Magna Concursos

Foram encontradas 70 questões.

1312345 Ano: 2010
Disciplina: Português
Banca: CESGRANRIO
Orgão: BR Distribuidora

O Homem e o Universo
Somos criaturas espirituais num cosmo que só
mostra indiferença

Algo paradoxal ocorre quando nos deparamos com nossa “pequenez” perante a Natureza.

Por um lado, vemo-nos como seres especiais, superiores, capazes de construir tantas coisas, de criar o belo, de transformar o mundo através da manipulação de matéria-prima, da pedra bruta ao diamante, da terra inerte ao monumento cheio de significado, dos elementos químicos a plásticos, aviões, bolas e pontes. Somos artesãos, meio como as formigas, que constroem seus formigueiros aos poucos, trazendo coisas daqui e dali, erigindo seus abrigos contra as intempéries do mundo.

Por outro lado, vemos nossas obras destruídas em segundos por cataclismas naturais, prédios que desabam, cidades submersas por rios e oceanos ou por cinzas e lava, nossas criações arruinadas em segundos, feito os formigueiros que são achatados sob as sandálias de uma criança, causando pânico geral entre os insetos.

O paradoxo se intensifica mais quando olhamos para o céu e vemos a escuridão da noite ou o azul vago do dia, aparentemente estendendo-se ao infinito, uma casa sem paredes ou teto, sem uma fronteira demarcada. E se pensamos que cada estrela é um sol, e que tantas delas têm sua corte de planetas, fica difícil evitar a questão da nossa existência cósmica, se estamos aqui por algum motivo, se existem outros seres como nós – ou talvez muito diferentes – mas que, por pensar, também se inquietam com essas questões, buscando significado num cosmo que só mostra indiferença.

O que sabemos dos nossos vizinhos cósmicos, os outros planetas do Sistema Solar, não inspira muito calor humano. Vemos mundos belíssimos e hostis à vida, borbulhantes ou frígidos, cobertos por pedras inertes ou por moléculas que parecem traçar uma trilha interrompida, que ia a algum lugar mas, no meio do caminho, esqueceu o seu destino. Só aqui, na Terra, a trilha seguiu em frente, criou seres de formas diversas e exuberantes, compromissos entre as exigências ambientais e a química delicada da vida.

Se continuarmos nossa viagem para longe daqui, veremos nossa galáxia, soberana, casa de 300 bilhões de estrelas, número não tão diferente do total de neurônios no cérebro humano. A pequenez é ainda maior quando pensamos que a Terra, e mesmo o Sistema Solar inteiro, não passa de um ponto insignificante nessa espiral brilhante que se estende por 100 mil anos-luz. Porém, se o que vemos no Sistema Solar, a incrível diversidade de seus planetas e luas, é uma indicação, imagine que surpresas nos esperam em trilhões de outros mundos, cada um grão de areia numa praia.

Ao olhar para o Universo, o homem é nada. Ao olhar para o Universo, o homem é tudo. Esse é o paradoxo da nossa existência, sermos criaturas espirituais num mundo que não se presta a questionamentos profundos, um mundo que segue, resoluto, o seu curso, que procuramos entender com nossa ciência e, de forma distinta, com nossa arte.

Talvez esse paradoxo não tenha uma resolução.

Talvez seja melhor que não tenha. Pois é dessa inquietação do ser que criamos significado, conhecimento e aprendemos a lidar com o mundo e com nós mesmos. Se respondemos a uma pergunta, devemos estar prontos a fazer outra. Se nos perdemos na vastidão do cosmo, se sentimos o peso de sermos as únicas criaturas a questionar o porquê das coisas, devemos também celebrar a nossa existência breve. Ao que parece, somos a consciência cósmica, somos como o Universo pensa sobre si mesmo.

Marcelo Gleiser, Folha de São Paulo, 31 de janeiro de 2010.

Em “se sentimos o peso de sermos as únicas criaturas a questionar o porquê das coisas”, encontra-se acentuado o termo “porquê”. Em qual das seguintes frases o acento está empregado corretamente?

 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
1304953 Ano: 2010
Disciplina: TI - Sistemas Operacionais
Banca: CESGRANRIO
Orgão: BR Distribuidora
Uma das inovações dos sistemas operacionais da atualidade é o conceito de multitarefa, que facilita as operações básicas e a manipulação e organização de arquivos dos usuários de computadores pessoais.
Com relação ao exposto acima, analise as afirmativas a seguir.
I - Uma pasta ou diretório pode conter outras pastas ou diretórios, que são chamados de subpastas ou subdiretórios.
II - Para facilitar a identificação, são permitidos nomes de até oito caracteres para arquivos e programas dentro das pastas.
III - Arquivos gerados por softwares diferentes, quando executados simultaneamente, geram erros de acesso e identificação.
IV - Os arquivos podem ser organizados nas pastas por ordem alfabética, tipo ou data de alteração, entre outras formas.
Estão corretas as afirmativas
 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
1296766 Ano: 2010
Disciplina: Direito Tributário
Banca: CESGRANRIO
Orgão: BR Distribuidora
Com base na legislação da época, a alíquota do IPI para determinado produto, em 2006, era de 20%. Através de sucessivas alterações, tal alíquota passou para 15% em 2007, 5% em 2008 e 25% em 2009 e 2010. Em janeiro de 2010, a Receita Federal verificou que certa indústria, fabricante desse produto, não recolhera o IPI correspondente aos períodos de 2006, 2007, 2008 e 2009. Para fins de lançamento, o Fisco deve utilizar-se da alíquota de
 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
328447 Ano: 2010
Disciplina: Direito Ambiental
Banca: CESGRANRIO
Orgão: BR Distribuidora
Em projeto de construção de um gasoduto no território nacional deve-se considerar, entre outros quesitos, que
 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
324765 Ano: 2010
Disciplina: Português
Banca: CESGRANRIO
Orgão: BR Distribuidora

O Homem e o Universo
Somos criaturas espirituais num cosmo que só
mostra indiferença

Algo paradoxal ocorre quando nos deparamos com nossa “pequenez” perante a Natureza.

Por um lado, vemo-nos como seres especiais, superiores, capazes de construir tantas coisas, de criar o belo, de transformar o mundo através da manipulação de matéria-prima, da pedra bruta ao diamante, da terra inerte ao monumento cheio de significado, dos elementos químicos a plásticos, aviões, bolas e pontes. Somos artesãos, meio como as formigas, que constroem seus formigueiros aos poucos, trazendo coisas daqui e dali, erigindo seus abrigos contra as intempéries do mundo.

Por outro lado, vemos nossas obras destruídas em segundos por cataclismas naturais, prédios que desabam, cidades submersas por rios e oceanos ou por cinzas e lava, nossas criações arruinadas em segundos, feito os formigueiros que são achatados sob as sandálias de uma criança, causando pânico geral entre os insetos.

O paradoxo se intensifica mais quando olhamos para o céu e vemos a escuridão da noite ou o azul vago do dia, aparentemente estendendo-se ao infinito, uma casa sem paredes ou teto, sem uma fronteira demarcada. E se pensamos que cada estrela é um sol, e que tantas delas têm sua corte de planetas, fica difícil evitar a questão da nossa existência cósmica, se estamos aqui por algum motivo, se existem outros seres como nós – ou talvez muito diferentes – mas que, por pensar, também se inquietam com essas questões, buscando significado num cosmo que só mostra indiferença.

O que sabemos dos nossos vizinhos cósmicos, os outros planetas do Sistema Solar, não inspira muito calor humano. Vemos mundos belíssimos e hostis à vida, borbulhantes ou frígidos, cobertos por pedras inertes ou por moléculas que parecem traçar uma trilha interrompida, que ia a algum lugar mas, no meio do caminho, esqueceu o seu destino. Só aqui, na Terra, a trilha seguiu em frente, criou seres de formas diversas e exuberantes, compromissos entre as exigências ambientais e a química delicada da vida.

Se continuarmos nossa viagem para longe daqui, veremos nossa galáxia, soberana, casa de 300 bilhões de estrelas, número não tão diferente do total de neurônios no cérebro humano. A pequenez é ainda maior quando pensamos que a Terra, e mesmo o Sistema Solar inteiro, não passa de um ponto insignificante nessa espiral brilhante que se estende por 100 mil anos-luz. Porém, se o que vemos no Sistema Solar, a incrível diversidade de seus planetas e luas, é uma indicação, imagine que surpresas nos esperam em trilhões de outros mundos, cada um grão de areia numa praia.

Ao olhar para o Universo, o homem é nada. Ao olhar para o Universo, o homem é tudo. Esse é o paradoxo da nossa existência, sermos criaturas espirituais num mundo que não se presta a questionamentos profundos, um mundo que segue, resoluto, o seu curso, que procuramos entender com nossa ciência e, de forma distinta, com nossa arte.

Talvez esse paradoxo não tenha uma resolução.

Talvez seja melhor que não tenha. Pois é dessa inquietação do ser que criamos significado, conhecimento e aprendemos a lidar com o mundo e com nós mesmos. Se respondemos a uma pergunta, devemos estar prontos a fazer outra. Se nos perdemos na vastidão do cosmo, se sentimos o peso de sermos as únicas criaturas a questionar o porquê das coisas, devemos também celebrar a nossa existência breve. Ao que parece, somos a consciência cósmica, somos como o Universo pensa sobre si mesmo.

Marcelo Gleiser, Folha de São Paulo, 31 de janeiro de 2010.

Observe:

“Porém, se o que vemos no Sistema Solar, a incrível diversidade de seus planetas e luas, é uma indicação ... “ (l. 20-21).

A indicação a que se refere o texto é

 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
322659 Ano: 2010
Disciplina: Inglês (Língua Inglesa)
Banca: CESGRANRIO
Orgão: BR Distribuidora
Happy 150th, Oil! So Long, and Thanks for Modern Civilization
By Alexis Madrigal
WIRED SCIENCE, August 27, 2009
One hundred and fifty years ago on Aug. 27, Colonel Edwin L. Drake sunk the very first commercial well that produced flowing petroleum. The discovery that large amounts of oil could be found underground marked the beginning of a time during which this convenient fossil fuel became America’s dominant energy source.
But what began 150 years ago won’t last another 150 years — or even another 50. The era of cheap oil is ending, and with another energy transition upon us, we’ve got to extract all the lessons we can from its remarkable history.
“I would see this as less of an anniversary to note for celebration and more of an anniversary to note how far we’ve come and the serious moment that we’re at right now,” said Brian Black, an energy historian at Pennsylvania State University. “Energy transitions happen and I argue that we’re in one right now. Thus, we need to aggressively look to the future to what’s going to happen after petroleum.”
When Drake and others sunk their wells, there were no cars, no plastics, no chemical industry. Water power was the dominant industrial energy source. Steam engines burning coal were on the rise, but the nation’s energy system — unlike Great Britain’s — still used fossil fuels sparingly. The original role for oil was as an illuminant, not a motor fuel, which would come decades later.
Oil, people later found, was uniquely convenient. To equal the amount of energy in a tank of gasoline, you need 200 pounds of wood. Pair that energy density with stability under most conditions and that, as a liquid, it was easy to transport, and you have the killer application for the infrastructure age.
In a world that only had a tiny fraction of the amount of heat, light, and power available that we do now, people came up with all kinds of ideas for what to do with oil’s energy: cars, tractors, airplanes, chemicals, fertilizer, and plastic.
The scale of the oil industry is astounding, but it’s becoming clear the world’s oil supply will peak soon, or perhaps has peaked already. People discuss about the details, but no one argues that oil will play a much different role in our energy system in 50 years than it did in 1959.
The search for alternatives is on. If that search goes poorly — as some Peak Oil analysts predict — human civilization will fall off an energy cliff. The amount of energy we get back from drilling oil wells in the middle of the Gulf of Mexico continues to drop, and alternative sources don’t provide usable energy for humans on the generous terms that oil long has.
Yet humans with an economic incentive to be optimistic become optimists, and the harder we look, the more possible alternatives we find. The big question now is whether the cure for our oil addiction will come with a heavy carbon side effect.
Over the next 20 years, synthetic fuels made from coal or shale oil could conceivably become the fuels of the future. On the other hand, so could advanced biofuels from cellulosic ethanol or algae. Or the era of fuel could end and electric vehicles could be deployed in mass, at least in rich countries.
With the massive injection of stimulus and venture capital money into alternative energy that’s occurred over the past few years, the solutions for replacing oil could already be circulating among the labs and office parks of the country. To paraphrase technology expert Clay Shirky talking about the media, nothing will work to replace oil, but everything might.
If history tells us anything, it’s that energy sources can change, never tomorrow, but always some day.
“What is required is to operate without fear and to take energy transitions on as a developmental opportunity,” Black said.
slightly adapted from: http://www.wired.com/wiredscience/
2009/08/oilat150/#ixzz0gW1mC0Zm, access on Feb. 10, 2010.
The author’s intention in this text is to
 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
315581 Ano: 2010
Disciplina: Direito Processual Civil
Banca: CESGRANRIO
Orgão: BR Distribuidora
Nero propõe ação de cobrança por meio do procedimento sumário em face de Empédocles tendo requerido provas documental, testemunhal e pericial. Anexou rol de testemunhas e quesitos de perícia. Foi realizada audiência de conciliação, sem acordo. Após, foi determinada prova pericial, nomeado experto, fixados os honorários que não foram depositados. O magistrado proferiu despacho, intimando a parte autora, por publicação no Diário Oficial, para depositar os honorários, em cinco dias, pena de perda da prova requerida. Silente o autor, foi proferida sentença de improcedência, por ausência de provas dos fatos articulados na exordial. No prazo para oferecimento de embargos de declaração, ingressou nos autos Claudius, filho de Nero, por meio do seu representante judicial, comunicando o falecimento do seu pai, em data anterior ao despacho publicado, aduzindo ser único herdeiro e postulando a declaração de nulidade de todos os atos praticados a partir da data do falecimento e requerendo a suspensão do processo. Analisando esse caso, tem-se que
 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
315580 Ano: 2010
Disciplina: Direito Processual Civil
Banca: CESGRANRIO
Orgão: BR Distribuidora
Átrio, regularmente representado por seu genitor, impetra mandado de segurança contra ato do Governador do Estado de São Paulo, tendo em vista que aduziu ter sido preterido em concurso público nas vagas destinadas a portadores de necessidades especiais, consoante previsão normativa. O processo foi distribuído,originariamente, a Desembargador do TJ/SP que, após proceder aos trâmites legais, levou seu voto ao órgão colegiado para julgamento. O acórdão proferido pelo órgão competente do TJ/SP denega a segurança, por maioria de votos. Inconformado, Átrio apresenta recurso especial, dirigido ao Superior Tribunal de Justiça, que não é admitido pelo órgão de origem, sendo interposto agravo de instrumento, também não conhecido. Diante disso, o(a)
 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
315579 Ano: 2010
Disciplina: Direito Processual Civil
Banca: CESGRANRIO
Orgão: BR Distribuidora
Caio, brasileiro, comerciante, promove ação de despejo em face de Empédocles, pela falta de pagamento dos alugueres, correspondentes a três meses de locação. O réu, regulamente citado, não apresenta contestação, sendo declarada sua revelia e julgado procedente o pedido. No prazo de recurso, o réu ingressa nos autos e apresenta apelação, julgada por acórdão unânime do tribunal, negando provimento ao recurso. Inconformado, apresenta recurso extraordinário, aduzindo violação ao devido processo legal, bem como aos princípios do contraditório e da ampla defesa, nenhum deles objeto de análise, pelo acórdão, que se limitou a aferir a ausência de pagamento dos alugueres devidos, a inexistência de purga da mora e, ainda, a ausência de vícios no ato citatório, temas constantes de lei federal. Nessas condições, tem-se que
 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
315578 Ano: 2010
Disciplina: Direito Processual Civil
Banca: CESGRANRIO
Orgão: BR Distribuidora
Um motorista profissional é surpreendido por veículo de propriedade da Empresa X, em via pública, que colide com o seu automóvel, gerando inúmeros prejuízos. O veículo é utilizado para serviços que o motorista presta como profissional autônomo e permaneceu em reparos pelo período de trinta dias. Após tentativa amigável, ele não obtém sucesso na reparação dos danos causados e propõe ação com pedido condenatório, fixando o valor de causa em R$ 30.000,00, correspondente aos danos causados. Regulamente citada, a empresa apresenta contestação, impugnando os documentos mostrados pelo autor, que anexou aos autos somente um orçamento, não permitindo a comparação com outras empresas especialistas em reparos automotivos. Não anexa documentos e nem requer outras provas. Foi designada audiência de instrução e julgamento, não tendo as partes apresentado outros documentos, nem testemunhas e ainda não tendo requerido prova pericial. Após as alegações finais, o magistrado profere sentença, em audiência, julgando procedente totalmente o pedido formulado, condenando a ré nas custas e em honorários de dez por cento do valor dado à causa. Não houve recurso, ocorrendo o trânsito em julgado. Analisando o caso, verifica-se que
 

Provas

Questão presente nas seguintes provas