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Cobrança de mensalidade em universidade pública poderia vir pelo IR
No Brasil, certas discussões são eternas. Nesse rol, está a cobrança de mensalidades em universidades públicas. Sou a favor da cobrança, mas não creio que a verei em vida. Faz parte dos assuntos que se tornaram tão ideologizados que o debate fica travado. Às vezes, nessas situações, reapresentar a ideia sob uma nova roupagem pode derrubar as resistências. Dizem que a essência da diplomacia é encontrar novos “frames” (enquadramentos) para problemas velhos.
Acho que há um mecanismo desses para a questão das universidades.
A meu ver a cobrança seria justa, porque o título universitário costuma conferir a seu detentor um significativo aumento de renda. Médicos e engenheiros ganham entre 15 e 20 vezes mais do que a mediana salarial do país. E isso ao longo de toda a vida laboral. Usar dinheiro dos impostos para financiar a formação desses profissionais configura um indefensável subsídio dos mais pobres para os mais ricos.
Daí não decorre que introduzir as mensalidades seja simples. Muitos alunos não têm condições de pagar. Criar uma burocracia universitária encarregada de descobrir quem pode parece péssima ideia. E universidades públicas costumam fazer pesquisa e manter hospitais universitários. São atividades caras, de modo que as mensalidades cobririam só parte do orçamento. Para muitos, nem vale a pena gastar energia com a cobrança.
Uma fórmula para superar esses impasses é trocar a cobrança durante o curso por um compromisso futuro. Pessoas que tenham cursado universidades públicas se comprometeriam a pagar, durante um tempo, um adicional de Imposto de Renda (IR) para ressarcir o erário. A vantagem desse sistema é que ele dispensa o exercício quase metafísico de separar os que podem dos que não podem e é adoravelmente progressivo. Ele pegaria só os estudantes que viessem a experimentar sucesso profissional a ponto de pagar IR.
(Hélio Schwartsman. https://www1.folha.uol.com.br/colunas/helioschwartsman/ 2022/06/ cobranca
-de- mensalidade-em-universidade-publica-poderia- -vir-pelo-ir.shtml. 14.06.2022. Adaptado)
Para o autor, a cobrança de mensalidade em universidades públicas
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Trompas de Falópio estão out, tubas uterinas, in
Foi há pouco mais de dez anos. De repente, médicos de dezesseis países reuniram-se em São Paulo e anunciaram que, depois de insanos estudos, 6 mil partes do corpo humano tinham sido rebatizadas com novos nomes oficiais. E o resultado é que nunca mais tivemos dor de ouvido. Só dor de orelhas.
Eles descobriram que, por uma série de motivos – não me pergunte quais –, muitos dos nomes antigos já não serviam. E foram bem claros: só os nomes estavam mudando, mas as funções continuavam as mesmas. Ah, bom! A velha orelha, portanto, continuava a ser orelha, própria para levar um puxão ou carregar um brinco – mas teria de ser chamada de orelha externa. E o ouvido, subitamente evaporado dos dicionários médicos, passava a ser orelha interna.
Outro que dançou nessa revolução da nomenclatura foi o cotovelo, que, coitado, foi rebatizado como cúbito. Donde, no caso de alguma namorada o ter mandado passear nos últimos dez anos, você não teve dor de cotovelo, mas dor de cúbito. Só que, em alguns casos de mudança de nome, os cientistas tiveram que fazer um ajuste, e este foi um deles – porque já havia no braço um osso chamado cúbito. Pois deixou de chamar-se. O antigo cúbito passou a chamar-se ulna, a fim de liberar espaço para o novo cúbito, que aposentou o cotovelo.
(Ruy Castro. O leitor Apaixonado: prazeres à luz do abajur.
São Paulo: Companhia das letras, 2009. Excerto adaptado)
Outro que dançou nessa revolução da nomenclatura foi o cotovelo, que, coitado, foi rebatizado como cúbito. Donde, no caso de alguma namorada o ter mandado passear nos últimos dez anos, você não teve dor de cotovelo, mas dor de cúbito. Só que, em alguns casos de mudança de nome, os cientistas tiveram que fazer um ajuste, e este foi um deles...
No contexto, a expressão destacada na frase – Só que, em alguns casos de mudança de nome... – introduz uma oração cujo sentido é de
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Trompas de Falópio estão out, tubas uterinas, in
Foi há pouco mais de dez anos. De repente, médicos de dezesseis países reuniram-se em São Paulo e anunciaram que, depois de insanos estudos, 6 mil partes do corpo humano tinham sido rebatizadas com novos nomes oficiais. E o resultado é que nunca mais tivemos dor de ouvido. Só dor de orelhas.
Eles descobriram que, por uma série de motivos – não me pergunte quais –, muitos dos nomes antigos já não serviam. E foram bem claros: só os nomes estavam mudando, mas as funções continuavam as mesmas. Ah, bom! A velha orelha, portanto, continuava a ser orelha, própria para levar um puxão ou carregar um brinco – mas teria de ser chamada de orelha externa. E o ouvido, subitamente evaporado dos dicionários médicos, passava a ser orelha interna.
Outro que dançou nessa revolução da nomenclatura foi o cotovelo, que, coitado, foi rebatizado como cúbito. Donde, no caso de alguma namorada o ter mandado passear nos últimos dez anos, você não teve dor de cotovelo, mas dor de cúbito. Só que, em alguns casos de mudança de nome, os cientistas tiveram que fazer um ajuste, e este foi um deles – porque já havia no braço um osso chamado cúbito. Pois deixou de chamar-se. O antigo cúbito passou a chamar-se ulna, a fim de liberar espaço para o novo cúbito, que aposentou o cotovelo.
(Ruy Castro. O leitor Apaixonado: prazeres à luz do abajur.
São Paulo: Companhia das letras, 2009. Excerto adaptado)
Outro que dançou nessa revolução da nomenclatura foi o cotovelo, que, coitado, foi rebatizado como cúbito. Donde, no caso de alguma namorada o ter mandado passear nos últimos dez anos, você não teve dor de cotovelo, mas dor de cúbito. Só que, em alguns casos de mudança de nome, os cientistas tiveram que fazer um ajuste, e este foi um deles...
O pronome – o –, em destaque na passagem, refere-se a
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Trompas de Falópio estão out, tubas uterinas, in
Foi há pouco mais de dez anos. De repente, médicos de dezesseis países reuniram-se em São Paulo e anunciaram que, depois de insanos estudos, 6 mil partes do corpo humano tinham sido rebatizadas com novos nomes oficiais. E o resultado é que nunca mais tivemos dor de ouvido. Só dor de orelhas.
Eles descobriram que, por uma série de motivos – não me pergunte quais –, muitos dos nomes antigos já não serviam. E foram bem claros: só os nomes estavam mudando, mas as funções continuavam as mesmas. Ah, bom! A velha orelha, portanto, continuava a ser orelha, própria para levar um puxão ou carregar um brinco – mas teria de ser chamada de orelha externa. E o ouvido, subitamente evaporado dos dicionários médicos, passava a ser orelha interna.
Outro que dançou nessa revolução da nomenclatura foi o cotovelo, que, coitado, foi rebatizado como cúbito. Donde, no caso de alguma namorada o ter mandado passear nos últimos dez anos, você não teve dor de cotovelo, mas dor de cúbito. Só que, em alguns casos de mudança de nome, os cientistas tiveram que fazer um ajuste, e este foi um deles – porque já havia no braço um osso chamado cúbito. Pois deixou de chamar-se. O antigo cúbito passou a chamar-se ulna, a fim de liberar espaço para o novo cúbito, que aposentou o cotovelo.
(Ruy Castro. O leitor Apaixonado: prazeres à luz do abajur.
São Paulo: Companhia das letras, 2009. Excerto adaptado)
No texto, o autor
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Assinale a alternativa em que o acento indicativo da crase está empregado conforme a norma-padrão da língua portuguesa.
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Assinale a alternativa que completa, correta e respectivamente, as lacunas da frase a seguir, de acordo com a norma-padrão da língua portuguesa.
Pesquisadores finlandeses interessados problema da insônia a para determinar o quanto uma noite bem dormida é para manter a saúde mental.
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Pessoas com insônia correm maior risco de desenvolver problemas cognitivos
Um novo estudo finlandês concluiu que pessoas que sofrem de insônia têm um risco maior de desenvolver problemas cognitivos(a) ao longo da vida. A pesquisa envolveu 3748 participantes, que foram acompanhados por cerca de 15 anos após suas avaliações originais.(b)
Os problemas cognitivos ligados à insônia podem incluir problemas de memória, concentração e capacidade de aprendizado. Os pesquisadores consideraram outros fatores de saúde conhecidos por estarem ligados ao declínio cognitivo na velhice, como pressão alta, colesterol alto, obesidade, diabetes, depressão e um baixo nível de atividade física, e ainda assim confirmou-se a associação entre insônia e problemas cognitivos. Eles explicam que, quanto mais tempo durar a insônia, piores serão essas funções cerebrais com o passar dos anos, ao passo que, se os sintomas da insônia diminuírem, a função cognitiva tende a ficar mais saudável na vida adulta.
Alguns participantes que estavam na meia-idade e empregados no início do estudo já haviam se aposentado na fase final da pesquisa.(c) “Nossos resultados mostraram que os sintomas de insônia já na idade ativa podem aumentar o risco de declínio cognitivo(d) na idade da aposentadoria”, explicam os pesquisadores da Universidade de Helsinque, na Finlândia.
A pesquisa alerta ainda que tratar a insônia mais cedo poderia evitar problemas de saúde do cérebro e até doenças como Alzheimer, embora não seja suficiente para mostrar a causa de forma conclusiva. “Com base em nossas descobertas, a intervenção precoce para combater os sintomas de insônia ou medidas destinadas a melhorar a qualidade do sono seriam justificadas”, diz a médica da Universidade de Helsinque, Tea Lallukka, em comunicado.
A equipe ressalta ainda que existem várias maneiras de melhorar a qualidade do nosso sono,(e) tais como: ter um ritmo de sono mais regular, garantir um bom ambiente de sono (em termos de temperatura e iluminação) e cuidar dos hábitos alimentares.
(Revista Galileu, 25.05.22. Adaptado)
Assinale a alternativa em que a substituição do “que”, na frase do texto reescrita, mantém o sentido original e a correção gramatical.
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Pessoas com insônia correm maior risco de desenvolver problemas cognitivos
Um novo estudo finlandês concluiu que pessoas que sofrem de insônia têm um risco maior de desenvolver problemas cognitivos ao longo da vida. A pesquisa envolveu 3748 participantes, que foram acompanhados por cerca de 15 anos após suas avaliações originais.
Os problemas cognitivos ligados à insônia podem incluir problemas de memória, concentração e capacidade de aprendizado. Os pesquisadores consideraram outros fatores de saúde conhecidos por estarem ligados ao declínio cognitivo na velhice, como pressão alta, colesterol alto, obesidade, diabetes, depressão e um baixo nível de atividade física, e ainda assim confirmou-se a associação entre insônia e problemas cognitivos. Eles explicam que, quanto mais tempo durar a insônia, piores serão essas funções cerebrais com o passar dos anos, ao passo que, se os sintomas da insônia diminuírem, a função cognitiva tende a ficar mais saudável na vida adulta.
Alguns participantes que estavam na meia-idade e empregados no início do estudo já haviam se aposentado na fase final da pesquisa. “Nossos resultados mostraram que os sintomas de insônia já na idade ativa podem aumentar o risco de declínio cognitivo na idade da aposentadoria”, explicam os pesquisadores da Universidade de Helsinque, na Finlândia.
A pesquisa alerta ainda que tratar a insônia mais cedo poderia evitar problemas de saúde do cérebro e até doenças como Alzheimer, embora não seja suficiente para mostrar a causa de forma conclusiva. “Com base em nossas descobertas, a intervenção precoce para combater os sintomas de insônia ou medidas destinadas a melhorar a qualidade do sono seriam justificadas”, diz a médica da Universidade de Helsinque, Tea Lallukka, em comunicado.
A equipe ressalta ainda que existem várias maneiras de melhorar a qualidade do nosso sono, tais como: ter um ritmo de sono mais regular, garantir um bom ambiente de sono (em termos de temperatura e iluminação) e cuidar dos hábitos alimentares.
(Revista Galileu, 25.05.22. Adaptado)
Considere o trecho:
“A pesquisa alerta ainda que tratar a insônia mais cedo poderia evitar problemas de saúde do cérebro e até doenças como Alzheimer, embora não seja suficiente para mostrar a causa de forma conclusiva”
É correto afirmar que o vocábulo em destaque introduz uma afirmação que
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Pessoas com insônia correm maior risco de desenvolver problemas cognitivos
Um novo estudo finlandês concluiu que pessoas que sofrem de insônia têm um risco maior de desenvolver problemas cognitivos ao longo da vida. A pesquisa envolveu 3748 participantes, que foram acompanhados por cerca de 15 anos após suas avaliações originais.
Os problemas cognitivos ligados à insônia podem incluir problemas de memória, concentração e capacidade de aprendizado. Os pesquisadores consideraram outros fatores de saúde conhecidos por estarem ligados ao declínio cognitivo na velhice, como pressão alta, colesterol alto, obesidade, diabetes, depressão e um baixo nível de atividade física, e ainda assim confirmou-se a associação entre insônia e problemas cognitivos. Eles explicam que, quanto mais tempo durar a insônia, piores serão essas funções cerebrais com o passar dos anos, ao passo que, se os sintomas da insônia diminuírem, a função cognitiva tende a ficar mais saudável na vida adulta.
Alguns participantes que estavam na meia-idade e empregados no início do estudo já haviam se aposentado na fase final da pesquisa. “Nossos resultados mostraram que os sintomas de insônia já na idade ativa podem aumentar o risco de declínio cognitivo na idade da aposentadoria”, explicam os pesquisadores da Universidade de Helsinque, na Finlândia.
A pesquisa alerta ainda que tratar a insônia mais cedo poderia evitar problemas de saúde do cérebro e até doenças como Alzheimer, embora não seja suficiente para mostrar a causa de forma conclusiva. “Com base em nossas descobertas, a intervenção precoce para combater os sintomas de insônia ou medidas destinadas a melhorar a qualidade do sono seriam justificadas”, diz a médica da Universidade de Helsinque, Tea Lallukka, em comunicado.
A equipe ressalta ainda que existem várias maneiras de melhorar a qualidade do nosso sono, tais como: ter um ritmo de sono mais regular, garantir um bom ambiente de sono (em termos de temperatura e iluminação) e cuidar dos hábitos alimentares.
(Revista Galileu, 25.05.22. Adaptado)
No trecho “Os pesquisadores consideraram outros fatores de saúde conhecidos por estarem ligados ao declínio cognitivo na velhice…”, o vocábulo em destaque tem como antônimo, no contexto em que foi empregado:
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Pessoas com insônia correm maior risco de desenvolver problemas cognitivos
Um novo estudo finlandês concluiu que pessoas que sofrem de insônia têm um risco maior de desenvolver problemas cognitivos ao longo da vida. A pesquisa envolveu 3748 participantes, que foram acompanhados por cerca de 15 anos após suas avaliações originais.
Os problemas cognitivos ligados à insônia podem incluir problemas de memória, concentração e capacidade de aprendizado. Os pesquisadores consideraram outros fatores de saúde conhecidos por estarem ligados ao declínio cognitivo na velhice, como pressão alta, colesterol alto, obesidade, diabetes, depressão e um baixo nível de atividade física, e ainda assim confirmou-se a associação entre insônia e problemas cognitivos. Eles explicam que, quanto mais tempo durar a insônia, piores serão essas funções cerebrais com o passar dos anos, ao passo que, se os sintomas da insônia diminuírem, a função cognitiva tende a ficar mais saudável na vida adulta.
Alguns participantes que estavam na meia-idade e empregados no início do estudo já haviam se aposentado na fase final da pesquisa. “Nossos resultados mostraram que os sintomas de insônia já na idade ativa podem aumentar o risco de declínio cognitivo na idade da aposentadoria”, explicam os pesquisadores da Universidade de Helsinque, na Finlândia.
A pesquisa alerta ainda que tratar a insônia mais cedo poderia evitar problemas de saúde do cérebro e até doenças como Alzheimer, embora não seja suficiente para mostrar a causa de forma conclusiva. “Com base em nossas descobertas, a intervenção precoce para combater os sintomas de insônia ou medidas destinadas a melhorar a qualidade do sono seriam justificadas”, diz a médica da Universidade de Helsinque, Tea Lallukka, em comunicado.
A equipe ressalta ainda que existem várias maneiras de melhorar a qualidade do nosso sono, tais como: ter um ritmo de sono mais regular, garantir um bom ambiente de sono (em termos de temperatura e iluminação) e cuidar dos hábitos alimentares.
(Revista Galileu, 25.05.22. Adaptado)
A partir das informações presentes no texto, pode-se concluir que
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