígidos, cobertos por pedras inertes ou por moléculas que parecem traçar uma trilha interrompida, que ia a algum lugar mas, no meio do caminho, esqueceu o seu destino. Só aqui, na Terra, a trilha seguiu em frente, criou seres de formas diversas e exuberantes, compromissos entre as exigências ambientais e a química delicada da vida.
Se continuarmos nossa viagem para longe daqui, veremos nossa galáxia, soberana, casa de 300 bilhões de estrelas, número não tão diferente do total de neurônios no cérebro humano. A pequenez é ainda maior quando pensamos que a Terra, e mesmo o Sistema Solar inteiro, não passa de um ponto insignificante nessa espiral brilhante que se estende por 100 mil anos-luz. Porém, se o que vemos no Sistema Solar, a incrível diversidade de seus planetas e luas, é uma indicação, imagine que surpresas nos esperam em trilhões de outros mundos, cada um grão de areia numa praia.
Ao olhar para o Universo, o homem é nada. Ao olhar para o Universo, o homem é tudo(d). Esse é o paradoxo da nossa existência, sermos criaturas espirituais num mundo que não se presta a questionamentos profundos, um mundo que segue, resoluto, o seu curso, que procuramos entender com nossa ciência e, de forma distinta, com nossa arte.
Talvez esse paradoxo não tenha uma resolução.
Talvez seja melhor que não tenha. Pois é dessa inquietação do ser que criamos significado, conhecimento e aprendemos a lidar com o mundo e com nós mesmos. Se respondemos a uma pergunta, devemos estar prontos a fazer outra. Se nos perdemos na vastidão do cosmo, se sentimos o peso de sermos as únicas criaturas a questionar o porquê das coisas, devemos também celebrar a nossa existência breve. Ao que parece, somos a consciência cósmica, somos como o Universo pensa sobre si mesmo(e).
Marcelo Gleiser, Folha de São Paulo, 31 de janeiro de 2010.
Antítese é uma figura de linguagem com a qual se salienta uma oposição de ideias por meio de sentenças ou palavras. O fragmento que contém uma antítese é:
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Os antigos e a memória
Os antigos gregos consideravam a memória uma entidade sobrenatural ou divina: era a deusa Mnemosyne, mãe das Musas, que protegem as artes e a história. A deusa Memória dava aos poetas e adivinhos o poder de voltar ao passado e de relembrá-lo para a coletividade. Tinha o poder de conferir imortalidade aos mortais, pois, quando o artista ou o historiador registram em suas obras a fisionomia, os gestos, os atos, os feitos e as palavras de um humano, este nunca será esquecido e, por isso, tornando-se memorável, não morrerá jamais.
Os historiadores antigos colocavam suas obras sob a proteção das Musas, escreviam para que não fossem perdidos os feitos memoráveis dos humanos e para que servissem de exemplo às gerações futuras. Dizia Cícero: “A história é mestra da vida”.
A memória é, pois, inseparável do sentimento do tempo ou da percepção/experiência do tempo como algo que escoa ou passa.
A importância da memória não se limitava à poesia e à história, mas também aparecia com muita força e clareza na medicina dos antigos. Um aforismo, atribuído a Hipócrates, o pai da medicina, dizia:
A vida é breve, a arte é longa, a ocasião é fugidia, a experiência é traidora e o julgamento é difícil. O médico precisa estar sempre atento não só para fazer o que convém, mas também para conseguir a cooperação do paciente.
Qual a ajuda ou cooperação trazida pelo paciente ao médico? Sua memória. O médico antigo praticava com o paciente a anamnese, isto é, a reminiscência. Por meio de perguntas, fazia o paciente lembrar-se de todas as circunstâncias que antecederam o momento em que ficara doente e as circunstâncias em que adoecera, pois essas lembranças auxiliavam o médico a fazer o diagnóstico e a receitar remédios, cirurgias e dietas que correspondiam à necessidade específica da cura do paciente.
Além de imortalizar os mortais e de auxiliar a arte médica, para os antigos a memória também possuía outra função.
Os antigos gregos e romanos desenvolveram uma arte chamada eloquência ou retórica, destinada a persuadir e a criar emoções nos ouvintes por meio do uso belo e eficaz da linguagem. No aprendizado dessa arte, consideravam a memória indispensável não só porque o bom orador (poeta, político, advogado) era aquele que falava ou pronunciava longos discursos sem ler e sem se apoiar em anotações, como também porque o bom orador era aquele que aprendia de cor as regras fundamentais da eloquência ou oratória.
Assim, a memória era considerada essencial tanto para o aprendizado como para o momento em que o orador fosse falar, pois falaria sem ler. Para isso, os mestres de retórica criaram métodos de memorização ou “memória artificial”, que constituíram a “arte da memória”, isto é, técnicas de ampliação do poder natural da memória, pois julgavam que, além da memória natural, os seres humanos são capazes de deliberadamente desenvolver uma outra memória, que amplia e auxilia a memória espontânea.
CHAUÍ, M. Convite à Filosofia. São Paulo: Ática, 2008, p. 138-139.
Uma característica da memória artificial, como abordada no texto, é que
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| INVESTIDA |
PATRIMÔNIO
LÍQUIDO
|
%
PARTICIPAÇÃO
|
VALOR
INVESTIMENTO
|
| A | 1.800.000,00 | 20% | 300.000,00 |
| B | 800.000,00 | 80% | 575.000,00 |
| C | 8.000.000,00 | 20% | 1.520.000,00 |
| D | 1.000.000,00 | 40% | 368.000,00 |
| E | 800.000,00 | 25% | 360.000,00 |
| F | 3.000.000,00 | 80% | 1.450.000,00 |
| G | 300.000,00 | 20% | 73.000,00 |
| H | 1.200.000,00 | 25% | 314.000,00 |
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Disciplina: Segurança e Saúde no Trabalho (SST)
Banca: CESGRANRIO
Orgão: BR Distribuidora
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| Data | Entrada | Saída | Saldo (kg) |
| 06/01/2010 | 200 | 450 | |
| 09/01/2010 | 90 | 540 | |
| 17/01/2010 | 30 | 570 | |
| 18/01/2010 | 230 | 340 | |
| 22/01/2010 | 170 | 170 |
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Disciplina: Inglês (Língua Inglesa)
Banca: CESGRANRIO
Orgão: BR Distribuidora
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| Serviço | Valor (R$) | Percentual Financeiro | Percentual Físico | ||||||||||
| M1 | M2 | M3 | M4 | M5 | M6 | M1 | M2 | M3 | M4 | M5 | M6 | ||
| S1 | 300.000,00 | 40 | 30 | 20 | 10 | - | - | 20 | 20 | 30 | 30 | - | - |
| S2 | 200.000,00 | 10 | 10 | 30 | 40 | 10 | - | 40 | 20 | 10 | 10 | 20 | - |
| S3 | 400.000,00 | 20 | 20 | 20 | 10 | 10 | 20 | 20 | 20 | 20 | 20 | 10 | 10 |
| S4 | 500.000,00 | - | - | 40 | 20 | 20 | 20 | - | 30 | 30 | 10 | 10 | 20 |
| S5 | 600.000,00 | - | - | 10 | 60 | 20 | 10 | - | - | 20 | 40 | 20 | 20 |
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