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1561997 Ano: 2002
Disciplina: Português
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: Câm. Deputados

Texto I

Em nosso acervo crítico, às palavras duras de Joaquim Nabuco em O Abolicionismo se somam as palavras não menos ásperas de Euclides da Cunha em Os Sertões, denunciando o crime que estava sendo cometido pelas nossas forças armadas contra o sertanejo, em nome de um ideário republicano que não chegava a apreender em toda a sua extensão. Temos as palavras candentes de Manuel Bonfim que, em A América Latina, revela o modo como a Europa paralisou pelo parasitismo o desejo de luta pela civilização que alicerçava o ideal de todos os latino-americanos. Temos as anotações frias de uma leitura moderna de testamentos dos séculos XVI e XVII, por meio das quais Alcântara Machado, no desconcertante livro Vida e Morte do Bandeirante, descobre mais a pobreza e a honestidade dos primeiros brasileiros do que o luxo e a pompa de uma sociedade européia transplantada como tal para os trópicos. Temos a palavra desiludida de um aristocrata, Paulo Prado, que, inconformado com o modo como foi constituída a sociedade brasileira, confessa a sua tristeza e a do povo seu compatriota no Retrato do Brasil que esboça com elegância e enfado.Temos a palavra educada pela pedra de Graciliano Ramos, pondo a descoberto flagelos que nos perturbam até os nossos dias: a migração nordestina para os centros industriais, a seca, os sem-terra. Vidas Secas — pode haver título mais simbólico? Temos a voz macia e acolchoada de um grande estilista, Gilberto Freyre, que soube, como nenhum outro, compreender a contribuição cultural dos africanos, os mais sofridos de todos os brasileiros, para a constituição de uma sociedade patriarcal híbrida nos trópicos. Temos a voz ríspida e erudita de um pensador, Sérgio Buarque, que, sem desprezar a tranquilidade com que o homem brasileiro foi tecendo o seu destino histórico, soube estabelecer os princípios inquestionáveis da nossa identidade política, social e cultural no belo e comovente Raízes do Brasil. Temos a voz doutrinária do nosso primeiro grande pensador marxista, Caio Prado Júnior, que, por meio de uma interpretação econômica da situação do Brasil no contexto do mercantilismo internacional, formula em Formação do Brasil Contemporâneo questões que só poderiam ser resolvidas revolucionariamente. Temos a voz pacífica de um homem humilde, Florestan Fernandes, que, graças aos próprios esforços, alçou-se à condição de mestre de mestres e de homem político brilhante e destemido. É essa voz que flagra uma dada realidade brasileira (a revolução burguesa) que surge no século XIX, em inevitável decorrência de um processo de transformação básico na nossa História, ocasionado pela Independência. E a essas palavras de fogo podem se somar palavras mais simpáticas, ternas na sua compreensão da colonização portuguesa nos trópicos, enraizadas que estão nos grandes feitos de indivíduos extraordinários que aqui souberam desenvolver, de maneira auto-suficiente, micro-sociedades estáveis e rendosas. É o caso de Oliveira Viana e do seu livro Populações Meridionais do Brasil.

São poucos os países do Novo Mundo que podem ostentar pensadores com esse conhecimento e erudição, livros meditados e escritos com tanta fibra e coragem, com esse transbordante amor pelo Brasil que não se confunde com as declarações apaixonadas, retóricas e inócuas dos aventureiros da primeira e da última hora, que buscam agradar os poderosos do momento.

Silviano Santiago. In: Intérpretes do Brasil, vol. I, Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 2000, p. XLVII-XLVIII (com adaptações

A partir da análise dos recursos retóricos, estilísticos e linguísticos que estruturam o texto I, julgue o item a seguir.

Os adjetivos selecionados para qualificar objetivamente os discursos, as palavras, as anotações, a voz dos autores citados são provenientes do jargão dos estudos científicos da linguagem.

 

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1561996 Ano: 2002
Disciplina: Português
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: Câm. Deputados

Texto I

Em nosso acervo crítico, às palavras duras de Joaquim Nabuco em O Abolicionismo se somam as palavras não menos ásperas de Euclides da Cunha em Os Sertões, denunciando o crime que estava sendo cometido pelas nossas forças armadas contra o sertanejo, em nome de um ideário republicano que não chegava a apreender em toda a sua extensão. Temos as palavras candentes de Manuel Bonfim que, em A América Latina, revela o modo como a Europa paralisou pelo parasitismo o desejo de luta pela civilização que alicerçava o ideal de todos os latino-americanos. Temos as anotações frias de uma leitura moderna de testamentos dos séculos XVI e XVII, por meio das quais Alcântara Machado, no desconcertante livro Vida e Morte do Bandeirante, descobre mais a pobreza e a honestidade dos primeiros brasileiros do que o luxo e a pompa de uma sociedade européia transplantada como tal para os trópicos. Temos a palavra desiludida de um aristocrata, Paulo Prado, que, inconformado com o modo como foi constituída a sociedade brasileira, confessa a sua tristeza e a do povo seu compatriota no Retrato do Brasil que esboça com elegância e enfado.Temos a palavra educada pela pedra de Graciliano Ramos, pondo a descoberto flagelos que nos perturbam até os nossos dias: a migração nordestina para os centros industriais, a seca, os sem-terra. Vidas Secas — pode haver título mais simbólico? Temos a voz macia e acolchoada de um grande estilista, Gilberto Freyre, que soube, como nenhum outro, compreender a contribuição cultural dos africanos, os mais sofridos de todos os brasileiros, para a constituição de uma sociedade patriarcal híbrida nos trópicos. Temos a voz ríspida e erudita de um pensador, Sérgio Buarque, que, sem desprezar a tranquilidade com que o homem brasileiro foi tecendo o seu destino histórico, soube estabelecer os princípios inquestionáveis da nossa identidade política, social e cultural no belo e comovente Raízes do Brasil. Temos a voz doutrinária do nosso primeiro grande pensador marxista, Caio Prado Júnior, que, por meio de uma interpretação econômica da situação do Brasil no contexto do mercantilismo internacional, formula em Formação do Brasil Contemporâneo questões que só poderiam ser resolvidas revolucionariamente. Temos a voz pacífica de um homem humilde, Florestan Fernandes, que, graças aos próprios esforços, alçou-se à condição de mestre de mestres e de homem político brilhante e destemido. É essa voz que flagra uma dada realidade brasileira (a revolução burguesa) que surge no século XIX, em inevitável decorrência de um processo de transformação básico na nossa História, ocasionado pela Independência. E a essas palavras de fogo podem se somar palavras mais simpáticas, ternas na sua compreensão da colonização portuguesa nos trópicos, enraizadas que estão nos grandes feitos de indivíduos extraordinários que aqui souberam desenvolver, de maneira auto-suficiente, micro-sociedades estáveis e rendosas. É o caso de Oliveira Viana e do seu livro Populações Meridionais do Brasil.

São poucos os países do Novo Mundo que podem ostentar pensadores com esse conhecimento e erudição, livros meditados e escritos com tanta fibra e coragem, com esse transbordante amor pelo Brasil que não se confunde com as declarações apaixonadas, retóricas e inócuas dos aventureiros da primeira e da última hora, que buscam agradar os poderosos do momento.

Silviano Santiago. In: Intérpretes do Brasil, vol. I, Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 2000, p. XLVII-XLVIII (com adaptações

A partir da análise dos recursos retóricos, estilísticos e linguísticos que estruturam o texto I, julgue o item a seguir.

Como se trata de texto destinado a público não-especializado, as estruturas sintáticas, o vocabulário e a organização textual aproximam-se da modalidade oral informal e coloquial.

 

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1561994 Ano: 2002
Disciplina: Português
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: Câm. Deputados

Texto I

Em nosso acervo crítico, às palavras duras de Joaquim Nabuco em O Abolicionismo se somam as palavras não menos ásperas de Euclides da Cunha em Os Sertões, denunciando o crime que estava sendo cometido pelas nossas forças armadas contra o sertanejo, em nome de um ideário republicano que não chegava a apreender em toda a sua extensão. Temos as palavras candentes de Manuel Bonfim que, em A América Latina, revela o modo como a Europa paralisou pelo parasitismo o desejo de luta pela civilização que alicerçava o ideal de todos os latino-americanos. Temos as anotações frias de uma leitura moderna de testamentos dos séculos XVI e XVII, por meio das quais Alcântara Machado, no desconcertante livro Vida e Morte do Bandeirante, descobre mais a pobreza e a honestidade dos primeiros brasileiros do que o luxo e a pompa de uma sociedade européia transplantada como tal para os trópicos. Temos a palavra desiludida de um aristocrata, Paulo Prado, que, inconformado com o modo como foi constituída a sociedade brasileira, confessa a sua tristeza e a do povo seu compatriota no Retrato do Brasil que esboça com elegância e enfado.Temos a palavra educada pela pedra de Graciliano Ramos, pondo a descoberto flagelos que nos perturbam até os nossos dias: a migração nordestina para os centros industriais, a seca, os sem-terra. Vidas Secas — pode haver título mais simbólico? Temos a voz macia e acolchoada de um grande estilista, Gilberto Freyre, que soube, como nenhum outro, compreender a contribuição cultural dos africanos, os mais sofridos de todos os brasileiros, para a constituição de uma sociedade patriarcal híbrida nos trópicos. Temos a voz ríspida e erudita de um pensador, Sérgio Buarque, que, sem desprezar a tranquilidade com que o homem brasileiro foi tecendo o seu destino histórico, soube estabelecer os princípios inquestionáveis da nossa identidade política, social e cultural no belo e comovente Raízes do Brasil. Temos a voz doutrinária do nosso primeiro grande pensador marxista, Caio Prado Júnior, que, por meio de uma interpretação econômica da situação do Brasil no contexto do mercantilismo internacional, formula em Formação do Brasil Contemporâneo questões que só poderiam ser resolvidas revolucionariamente. Temos a voz pacífica de um homem humilde, Florestan Fernandes, que, graças aos próprios esforços, alçou-se à condição de mestre de mestres e de homem político brilhante e destemido. É essa voz que flagra uma dada realidade brasileira (a revolução burguesa) que surge no século XIX, em inevitável decorrência de um processo de transformação básico na nossa História, ocasionado pela Independência. E a essas palavras de fogo podem se somar palavras mais simpáticas, ternas na sua compreensão da colonização portuguesa nos trópicos, enraizadas que estão nos grandes feitos de indivíduos extraordinários que aqui souberam desenvolver, de maneira auto-suficiente, micro-sociedades estáveis e rendosas. É o caso de Oliveira Viana e do seu livro Populações Meridionais do Brasil.

São poucos os países do Novo Mundo que podem ostentar pensadores com esse conhecimento e erudição, livros meditados e escritos com tanta fibra e coragem, com esse transbordante amor pelo Brasil que não se confunde com as declarações apaixonadas, retóricas e inócuas dos aventureiros da primeira e da última hora, que buscam agradar os poderosos do momento.

Silviano Santiago. In: Intérpretes do Brasil, vol. I, Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 2000, p. XLVII-XLVIII (com adaptações

A partir da análise dos recursos retóricos, estilísticos e linguísticos que estruturam o texto I, julgue o item a seguir.

As escolhas lexicais indicam que o produtor do texto evitou emitir suas próprias impressões e opiniões a respeito das obras e dos autores que cita.

 

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1561993 Ano: 2002
Disciplina: Português
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: Câm. Deputados

Texto I

Em nosso acervo crítico, às palavras duras de Joaquim Nabuco em O Abolicionismo se somam as palavras não menos ásperas de Euclides da Cunha em Os Sertões, denunciando o crime que estava sendo cometido pelas nossas forças armadas contra o sertanejo, em nome de um ideário republicano que não chegava a apreender em toda a sua extensão. Temos as palavras candentes de Manuel Bonfim que, em A América Latina, revela o modo como a Europa paralisou pelo parasitismo o desejo de luta pela civilização que alicerçava o ideal de todos os latino-americanos. Temos as anotações frias de uma leitura moderna de testamentos dos séculos XVI e XVII, por meio das quais Alcântara Machado, no desconcertante livro Vida e Morte do Bandeirante, descobre mais a pobreza e a honestidade dos primeiros brasileiros do que o luxo e a pompa de uma sociedade européia transplantada como tal para os trópicos. Temos a palavra desiludida de um aristocrata, Paulo Prado, que, inconformado com o modo como foi constituída a sociedade brasileira, confessa a sua tristeza e a do povo seu compatriota no Retrato do Brasil que esboça com elegância e enfado.Temos a palavra educada pela pedra de Graciliano Ramos, pondo a descoberto flagelos que nos perturbam até os nossos dias: a migração nordestina para os centros industriais, a seca, os sem-terra. Vidas Secas — pode haver título mais simbólico? Temos a voz macia e acolchoada de um grande estilista, Gilberto Freyre, que soube, como nenhum outro, compreender a contribuição cultural dos africanos, os mais sofridos de todos os brasileiros, para a constituição de uma sociedade patriarcal híbrida nos trópicos. Temos a voz ríspida e erudita de um pensador, Sérgio Buarque, que, sem desprezar a tranquilidade com que o homem brasileiro foi tecendo o seu destino histórico, soube estabelecer os princípios inquestionáveis da nossa identidade política, social e cultural no belo e comovente Raízes do Brasil. Temos a voz doutrinária do nosso primeiro grande pensador marxista, Caio Prado Júnior, que, por meio de uma interpretação econômica da situação do Brasil no contexto do mercantilismo internacional, formula em Formação do Brasil Contemporâneo questões que só poderiam ser resolvidas revolucionariamente. Temos a voz pacífica de um homem humilde, Florestan Fernandes, que, graças aos próprios esforços, alçou-se à condição de mestre de mestres e de homem político brilhante e destemido. É essa voz que flagra uma dada realidade brasileira (a revolução burguesa) que surge no século XIX, em inevitável decorrência de um processo de transformação básico na nossa História, ocasionado pela Independência. E a essas palavras de fogo podem se somar palavras mais simpáticas, ternas na sua compreensão da colonização portuguesa nos trópicos, enraizadas que estão nos grandes feitos de indivíduos extraordinários que aqui souberam desenvolver, de maneira auto-suficiente, micro-sociedades estáveis e rendosas. É o caso de Oliveira Viana e do seu livro Populações Meridionais do Brasil.

São poucos os países do Novo Mundo que podem ostentar pensadores com esse conhecimento e erudição, livros meditados e escritos com tanta fibra e coragem, com esse transbordante amor pelo Brasil que não se confunde com as declarações apaixonadas, retóricas e inócuas dos aventureiros da primeira e da última hora, que buscam agradar os poderosos do momento.

Silviano Santiago. In: Intérpretes do Brasil, vol. I, Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 2000, p. XLVII-XLVIII (com adaptações

A partir da análise dos recursos retóricos, estilísticos e linguísticos que estruturam o texto I, julgue o item a seguir.

Nas linhas 11 e 12, o emprego de pergunta direta é um recurso estilístico que confere ao texto um tom interativo adequado a gêneros formulados para exposições orais, discursos e para fins didáticos.

 

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1561992 Ano: 2002
Disciplina: Português
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: Câm. Deputados

Texto I

Em nosso acervo crítico, às palavras duras de Joaquim Nabuco em O Abolicionismo se somam as palavras não menos ásperas de Euclides da Cunha em Os Sertões, denunciando o crime que estava sendo cometido pelas nossas forças armadas contra o sertanejo, em nome de um ideário republicano que não chegava a apreender em toda a sua extensão. Temos as palavras candentes de Manuel Bonfim que, em A América Latina, revela o modo como a Europa paralisou pelo parasitismo o desejo de luta pela civilização que alicerçava o ideal de todos os latino-americanos. Temos as anotações frias de uma leitura moderna de testamentos dos séculos XVI e XVII, por meio das quais Alcântara Machado, no desconcertante livro Vida e Morte do Bandeirante, descobre mais a pobreza e a honestidade dos primeiros brasileiros do que o luxo e a pompa de uma sociedade européia transplantada como tal para os trópicos. Temos a palavra desiludida de um aristocrata, Paulo Prado, que, inconformado com o modo como foi constituída a sociedade brasileira, confessa a sua tristeza e a do povo seu compatriota no Retrato do Brasil que esboça com elegância e enfado.Temos a palavra educada pela pedra de Graciliano Ramos, pondo a descoberto flagelos que nos perturbam até os nossos dias: a migração nordestina para os centros industriais, a seca, os sem-terra. Vidas Secas — pode haver título mais simbólico? Temos a voz macia e acolchoada de um grande estilista, Gilberto Freyre, que soube, como nenhum outro, compreender a contribuição cultural dos africanos, os mais sofridos de todos os brasileiros, para a constituição de uma sociedade patriarcal híbrida nos trópicos. Temos a voz ríspida e erudita de um pensador, Sérgio Buarque, que, sem desprezar a tranquilidade com que o homem brasileiro foi tecendo o seu destino histórico, soube estabelecer os princípios inquestionáveis da nossa identidade política, social e cultural no belo e comovente Raízes do Brasil. Temos a voz doutrinária do nosso primeiro grande pensador marxista, Caio Prado Júnior, que, por meio de uma interpretação econômica da situação do Brasil no contexto do mercantilismo internacional, formula em Formação do Brasil Contemporâneo questões que só poderiam ser resolvidas revolucionariamente. Temos a voz pacífica de um homem humilde, Florestan Fernandes, que, graças aos próprios esforços, alçou-se à condição de mestre de mestres e de homem político brilhante e destemido. É essa voz que flagra uma dada realidade brasileira (a revolução burguesa) que surge no século XIX, em inevitável decorrência de um processo de transformação básico na nossa História, ocasionado pela Independência. E a essas palavras de fogo podem se somar palavras mais simpáticas, ternas na sua compreensão da colonização portuguesa nos trópicos, enraizadas que estão nos grandes feitos de indivíduos extraordinários que aqui souberam desenvolver, de maneira auto-suficiente, micro-sociedades estáveis e rendosas. É o caso de Oliveira Viana e do seu livro Populações Meridionais do Brasil.

São poucos os países do Novo Mundo que podem ostentar pensadores com esse conhecimento e erudição, livros meditados e escritos com tanta fibra e coragem, com esse transbordante amor pelo Brasil que não se confunde com as declarações apaixonadas, retóricas e inócuas dos aventureiros da primeira e da última hora, que buscam agradar os poderosos do momento.

Silviano Santiago. In: Intérpretes do Brasil, vol. I, Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 2000, p. XLVII-XLVIII (com adaptações

A partir da análise dos recursos retóricos, estilísticos e linguísticos que estruturam o texto I, julgue o item a seguir.

A reiteração da forma verbal “Temos” no início de vários períodos constitui um recurso retórico apropriado para o gênero discurso parlamentar, mas deve ser evitada em textos de correspondência oficial.

 

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1561991 Ano: 2002
Disciplina: Português
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: Câm. Deputados

Texto I

Em nosso acervo crítico, às palavras duras de Joaquim Nabuco em O Abolicionismo se somam as palavras não menos ásperas de Euclides da Cunha em Os Sertões, denunciando o crime que estava sendo cometido pelas nossas forças armadas contra o sertanejo, em nome de um ideário republicano que não chegava a apreender em toda a sua extensão. Temos as palavras candentes de Manuel Bonfim que, em A América Latina, revela o modo como a Europa paralisou pelo parasitismo o desejo de luta pela civilização que alicerçava o ideal de todos os latino-americanos. Temos as anotações frias de uma leitura moderna de testamentos dos séculos XVI e XVII, por meio das quais Alcântara Machado, no desconcertante livro Vida e Morte do Bandeirante, descobre mais a pobreza e a honestidade dos primeiros brasileiros do que o luxo e a pompa de uma sociedade européia transplantada como tal para os trópicos. Temos a palavra desiludida de um aristocrata, Paulo Prado, que, inconformado com o modo como foi constituída a sociedade brasileira, confessa a sua tristeza e a do povo seu compatriota no Retrato do Brasil que esboça com elegância e enfado.Temos a palavra educada pela pedra de Graciliano Ramos, pondo a descoberto flagelos que nos perturbam até os nossos dias: a migração nordestina para os centros industriais, a seca, os sem-terra. Vidas Secas — pode haver título mais simbólico? Temos a voz macia e acolchoada de um grande estilista, Gilberto Freyre, que soube, como nenhum outro, compreender a contribuição cultural dos africanos, os mais sofridos de todos os brasileiros, para a constituição de uma sociedade patriarcal híbrida nos trópicos. Temos a voz ríspida e erudita de um pensador, Sérgio Buarque, que, sem desprezar a tranquilidade com que o homem brasileiro foi tecendo o seu destino histórico, soube estabelecer os princípios inquestionáveis da nossa identidade política, social e cultural no belo e comovente Raízes do Brasil. Temos a voz doutrinária do nosso primeiro grande pensador marxista, Caio Prado Júnior, que, por meio de uma interpretação econômica da situação do Brasil no contexto do mercantilismo internacional, formula em Formação do Brasil Contemporâneo questões que só poderiam ser resolvidas revolucionariamente. Temos a voz pacífica de um homem humilde, Florestan Fernandes, que, graças aos próprios esforços, alçou-se à condição de mestre de mestres e de homem político brilhante e destemido. É essa voz que flagra uma dada realidade brasileira (a revolução burguesa) que surge no século XIX, em inevitável decorrência de um processo de transformação básico na nossa História, ocasionado pela Independência. E a essas palavras de fogo podem se somar palavras mais simpáticas, ternas na sua compreensão da colonização portuguesa nos trópicos, enraizadas que estão nos grandes feitos de indivíduos extraordinários que aqui souberam desenvolver, de maneira auto-suficiente, micro-sociedades estáveis e rendosas. É o caso de Oliveira Viana e do seu livro Populações Meridionais do Brasil.

São poucos os países do Novo Mundo que podem ostentar pensadores com esse conhecimento e erudição, livros meditados e escritos com tanta fibra e coragem, com esse transbordante amor pelo Brasil que não se confunde com as declarações apaixonadas, retóricas e inócuas dos aventureiros da primeira e da última hora, que buscam agradar os poderosos do momento.

Silviano Santiago. In: Intérpretes do Brasil, vol. I, Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 2000, p. XLVII-XLVIII (com adaptações

Quanto aos recursos linguísticos que estruturam o texto I, julgue o item abaixo.

As regras de regência da norma culta recomendam que na expressão “buscam agradar os poderosos”, para se obter maior formalidade e manter o sentido, seja empregada a forma pronominal: buscam agradar-se dos poderosos do momento.

 

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1561989 Ano: 2002
Disciplina: Português
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: Câm. Deputados

Texto I

Em nosso acervo crítico, às palavras duras de Joaquim Nabuco em O Abolicionismo se somam as palavras não menos ásperas de Euclides da Cunha em Os Sertões, denunciando o crime que estava sendo cometido pelas nossas forças armadas contra o sertanejo, em nome de um ideário republicano que não chegava a apreender em toda a sua extensão. Temos as palavras candentes de Manuel Bonfim que, em A América Latina, revela o modo como a Europa paralisou pelo parasitismo o desejo de luta pela civilização que alicerçava o ideal de todos os latino-americanos. Temos as anotações frias de uma leitura moderna de testamentos dos séculos XVI e XVII, por meio das quais Alcântara Machado, no desconcertante livro Vida e Morte do Bandeirante, descobre mais a pobreza e a honestidade dos primeiros brasileiros do que o luxo e a pompa de uma sociedade européia transplantada como tal para os trópicos. Temos a palavra desiludida de um aristocrata, Paulo Prado, que, inconformado com o modo como foi constituída a sociedade brasileira, confessa a sua tristeza e a do povo seu compatriota no Retrato do Brasil que esboça com elegância e enfado.Temos a palavra educada pela pedra de Graciliano Ramos, pondo a descoberto flagelos que nos perturbam até os nossos dias: a migração nordestina para os centros industriais, a seca, os sem-terra. Vidas Secas — pode haver título mais simbólico? Temos a voz macia e acolchoada de um grande estilista, Gilberto Freyre, que soube, como nenhum outro, compreender a contribuição cultural dos africanos, os mais sofridos de todos os brasileiros, para a constituição de uma sociedade patriarcal híbrida nos trópicos. Temos a voz ríspida e erudita de um pensador, Sérgio Buarque, que, sem desprezar a tranquilidade com que o homem brasileiro foi tecendo o seu destino histórico, soube estabelecer os princípios inquestionáveis da nossa identidade política, social e cultural no belo e comovente Raízes do Brasil. Temos a voz doutrinária do nosso primeiro grande pensador marxista, Caio Prado Júnior, que, por meio de uma interpretação econômica da situação do Brasil no contexto do mercantilismo internacional, formula em Formação do Brasil Contemporâneo questões que só poderiam ser resolvidas revolucionariamente. Temos a voz pacífica de um homem humilde, Florestan Fernandes, que, graças aos próprios esforços, alçou-se à condição de mestre de mestres e de homem político brilhante e destemido. É essa voz que flagra uma dada realidade brasileira (a revolução burguesa) que surge no século XIX, em inevitável decorrência de um processo de transformação básico na nossa História, ocasionado pela Independência. E a essas palavras de fogo podem se somar palavras mais simpáticas, ternas na sua compreensão da colonização portuguesa nos trópicos, enraizadas que estão nos grandes feitos de indivíduos extraordinários que aqui souberam desenvolver, de maneira auto-suficiente, micro-sociedades estáveis e rendosas. É o caso de Oliveira Viana e do seu livro Populações Meridionais do Brasil.

São poucos os países do Novo Mundo que podem ostentar pensadores com esse conhecimento e erudição, livros meditados e escritos com tanta fibra e coragem, com esse transbordante amor pelo Brasil que não se confunde com as declarações apaixonadas, retóricas e inócuas dos aventureiros da primeira e da última hora, que buscam agradar os poderosos do momento.

Silviano Santiago. In: Intérpretes do Brasil, vol. I, Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 2000, p. XLVII-XLVIII (com adaptações

Quanto aos recursos linguísticos que estruturam o texto I, julgue o item abaixo.

O adjetivo “inócuas", empregado para enfatizar a relevância de “declarações”, é exemplo de que a ortografia da língua portuguesa tem base nos sons e não nos fonemas.

 

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1561948 Ano: 2002
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Em nosso acervo crítico, às palavras duras de Joaquim Nabuco em O Abolicionismo se somam as palavras não menos ásperas de Euclides da Cunha em Os Sertões, denunciando o crime que estava sendo cometido pelas nossas forças armadas contra o sertanejo, em nome de um ideário republicano que não chegava a apreender em toda a sua extensão. Temos as palavras candentes de Manuel Bonfim que, em A América Latina, revela o modo como a Europa paralisou pelo parasitismo o desejo de luta pela civilização que alicerçava o ideal de todos os latino-americanos. Temos as anotações frias de uma leitura moderna de testamentos dos séculos XVI e XVII, por meio das quais Alcântara Machado, no desconcertante livro Vida e Morte do Bandeirante, descobre mais a pobreza e a honestidade dos primeiros brasileiros do que o luxo e a pompa de uma sociedade européia transplantada como tal para os trópicos. Temos a palavra desiludida de um aristocrata, Paulo Prado, que, inconformado com o modo como foi constituída a sociedade brasileira, confessa a sua tristeza e a do povo seu compatriota no Retrato do Brasil que esboça com elegância e enfado.Temos a palavra educada pela pedra de Graciliano Ramos, pondo a descoberto flagelos que nos perturbam até os nossos dias: a migração nordestina para os centros industriais, a seca, os sem-terra. Vidas Secas — pode haver título mais simbólico? Temos a voz macia e acolchoada de um grande estilista, Gilberto Freyre, que soube, como nenhum outro, compreender a contribuição cultural dos africanos, os mais sofridos de todos os brasileiros, para a constituição de uma sociedade patriarcal híbrida nos trópicos. Temos a voz ríspida e erudita de um pensador, Sérgio Buarque, que, sem desprezar a tranquilidade com que o homem brasileiro foi tecendo o seu destino histórico, soube estabelecer os princípios inquestionáveis da nossa identidade política, social e cultural no belo e comovente Raízes do Brasil. Temos a voz doutrinária do nosso primeiro grande pensador marxista, Caio Prado Júnior, que, por meio de uma interpretação econômica da situação do Brasil no contexto do mercantilismo internacional, formula em Formação do Brasil Contemporâneo questões que só poderiam ser resolvidas revolucionariamente. Temos a voz pacífica de um homem humilde, Florestan Fernandes, que, graças aos próprios esforços, alçou-se à condição de mestre de mestres e de homem político brilhante e destemido. É essa voz que flagra uma dada realidade brasileira (a revolução burguesa) que surge no século XIX, em inevitável decorrência de um processo de transformação básico na nossa História, ocasionado pela Independência. E a essas palavras de fogo podem se somar palavras mais simpáticas, ternas na sua compreensão da colonização portuguesa nos trópicos, enraizadas que estão nos grandes feitos de indivíduos extraordinários que aqui souberam desenvolver, de maneira auto-suficiente, micro-sociedades estáveis e rendosas. É o caso de Oliveira Viana e do seu livro Populações Meridionais do Brasil.

São poucos os países do Novo Mundo que podem ostentar pensadores com esse conhecimento e erudição, livros meditados e escritos com tanta fibra e coragem, com esse transbordante amor pelo Brasil que não se confunde com as declarações apaixonadas, retóricas e inócuas dos aventureiros da primeira e da última hora, que buscam agradar os poderosos do momento.

Silviano Santiago. In: Intérpretes do Brasil, vol. I, Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 2000, p. XLVII-XLVIII (com adaptações

Quanto aos recursos linguísticos que estruturam o texto I, julgue o item abaixo.

A palavra “retóricas” está sendo empregada para atenuar o sentido depreciativo da declaração geral do período.

 

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1561944 Ano: 2002
Disciplina: Português
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Orgão: Câm. Deputados

Texto I

Em nosso acervo crítico, às palavras duras de Joaquim Nabuco em O Abolicionismo se somam as palavras não menos ásperas de Euclides da Cunha em Os Sertões, denunciando o crime que estava sendo cometido pelas nossas forças armadas contra o sertanejo, em nome de um ideário republicano que não chegava a apreender em toda a sua extensão. Temos as palavras candentes de Manuel Bonfim que, em A América Latina, revela o modo como a Europa paralisou pelo parasitismo o desejo de luta pela civilização que alicerçava o ideal de todos os latino-americanos. Temos as anotações frias de uma leitura moderna de testamentos dos séculos XVI e XVII, por meio das quais Alcântara Machado, no desconcertante livro Vida e Morte do Bandeirante, descobre mais a pobreza e a honestidade dos primeiros brasileiros do que o luxo e a pompa de uma sociedade européia transplantada como tal para os trópicos. Temos a palavra desiludida de um aristocrata, Paulo Prado, que, inconformado com o modo como foi constituída a sociedade brasileira, confessa a sua tristeza e a do povo seu compatriota no Retrato do Brasil que esboça com elegância e enfado.Temos a palavra educada pela pedra de Graciliano Ramos, pondo a descoberto flagelos que nos perturbam até os nossos dias: a migração nordestina para os centros industriais, a seca, os sem-terra. Vidas Secas — pode haver título mais simbólico? Temos a voz macia e acolchoada de um grande estilista, Gilberto Freyre, que soube, como nenhum outro, compreender a contribuição cultural dos africanos, os mais sofridos de todos os brasileiros, para a constituição de uma sociedade patriarcal híbrida nos trópicos. Temos a voz ríspida e erudita de um pensador, Sérgio Buarque, que, sem desprezar a tranquilidade com que o homem brasileiro foi tecendo o seu destino histórico, soube estabelecer os princípios inquestionáveis da nossa identidade política, social e cultural no belo e comovente Raízes do Brasil. Temos a voz doutrinária do nosso primeiro grande pensador marxista, Caio Prado Júnior, que, por meio de uma interpretação econômica da situação do Brasil no contexto do mercantilismo internacional, formula em Formação do Brasil Contemporâneo questões que só poderiam ser resolvidas revolucionariamente. Temos a voz pacífica de um homem humilde, Florestan Fernandes, que, graças aos próprios esforços, alçou-se à condição de mestre de mestres e de homem político brilhante e destemido. É essa voz que flagra uma dada realidade brasileira (a revolução burguesa) que surge no século XIX, em inevitável decorrência de um processo de transformação básico na nossa História, ocasionado pela Independência. E a essas palavras de fogo podem se somar palavras mais simpáticas, ternas na sua compreensão da colonização portuguesa nos trópicos, enraizadas que estão nos grandes feitos de indivíduos extraordinários que aqui souberam desenvolver, de maneira auto-suficiente, micro-sociedades estáveis e rendosas. É o caso de Oliveira Viana e do seu livro Populações Meridionais do Brasil.

São poucos os países do Novo Mundo que podem ostentar pensadores com esse conhecimento e erudição, livros meditados e escritos com tanta fibra e coragem, com esse transbordante amor pelo Brasil que não se confunde com as declarações apaixonadas, retóricas e inócuas dos aventureiros da primeira e da última hora, que buscam agradar os poderosos do momento.

Silviano Santiago. In: Intérpretes do Brasil, vol. I, Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 2000, p. XLVII-XLVIII (com adaptações

Quanto aos recursos linguísticos que estruturam o texto I, julgue o item abaixo.

Na expressão “alçou-se à condição de mestre", o emprego do sinal indicativo de crase mostra que as relações de regência que ocorrem entre alçar e “condição de mestre” são diferentes das que ocorrem na seguinte oração: O diretor alçou José a chefe de departamento.

 

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1561943 Ano: 2002
Disciplina: Português
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: Câm. Deputados

Texto I

Em nosso acervo crítico, às palavras duras de Joaquim Nabuco em O Abolicionismo se somam as palavras não menos ásperas de Euclides da Cunha em Os Sertões, denunciando o crime que estava sendo cometido pelas nossas forças armadas contra o sertanejo, em nome de um ideário republicano que não chegava a apreender em toda a sua extensão. Temos as palavras candentes de Manuel Bonfim que, em A América Latina, revela o modo como a Europa paralisou pelo parasitismo o desejo de luta pela civilização que alicerçava o ideal de todos os latino-americanos. Temos as anotações frias de uma leitura moderna de testamentos dos séculos XVI e XVII, por meio das quais Alcântara Machado, no desconcertante livro Vida e Morte do Bandeirante, descobre mais a pobreza e a honestidade dos primeiros brasileiros do que o luxo e a pompa de uma sociedade européia transplantada como tal para os trópicos. Temos a palavra desiludida de um aristocrata, Paulo Prado, que, inconformado com o modo como foi constituída a sociedade brasileira, confessa a sua tristeza e a do povo seu compatriota no Retrato do Brasil que esboça com elegância e enfado.Temos a palavra educada pela pedra de Graciliano Ramos, pondo a descoberto flagelos que nos perturbam até os nossos dias: a migração nordestina para os centros industriais, a seca, os sem-terra. Vidas Secas — pode haver título mais simbólico? Temos a voz macia e acolchoada de um grande estilista, Gilberto Freyre, que soube, como nenhum outro, compreender a contribuição cultural dos africanos, os mais sofridos de todos os brasileiros, para a constituição de uma sociedade patriarcal híbrida nos trópicos. Temos a voz ríspida e erudita de um pensador, Sérgio Buarque, que, sem desprezar a tranquilidade com que o homem brasileiro foi tecendo o seu destino histórico, soube estabelecer os princípios inquestionáveis da nossa identidade política, social e cultural no belo e comovente Raízes do Brasil. Temos a voz doutrinária do nosso primeiro grande pensador marxista, Caio Prado Júnior, que, por meio de uma interpretação econômica da situação do Brasil no contexto do mercantilismo internacional, formula em Formação do Brasil Contemporâneo questões que só poderiam ser resolvidas revolucionariamente. Temos a voz pacífica de um homem humilde, Florestan Fernandes, que, graças aos próprios esforços, alçou-se à condição de mestre de mestres e de homem político brilhante e destemido. É essa voz que flagra uma dada realidade brasileira (a revolução burguesa) que surge no século XIX, em inevitável decorrência de um processo de transformação básico na nossa História, ocasionado pela Independência. E a essas palavras de fogo podem se somar palavras mais simpáticas, ternas na sua compreensão da colonização portuguesa nos trópicos, enraizadas que estão nos grandes feitos de indivíduos extraordinários que aqui souberam desenvolver, de maneira auto-suficiente, micro-sociedades estáveis e rendosas. É o caso de Oliveira Viana e do seu livro Populações Meridionais do Brasil.

São poucos os países do Novo Mundo que podem ostentar pensadores com esse conhecimento e erudição, livros meditados e escritos com tanta fibra e coragem, com esse transbordante amor pelo Brasil que não se confunde com as declarações apaixonadas, retóricas e inócuas dos aventureiros da primeira e da última hora, que buscam agradar os poderosos do momento.

Silviano Santiago. In: Intérpretes do Brasil, vol. I, Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 2000, p. XLVII-XLVIII (com adaptações

Quanto aos recursos linguísticos que estruturam o texto I, julgue o item abaixo.

o emprego da forma verbal “poderiam ser resolvidas” expressa uma relação temporal que põe “questões” em um tempo posterior a “formula”, com a agregação de sentido de algo de que não se tem muita certeza de acontecer.

 

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