Foram encontradas 60 questões.
Texto para responder à questão. Leia-o atentamente.
O homem que sabia javanês
Em uma confeitaria, certa vez, ao meu amigo Castro, contava eu as partidas que havia pregado às convicções e às
respeitabilidades, para poder viver.
Houve mesmo, uma dada ocasião, quando estive em Manaus, em que fui obrigado a esconder a minha qualidade de
bacharel, para mais confiança obter dos clientes, que afluíam ao meu escritório de feiticeiro e adivinho. Contava eu isso.
O meu amigo ouvia-me calado, embevecido, gostando daquele meu Gil Blas1, vivido, até que, em uma pausa da conversa,
ao esgotarmos os copos, observou a esmo:
– Tens levado uma vida bem engraçada, Castelo!
– Só assim se pode viver... Isto de uma ocupação única: sair de casa a certas horas, voltar a outras, aborrece, não achas?
Não sei como me tenho aguentado lá, no consulado!
– Cansa-se; mas, não é disso que me admiro. O que me admira, é que tenhas corrido tantas aventuras aqui, neste Brasil
imbecil e burocrático.
– Qual! Aqui mesmo, meu caro Castro, se podem arranjar belas páginas de vida. Imagina tu que eu já fui professor de
javanês!
– Quando? Aqui, depois que voltaste do consulado?
– Não; antes. E, por sinal, fui nomeado cônsul por isso.
– Conta lá como foi. Bebes mais cerveja?
– Bebo. Mandamos buscar mais outra garrafa, enchemos os copos, e continuei:
– Eu tinha chegado havia pouco ao Rio e estava literalmente na miséria. Vivia fugido de casa de pensão em casa de pensão,
sem saber onde e como ganhar dinheiro, quando li no Jornal do Comércio o anuncio seguinte:
“Precisa-se de um professor de língua javanesa. Cartas, etc.” Ora, disse cá comigo, está ali uma colocação que não terá
muitos concorrentes; se eu capiscasse quatro palavras, ia apresentar-me. Saí do café e andei pelas ruas, sempre a imaginar-me
professor de javanês, ganhando dinheiro, andando de bonde e sem encontros desagradáveis com os “cadáveres”.
Insensivelmente dirigi-me à Biblioteca Nacional. Não sabia bem que livro iria pedir; mas, entrei, entreguei o chapéu ao porteiro,
recebi a senha e subi. Na escada, acudiu-me pedir a Grande Encyclopédie, letra J, a fim de consultar o artigo relativo a Java e à
língua javanesa. Dito e feito. Fiquei sabendo, ao fim de alguns minutos, que Java era uma grande ilha do arquipélago de Sonda,
colônia holandesa, e o javanês, língua aglutinante do grupo maleo-polinésico, possuía uma literatura digna de nota e escrita em
caracteres derivados do velho alfabeto hindu.
1. um romance francês do século XVIII.
(BARRETO, Lima. O homem que sabia javanês e outros contos. Curitiba: Polo Editorial do Paraná, 1997. Fragmento.)
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Texto para responder à questão. Leia-o atentamente.
O homem que sabia javanês
Em uma confeitaria, certa vez, ao meu amigo Castro, contava eu as partidas que havia pregado às convicções e às
respeitabilidades, para poder viver.
Houve mesmo, uma dada ocasião, quando estive em Manaus, em que fui obrigado a esconder a minha qualidade de
bacharel, para mais confiança obter dos clientes, que afluíam ao meu escritório de feiticeiro e adivinho. Contava eu isso.
O meu amigo ouvia-me calado, embevecido, gostando daquele meu Gil Blas1, vivido, até que, em uma pausa da conversa,
ao esgotarmos os copos, observou a esmo:
– Tens levado uma vida bem engraçada, Castelo!
– Só assim se pode viver... Isto de uma ocupação única: sair de casa a certas horas, voltar a outras, aborrece, não achas?
Não sei como me tenho aguentado lá, no consulado!
– Cansa-se; mas, não é disso que me admiro. O que me admira, é que tenhas corrido tantas aventuras aqui, neste Brasil
imbecil e burocrático.
– Qual! Aqui mesmo, meu caro Castro, se podem arranjar belas páginas de vida. Imagina tu que eu já fui professor de
javanês!
– Quando? Aqui, depois que voltaste do consulado?
– Não; antes. E, por sinal, fui nomeado cônsul por isso.
– Conta lá como foi. Bebes mais cerveja?
– Bebo. Mandamos buscar mais outra garrafa, enchemos os copos, e continuei:
– Eu tinha chegado havia pouco ao Rio e estava literalmente na miséria. Vivia fugido de casa de pensão em casa de pensão,
sem saber onde e como ganhar dinheiro, quando li no Jornal do Comércio o anuncio seguinte:
“Precisa-se de um professor de língua javanesa. Cartas, etc.” Ora, disse cá comigo, está ali uma colocação que não terá
muitos concorrentes; se eu capiscasse quatro palavras, ia apresentar-me. Saí do café e andei pelas ruas, sempre a imaginar-me
professor de javanês, ganhando dinheiro, andando de bonde e sem encontros desagradáveis com os “cadáveres”.
Insensivelmente dirigi-me à Biblioteca Nacional. Não sabia bem que livro iria pedir; mas, entrei, entreguei o chapéu ao porteiro,
recebi a senha e subi. Na escada, acudiu-me pedir a Grande Encyclopédie, letra J, a fim de consultar o artigo relativo a Java e à
língua javanesa. Dito e feito. Fiquei sabendo, ao fim de alguns minutos, que Java era uma grande ilha do arquipélago de Sonda,
colônia holandesa, e o javanês, língua aglutinante do grupo maleo-polinésico, possuía uma literatura digna de nota e escrita em
caracteres derivados do velho alfabeto hindu.
1. um romance francês do século XVIII.
(BARRETO, Lima. O homem que sabia javanês e outros contos. Curitiba: Polo Editorial do Paraná, 1997. Fragmento.)
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O homem que sabia javanês
Em uma confeitaria, certa vez, ao meu amigo Castro, contava eu as partidas que havia pregado às convicções e às
respeitabilidades, para poder viver.
Houve mesmo, uma dada ocasião, quando estive em Manaus, em que fui obrigado a esconder a minha qualidade de
bacharel, para mais confiança obter dos clientes, que afluíam ao meu escritório de feiticeiro e adivinho. Contava eu isso.
O meu amigo ouvia-me calado, embevecido, gostando daquele meu Gil Blas1, vivido, até que, em uma pausa da conversa,
ao esgotarmos os copos, observou a esmo:
– Tens levado uma vida bem engraçada, Castelo!
– Só assim se pode viver... Isto de uma ocupação única: sair de casa a certas horas, voltar a outras, aborrece, não achas?
Não sei como me tenho aguentado lá, no consulado!
– Cansa-se; mas, não é disso que me admiro. O que me admira, é que tenhas corrido tantas aventuras aqui, neste Brasil
imbecil e burocrático.
– Qual! Aqui mesmo, meu caro Castro, se podem arranjar belas páginas de vida. Imagina tu que eu já fui professor de
javanês!
– Quando? Aqui, depois que voltaste do consulado?
– Não; antes. E, por sinal, fui nomeado cônsul por isso.
– Conta lá como foi. Bebes mais cerveja?
– Bebo. Mandamos buscar mais outra garrafa, enchemos os copos, e continuei:
– Eu tinha chegado havia pouco ao Rio e estava literalmente na miséria. Vivia fugido de casa de pensão em casa de pensão,
sem saber onde e como ganhar dinheiro, quando li no Jornal do Comércio o anuncio seguinte:
“Precisa-se de um professor de língua javanesa. Cartas, etc.” Ora, disse cá comigo, está ali uma colocação que não terá
muitos concorrentes; se eu capiscasse quatro palavras, ia apresentar-me. Saí do café e andei pelas ruas, sempre a imaginar-me
professor de javanês, ganhando dinheiro, andando de bonde e sem encontros desagradáveis com os “cadáveres”.
Insensivelmente dirigi-me à Biblioteca Nacional. Não sabia bem que livro iria pedir; mas, entrei, entreguei o chapéu ao porteiro,
recebi a senha e subi. Na escada, acudiu-me pedir a Grande Encyclopédie, letra J, a fim de consultar o artigo relativo a Java e à
língua javanesa. Dito e feito. Fiquei sabendo, ao fim de alguns minutos, que Java era uma grande ilha do arquipélago de Sonda,
colônia holandesa, e o javanês, língua aglutinante do grupo maleo-polinésico, possuía uma literatura digna de nota e escrita em
caracteres derivados do velho alfabeto hindu.
1. um romance francês do século XVIII.
(BARRETO, Lima. O homem que sabia javanês e outros contos. Curitiba: Polo Editorial do Paraná, 1997. Fragmento.)
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Texto para responder à questão. Leia-o atentamente.
O homem que sabia javanês
Em uma confeitaria, certa vez, ao meu amigo Castro, contava eu as partidas que havia pregado às convicções e às
respeitabilidades, para poder viver.
Houve mesmo, uma dada ocasião, quando estive em Manaus, em que fui obrigado a esconder a minha qualidade de
bacharel, para mais confiança obter dos clientes, que afluíam ao meu escritório de feiticeiro e adivinho. Contava eu isso.
O meu amigo ouvia-me calado, embevecido, gostando daquele meu Gil Blas1, vivido, até que, em uma pausa da conversa,
ao esgotarmos os copos, observou a esmo:
– Tens levado uma vida bem engraçada, Castelo!
– Só assim se pode viver... Isto de uma ocupação única: sair de casa a certas horas, voltar a outras, aborrece, não achas?
Não sei como me tenho aguentado lá, no consulado!
– Cansa-se; mas, não é disso que me admiro. O que me admira, é que tenhas corrido tantas aventuras aqui, neste Brasil
imbecil e burocrático.
– Qual! Aqui mesmo, meu caro Castro, se podem arranjar belas páginas de vida. Imagina tu que eu já fui professor de
javanês!
– Quando? Aqui, depois que voltaste do consulado?
– Não; antes. E, por sinal, fui nomeado cônsul por isso.
– Conta lá como foi. Bebes mais cerveja?
– Bebo. Mandamos buscar mais outra garrafa, enchemos os copos, e continuei:
– Eu tinha chegado havia pouco ao Rio e estava literalmente na miséria. Vivia fugido de casa de pensão em casa de pensão,
sem saber onde e como ganhar dinheiro, quando li no Jornal do Comércio o anuncio seguinte:
“Precisa-se de um professor de língua javanesa. Cartas, etc.” Ora, disse cá comigo, está ali uma colocação que não terá
muitos concorrentes; se eu capiscasse quatro palavras, ia apresentar-me. Saí do café e andei pelas ruas, sempre a imaginar-me
professor de javanês, ganhando dinheiro, andando de bonde e sem encontros desagradáveis com os “cadáveres”.
Insensivelmente dirigi-me à Biblioteca Nacional. Não sabia bem que livro iria pedir; mas, entrei, entreguei o chapéu ao porteiro,
recebi a senha e subi. Na escada, acudiu-me pedir a Grande Encyclopédie, letra J, a fim de consultar o artigo relativo a Java e à
língua javanesa. Dito e feito. Fiquei sabendo, ao fim de alguns minutos, que Java era uma grande ilha do arquipélago de Sonda,
colônia holandesa, e o javanês, língua aglutinante do grupo maleo-polinésico, possuía uma literatura digna de nota e escrita em
caracteres derivados do velho alfabeto hindu.
1. um romance francês do século XVIII.
(BARRETO, Lima. O homem que sabia javanês e outros contos. Curitiba: Polo Editorial do Paraná, 1997. Fragmento.)
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Questão presente nas seguintes provas
3634902
Ano: 2025
Disciplina: Legislação Municipal
Banca: Consulplan
Orgão: Câm. Araraquara-SP
Disciplina: Legislação Municipal
Banca: Consulplan
Orgão: Câm. Araraquara-SP
Provas:
Considere a situação prática em que analistas e consultores legislativos são convocados pela Comissão de Justiça, Legislação
e Redação da Câmara Municipal de Araraquara, para prestarem apoio aos seus vereadores titulares, durante reunião da
referida Comissão. Para a elaboração do Parecer da Comissão, os parlamentares deliberaram sobre a temática “atribuições
e competências dos poderes públicos municipais” e, ao final, alcançaram unanimidade sobre determinada competência
privativa da Câmara Municipal. Considerando que os servidores presentes orientaram corretamente aos edis e, com o devido
auxílio da Procuradoria Jurídica da Casa chegaram a uma conclusão entre os assuntos discutidos, é competência privativa da
Câmara Municipal, conforme a Lei Orgânica Municipal, apenas:
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Questão presente nas seguintes provas
3634901
Ano: 2025
Disciplina: Legislação Municipal
Banca: Consulplan
Orgão: Câm. Araraquara-SP
Disciplina: Legislação Municipal
Banca: Consulplan
Orgão: Câm. Araraquara-SP
Provas:
A Lei Orgânica do Município de Araraquara regulamenta, entre outros assuntos, sobre a fiscalização contábil e financeira do
município. Considerando as atribuições e as competências dos órgãos e dos poderes públicos sobre o tema proposto, é correto
afirmar que:
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Questão presente nas seguintes provas
3634900
Ano: 2025
Disciplina: Legislação das Casas Legislativas
Banca: Consulplan
Orgão: Câm. Araraquara-SP
Disciplina: Legislação das Casas Legislativas
Banca: Consulplan
Orgão: Câm. Araraquara-SP
Provas:
Hipoteticamente, o prefeito do município de Araraquara propõe projeto de lei junto à Câmara Municipal, que dispõe sobre
o regime jurídico dos servidores públicos. Considerando que o prefeito solicitou urgência na tramitação do Projeto de Lei e,
ainda, não tendo havido deliberação no Plenário da Câmara Municipal sobre a sua propositura no prazo de trinta dias:
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Questão presente nas seguintes provas
3634899
Ano: 2025
Disciplina: Legislação das Casas Legislativas
Banca: Consulplan
Orgão: Câm. Araraquara-SP
Disciplina: Legislação das Casas Legislativas
Banca: Consulplan
Orgão: Câm. Araraquara-SP
Provas:
O Regimento Interno das Casas Legislativas, necessariamente, abrange em seu cerne normas materiais e formais; estas últimas, também chamadas de “normas procedimentais”. Em regra, no território brasileiro, aludidos regimentos são elaborados
sob o tipo normativo “resolução”. Não sendo diferente no município de Araraquara, a Resolução nº 399/2012 consolida o
Regimento Interno e estabelece temas importantíssimos como, por exemplo, “Das atribuições da Mesa Diretora”, “Dos
Vereadores”, “Das Sessões Ordinárias”, e outras temáticas igualmente relevantes. Mas, fato é que as ações ditas “procedimentais” da Casa Legislativa constituem o coração dos trabalhos parlamentares. Assim, considerando que as atividades de
proposição legislativa e das discussões e deliberações parlamentares são o “Poder Legislativo em ação”, e sempre com base
no Regimento Interno da Câmara Municipal de Araraquara, assinale a afirmativa INCORRETA.
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3634898
Ano: 2025
Disciplina: Legislação Municipal
Banca: Consulplan
Orgão: Câm. Araraquara-SP
Disciplina: Legislação Municipal
Banca: Consulplan
Orgão: Câm. Araraquara-SP
Provas:
O Estatuto dos Funcionários Públicos do Município de Araraquara trata, entre os diversos direitos e deveres do servidor,
sobre a concessão de licenças e o regime disciplinar. Nesse contexto, analise os casos hipotéticos a seguir.
I. Cecília Meireles, servidora, reincidiu em infração punida com repreensão. Essa recidiva deu azo à imposição de penalidade de suspensão, que não pode exceder a noventa dias, estando garantida sua plena defesa em sindicância ou processo disciplinar.
II. Aristóteles, servidor em cargo comissionado, poderá, em casos específicos definidos pelo Estatuto, requerer licença para tratar de interesse particular, a qual poderá ser deferida se o servidor possuir pelo menos dois anos de serviços prestados.
III. Joana D’Arc, servidora que está licenciada para tratamento de saúde, terá vencimentos garantidos na forma proporcional ao seu tempo de serviço, conforme planejamento previsto em Lei, exceto nos casos de acidente em serviço ou moléstia profissional, em que fará jus aos vencimentos integrais.
Está correto o que se afirma em
I. Cecília Meireles, servidora, reincidiu em infração punida com repreensão. Essa recidiva deu azo à imposição de penalidade de suspensão, que não pode exceder a noventa dias, estando garantida sua plena defesa em sindicância ou processo disciplinar.
II. Aristóteles, servidor em cargo comissionado, poderá, em casos específicos definidos pelo Estatuto, requerer licença para tratar de interesse particular, a qual poderá ser deferida se o servidor possuir pelo menos dois anos de serviços prestados.
III. Joana D’Arc, servidora que está licenciada para tratamento de saúde, terá vencimentos garantidos na forma proporcional ao seu tempo de serviço, conforme planejamento previsto em Lei, exceto nos casos de acidente em serviço ou moléstia profissional, em que fará jus aos vencimentos integrais.
Está correto o que se afirma em
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A Câmara Municipal de Araraquara está analisando a eficiência na alocação de recursos financeiros, através de progressões
aritméticas. Durante o estudo, um especialista propõe a sequência numérica (–95, –79, –63, ..., y) cuja soma dos termos é igual
a 2.425. Qual a soma dos algarismos de y?
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