Foram encontradas 241 questões.
Disciplina: Administração Financeira e Orçamentária
Banca: FUNDATEC
Orgão: CAGE-RS
Os Princípios Orçamentários visam estabelecer regras norteadoras básicas, a fim de conferir racionalidade, eficiência e transparência para os processos de elaboração, execução e controle do orçamento público. São considerados, de acordo com o MCASP, princípios orçamentários:
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Instrução: A questão refere-se ao texto abaixo.
Utopias e distopias
Todas as utopias imaginadas até hoje acabaram em distopias, ou tinham na sua origem um defeito que as condenava. A primeira, que deu nome a várias fantasias de um mundo perfeito que viriam depois, foi inventada por Sir Thomas Morus em 1516. Dizem que Morus teve uma certa inspiração nas descobertas recentes do Novo Mundo, e mais especificamente do Brasil, para descrever sua sociedade ideal, que significaria um renascimento para a humanidade, livre dos vícios do mundo antigo. Na Utopia de Morus, o direito à educação e à saúde seria universal, a diversidade religiosa seria tolerada e a propriedade privada, proibida. O governo seria exercido por um príncipe eleito que poderia ser substituído se mostrasse alguma tendência para a tirania e as leis seriam tão simples, que dispensariam a existência de advogados. Mas para que tudo isto funcionasse, Morus prescrevia dois escravos para cada família, recrutados entre criminosos e prisioneiros de guerra. Além disso, o príncipe deveria sempre ser homem e as mulheres teriam menos direitos do que os homens. Morus tirou o nome da sua sociedade perfeita da palavra grega para “lugar nenhum”, o que de saída já significava que ela só poderia existir mesmo na sua imaginação.
Platão imaginou uma República idílica em que os governantes seriam filósofos ou os filósofos, governantes. Nem ele nem os outros filósofos gregos da sua época se importavam muito com o fato de viverem numa sociedade escravocrata. Em Candide, Voltaire colocou sua sociedade ideal, onde haveria muitas escolas mas nenhuma prisão, em El Dorado, mas Candide é menos uma visão de um mundo perfeito do que uma sátira da ingenuidade humana. Marx e Engels e outros pensadores previram um futuro redentor em que a emancipação da classe trabalhadora traria igualdade e justiça para todos. O sonho acabou no totalitarismo soviético e na sua demolição. Até John Lennon, na canção Imagine, propôs sua Utopia, na qual não haveria, entre outros atrasos, violência e religião. Ele mesmo foi vítima da violência, enquanto no mundo todo e cada vez mais as pessoas se entregam a religiões e se matam por elas.
Quando surgiu e se popularizou o automóvel, anunciou-se uma utopia possível. No futuro previsto, os carros ofereceriam transporte rápido e lazer inédito em estradas magnetizadas para guiá-los mesmo sem motorista. Isso se eles não voassem, ou se não houvesse um helicóptero em cada garagem. Nada disso aconteceu. Foi outra utopia que pifou. Hoje vivemos em meio à sua negação, em engarrafamentos intermináveis, em chacinas nas estradas e num caos que só aumenta, sem solução à vista. Mais uma vez, deu distopia.
Fonte: texto adaptado – Luis Fernando Veríssimo – ZH, 23/dez/2013.
Analise as relações entre pronomes e expressões e as palavras que são retomadas no texto.
I. que – sociedade ideal.
II. que – O governo.
III. ela – palavra grega.
IV. eles – os carros.
Quais NÃO estão corretamente indicadas?
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Instrução: A questão refere-se ao texto abaixo.
Utopias e distopias
Todas as utopias imaginadas até hoje acabaram em distopias, ou tinham na sua origem um defeito que as condenava. A primeira, que deu nome a várias fantasias de um mundo perfeito que viriam depois, foi inventada por Sir Thomas Morus em 1516. Dizem que Morus teve uma certa inspiração nas descobertas recentes do Novo Mundo, e mais especificamente do Brasil, para descrever sua sociedade ideal, que significaria um renascimento para a humanidade, livre dos vícios do mundo antigo. Na Utopia de Morus, o direito à educação e à saúde seria universal, a diversidade religiosa seria tolerada e a propriedade privada, proibida. O governo seria exercido por um príncipe eleito que poderia ser substituído se mostrasse alguma tendência para a tirania e as leis seriam tão simples, que dispensariam a existência de advogados. Mas para que tudo isto funcionasse, Morus prescrevia dois escravos(I) para cada família, recrutados entre criminosos e prisioneiros de guerra. Além disso, o príncipe deveria sempre ser homem e as mulheres teriam menos direitos do que os homens. Morus tirou o nome da sua sociedade perfeita da palavra grega para “lugar nenhum”, o que de saída já significava que ela só poderia existir mesmo na sua imaginação.
Platão imaginou uma República idílica em que os governantes seriam filósofos ou os filósofos, governantes. Nem ele nem os outros filósofos gregos da sua época se importavam muito com o fato de viverem numa sociedade escravocrata. Em Candide, Voltaire colocou sua sociedade ideal, onde haveria muitas escolas mas nenhuma prisão, em El Dorado, mas Candide é menos uma visão de um mundo perfeito do que uma sátira da ingenuidade humana. Marx e Engels e outros pensadores previram um futuro redentor em que a emancipação da classe trabalhadora traria igualdade e justiça para todos. O sonho acabou no totalitarismo soviético e na sua demolição. Até John Lennon, na canção Imagine, propôs sua Utopia, na qual não haveria, entre outros atrasos, violência e religião. Ele mesmo foi vítima da violência, enquanto no mundo todo e cada vez mais as pessoas(II) se entregam a religiões e se matam por elas.
Quando surgiu e se popularizou o automóvel, anunciou-se uma utopia possível. No futuro previsto, os carros(III) ofereceriam transporte rápido e lazer inédito em estradas magnetizadas para guiá-los mesmo sem motorista. Isso se eles não voassem, ou se não houvesse um helicóptero em cada garagem. Nada disso aconteceu. Foi outra utopia que pifou. Hoje vivemos em meio à sua negação, em engarrafamentos intermináveis, em chacinas nas estradas e num caos que só aumenta, sem solução à vista. Mais uma vez, deu distopia.
Fonte: texto adaptado – Luis Fernando Veríssimo – ZH, 23/dez/2013.
Analise as propostas de alteração de palavras do texto, atentando para a correção sintática do período.
I. Caso ‘escravos’ fosse alterado por ‘empregada’, apenas uma outra alteração seria necessária.
II. A alteração de ‘pessoas’ por ‘população’, outras quatro alterações seriam necessárias.
III. Caso ‘carros’ fosse passado para o singular, somente quatro alterações seriam necessárias.
Quais estão INCORRETAS?
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Utopias e distopias
Todas as utopias imaginadas até hoje acabaram em distopias, ou tinham na sua origem um defeito que as condenava. A primeira, que deu nome a várias fantasias de um mundo perfeito que viriam depois, foi inventada por Sir Thomas Morus em 1516. Dizem que Morus teve uma certa inspiração nas descobertas recentes do Novo Mundo, e mais especificamente do Brasil, para descrever sua sociedade ideal, que significaria um renascimento para a humanidade, livre dos vícios do mundo antigo. Na Utopia de Morus, o direito à educação e à saúde(I) seria universal, a diversidade religiosa seria tolerada e a propriedade privada, proibida. O governo seria exercido por um príncipe eleito que poderia ser substituído se mostrasse alguma tendência para a tirania e as leis seriam tão simples, que dispensariam a existência de advogados. Mas para que tudo isto funcionasse, Morus prescrevia dois escravos para cada família(I), recrutados entre criminosos e prisioneiros de guerra. Além disso, o príncipe(II) deveria sempre ser homem e as mulheres teriam menos direitos do que os homens. Morus tirou o nome da sua sociedade perfeita da palavra grega para “lugar nenhum”, o que de saída já significava que ela só(III) poderia existir mesmo na sua imaginação.
Platão imaginou uma República idílica em que os governantes seriam filósofos ou os filósofos, governantes. Nem ele nem os outros filósofos gregos da sua época(II) se importavam muito com o fato de viverem numa sociedade escravocrata. Em Candide, Voltaire colocou sua sociedade ideal, onde haveria muitas escolas mas nenhuma prisão, em El Dorado, mas Candide é menos uma visão de um mundo perfeito do que uma sátira da ingenuidade humana. Marx e Engels e outros pensadores previram um futuro redentor em que a emancipação da classe trabalhadora traria igualdade e justiça para todos. O sonho acabou no totalitarismo soviético e na sua demolição. Até John Lennon, na canção Imagine, propôs(III) sua Utopia, na qual não haveria, entre outros atrasos, violência e religião. Ele mesmo foi vítima da violência, enquanto no mundo todo e cada vez mais as pessoas se entregam a religiões e se matam por elas.
Quando surgiu e se popularizou o automóvel, anunciou-se uma utopia possível. No futuro previsto, os carros ofereceriam transporte rápido e lazer inédito em estradas magnetizadas para guiá-los mesmo sem motorista. Isso se eles não voassem, ou se não houvesse um helicóptero em cada garagem. Nada disso aconteceu. Foi outra utopia que pifou. Hoje vivemos em meio à sua negação, em engarrafamentos intermináveis, em chacinas nas estradas e num caos que só aumenta, sem solução à vista. Mais uma vez, deu distopia.
Fonte: texto adaptado – Luis Fernando Veríssimo – ZH, 23/dez/2013.
Analise as assertivas abaixo sobre acentuação de palavras.
I. As palavras ‘saúde’ e ‘família’ são acentuadas em virtude da mesma regra.
II. Tanto ‘príncipe’ como ‘época’ são acentuadas por serem proparoxítonas.
III. ‘só’ e ‘propôs’ são acentuadas por serem vocábulos oxítonos.
Quais estão corretas?
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Utopias e distopias
Todas as utopias imaginadas até hoje acabaram em distopias, ou tinham na sua origem um defeito que as condenava. A primeira, que deu nome a várias fantasias de um mundo perfeito que viriam depois, foi inventada por Sir Thomas Morus em 1516. Dizem que Morus teve uma certa inspiração nas descobertas recentes do Novo Mundo, e mais especificamente do Brasil, para descrever sua sociedade ideal, que significaria um renascimento para a humanidade, livre dos vícios do mundo antigo. Na Utopia de Morus, o direito à educação e à saúde seria universal, a diversidade religiosa seria tolerada e a propriedade privada, proibida. O governo seria exercido por um príncipe eleito que poderia ser substituído se mostrasse alguma tendência para a tirania e as leis seriam tão simples, que dispensariam a existência de advogados. Mas para que tudo isto funcionasse, Morus prescrevia dois escravos para cada família, recrutados entre criminosos e prisioneiros de guerra. Além disso, o príncipe deveria sempre ser homem e as mulheres teriam menos direitos do que os homens. Morus tirou o nome da sua sociedade perfeita da palavra grega para “lugar nenhum”, o que de saída já significava que ela só poderia existir mesmo na sua imaginação.
Platão imaginou uma República idílica em que os governantes seriam filósofos ou os filósofos, governantes. Nem ele nem os outros filósofos gregos da sua época se importavam muito com o fato de viverem numa sociedade escravocrata. Em Candide, Voltaire colocou sua sociedade ideal, onde haveria muitas escolas mas nenhuma prisão, em El Dorado, mas Candide é menos uma visão de um mundo perfeito do que uma sátira da ingenuidade humana. Marx e Engels e outros pensadores previram um futuro redentor em que a emancipação da classe trabalhadora traria igualdade e justiça para todos. O sonho acabou no totalitarismo soviético e na sua demolição. Até John Lennon, na canção Imagine, propôs sua Utopia, na qual não haveria, entre outros atrasos, violência e religião. Ele mesmo foi vítima da violência, enquanto no mundo todo e cada vez mais as pessoas se entregam a religiões e se matam por elas.
Quando surgiu e se popularizou o automóvel, anunciou-se uma utopia possível. No futuro previsto, os carros ofereceriam transporte rápido e lazer inédito em estradas magnetizadas para guiá-los mesmo sem motorista. Isso se eles não voassem, ou se não houvesse um helicóptero em cada garagem. Nada disso aconteceu. Foi outra utopia que pifou. Hoje vivemos em meio à sua negação, em engarrafamentos intermináveis, em chacinas nas estradas e num caos que só aumenta, sem solução à vista. Mais uma vez, deu distopia.
Fonte: texto adaptado – Luis Fernando Veríssimo – ZH, 23/dez/2013.
Considere a frase abaixo, retirada do texto, e as assertivas que seguem:
(1) os governantes seriam filósofos (2) ou os filósofos, governantes
I. Os fragmentos 1 e 2 expressam basicamente a mesma ideia: ou seja, governantes deveriam ser filósofos.
II. Há uma diferença semântica entre ambos fragmentos, pois enquanto em 1 os governantes não poderiam vir a ser filósofos, em 2 eles deveriam estudar filosofia.
III. A similaridade entre os fragmentos deve-se ao fato de que o autor quis enfatizar o papel que os filósofos desempenhavam na sociedade imaginada por Platão.
Quais estão corretas?
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Instrução: A questão refere-se ao texto abaixo.
Utopias e distopias
Todas as utopias imaginadas até hoje acabaram em distopias, ou tinham na sua origem um defeito que as condenava. A primeira, que deu nome a várias fantasias de um mundo perfeito que viriam depois, foi inventada por Sir Thomas Morus em 1516. Dizem que Morus teve uma certa inspiração nas descobertas recentes do Novo Mundo, e mais especificamente do Brasil, para descrever sua sociedade ideal, que significaria um renascimento para a humanidade, livre dos vícios do mundo antigo. Na Utopia de Morus, o direito à educação e à saúde seria universal, a diversidade religiosa seria tolerada e a propriedade privada, proibida. O governo seria exercido por um príncipe eleito que poderia ser substituído se mostrasse alguma tendência para a tirania e as leis seriam tão simples, que dispensariam a existência de advogados. Mas para que tudo isto funcionasse, Morus prescrevia dois escravos para cada família, recrutados entre criminosos e prisioneiros de guerra. Além disso, o príncipe deveria sempre ser homem e as mulheres teriam menos direitos do que os homens. Morus tirou o nome da sua sociedade perfeita da palavra grega para “lugar nenhum”, o que de saída já significava que ela só poderia existir mesmo na sua imaginação.
Platão imaginou uma República idílica em que os governantes seriam filósofos ou os filósofos, governantes. Nem ele nem os outros filósofos gregos da sua época se importavam muito com o fato de viverem numa sociedade escravocrata. Em Candide, Voltaire colocou sua sociedade ideal, onde haveria muitas escolas mas nenhuma prisão, em El Dorado, mas Candide é menos uma visão de um mundo perfeito do que uma sátira da ingenuidade humana. Marx e Engels e outros pensadores previram um futuro redentor em que a emancipação da classe trabalhadora traria igualdade e justiça para todos. O sonho acabou no totalitarismo soviético e na sua demolição. Até John Lennon, na canção Imagine, propôs sua Utopia, na qual não haveria, entre outros atrasos, violência e religião. Ele mesmo foi vítima da violência, enquanto no mundo todo e cada vez mais as pessoas se entregam a religiões e se matam por elas.
Quando surgiu e se popularizou o automóvel, anunciou-se uma utopia possível. No futuro previsto, os carros ofereceriam transporte rápido e lazer inédito em estradas magnetizadas para guiá-los mesmo sem motorista. Isso se eles não voassem, ou se não houvesse um helicóptero em cada garagem. Nada disso aconteceu. Foi outra utopia que pifou. Hoje vivemos em meio à sua negação, em engarrafamentos intermináveis, em chacinas nas estradas e num caos que só aumenta, sem solução à vista. Mais uma vez, deu distopia.
Fonte: texto adaptado – Luis Fernando Veríssimo – ZH, 23/dez/2013.
Para responder à questão, considere a frase abaixo, retirada do texto.
Dizem que Morus teve uma certa inspiração nas descobertas recentes do Novo Mundo, e mais especificamente do Brasil
Analise as afirmações que são feitas sobre a frase acima.
I. Quando Morus teve inspirações, um Novo Mundo já havia sido descoberto.
II. Não é possível afirmar quais foram as pessoas que disseram no que Morus se inspirou.
III. Morus foi influenciado exclusivamente pela descoberta do Novo Mundo.
Quais estão INCORRETAS?
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Instrução: A questão refere-se ao texto abaixo.
Utopias e distopias
Todas as utopias imaginadas até hoje acabaram em distopias, ou tinham na sua origem um defeito que as condenava. A primeira, que deu nome a várias fantasias de um mundo perfeito que viriam depois, foi inventada por Sir Thomas Morus em 1516. Dizem que Morus teve uma certa inspiração nas descobertas recentes do Novo Mundo, e mais especificamente do Brasil, para descrever sua sociedade ideal, que significaria um renascimento para a humanidade, livre dos vícios do mundo antigo. Na Utopia de Morus, o direito à educação e à saúde seria universal, a diversidade religiosa seria tolerada e a propriedade privada, proibida. O governo seria exercido por um príncipe eleito que poderia ser substituído se mostrasse alguma tendência para a tirania e as leis seriam tão simples, que dispensariam a existência de advogados. Mas para que tudo isto funcionasse, Morus prescrevia dois escravos para cada família, recrutados entre criminosos e prisioneiros de guerra. Além disso, o príncipe deveria sempre ser homem e as mulheres teriam menos direitos do que os homens. Morus tirou o nome da sua sociedade perfeita da palavra grega para “lugar nenhum”, o que de saída já significava que ela só poderia existir mesmo na sua imaginação.
Platão imaginou uma República idílica em que os governantes seriam filósofos ou os filósofos, governantes. Nem ele nem os outros filósofos gregos da sua época se importavam muito com o fato de viverem numa sociedade escravocrata. Em Candide, Voltaire colocou sua sociedade ideal, onde haveria muitas escolas mas nenhuma prisão, em El Dorado, mas Candide é menos uma visão de um mundo perfeito do que uma sátira da ingenuidade humana. Marx e Engels e outros pensadores previram um futuro redentor em que a emancipação da classe trabalhadora traria igualdade e justiça para todos. O sonho acabou no totalitarismo soviético e na sua demolição. Até John Lennon, na canção Imagine, propôs sua Utopia, na qual não haveria, entre outros atrasos, violência e religião. Ele mesmo foi vítima da violência, enquanto no mundo todo e cada vez mais as pessoas se entregam a religiões e se matam por elas.
Quando surgiu e se popularizou o automóvel, anunciou-se uma utopia possível. No futuro previsto, os carros ofereceriam transporte rápido e lazer inédito em estradas magnetizadas para guiá-los mesmo sem motorista. Isso se eles não voassem, ou se não houvesse um helicóptero em cada garagem. Nada disso aconteceu. Foi outra utopia que pifou. Hoje vivemos em meio à sua negação, em engarrafamentos intermináveis, em chacinas nas estradas e num caos que só aumenta, sem solução à vista. Mais uma vez, deu distopia.
Fonte: texto adaptado – Luis Fernando Veríssimo – ZH, 23/dez/2013.
Analise as propostas de alteração de palavras do texto, atentando para o significado do período.
I. ‘idílica’ por pitoresca.
II. ‘pifou’ por falhou.
III. ‘chacinas’ por mortandades.
Quais provocam alteração semântica no período em que se inserem?
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Instrução: A questão refere-se ao texto abaixo.
Utopias e distopias
Todas as utopias imaginadas até hoje acabaram em distopias, ou tinham na sua origem um defeito que as condenava. A primeira, que deu nome a várias fantasias de um mundo perfeito que viriam depois, foi inventada por Sir Thomas Morus em 1516. Dizem que Morus teve uma certa inspiração nas descobertas recentes do Novo Mundo, e mais especificamente do Brasil, para descrever sua sociedade ideal, que significaria um renascimento para a humanidade, livre dos vícios do mundo antigo. Na Utopia de Morus, o direito à educação e à saúde seria universal, a diversidade religiosa seria tolerada e a propriedade privada, proibida. O governo seria exercido por um príncipe eleito que poderia ser substituído se mostrasse alguma tendência para a tirania e as leis seriam tão simples, que dispensariam a existência de advogados. Mas para que tudo isto funcionasse, Morus prescrevia dois escravos para cada família, recrutados entre criminosos e prisioneiros de guerra. Além disso, o príncipe deveria sempre ser homem e as mulheres teriam menos direitos do que os homens. Morus tirou o nome da sua sociedade perfeita da palavra grega para “lugar nenhum”, o que de saída já significava que ela só poderia existir mesmo na sua imaginação.
Platão imaginou uma República idílica em que os governantes seriam filósofos ou os filósofos, governantes. Nem ele nem os outros filósofos gregos da sua época se importavam muito com o fato de viverem numa sociedade escravocrata. Em Candide, Voltaire colocou sua sociedade ideal, onde haveria muitas escolas mas nenhuma prisão, em El Dorado, mas Candide é menos uma visão de um mundo perfeito do que uma sátira da ingenuidade humana. Marx e Engels e outros pensadores previram um futuro redentor em que a emancipação da classe trabalhadora traria igualdade e justiça para todos. O sonho acabou no totalitarismo soviético e na sua demolição. Até John Lennon, na canção Imagine, propôs sua Utopia, na qual não haveria, entre outros atrasos, violência e religião. Ele mesmo foi vítima da violência, enquanto no mundo todo e cada vez mais as pessoas se entregam a religiões e se matam por elas.
Quando surgiu e se popularizou o automóvel, anunciou-se uma utopia possível. No futuro previsto, os carros ofereceriam transporte rápido e lazer inédito em estradas magnetizadas para guiá-los mesmo sem motorista. Isso se eles não voassem, ou se não houvesse um helicóptero em cada garagem. Nada disso aconteceu. Foi outra utopia que pifou. Hoje vivemos em meio à sua negação, em engarrafamentos intermináveis, em chacinas nas estradas e num caos que só aumenta, sem solução à vista. Mais uma vez, deu distopia.
Fonte: texto adaptado – Luis Fernando Veríssimo – ZH, 23/dez/2013.
Durante o texto, as palavras ‘utopia’ e ‘distopia’ são usadas várias vezes. Sobre esses vocábulos, analise as assertivas que seguem:
I. A palavra ‘utopia’ indica uma descrição de algum lugar ou situação fantasiosos, que são irrealizáveis.
II. Em ‘distopia’, há o prefixo dis-, que significa, nesse contexto, ‘dois, duas vezes’.
III. Ambas as palavras são usadas pelo autor do texto para designar ideias complementares, que não podem ser separadas.
Quais estão INCORRETAS?
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Instrução: A questão refere-se ao texto abaixo.
Utopias e distopias
Todas as utopias imaginadas até hoje acabaram em distopias, ou tinham na sua origem um defeito que as condenava. A primeira, que deu nome a várias fantasias de um mundo perfeito que viriam depois, foi inventada por Sir Thomas Morus em 1516. Dizem que Morus teve uma certa inspiração nas descobertas recentes do Novo Mundo, e mais especificamente do Brasil, para descrever sua sociedade ideal, que significaria um renascimento para a humanidade, livre dos vícios do mundo antigo. Na Utopia de Morus, o direito à educação e à saúde seria universal, a diversidade religiosa seria tolerada e a propriedade privada, proibida. O governo seria exercido por um príncipe eleito que poderia ser substituído se mostrasse alguma tendência para a tirania e as leis seriam tão simples, que dispensariam a existência de advogados. Mas para que tudo isto funcionasse, Morus prescrevia dois escravos para cada família, recrutados entre criminosos e prisioneiros de guerra. Além disso, o príncipe deveria sempre ser homem e as mulheres teriam menos direitos do que os homens. Morus tirou o nome da sua sociedade perfeita da palavra grega para “lugar nenhum”, o que de saída já significava que ela só poderia existir mesmo na sua imaginação.
Platão imaginou uma República idílica em que os governantes seriam filósofos ou os filósofos, governantes. Nem ele nem os outros filósofos gregos da sua época se importavam muito com o fato de viverem numa sociedade escravocrata. Em Candide, Voltaire colocou sua sociedade ideal, onde haveria muitas escolas mas nenhuma prisão, em El Dorado, mas Candide é menos uma visão de um mundo perfeito do que uma sátira da ingenuidade humana. Marx e Engels e outros pensadores previram um futuro redentor em que a emancipação da classe trabalhadora traria igualdade e justiça para todos. O sonho acabou no totalitarismo soviético e na sua demolição. Até John Lennon, na canção Imagine, propôs sua Utopia, na qual não haveria, entre outros atrasos, violência e religião. Ele mesmo foi vítima da violência, enquanto no mundo todo e cada vez mais as pessoas se entregam a religiões e se matam por elas.
Quando surgiu e se popularizou o automóvel, anunciou-se uma utopia possível. No futuro previsto, os carros ofereceriam transporte rápido e lazer inédito em estradas magnetizadas para guiá-los mesmo sem motorista. Isso se eles não voassem, ou se não houvesse um helicóptero em cada garagem. Nada disso aconteceu. Foi outra utopia que pifou. Hoje vivemos em meio à sua negação, em engarrafamentos intermináveis, em chacinas nas estradas e num caos que só aumenta, sem solução à vista. Mais uma vez, deu distopia.
Fonte: texto adaptado – Luis Fernando Veríssimo – ZH, 23/dez/2013.
Sobre as palavras ‘a’ e ‘as’ e suas várias ocorrências no texto, avalie as assertivas a seguir:
I. Na linha 01, ‘as’ é classificado como pronome pessoal oblíquo.
II. Na linha 06, a palavra ‘as’ e as ocorrências da palavra ‘a’ classificam-se como preposições.
III. Na linha 16, ‘as’ é um artigo definido e ‘a’ é uma preposição.
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Utopias e distopias
Todas as utopias imaginadas até hoje acabaram em distopias, ou tinham na sua origem um defeito que as condenava. A primeira, que deu nome a várias fantasias de um mundo perfeito que viriam depois, foi inventada por Sir Thomas Morus em 1516. Dizem que Morus teve uma certa inspiração nas descobertas recentes do Novo Mundo, e mais especificamente do Brasil, para descrever sua sociedade ideal, que significaria um renascimento para a humanidade, livre dos vícios do mundo antigo. Na Utopia de Morus, o direito à educação e à saúde seria universal, a diversidade religiosa seria tolerada e a propriedade privada, proibida. O governo seria exercido por um príncipe eleito que poderia ser substituído se mostrasse alguma tendência para a tirania e as leis seriam tão simples, que dispensariam a existência de advogados. Mas para que tudo isto funcionasse, Morus prescrevia dois escravos para cada família, recrutados entre criminosos e prisioneiros de guerra. Além disso, o príncipe deveria sempre ser homem e as mulheres teriam menos direitos do que os homens. Morus tirou o nome da sua sociedade perfeita da palavra grega para “lugar nenhum”, o que de saída já significava que ela só poderia existir mesmo na sua imaginação.
Platão imaginou uma República idílica em que os governantes seriam filósofos ou os filósofos, governantes. Nem ele nem os outros filósofos gregos da sua época se importavam muito com o fato de viverem numa sociedade escravocrata. Em Candide, Voltaire colocou sua sociedade ideal, onde haveria muitas escolas mas nenhuma prisão, em El Dorado, mas Candide é menos uma visão de um mundo perfeito do que uma sátira da ingenuidade humana. Marx e Engels e outros pensadores previram um futuro redentor em que a emancipação da classe trabalhadora traria igualdade e justiça para todos. O sonho acabou no totalitarismo soviético e na sua demolição. Até John Lennon, na canção Imagine, propôs sua Utopia, na qual não haveria, entre outros atrasos, violência e religião. Ele mesmo foi vítima da violência, enquanto no mundo todo e cada vez mais as pessoas se entregam a religiões e se matam por elas.
Quando surgiu e se popularizou o automóvel, anunciou-se uma utopia possível. No futuro previsto, os carros ofereceriam transporte rápido e lazer inédito em estradas magnetizadas para guiá-los mesmo sem motorista. Isso se eles não voassem, ou se não houvesse um helicóptero em cada garagem. Nada disso aconteceu. Foi outra utopia que pifou. Hoje vivemos em meio à sua negação, em engarrafamentos intermináveis, em chacinas nas estradas e num caos que só aumenta, sem solução à vista. Mais uma vez, deu distopia.
Fonte: texto adaptado – Luis Fernando Veríssimo – ZH, 23/dez/2013.
Observe as seguintes assertivas sobre as ideias do texto.
I. A utopia imaginada por Thomas Morus previa que a sociedade seria livre e igualitária, algo que até hoje ainda é aceito como o correto pela maioria dos cidadãos.
II. A descrição do que seria uma sociedade utópica não varia de acordo com o autor e com as ideias que este acredita, pois, de maneira geral, todas se baseiam nas ideias platônicas.
III. O autor defende a ideia de que a utopia dos automóveis, assim como todas as outras utopias, não é possível de ser realizada.
Quais estão corretas?
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